* ⠀𓂃 🗡️ ⠀❪ 𝒫𝐄𝐑𝐒𝐄𝐔𝐒 as mᥲrᥕᥲᥒ zᥲᥲhᥱᥒ hᥲmoᥙd ❫ ‧ ⠀ 𝙙𝙤 𝙮𝙤𝙪 𝙗𝙚𝙡𝙞𝙚𝙫𝙚 𝙞𝙣 𝙡𝙞𝙛𝙚 𝙖𝙛𝙩𝙚𝙧 𝙡𝙤𝙫𝙚.ᐣ
Pelos deuses! Aquele ali passeando na praia é PERSEU? Ah, não, é só MARWAN ZAAHEN HAMOUD, um FISCAL DE OBRAS DA PREFEITURA, funcionário do hotel, nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os VINTE E OITO anos nesse novo corpo, segue tão PACIENTE & CONTROLADOR quanto na antiguidade.
𝐇𝐄𝐑𝐎́𝐈 : PERSEU // Περσεύς: semideus filho de Zeus e Dânae, fundador da cidade Micenas, famoso por ter decapitado a górgona Medusa. Um homem astuto, forte, ambicioso, muito corajoso e aventureiro nasceu daquele que era a ruína do marido de sua mãe, segundo o oráculo que profetizou o destino de Perseu. Marwan não foge muito do preceito da força, embora prefira lidar com a semântica de forma intelectual: com a inteligência ao invés da força bruta. Sua coragem e bravura mostram-se em momentos cabíveis quando ele tem que se impor em situações de necessidade, do contrário, não vê motivos plausíveis para se ater a problemas desnecessários. Sua luta contra Medusa no passado lhe rendeu um receio, considerado até repulsa ou medo, por superfícies que contenham reflexo. Mal se olha no espelho por muito tempo, contando apenas com a sorte de estar bem aprumado para os olhares do público, pois, não consegue fixar-se por muito tempo sem sentir um desconforto e mal súbito.
* ⠀𓂃 🗡️ ⠀❪ EXTRASTATS :
𝐃𝐀𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐍𝐀𝐒𝐂𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 : 18 de fevereiro de 1997;
𝐎𝐑𝐈𝐆𝐄𝐌 : cairo, egito;
𝐆𝐎𝐒𝐓𝐎𝐒 : TBA;
𝐃𝐄𝐒𝐆𝐎𝐒𝐓𝐎𝐒 : espelhos ou quaisquer superfícies que refletem, tba.
tba.
* ⠀𓂃 🗡️ ⠀❪ HEADCANONS :
O parto foi longo e difícil. Nos primeiros minutos de vida, o recém-nascido apresentou dificuldades respiratórias, exigindo cuidados imediatos. Um pequeno desesperou instarou-se, mas logo fora contido. Ele sobreviveu. Os médicos, entretanto, alertaram sobre as possíveis fragilidades nos primeiros anos. Era como sua mãe costumava dizer: ele não chegou ao mundo gritando, chegou observando - de olhos bem abertos e atentos demais para um inocente bebê.
Desde o início, havia algo incomum em seu olhar: não fixava o rosto das pessoas por muito tempo, como se o contato direto fosse excessivo. Havia um trauma imbutido que não poderia ser explicado, mas estava ali... Lhe assombrando.
Durante os primeiros anos, teve saúde instável. A família aprendeu a lidar com consultas, medicamentos e vigilância constante. Marwan, como fora batizado, cresceu mais quieto do que o normal, brincando sozinho e passando longos períodos analisando o ambiente ao redor. Demonstrava um fascínio estranho por superfícies refletivas (espelhos, vidros, água parada), mas nunca as encarava diretamente por muito tempo. Preferia observar de lado, por ângulos incomuns. Quando questionado, dizia apenas que “olhar de frente dava uma sensação estranha”.
Apesar da fragilidade física inicial, desenvolveu cedo um cuidado quase instintivo com o próprio corpo, evitando quedas e riscos de maneira surpreendentemente consciente para a idade, e com o passar dos anos, sua saúde se fortaleceu. Não se tornou uma criança agressiva ou competitiva, mas ganhou resistência e coordenação acima da média. Professores notavam que ele raramente se machucava, mesmo em atividades físicas mais intensas.
