Eunji se viu incapaz de fugir do toque dele. Não era capaz de tirar as mãos do príncipe de seu rosto, não quando estavam tão próximos, quando as palavras dele eram tão sinceras. Não queria causar dor a ele também, porque odiava isso. Gostava de ser a pessoa que causava sorrisos e animação, não alguém cujas ações resultavam em aflições… Bem, naquele caso, as próprias ações de Maksim haviam levado aquela situação. Ainda assim, Eunji conseguia enxergar a honestidade na pronuncia, a dor que chegava aos olhos e que doía nela também. Os olhos se voltaram para os lábios dele, a maneira como proferia as palavras e então para os olhos, tão azuis que… poderia se afogar? Clichê, mas era como se a proximidade fizesse com que a princesa se esquecesse de respirar. Precisava se lembrar de fazer isso, portanto tirou os olhos dos dele e argh, olhar para a boca de Maksim definitivamente não era uma boa ideia também. Inconscientemente, as mãos se apoiam no tronco dele, os dedos finos segurando na roupa, como se para mantê-lo ali, bem perto. “Você é um bom amigo.” Contradisse ele, relutante. “Só foi um idiota.” Esclareceu, tocada pelas sentenças alheias. Não era sua intenção se sentir tão derretida e tão igualmente ridícula, rendida pelo seu amigo! “Você sabe que eu vou te dar uma chance.” Era muito difícil dizer não para ele. Diante das desculpas, parte da mágoa se dissipou, mas ainda havia certa raiva e principalmente um incômodo que agredia o coração e o estômago. Eunji virou ligeiramente o rosto, apenas um pouco, como se desejasse uma carícia. “Não consegue imaginar sua vida sem a minha presença?” Perguntou, manhosa, um pequeno sorriso surgindo no rosto, porque o pior já havia passado e agora queria apenas provocar para, quem sabe, descobrir um pouco mais do que Maksim estivera fazendo e com quem. Não tinha o direito de exigir ou indagar, tampouco queria, então recorreria ao seu carisma para juntar as peças. “Parecia bem que você conseguia imaginar, tinha tantas garotas naquele lugar…” Dessa vez ela desviou os olhos, suspirando de forma exagerada e dramática, a boca se projetando para frente, como uma criança chateada. Não conseguiu conter o tom ciumento em sua pronúncia. “Talvez possa imaginar sua vida com elas também…” Dessa vez voltou os olhos para o russo, as mãos puxando-o um tanto para mais perto, enquanto erguia os pés para ficar maior, mesmo que de salto. Estava inebriada por Maksim, pelo aroma e pela presença. “Elas eram mais interessantes do que eu?” Indagou baixou, tão perto que mais um pouco e suas testas poderiam se tocar.
“ eu não fui um idiota, eu sou um idiota. e você tem toda razão de não me dar chance nenhuma se não quiser. ” falou, sinceridade permeada em cada uma de suas palavras. ele torcia para que ela o perdoasse, mas nunca a obrigaria fazer isso se não fosse algo que a própria desejasse. quando eunji virou seu rosto, o polegar de maksim instintivamente começou a delicadamente traçar carícias na bochecha da jovem. “ não, eu não consigo, nunca conseguiria. a ideia de não ter a sua presença na minha vida é absurda e eu não quero nem ter que considerar isso. ” acompanhou as feições do rosto dela mudando de perto logo após entrar no assunto garotas. e maksim não pôde evitar o riso que surgiu em seus próprios lábios ao perceber do que aquilo tudo potencialmente se tratava. sua mão direta deslizou do da bochecha de eunji, mais uma vez encaixando uma mecha dos fios pretos de cabelo atrás da orelha, continuando seu camindo por todo o comprimento dos mesmos até alcançar as costas de eunji, parando apenas ao chegar à cintura da coreana. ao sentir que ela o puxara para mais perto de si, o rapaz fez o mesmo que ela, mas trazendo-a para o mais perto possível de seu corpo pela mão que mantinha à cintura da mesma. “ eu não sei, talvez sim... talvez não… ” provocou ela, seus lábios próximos ao ouvido da morena. “ se eu não te conhecesse, poderia jurar que isso tudo é ciúmes… ” desafiou eunji, encarando-a novamente naquele pequeno espaço entre os rostos dos dois. suas testas à esssa altura já estavam coladas, o nariz dela tocava o seu, e era excruciante ter os lábios de eunji tão perto dos seus. “ sei que eu disse que ia ser a última chance que eu te pedia, mas potencialmente vou ter que pedir para você me perdoar de novo depois disso… ” brincou com o fato de que havia acabado de pedir para que ela o perdoasse e lhe desse outra chance. e se maksim seguisse em frente com o que queria fazer naquele momento, ficaria novamente nas mãos de eunji esperando que ela lhe perdoasse ou o cortasse de vez de sua vida. delicadamente o rapaz acabou com o ínfimo espaço que existia entre eles, colando seus lábios nos dela enquanto sentia seu coração bater mais forte dentro de seu peito na expectativa de saber se ela o aceitaria ou não.