Dia 1 de “É junho na Christ Church e eu estou com medo” - Casórios
Texto feito sem a interferência ou sugestão de I.A.
Espero que eles não considerem ter o meu ego inflado por opinião de I.A. como influência de I.A., mas enfim, a primeira coisa a fazer era um reunião com os casaisinhos
—- O autor me disse para fazer fanfics de ocêis, mas tem um porém, eu só penso em Gardnet torando Lacie e o casorio dos pombinhos aí
— Ah, mas é claro que seria isso — Disse Martin Bufando — Olha, em primeiro lugar, eu peço que poste o final que você me deu ano passado, acho ele muito bom e em segundo lugar, Nicole e eu concordamos com um casamento do nosso nível, algo a nossa cara, sabe, bem bucólico, carrolliano e que não tenha nada a ver com… Você está prestando atenção?
Eu: Gosto muito do menino Martin, mas eles já se casaram em 2017, depois que fizemos uma versão alternativa do terceiro livro, embora é claro que depois descobrimos que a saga não tinha acabado, mas poxa, tinha até pasta no pinterest pra eles…
Nicole: Eu fiz uma pasta para o meu casamento no pinterest, recentemente, e ele é bem boho chic, já imaginei o vestido cheio de renda, uma coisa bem temática de Alice no Paía das Maravilhas, sabe, a Sabrina é minha madrinha e o padrinho do Martin é o Lucas
Lucas: Eu perguntei pro Douglas se ele quer casar comigo e ele desconversou, eu to me sentindo meio puto, sabe… Faz dez anos que a gente está junto… Claro, que não exatamente, mas vocês me entendem né… Um ano na cronologia de que os livros foram lidos, I would like a ring, I would like a ring
I would like a diamond ring on my wedding finger
I would like a big and shiny diamond that I could wave around and talk, and talk about it
Douglas: Eu fico besta como minhas previsões se tornam inúteis nesse universo, eu tinha imaginado pedir o Lucas em casamento semana que vem, pra quê? Agora acabou com toda a surpresa
Eu estava pensando em um casamento duplo, mas parece que Martin não está muito satisfeito com a ideia
—- Se o Lucas for casar no mesmo dia que eu, então como ele pode ser o meu padrinho? Eu não aceito isso
—- Mas amor — Tentou intervir Nicole — Nós somos tão próximos, qual o problema?
—- Não quero ter que dividir a atenção, me desculpe Nicole, eu amo o Lucas, mas depois de tudo o que eu passei, que a gente passou, a gente merece no mínimo um dia maravilhoso para a gente, um dia incrível
—- Vocês querem mesmo casar em junho?
— Sim — Eles responderam em uníssono
Lucas VT : O meu casamento não teve conto… Eu não to reclamando, eu só estou comentando mesmo… O do Paul teve toda uma comoção, né, criança entrando e tudo mais
Eu: É casamento de Nicole e Martin…. Como seria o nome certo… Nicotim? Marticole? Marticole é bom né… Ainda tem o casamento do Lucas VT… Ué, eu fiz uma história onde ele se casa na tradição hindu… Isso é muito mais legal que um casamento tradicional, avisa que eu vou ficar devendo
Douglas me procurou depois com a reunião com Marticole, visivelmente irritado, ele disse que ia pedir Lucas em casamento em uma ocasião especial
— Um flash mob por essas ruas aí, ele ia adorar, se sentir amado em voz alta, agora se eu disser que sempre planejei, ele não vai acreditar, você estragou tudo!
— Eu posso te ajudar com isso, mas eu preciso saber quando você pretende se casar com ele?
— Não sei, o noivado do Martin durou um ano inteiro, é que eu não lembro se você chegou a presenciar ou não — Eu não escrevi naquele conto, mas nem precisava
— Não, eu não presenciei porque ele fez a exata mesma coisa dos livros, ele levou ela para um passeio de barco ao por do sol, entregou a caixinha e perguntou “eae bora fechar, gracinha, gostdmais docê” e ela disse “sim” como se não se lembrasse do que ele tinha feito em 2015 no universo do Coelho
— E quanto ao meu noivado com o Lucas?
