Pelos deuses! aquele ali passeando na praia é MENELAU? ah, não, é só EMMANUEL "MANNY" LAL, um BARTENDER nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os TRINTA E CINCO anos nesse novo corpo, segue tão GENEROSO e TEIMOSO quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito RAYMOND ABLACK? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como FUNCIONÁRIO do nosso hotel!
Menelau, na mitologia grega, foi um rei lendário da Esparta, irmão mais novo de Agamémnon e filho de Atreu, vindo de uma linhagem amaldiçoada. Conseguiu a mão de Helena através de um sorteio, onde ele foi o sortudo dentre muitos outros pretendentes, incluindo o próprio irmão mais velho. O rapto da sua mulher (Helena) por Páris (também conhecido como Alexandre), deu origem à Guerra de Troia. Menelau não era dos melhores guerreiros, mas era muito nobre e possuía grandes riquezas.
I'm still on that tightrope
I'm still trying everything to get you laughing at me
I'm still a believer but I don't know why
I've never been a natural
All I do is try, try, try
BASIC INFO
Apelidos: Manny, Manu, Nunny.
Idade: 35
Altura: 1,83
Qualidades: Generoso, esperançoso e amigável.
Defeitos: Teimoso, indeciso e foge de conflitos
Orientação sexual: Heterossexual
HEADCANONS
Filho de imigrantes, Emmanuel já nasceu no Canadá ao contrário do irmão mais velho e nunca soube dizer se era justamente isso que o fez ser tão diferente do irmão, ou sempre viver a sua sombra. Não que Manny não fosse dedicado e sempre desse tudo de si, mas nada nunca era o suficiente para superar o irmão mais velho e depois de alguns anos, ele nem fazia questão. Já havia se resignado de que seria apenas mediano. Foi ainda no ensino médio que conheceu o amor de sua vida, como um tolo apaixonado lutou com os pais para que pudesse ficar com a amada e se casaram logo após a formatura. Só mantinha seus laços com a família por que havia concordado em seguir o caminho da família e estudar direito, ainda que ele não tivesse jeito algum pra coisa. Emmanuel era simplesmente passivo e conformado demais para que fosse pra guerra por qualquer que fosse o motivo, ele nunca entrava em brigas físicas ou sequer levantava a voz em discussões. Se havia um conflito, era certo que ele estaria a quilômetros de distância.
Seu filho não tinha nem completado um ano de vida quando a esposa resolveu o deixar por outro homem, um que era mais bonito, inteligente e bem sucedido do que ele. E o que Emmanuel fez? Sofreu em silêncio, aceitou o divórcio e sequer insistiu para que ela reconsiderasse. Afinal, ele a amava o suficiente para não ir contra a felicidade dela, mesmo que sentisse que jamais fosse encontrar um amor como aquele. Mesmo que tentasse ser um pai presente, foi quase inevitável que o filho considerasse mais o padrasto como pai do que o homem que ele via aos fins de semana. E pouco a pouco uma distância foi sendo imposta, assim como uma culpa e descontentamento interno em Emmanuel por ser incapaz de se impor e lutar pelo quer queria.
Não foi surpresa quando se tornou um péssimo advogado, talvez possuísse algum azar crônico ou só não fosse bom pra coisa, conseguiu perder todos os casos que pegou. Cansado de ser o descontentamento da família, decidiu pegar suas economias e se mudar para Londres, querendo recomeçar a vida do zero e sem ser a sombra de ninguém. Emmanuel percebeu com o tempo que toda coisa boa em sua vida vinha com algo ruim, era quase como um tipo de sorte irônica, se ele ganhava um pacote de mimos caninos em uma rifa, seu cachorro falecia dois dias depois. Uma vez ganhou uma lavagem grátis pro carro e assim que saiu começou a chover, ou também a vez em que achou dinheiro na rua e acabou sendo assaltado uma esquina depois.
Emmanuel trabalhou de tudo um pouco e mesmo com as situações irônicas a sua volta, conquistou muitos amigos graças ao seu grande coração e sua tendência a evitar conflitos. Foi assim que depois de alguns anos trabalhando para um senhor no bar dele e cuidando dele que não tinha nenhum familiar vivo, acabou herdando o bar do homem. O bar não era um sucesso, mas tinha uma clientela considerável por conta das amizades que ele fez ao longo dos anos, mas pouco a pouco o negócio foi falindo e ele precisou buscar por outro emprego, na mesma semana também foi convidado a se retirar do apartamento que alugava. E foi nesse momento de caos que ele teve a sorte de conseguir uma indicação para trabalhar no hotel Aletheia, uma que ele não deixou escapar.
TRIVIA
Ele é formado em direito
Mantém um contato mínimo com os pais e o irmão, por que não quer ser um fardo pra eles ou admitir que precisa de alguma ajuda.
