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@meliglosso
i love the catlins river walk
10.6.23
os tucanos escondidos no abacateiros, o pica pau em seu despertador matinal bicando o tronco do xaxim ao lado da janela, a gata esperando o esquilo se desequilibrar no topo dos hibiscos. o jardim coberto de aranhas esverdeadas.
uma saracura atravessando a rua, as borboletas no margaridão, duas maritacas nos galhos da primavera seca. uma lagarta caiu em meu dedo, um filhote de gato correu entre os arbustos. plantei flor de mel, jambu, malva, losna, anis, manjericão roxo, poejo e babosa. mas o luto é traiçoeiro, deitei no chão da cozinha na exata posição em que meu pai estava quando o encontramos naquela tarde chuvosa. chorei tentando decifrar seu último pensamento, lembrei que me encanto com mistérios. voltei pro jardim pra tomar sol e ler junto da gata. a casa é silenciosa sem seus passos pesados na madeira, mas o bichano que mora dentro do forro me faz companhia.
4.6.23
da última morada,
as casas de bambu, dormir no chão de terra. descer entre as veredas repletas de bananeiras, laranjeiras recém plantadas, o resquício do milho da colheita anterior. alguns fungos nos troncos esquecidos, os musgos verde claro-quase brilhante que ocupavam os restos de madeira esquecidos. subimos um recorte de floresta para pegar troncos para o fogo. comemos milho torrado e chipá. doce de banana com canela. amendoim e abóbora cozida. prelúdio de lua cheia, a névoa baixa durante a noite, a defumação do fogo, a fumaça do fumo de corda, a música e o canto baixo dentro da Opy. sonhei com serpentes mortas, com uma rachadura na terra que ia de ponta a ponta. me emociono ao lembrar das mulheres com o bastão apoiado na cabeça, olhos fechados, a certeza de uma natureza protetora.
acordei com poucos pássaros. é outono, afinal. haviam mais fungos escondidos na umidade da mata. descemos por Tenondé para chegar numa pequena queda d’água. nadar com a lama e as folhas despedaçadas na água congelante. o relfexo do movimento pelas frestas de sol nas árvores, as copas balançando ao vento. é daí que vem a certeza do sossego da alma. as abelhas nativas, flores rosadas da vinagreira. na horta, brócolis, salsa, repolho, cebolinha, tagete, um estrondoso arbusto de boldo florido, manjericão. na beira da estrada, carqueja e cavalinha. um campo de futebol que virou uma pequena agrofloresta. banana, macaxeira, inhame, cúrcuma. a argila que se esconde no fundo da nascente, as crianças correndo atrás de bolas de sabão na água. banana assada no fogo, mingau de mandioca fresca com cravo. queimamos as cerâmicas na lata, assamos batata doce de madrugada.
a lua iluminava o caminho para tomar banho com água quente. decidi não ficar na Opy naquela noite. queria sentir os ruídos de uma floresta não adoecida, cuidada. as conversas entre as folhas, os troncos cortados dos eucaliptos. não me recordo do sonho, sei que acordei com lágrimas. “queria que todos fossem mais selvagens,” disse Jerá. pela manhã, a neblina baixa. as teias de aranha com pontos iluminados pelo orvalho. tesouros. chá de limonete, poejo e alecrim. fomos com Alcides arar o solo. plantamos babosa, manjericão, alecrim, arruda, mirra, guaco, guiné, hortelã do norte, arnica. preparamos a terra para Arapyau, dos ventos novos, a colheita do alimento sagrado. fui embora com o desejo de estar sempre na simplicidade, na coletividade com o plantio, na emoção ao acompanhar uma folha de paineira seca cair no topo do rio.
quando voltei para casa, a berinjela que meu pai plantou finalmente deu seu primeiro fruto.
sonho de hibisco.
From Animals that Travel, written by Gwynne Vevers and illustrated by Matthew Hillier. 1981.
Grasshopper and Beetles. 1951. Leonard Baskin. Linocut. Plate 23 from A Little Book of Natural History. [source]
Tree of Life. William Morris’ bedchamber at Kelmscott Manor, embroidered by Jane Morris.
T.S. Eliot, The Wasteland.
Land of the Druids. North Yorkshire, England.
Detail from the illustration “Formation of the Crescent of the Moon”, from the Turkish version of The Wonders of Creation by al-Qazwini, artist unknown, c. 1717 (source)
Medieval Keys
Glass drug jars, 17th or 18th century
Night Hunt by John Brosio
Orangeblossom
bread making around the world + joy!