— Se eu ajudar vocês a ficarem juntos, vocês se casam em agosto? Não fala nada pro Lucas, mas o Martin não quer dividir o grande dia com o amigo
—- Nem o Lucas iria querer dividir o grande dia… E sim, agosto é uma ótima data
Ok, já tinha resolvido uma das pendengas, mas precisava de resolver outra, Timothée estava me cobrando o conto dele e Charles insistindo para eu convidar os protagonistas de Noites Brancas
—- Mexa sua bunda gorda e termine de ler Tolstoi — Não dava para levar ele a sério, ele estava vestido de Michael Jacson, pronto para ir ver o filme com a Alice e com o Duckworth
—- Tanto faz, quero os aqui, ainda mais agora que a Bibi foi embora
— Sim, ela não mora aqui, esqueceu? — Ele colocou o chapéu com a mão coberta pela luva brilhante e saiu fazendo moonwalker, não era aleatório, ele se identifica pra caramba com o Michael Jacson uma vez que ambos sofrem de acusações… Ok,eu vou parar por aqui.
Enquanto nem Martin e nem Nicole me davam uma lista com passo a passo do que fazer, eu fui comprar as coisas para as festinhas, mas esqueci por um breve momento que a cidade de Oxford não comemora festa de São João e por isso em nenhum lugar iriam vender bandeirola e chita
— Oi — Aisha me acenou quando me viu entrar pelo Tom Quad eu só achei paçoca
— Oi Aisha, como ta indo? — Aisha é uma amiga frequente do College, duas informações importantes sobre ela é que, primeiro, ela está morta desde de 2017 e segundo, ela se casou com um cruzado medieval e eu que fiz o vestido de noiva dela
— Você viu o clipe novo da Ariana Grande? — Ela também é muito fã de Ariana Grande
— Ainda não, cadê o Micael?
— Ele está em Londres, em missão
—- E aí, você está animada pra dançar quadrilha?
— Sim, eu queria ser a noiva do casamento caipira, mas a Nicole
— Não, não, a Nicole não quer casar no casamento caipira, a gente vai ter que fazer uma festa bem diferente
— Ah, então eu ainda posso ser a noiva
Ainda tinha essa de casamento caipira, eu nunca organizei um casamento caipira antes, mas agora se a Aisha queria, eu não poderia decepcionar o Micael, e ainda precisava ajudar o Dough com seu pedido maluco de fazer um flahs mob, como eu era a escritora, e Charles estava ocupado vendo o filme do Michael, precisaria pensar e tudo isso, sem usar I.A., era o que eu tentava enquanto varria a reitoria porque a Maria de Castela (a governanta oficial da Alice) tinha me pedido a ajuda
—- Você acha que a Alice daria uma boa debutante no universo de Bridgerton? — Perguntou Maria, ela via tudo, menos o que se passava na minha cabeça
— Talvez, olha, só, o que você acha da gente fazer um casamento caipira pra festa junina? Mas eu estava pensando em algo que fugisse do padrão da noiva que está louca pra casar e o noivo que é vagabundo, e se fosse uma história onde o noivo foge com o padrinho e a noiva casa com outra mulher, eu vi essa ideia esses dias em um comentário na internet e não posso fazer nas escolas em que eu trabalho porque eles são conservadores, meu único problema seria se Micael aceitasse ver a Aisha casando com outra mulher
— Seria engraçado o senhor Charles não querendo casar por um dote abaixo de quinhentas mil libras, fiquei sabendo que foi esse valor que ele quis na época
— Eu não estava aqui e ele insiste que não foi bem assim, que ele só pediu 10 mil libras — Comecei a rir
— Meu Deus, que paspalho! Mas ainda sobre o casamento caipira, o que você acha? A noiva tem que ser a Aisha
— Pode ser uma história onde ela está sendo obrigada a casar com um cara falido que paga de boa banca, mas está falido e é mulherengo, isso seria bem casamento caipira e aí para dar um toque de humor, coloca que ele pegou uma travesti