O contato com o filho atualmente é apenas via chamada de vídeo e duas vezes no mês, mas ele sempre fica nervoso quando chega perto e tem quase certeza de que o filho só faz isso por obrigação.
Por ter que se virar e trabalhar com um pouco de tudo, dá pra dizer que ele tem uma noção boa de trabalhos gerais como marcenaria, eletricista e afins.
Ele costuma quase sempre ganhar prêmios em sorteios, mas como eles sempre parecem vir de um jeito meio torto na vida dele, ele evita participar destes.
Um de seus hobbies favoritos é pintura, mas nunca chegou a mostrar nada que fez pra ninguém por que acha tudo mediano demais.
Já era fim de expediente e o bar estaria já quase completamente vazio se não fosse por ele e Ezra ali, não era incomum que ele não soubesse muito bem como reagir quando na presença da mulher. Ele era observador o suficiente para ter notado que havia algo diferente na postura da mulher nos últimos tempos, ainda que a súbita alta ingestão de álcool falasse muito bem por si própria. ❝Se quiser contar sobre o que anda te perturbando, saiba que mesmo não sendo psicólogo, a discrição ainda é parte do trabalho.❞ Sugeriu quando servia outra dose da bebida dela, o olhar se fixando no rosto dela após guardar a garrafa, uma tentativa vã de que talvez assim ela não fosse pedir por mais. Escorou os cotovelos sob o balcão do bar, tomando a pequena dose que tinha servido para si mesmo, se permitindo beber já que estavam apenas eles ali. ❝Mas só vale se não contar que me viu bebendo em serviço.❞
O bocejo veio de forma quase natural pro conta da noite mal dormida, sabia que o irmão mais velho iria rir da cara dele se soubesse que não andava conseguindo dormir por que tudo estava escuro demais. Contudo, era naqueles momentos que lhe confortava saber que a família estava longe, bem longe todo aquele caos do hotel. Virou para trás com certa confusão quando ouviu uma voz falando consigo e quando viu o pequeno papel nas mãos alheia se recordou do que se tratava, prontamente negou com a cabeça e fez um gesto com a mão de que ela poderia ficar pra ela. ❝Fica pra você. Me deram isso ontem a noite, é de um sorteio de uma das lojas da cidade.❞ Deu de ombros, se fosse realmente um número premiado, imaginava que qualquer outro fosse aproveitar mais o prêmio do que ele se considerasse sua sorte com aquele tipo de coisa. ❝Só não me pergunta que loja, mas deve ter escrito em algum lugar aí.❞
@oscarabrackenridge disse “i don’t know how you can stand this kind of thing…”
Se tinha algo que já estava mais do que acostumado depois de anos em atendimento ao público, era que que gritassem com ele ou lhe tratassem mal. Então, com a cabeça cheia demais, não foi surpresa a fúria de um dos hóspedes quando ele confundiu o pedido dele com o de outro cliente no bar. E de alguma forma, a calma e conformismo de Emmanuel parecia deixar o cliente apenas mais irritado, mas eventualmente se cansou de reclamar e foi embora aos resmungos, enquanto Manny pedia desculpas pelo erro cometido. Soltou um suspiro e passou a mão pelos cabelos antes de se virar para Oscar com um sorriso cansado, aproveitando que o pequeno show parecia ter sido o suficiente para diminuir um pouco do movimento por hora. ❝Meus pais brigaram muito mais comigo quando abandonei a advocacia, isso aqui não é nada perto da fúria de um Lal.❞ Comentou com certa graça, afinal, ele também era um Lal e ainda assim não havia fúria alguma nele, ou qualquer motivação para que lutasse por algo. ❝E tenho certeza que você mesmo deve ter escutado umas boas coisas assim no trabalho, ainda que talvez não direcionadas a você... A tática é aceitar no que errou e ignorar no que eles estão errando, é melhor evitar conflitos.❞
@vivianblackwood disse “Do you mind if I join you?”
Estava aproveitando um pouco do tempo livre e a trégua momentânea da chuva para apreciar o jardim, estranhamente parecia mais bonito pra ele sob a luz do luar do que durante o dia, ainda que não tornasse menos assustadoras as estátuas de monstros que já havia encontrado por ali. Foi tirado de seu devaneio quando ouviu a voz de Vivian, um sorriso prontamente surgindo no rosto do Lal. ❝Jamais! Na verdade me sinto honrado com sua presença.❞ Comentou e fez um gesto com uma mão, algo como uma meia reverência, ainda que logo mais ele negasse com a cabeça e desse uma risada. ❝Tá, foi um pouco demais, né? Não quero soar como um velho de 1880.❞ Deu de ombros e fez um gesto sutil para que a mulher lhe acompanhasse na caminhada, a grama ainda estava molhada, mas ele não se importava de ficar com os pés um pouco enlameados depois. ❝Precisando de um pouco de ar fresco também?❞