Era uma sexta-feira, por fadiga dos lugares que frequento, resolvi ficar em casa e termina de ler um livro do Schopenhauer que tinha empoeirado na prateleira. Quando umas 22 horas, o telefone toca- atendo. - Henrique? Está em casa? - Quem é? - Sou eu, Bruno cara, mano eu não acredito que esqueceu? - Esqueci? - Estamos aqui seu viado, no casamento de John, não posso crer que esqueceu o casamento do seu melhor amigo. Arrume-se e venha, rápido! - Olha Bruno, ultimamente venho esquecendo as minhas prioridades, quanto mais as que não me beneficiam. - Não é uma pessoa qualquer, é uma pessoa que te conhece a anos, uma data especial, deveria por obrigação lembrar. - Tá, tudo bem - pausa longa - Logo estarei aí. Quem sabe depois da cerimônia, tchau - odeio cerimônias. - Bls - disse Bruno com um tom de desaponto. Bruno e John são meus melhores amigos. E, infelizmente, John vai casar. Sou totalmente a favor de casamento, mas sim eu sou contra. A o dele. O cretino esta prestes a casar com uma vadia. Por força do hábito, vesti meu casaco e fui. Antes de tudo acho casamento na igreja um puro clichê. Se por ventura um dia me casar, escolheria um bosque ou uma praia - cara, porque diabos estou pensando nisso? (cheguei).
Michael Frank - Um empático. 2 EP