— Não, isso seria um pouco problemático… Mas o resto faz sentido — Nesse momento a senhora Liddell aparece feliz porque conseguiu convidar toda a família Bridgerton e suas ramificações para a festa que até então ela estava achando que seria algo nobre
Lorina Liddell: Vocês já viram o ballet da Alice na Royal Opera House? Aquela festa linda que eu faço no começo? Ou que a personagem que me interpreta faz? Nunca consegui fazer, toda vez que eu tento sai uma bagunça sem sentido… Da última vez que convidamos indianos na reitoria, a noite terminou com um monte de revelação de novela mexicana… Filho bastardo pra lá, filha ilegítima pra cá… E as coisas ainda terminaram numa cantoria e danças, parecendo filme de Bollywood
— Senhora Liddell, a festa chique vai ser o casamento Marticole
—- Martin e Nicole, juro pela vida do seu amante senhor Dodgson que será realmente uma festa chique e avise para os Bridgertons ficarem porque dias depois terá nossa festa junina anual — Ela jogou as mãos para o alto e saiu marchando irritada, não sei o que da minha frase fez ela ficar irritada, mas espero que ela aceite.
MARTIN A TEMPO (CONTO ESCRITO EM 10 DE MAIO DE 2025 E PODE CONTER SPOILER DE EM BUSCA DO IMPOSSÍVEL, LIVRO 6 DA SAGA DO MARTIN ROQUE)
Quando ele despertou, foi como se tudo não tivesse passado de um grande e louco sonho, mas não demorou para ele se dar conta que ainda existia. Olhou para as mãos, passou essas mesmas mãos por seu corpo, ele estava inteiro e visível e usando as mesmas roupas
— Não é… Possível um trem desses — Disse Martin Roque tomando consciência de que depois que desapareceu por alguns segundos, agora ele estava de volta à existência, ele olhou em volta assustado, era alguma sala vitoriana, mas com ares modernos, como se ele estivesse dentro da
—- Reitoria?... — Ele deu uma volta olhando para tudo, procurando por Phooka, mas Phooka não estava lá, mesmo quando ele o chamou
—- Ah, ai está você — Essa era voz do… Carroll? Martin olhou para a porta e levou um susto, lá estava Lewis Carroll, com uns trinta anos mais ou menos, usando roupas modernas, no estilo dark academy, mas sem se disfarçar como Gardnet
—- Ondéqueeu tô? Que lugar é esse? — Havia muitas dúvidas, mas uma coisa ele sabia, era perfeita plausível que ao em vez de só deixar de existir, ele apenas fosse pra outro lugar… Não era? Carroll sorriu, estava segurando um copo de café gelado
—- Ah, bem vindo a reitoria da Christ Church College… — Ele esticou os braços — Mas de outra realidade… Essa aqui é chamada de “Realidade Mestra”
—- Então… Eu fui pra outra realidade? … Espera, eu não to sonhando não né?
—- O que é a vida se não um sonho? — Carroll deu de ombros e terminou de tomar o café — Não, você não está criando tudo isso com glamoury, isso eu posso te garantir, e quanto ao seu amigo Puta.. Quer dizer, Fukis, Fuko, ah não é, Phooka né? Não se preocupe com ele, ele está no País das Maravilhas daqui, mas vocês não são mais a mesma pessoa, são pessoas distintas
—- Ok, espera, eu preciso saber, a Lacie está por aqui? Porque se todo mundo que eu fiz desaparecer veio pra cá então.. A maldita Lacie pode estar aqui
—- Ah para, você ta falando da gata? Nossa, puta merda — Martin se impressionou com Carroll falando palavrão de uma maneira tão despojada — Na verdade ela veio sim — Ele riu — Deu um rolo pra mim, minha senhora quase quis me matar, mas não se preocupe garoto, nessa realidade ela não tem um por cento do meu poder… Quer dizer, do nosso… Por nosso eu quero dizer os poderes meu e de minha senhora, Alice, mas aqui ela não tem nada a ver com Bastet… Ela não é do mal
—- Então a Lacie está por aí? — Martin só conseguiu prestar atenção nisso, quer dizer, ele prestou atenção em muita coisa, mas era muita coisa pra processar e saber que Lacie estava por aí o deixou em alerta — Onde ela está?
