ethanwaynee:
A gargalhada saiu em alto e bom tom ao ouvi-la falar sobre aperfeiçoar o sorriso tímido. — Acho que nem se eu tentasse eu conseguiria isso. Sem falar que timidez só atrapalha. - Ou pelo menos era o que ele vira em seus anos de colégio. Sempre o cara tímido, nunca tinha uma namorada até que no último ano do ensino médio a garota mais popular se interessou por ele, o que ele sempre achou estranho mas nunca reclamou. Ele sempre tinha isso de ser tímido, fechado mas ao mesmo tempo acabava atraindo lindas modelos como namoradas, se bem que Lucy, a última namorada que tivera só se aproximará dele por puro interesse, tanto em seu dinheiro como em sua profissão de jornalista. Ela queria ser famosa e achava que namorar com ele era o melhor caminho. Acabou com o tiro saindo pela culatra. — Bem… Não que eu tenha baixa alto estima mas não é como se eu fosse o cara mais interessante do planeta. - Não se achava feio, estava ciente de seus atributos físicos, sem falar que seu nome e dinheiro da família eram atrativos para muitos mas a timidez dele era um empecilho e ele não tinha muito a oferecer, a menos que tivessem paciência consigo e esperasse que ele acostumasse com a pessoa e se abrisse um pouco mais. Ethan podia ser um cara normal, amigo e até mesmo divertido quando se enturmava e pegava um pouquinho de intimidade com alguém. Ele sorriu e assentiu, ela parecia orgulhosa de seu antigo status na época de ensino médio e ele conseguia ver o porque, afinal aquele tipo de coisa parecia ser importante para as garotas. — Tenho certeza que se batalhar pelo que quer você conseguirá rapidamente, pelo que me parece você não é do tipo que desiste fácil. - Quando ela o provocou novamente, não havia mais nada que ele pudesse fazer se não rir. — Não sei o que eu estava fazendo da minha vida antes de você aparecer. - Ele disse resolvendo entrar na brincadeira. — E que métodos seriam esses? - Ele não havia nem confirmado nem desmentido. — Uma seria de coisas… Mas não, ela não era nenhuma princesa e vai por mim, não precisava ser salva e se precisasse, eu não era o cavalheiro valente numa armadura brilhante. Não tínhamos nada a ver e aconteceram algumas coisas que não pude olhar na cara dela depois disso. - Afinal havia sido constrangedor demais para ele e a vergonha o fizera querer sumir do mundo. — Mas por que não deixamos esse assunto de lado e aproveitamos esse sol maravilhoso para dar um mergulho? - Afinal, sentia o sol fritando sua pele. — Ou bebemos mais.
A loira estreitou os olhos, como se ainda estivesse incerta quanto à questão da timidez masculina, mesmo que o divertimento impresso nas íris esverdeadas não deixassem dúvidas quanto a brincadeira por trás do gesto. “Não sei, não me parece uma boa ideia duvidar do seu potencial. Eu aposto que você é aquele tipo de cara que consegue fazer qualquer coisa. E, se quer minha opinião, a timidez pode ser bastante adorável.” Ela tombou a cabeça, dando uma passada na direção do moreno. “Especialmente quando você fica sem jeito por me ver assim, pertinho.” Mel esboçou um sorrisinho sacana, deslizando a ponta do nariz sobre o dele, antes de recuar. O que podia dizer? A estilista adorava saber que tinha algum poder sobre as reações de Ethan. “Hum, não sei, arrisco dizer que tem muitas espectadoras que discordariam da sua afirmação. Já devem existir uns mil fã clubes das pessoas apaixonadas por Ethan Wayne. Fico até preocupada com o meu bem estar se uma dessas tietes descobrir que eu consegui roubar o seu coração.” Ela levou a mão ao peito com um ar exagerado, aproveitando da leveza instaurada no ambiente pelas zombarias. E talvez tenha sido essa a razão de a conclusão masculina ter lhe pegado desprevenida, surpreendendo-a por ele ter sido capaz de enxergar além da maioria. “É, não pretendo mesmo.” Seus lábios curvaram-se em um sorriso delicado, preferindo não se delongar no assunto. “Sabe que eu também não? Deveria ser uma existência cinzenta e amarga. Tenho certeza de que estava precisando de um pouco de mel para adoçar sua vida. Foi isso o que veio buscar no programa, aposto.” Apesar de seus esforços, a Ashworth não foi capaz de manter o semblante sério por muito tempo, acabando por cair na risada logo em seguida. Podia ser conhecida pela própria arrogância, no entanto, mesmo ela tinha noção de quão ridícula soara sua afirmação. “Ah, você sabe, te envenenar durante o jantar, te jogar da cama durante a noite, te afogar na piscina... Coisas assim.” Ela deu de ombros. “Tudo bem, mas você vai ter que beber dois shots para me compensar pela falta de respostas.” Gracejou, pegando a garrafa de tequila e aproximando-se do moreno. “Pode abrir a boca.” Ela arqueou a sobrancelha.