Na escola, evitava conflitos diretos. Quando presenciava brigas ou injustiças, não reagia com violência, apenas posicionava-se entre os envolvidos usando palavras firmes ou simplesmente sua presença para interromper a situação. Não gostava de ser elogiado por isso e ficava visivelmente desconfortável quando chamado de “corajoso”, ainda que, de certa forma, fosse visto por outros como "metido". E, bom... se parasse para ver, realmente era. Um instinto um tanto quanto heróico demais para alguém tão jovem.
Por conta disso, aprendeu cedo a desconfiar do óbvio. Questionava respostas simples demais e observava comportamentos com atenção silenciosa, como se estivesse sempre procurando algo além da superfície. Marwan desenvolveu uma personalidade adulta em demasia, mas seu cérebro parecia funcionar de uma forma totalmente diferente dos outros. Os ensinamentos dentro de casa lhe instigavam a seguir uma vida mais "correta" e esse tipo de aprendizado rendeu uma educação além da média. Era óbvio que ele tinha desejos de criança, brincava e se feria quando não havia muito o que ser feito, mas seu instinto maior era como o de um adulto. Um velho de oitenta anos habitava os confins da cabeça de uma criança de quase dez. E isso, ao contrário do que pensam como é descrito aqui e pelo que estão lendo, não era visto como ruim. Ele só era... único.
Só quando entrou na adolescência que as coisas começaram a tomar uma forma mais concreta de sua personalidade. Seu corpo finalmente acompanhou sua mente e tornou-se fisicamente forte, mas manteve uma postura contida. Evitava demonstrações exageradas de força, preferindo eficiência a impacto, como sempre demonstrou. Também acabou por desenvolver um pensamento estratégico natural: analisava ambientes, antecipava problemas e escolhia caminhos indiretos para resolvê-los. Espelhos e superfícies refletidas continuavam a incomodá-lo, não por medo, mas por excesso - como se refletissem mais do que deveriam. Socialmente era respeitado, embora mantivesse poucos vínculos profundos, e não buscava liderança, mas acabava assumindo esse papel em momentos de crise, quando decisões rápidas e frias eram necessárias.
Foi assim que o estudo lhe levou a trabalhar para a prefeitura. Era inegável que com o cérebro de Marwan ele conseguiria ir para onde quisesse, mas havia um certo fascínio em conter ameaças. Em seu âmago sentia que estava destinado a isso. Portanto, quando passou em concursos e conseguiu uma vaga almejada para fiscal público, o rapaz usufruiu de suas habilidades com o preparo, leitura do ambiente e autocontrole para evitar que as obras residenciais e comerciais das quais estava responsável, não tivessem a manutenção comprometida. Sua função era única e exclusivamente direcionada a se atentar de que rachaduras, inclinações, materiais mal aplicados e irregularidades que ninguém dava muito cabimento, não trouxessem uma dor de cabeça maior ou fatalidade em uma região.
Para isso, Marwan fora convocado a trabalhar em um cargo alto na Grécia, oferecido por seu supervisor. A princípio houve uma negação. Ficar longe da família nunca esteve em seus planos, porém, mesmo com a reprimenda dos parentes com relação à distância, Marwan decidiu por si mesmo que queria ir não apenas pelo dinheiro que poderia lhes dar e viver bem, mas pela oportunidade de conhecer um lugar novo e sair da própria bolha. Na primeira semana, queria desistir. Achou ter tomado uma decisão precipitada demais por estar em um país totalmente desconhecido e de língua que não tinha tanta proficiência, mas depois acostumou-se e não consegue se enxergar longe desse vínculo.
Apesar de um pouco mais "solto", ele ainda permanece crente na visão de que não acredita que a força bruta seja uma solução universal para as situações. Evita confrontos o quanto pode, mas jamais dá um passo para trás quando vê alguém em conflito ou perigo. Seu instinto é muito mais forte do que seu sentimento de medo ou receio, ainda que hesite em certos momentos para estudar o entorno, como bem faz em seu trabalho.

















