li·vro
1. Conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas.
2. Obra organizada em páginas, manuscrita, impressa ou digital (ex.: livro escolar, livro infantil, livro técnico).
in Dicionário Priberam
1. Conjunto de folhas ou de cadernos, manuscritos ou impressos, reunidos ordenadamente e cosidos ou colados num dos lados, de modo a formar um volume, geralmente protegido por uma capa de material resistente
in Dicionário Infopédia
O livro tem aproximadamente seis mil anos de história. Encarnou na sua forma vários tipos de materiais e aspectos. O homem usou-o para registar a sua estadia no planeta e difundir conhecimento e experiências. O elemento basilar do livro é pois o papel. ↑
↑ Os sumérios utilizavam tijolo de barro. Os indianos faziam livros em folhas de palmeiras.
↑ Os maias escreviam livros cosidos de casca de madeira. Os romanos usavam tábuas de madeira cobertas com cera.
↑ Os egípcios desenvolveram a tecnologia do papiro, planta encontrada às margens do rio Nilo. Foi a própria palavra papiro (papiryus, em latim) que deu origem à palavra papel.
Neste processo de evolução do manuscrito surgiu o pergaminho feito geralmente da pele de carneiro, cada livro resultava na morte de vários animais.
↑ Assim, o papel como conhecemos hoje surgiu na China no início do século II, através de um oficial da corte chinesa. Era feito a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca. Mas a invenção levou muito tempo até chegar ao Ocidente.
Historicamente dados revelam que foram os árabes os difusores da utilização do papel no Ocidente– sendo estes os responsáveis pela instalação da primeira fábrica de papel na cidade de Játiva, Espanha, em 1150.
No final da Idade Média, a importância do papel cresceu com a expansão do comércio europeu e tornou-se produto essencial para a administração pública e para a divulgação literária. Johann Gutenberg inventou o processo de impressão com caracteres móveis - a tipografia. ↓
A invenção espalhou-se rapidamente por todos os centros culturais da Europa, permitindo que o renascer do interesse pela aprendizagem e pelos clássicos na época do Renascimento. Foi portanto a famosa Bíblia de Gutenberg o livro que marca o início da produção em massa de livros no Ocidente. Como consequência o livro tornou-se uma forma de lazer, educação e informação para a sociedade. A partir daí o mundo nunca mais seria o mesmo.
Do século XIX em diante aumenta a oferta de papel para impressão de livros e jornais, além das inovações tecnológicas no processo de fabricação. Tornando o livro um objecto de valor comum, adquirível por todos.
As histórias, poesias, contos, cálculos matemáticos, ideias e ideais poderiam percorrer hectares e chegar ás mãos de leitores por todo o mundo.
Sources:
http://leiovejoopino.blogspot.pt/2009/04/breve-historia-do-livro.html
http://designerevolucaoindustrial.blogspot.pt/2017/04/historia-da-impressao.html
Livro de artista
Livro de artista é um termo actualmente usado para se referir ao objecto entendido como obra de arte. O livro de artista é visto como um objecto de vale por si só. “Estes não são livros com reproduções de obras de artistas, ou apenas um texto ilustrado por um artista. Na prática, esta definição quebra-se quando o artista a desafia, puxando o formato livro em direcções inesperadas.” Büchler (1986)
https://medium.com/@mnvulpin/o-que-%C3%A9-um-livro-de-artista-54c256cd38a9
Quando o professor referiu o termo livro de artista automaticamente fiz a associação ao termo “zine” muito usado nesse sentido. Assim sendo, decidi procurar exemplos e inspiração para prosseguir no trabalho, utilizando sobretudo o site The Book Design Blog