—- Ela não é problema, sabe… Eu sei lá onde ela está, mas está banida do País das Maravilhas, lá ela não pode entrar mais
—- Você quer dizer Argatha
—- Não, aqui não tem essa de Argatha, aqui é País das Maravilhas mesmo…. Se bem que está mais para um Império
—- Cê tava morto sô… Eu vi seu túmulo
—- Garoto — Disse Carroll sem paciência — Essa aqui é outra realidade, eu não morri aqui, nunca morri e principalmente, nunca fui gado pra Alice… Quer dizer, só um pouco… Mas isso não importa… O importante é que Lacie não poder aqui… — Martin ia de um lado pra o outro sem saber qual era o propósito da sua existência
—- Por que eu vim pra cá? Os outros psicopompos vieram pra cá também?
—- Eu não sei dizer o porquê você veio para cá, mas vou te mostrar uma coisa bem doida que eu acho que você não esperava ver… — Carroll tirou seis livros de uma estante ali perto, todos de capa preta, todos com títulos que começavam com Em Busca… Todos assinado por um tal de J. J. Coelho — Na dimensão mestra você é personagem de uma saga de livros que nos diverte bastante, por isso que eu sei sobre Lacie, e toda sua aventura — Ele abriu nas últimas páginas de um dos livros e entregou a Martin — Essa são as últimas coisas que você se lembra? — Martin leu atentamente, era exatamente o que havia acabado de acontecer com ele, desde de reunir seus amigos até desaparecer perto do Tamisa com o Phooka
—- Meu Deus… Então… Eu era um personagem o tempo todo?
—- Sim, mas só na nossa realidade, na sua, você era real… Agora você é real na nossa, como se tivesse saído dos livros — Explicou Carroll empolgado, Martin achava tudo aquilo uma loucura, mesmo que ele já estivesse acostumado a loucuras, ele lia por cima dos outros livros, estava ali, tudo o que ele viveu, exatamente tudo, todas as pessoas, todas as aventuras, dores, sentimentos, percalços, ele se concentrou em tentar descobrir quem era J. J. Coelho, literalmente o deus de seu universo, um jovem mineiro com paixão por Alice no País das Maravilhas
—- Isso é… Eu não sei o que pensar… — Ele realmente não sabia o que pensar, porque então de repente ele era um personagem de um livro, mas só naquela dimensão, isso era doido, e ao mesmo tempo plausível
— Vou te mostrar outra coisa que vai te deixar mais animado, vem comigo — Carroll saiu da sala e como não sabia para onde ir ou o que fazer, Martin o seguiu, ele passou pelos corredores da reitoria da Christ Church College e apesar da familiaridade, também havia muitas coisas “fora do lugar” muitas pessoas diferentes com roupas de diferentes épocas entrando e saindo, objetos tecnológicos demais ou de menos até que ele passou por uma porta com uma placa imensa escrita “ÁREA PROIBIDA PARA LUCAS” e se deteve
— Eu sei o que você está pensando– Disse Carroll sorrindo — , nós temos dois Lucas aqui e ambos são bisbilhoteiros, mas só um não tem medo disso e acho que você conhece ele
—- Como é?! — Carroll abriu a porta oposta e lá em uma sala estavam Sabrina, Nicole (com seus cabelos compridos e seu estilo coquette) e Lucas, todos pareciam em uma conversa bem entrosada e se animaram quando viram ele
—- Ah meu deus! Olha quem chegou! — Disse Sabrina cobrindo a boca, Nicole olhou para ele com os olhos brilhando e Lucas estava em um canto com os braços cruzados
—- Quem é vivo sempre aparece
—- Ok, ok, isso é demais, eu preciso de uma explicação para o porquê dos meus amigos estarem aqui se eles não foram… Eliminados — Disse Martin, de todas as loucuras que ele passou até então, aquela estava o confundindo mais do que qualquer outra
