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@mary-mac-d
Fast as you can, baby wait watch me, I’ll be out, Fast as I can | Flashback | @Sirius Black
Sirius aproveitava todos os momentos fora da sala de aula como qualquer aluno normal, na verdade, o menino aproveitava bem cada minuto que passava no castelo, pois significava um minuto que não estava em casa e mesmo com a pouca idade, enfrentava problemas desagradáveis em casa, então Hogwarts era como seu porto seguro naqueles tempos e claro, os novos amigos que fizera só contribuíam para que aproveitasse ainda mais a vida no castelo. Dessa maneira, a aula de voo era uma das mais ansiadas por Sirius e seus amigos, os meninos mal podiam esperar para terem suas próprias vassouras e saírem desbravando os céus de Hogwarts e como boa parte deles, Sirius também sonhava em um dia ingressar no time de quadribol. Conseguia pensar em poucas coisas que seriam tão gratificantes como fazer parte do time, seria conhecido por todos, honraria o nome de sua casa e teria certa fama, que ajudaria-o em diversos departamentos, inclusive no feminino.
Sim, ele podia ser apenas um menino com seus onze anos, mas os pensamentos eram grandiosos e com hormônios explodindo por seu corpo não era como se fosse alguma novidade seus olhos atentos as garotinhas. Na manhã em que iniciariam os treinos de voo, Sirius, na companhia dos amigos caminhava até o campo de quadribol onde aconteceriam os treinos. – Eu vou voar mais alto que todos vocês. – Anunciou presunçoso, tão jovem e o ego já era um tanto inflado, talvez certas características familiares persistiam, por mais que se tentasse afastar delas. – Vamos ver. – James rebateu e mais uma nova onda de provocações e desafios acompanhou os jovens alunos até que enfim chegaram ao seu destino. A professora percebendo o alvoroço dos jovens, tratou de separa-los, colocando uma jovem garotinha entre Sirius e James.
Obviamente os demais ficaram contrariados com a solução, como iriam continuar com a competição com aquela menina atrapalhando tudo? A professora deu as primeiras instruções e os pequenos alunos começaram a jornada de aprender a ‘chamar’ a vassoura, subir nelas e então começar a dominar o voo. Os primeiros foram até fáceis, Sirius conseguiu controlar sua vassoura e subir na mesma, mas ainda aguardava a ordem da professora para que pudesse dar o impulso e começar o voo, o pequeno mantinha a postura destemida, mas começava a pensar que talvez voar fosse mais difícil que imaginara. – Tudo bem aí? – Perguntou para a menina ao seu lado, apenas para ganhar tempo e distrair-se de sua crescente insegurança.
Apreensiva e ansiosa, Mary ouvia mais a pulsação de seu sangue nos ouvidos que devidamente as instruções de Madame Hooch. Mas conseguiu pegar a ideia geral da coisa. Até por que em poucos segundos todos a seu lado esbravejavam e levantavam as mãos para as vassouras, a fim de fazê-las obedecer, levantando e ficando em posição. Ela então tentou não dar mais atenção que devia aos outros a sua volta. Precisava concentrar-se na vassoura abaixo de si. Que no momento parecia mais do que imóvel. Ela estendeu a mãozinha branca e magra, as extremidades dos ossos debaixo da pele, rosadas. Fixou seu olhar no objeto inescrutável abaixo, como um grande monstro a ser dominado. Um dragão gigante de suas histórias de princesas e cavaleiros. Eu consigo. Eu consigo fazer isso. Eu fiz uma pena flutuar. Eu fiz um grão de feijão virar uma formiga. Eu consigo. A pequena MacDonald dizia a si mesma, tentando se convencer de que era capaz. Tentando se convencer do contrário que ouvira já tantas vezes de outros alunos. ‘Sangue ruim!’ Lembranças lhe vinham quase que por si sós. Ela voltou a fitar a vassoura, agora com certa força. Determinada, tomou fôlego e coragem, ordenando ao objeto: – Sobe. E então... Nada. Era provável que nem mesmo a grama embaixo da vassoura tivesse se mexido. – Sobe! Mary disse mais alto e com uma ordem explícita na voz. Dessa vez a vassoura pareceu finalmente se mexer, mas obviamente não o suficiente. Ela levitou rapidamente e depois voltou ao chão. – Sobe. A menina disse mais uma vez, mantendo o tom imperativo, agora também acompanhado de certa impaciência. Ela temia ser a última a ser capaz de tirar a vassoura do chão, embora não olhasse para os outros.
A vassoura mexeu, levantou, balançou de um lado para o outro ebriamente e depois tornou ao gramado escuro. Mary já estava começando a se desesperar e se irritar – não sabia se consigo mesma ou com a vassoura- quando o menno a seu lado lhe fez uma pergunta qualquer. Como não estava muito bem, respondeu sem nem olhar para o menino, sendo a resposta em si, apenas um resmungo ou grunido breve. Sem paciência ou tempo para se desconcentrar da tentativa de fazer a vassoura ir para sua mão.
Será que o Remus faz gostoso? Quer descobrir?
Nunca houve testemunhas ou envolvidos, como saber?
Nossa, claro. Deve sensualizar com pergaminhos sujos de tinta e chaves pro banheiro dos monitores. Quem não gostaria, né?
Quem é o protagonista de seus sonhos eróticos?
Não tenho sonhos eróticos.
Eu não te diria.
Será que o Peter faz gostoso? Quer descobrir?
Não sei. E essa pergunta não rola, sinto muito.
O quê? Sei lá, ué.
Fantasia sexual que você ainda não teve oportunidade de realizar
Qualquer uma?
Fazer em um lugar público.
Como foi seu primeiro beijo?
Estranho e risível.
Estranho e fofinho.
Gosta de declarações de amor?
Não, blergh. Antiquado é a palavra.
Depende de quem e como.
A pegada tem que ser forte?
Sim, mas como Che bem disse, “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.”
Não… Gentileza e respeito primeiro.
Pensa em se casar?
Sim. Meu sonho. De qualquer garota, não?
Não. Não sei se vou amar alguém ao ponto de me comprometer a passar o resto da vida só com essa pessoa.
Platonic crush?
Robert Reford, Clint Eastwood e Marlon Brando.
Seu pai.