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@marcio-m-rocha
Mozaico da novelaPUB
O FALAR ESCRITO
Pensando na linguagem oral, sua forma truncada de se falar, de se expressar oralmente e como ela reflete na narrativa escrita. Como trabalhar com isso? Quando aparece em um diálogo uma interjeição, uma forma diferenciada. O escritor tem um desafio.
Algumas ênfases que acontecem na oralidade são possíveis de ser interpretadas na narrativa escrita. Esta forma de interpretação é estética. São formas peculiares interpretadas pelo autor a partir de sua subjetividade histórica. Sua história de vida, como dizem os antropólogos. Esta forma própria, resultado das experiências de vida do escritor, cria um estilo, decorrente do seu tempo e de sua leitura de mundo. Este estilo se consolida com a produção de literatura. Quanto mais produção, mais consolidado ele fica.
Márcio Rocha
O uso do roteiro para a produção de narrativas literárias
CICLO 25
A partir do início da publicação de meu terceiro livro, “O Trimestre”, resolvi retornar a este blog para construir um espaço de informações sobre literatura, minhas atividades como escritor e apresentar meus escritos. Pretendo também formar meu público. Pessoas interessadas em dialogar sobre literatura e trocar informações.
(Native Cell)
O olho mareado do meu amor, que não está acostumada a beber
Visite o post para mais.
em Maringá https://www.instagram.com/p/CC8of8lAZD-/?igshid=gbyl1ldagdqs
Compreender a leitura
Bebo de muitas obras literárias em fragmentos, outras, consumo por inteiro. Antes tinha um sentimento de culpa por não concluir um livro, seja ele de arte ou de ciência. Percebi que recriminar, ou mesmo discordar de quem abandona a leitura de uma obra no mínimo é uma visão idealista e burocrática no processo de apreensão da cultura. Tem autores que apenas degustamos, outros nos embebedamos. É certo que não podemos criticar um artista, sua obra, sem conhecê-la, mas isso não invalida, degustar, experimentar. As vezes deixamos de ler um livro não porque não gostamos, mas porque naquele momento outras prioridades apareceram. Concordo que devemos ter alguma disciplina e desenvolver leituras completas, detalhadas e mesmo comentadas. A qualidade pressupõe quantidade, o aprimoramento vem com o tempo, tempo de execução, de prática. No entanto, em alguns momentos, optamos pela superficialidade em função da escala da busca, assumimos uma percepção exploratória de um autor ou um tema. O importante é o compromisso legítimo com o autor. Buscar sempre uma interpretação consistente de quem escreve para poder criticá-lo ou aceitá-lo, ou melhor, aceita-lo ou rejeitá-lo com crítica.
TENHO TODOS OS DEFEITOS DO MUNDO
ALGUNS EU DEPURO
OUTROS EU AMPLIO
E TODOS EU SABOREIO
NA BUSCA DA VERDADE
Premissas para o movimento narrativo que se operacionalizam no ato da escrita. Uma escrita instantânea, a expressão na sua vitalidade!
Um mistério
Ommmm
(Tunq)
Sobre a forma e estrutura para a produção da escrita
Ponderações sobre a obra de Stephen King "Sobre a escrita, a arte em memórias. Ele tem uma forma de pensar a produção da narrativa como um fóssil, aonde a ideia principal, quando descoberta, deve ser escavada com calma, com cuidado para não se quebrar as peças, apresenta, inclusive uma crítica à utilização do enredo em uma obra literária, aonde o enredo poder ser como uma britadeira, que desvenda o fóssil mas destrói muitas peças, ele portanto é averso ao enredo, embora já o tenha utilizado. Para ele, a obra deve fluir, indo passo a passo sem necessariamente uma definição clara do final da obra, ou da forma com se estrutura a obra. Achei interessante esta metáfora, ela nos orienta no resgate das boas ideias, e de sua valorização. Com calma vamos trabalhando, a partir deste núcleo, desta semente (o fóssil), uma narrativa, um romance, um ensaio ... etc. Stephen King foca sua análise no romance de ficção, estilo preponderante em sua produção. Ele não considera, por exemplo o romance histórico, ou não valoriza em seus argumentos o lado histórico dos romances. As descrições históricas pressupõe um trabalho mais detalhado, mais focado no cenário que o autor pretende desenvolver, para tanto existem metodologias específicas de trabalho. Eu como pesquisador, talvez ainda com uma influência da minha condição de pesquisador científico, acredito, valorizo a estrutura preliminar de uma obra, não uma estrutura acabada, mas como uma premissa para o desenvolvimento do trabalho, na medida que propicia com isso uma orientação no processo de desenvolvimento da obra, que pode, no transcurso do trabalho, ser ressignificada. É certo que isso pode cercear a criatividade, o fluxo livre do pensamento criativo. Neste sentido, paralelo a esta estrutura flexível que proponho, valorizo a produção de cenários e narrativas que poderão estar contidos nos capítulos e sub capítulos do livro de forma independente. Para não perder o fluxo criativo não me preocupo em definir o personagem a prióri, utilizo então a seguinte estrutura: [personagem a]. Se houver outros, serão "b","c" e assim por diante. Depois é que verifico como encaixar esta narrativa no universo do temário estabelecido na obra escrita. Em qual sub capítulo, com qual ou quais personagens. Com isso eu não perco o foco produtivo do romance, do momento de elaboração das narrativas, convergindo para o desenvolvimento da obra (romance, ensaio, etc), dando vazão ao processo criativo.