—- Ah, é que nessa realidade eles sempre existiram fora dos livros também — Explicou Carroll atrás dele — É como se o livro fosse uma série e eles fossem atores e aí eles estão fora da série, mas eles ainda são os mesmos, sabe
—- Mais ou menos — Disse Lucas levantando o dedo — Cada um aqui tem uma história na dimensão mestra, eu por exemplo trabalho como professor de física aqui no college
— Olha, isso é novidade até pra mim — Disse Carroll surpreso franzindo o cenho e colocando as mãos na cintura
—- Eu sou curadora do clube Pele de Asno — Disse Sabrina
— Apesar dela não ter direito de estar nesse clube — Disse Carroll sussurrando para Martin
— Não importa — Protestou Sabrina bufando
—- E eu, nesta realidade, sou descendente direta de Charles Dodgson — Disse Sabrina vindo até ele
— Até parece, filha, eu não tenho nada a ver com você não — Disse Charles rindo — Na verdade ela pensa isso desde que saiu do livro e a gente precisava dar uma identidade pra ela
—- Se quer saber aqui nesta realidade meu nome completo é Nicole Vanishere Fialho, sou adotada do Camppell e meu estilo é esse aqui… Senhor… Dodgson e Roque, olha eu to na família porque fui adotada — O coração de Martin dava cambalhota só de pensar que nesta realidade ele ia poder ter um romance com ela, Nicole continuava falando — A verdade é que eu sou filha da America…
— Ah la vem — Caçoou Dodgson
— Não, é sério… Espera, eu sou irmã da America Singer Cohen, não May Cohen, por isso que eu sou ruiva… Ora Senhor Dodgson, pare de zombar de mim
—- Vocês sabem quem eu sou aqui? — Perguntou Martin
—- Sim, você é nosso amigo das aventuras dos livros — Respondeu Sabrina como se aquilo fosse bem óbvio para todos
—- Ok, só mais uma pergunta, se vocês saíram dos livros, de qual parte vocês saíram? Quer dizer, qual foi a nossa útlima grande aventura no universo… É, como é chamado o universo dentro dos livros?
—- Dimensão J.J. Coelho, por causa do autor — Disse Carroll
— Esse negócio de autor está explodindo minha cabeça… Mas ok — Ele se virou para os amigos, não conseguia nem fingir que não conhecia aquelas pessoas, a energia, o cheiro, o clima, a vibe, tudo gritava que eram seus amigos verdadeiros, só com memórias diferentes — Qual foi a nossa última aventura?
— Todo mundo morreu por causa da Lacie, aí você reescreveu a realidade e eu fiquei com dois boys — Disse Lucas mexendo as sobrancelhas de animação — Coelho foi generoso comigo
—- Claro, o faminto por pau tinha que ganhar logo dois — Comentou Sabrina maldosamente
— Eu escutei isso ô tentativa frustada de Elizabeth Fritzl, porque você não vai fazer alguma mandiga pra garantir que os irmãos Menendez saiam logo da cadeia
—- Você acha que eu já não estou fazendo isso, com todo mundo me dizendo que eu não posso estar nesse clube! — E Lucas e Sabrina começaram a discutir
— Não liga pra eles — Disse Nicole com um sorriso doce que fez o coração de Martin se desmanchar e sua mente se perguntar se ele não tinha ido pro paraíso viver esse amor — Eles estão sempre discutindo
—- Ah, bem… Eu sei… — Martin ficou bobo olhando pra Nicole, mas se lembrou da Lacie — Vocês não tem medo da Lacie, ela veio pra cá
— Ah, a Lacie? Jura? — Debochou Lucas — A rainha Alice transformou ela em uma gata e mandou ela pra rua
— Mas a Alice e a Lacie são a mesma pessoa — Disse Martin — são não, sô? Pera lá, sô, porque eu to falando igual um caipira?
—- Em primeiro lugar — Começou Dodgson — Alice Liddell é minha esposa, rainha do país dos espelho, mãe da minha prole e é uma pessoa muito poderosa, diferente da Lacie, e em segundo lugar, ora, você não é de Minas Gerais? Tenho novidades, vai sair uma fornada de pão de queijo quentinho já já — De repente na sala entrou Douglas Hemera, ou Jacoliot, ele não sabia qual sobrenome Douglas usava naquela dimensão e nem se era namorado do Lucas
—- Pessoal, vai começar o debate do clube dos videntes na sala 24… Ah, oi Martin, seja bem vindo
— Espera… Ta todo mundo aqui? Todo mundo do livro? — Ele perguntou atordoado
—- Só quem interessa, vamos — Chamou Carroll para ver o debate dos videntes, no caminho ele foi explicando toda a história daquela dimensão, a origem e função Ordem da Pedra Branca, que a magia que o fazia imortal e o País das Maravilhas existir não era a vida de outras pessoas, mas a fé que os leitores pelo mundo afora mantinham na obra dele e que a reitoria ficava na Christ Church College mas era o local onde a maioria das aventuras do pessoal daquela dimensão acontecia, também explicou toda a sua história com Alice e seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos, tetranetos e etc, quando finalmente chegaram na sala, Douglas estava na porta
—- Eu previ que você iria querer explicar tudo pra ele e marquei o debate na sala mais afastada pra dar tempo de você contar toda a história
—- Na verdade eu que fiquei dando volta pra dar tempo de contar tudo mesmo — Disse Dodgson entrando na sala e indo se sentar, Martin ficou abismado e meio puto com a enrolação de Dodgson
—- Relaxa, ele faz isso sempre — Disse Nicole que parecia a mais acostumada com tudo aquilo — Vamos?
— Claro — Ele sorriu bobo pra ela e foi puxar uma cadeira para ela se sentar, ela o olhou com um sorriso realmente lindo, toda a paixão que lhe foi negada veio como uma avalanche em seu peito, quando todos estavam acomodados, começou o debate
Douglas (neste universo) Jaccoliot: Senhoras e Senhores, hoje estamos aqui reunidos com três dos maiores videntes da cultura pop, para discutirmos sobre os desafios de ser vidente e todas as implicações que isso traz com o poder, neste canto temos o que foi expulso da própria família apenas por falar a verdade, quero que aplaudam Bruno Madrigal (todo mundo aplaudiu e Bruno acenou com uma mãe enquanto a outra segurava um ratinho), deste outro, temos ela, que foi sucesso no Disney Channel e é vidente mais fashion de São Francisco, com vocês Raven Baxter – Enquanto todos aplaudiam, Ravem dava tchau a mandava beijinhos para a plateia — E por último e não menos importante, ele que é vê o futuro, cavalga minhoca gigante e comete genocídio nas horas vagas, palmas para Paul Atreides! — Enquanto uma falera aplaudia, e uma meninas gritavam eufóricas, Martin não conseguia conceber a ideia de que realmente estava em um universo onde crossovers eram tão comuns quando se comer pão com manteiga e tudo era levado de forma casual
—- Ai, acho ele um gato! — Disse Nicole — A propósito, ninguém te disse nada, mas estamos no ano de 2025, dez anos depois do fim do livro do Joaquim Coelho, muita coisa mudou, tem muita tecnologia por aí, você não acreditar em uma invenção chamada Pix, vai amar o TikTok e também vai ter que se acostumar com inteligência artificial em todos os lugares — Martin devia estar preocupado que perdeu dez anos, mas ele estava mesmo é encantando com a voz de Nicole e com o cheiro doce dos cabelos delas