ally’s weardrobe [10/∞] ─ fifth ceremony
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@allyalbernathy
ally’s weardrobe [10/∞] ─ fifth ceremony
flashback.
O choque inicial de quando ele a beijara pela primeira vez naquela noite estava de volta. Não que estivesse surpresa, mas ela simplesmente não sabia como reagir a tudo aquilo. Não sabia como reagir a mão dele em sua nuca aprofundando o beijo, nem na outra mão fria de encontro com sua pele quente, puxando-a mais para si, fazendo com que as costas dela se arqueassem de encontro a ele enquanto sua pele se arrepiava involuntariamente. Era impossível não sentir o corpo largo e musculoso dele contra o seu, sentir as mãos grandes e pesadas dele em sua pele sensível. Sentiu o corpo se arrepiar contra sua vontade pelo toque dele, pelo contato da calça dele contra seu short, e não pode deixar de imaginar quais partes de seus corpos estavam próximas uma da outra. Para evitar que um gemido rouco escapasse, ela mordiscou o lábio inferior dele, puxando-o para si enquanto suas mãos subiam pelas costas do moreno, por dentro de sua camiseta branca, arranhando-lhe a pele lentamente. Com a mão dele em sua coxa, puxando-a ainda mais de encontro a ele, ela acabou sorrindo ao escutar o som rouco escapando dele, claro que havia juntado os pontos e sabia que mexia com ele, só não sabia o quanto até aquele momento. Ele a desejava e isso estava claro para ela agora. Aquele conhecimento de repente fora tudo o que ela precisava para saber como agir, para saber exatamente o que deveria fazer. Cravou as unhas ainda mais contra os ombros dele, enquanto arqueava ainda mais as costas, pressionando seu corpo contra o dele. Um riso rouco escapou de seus lábios quando sentiu os dedos dele puxaram seus cabelos para o lado, era engraçado pensar que por mais que ele achasse que dominava a situação, era ela quem tinha o poder maior sobre ele, ou era assim que ela pensava. O riso rouco apenas intensificou ao escutar ele resmungar e dizer que a odiava. — I can see how much you hate me. - Ela sussurrou apenas aproveitando aquela sensação deliciosa que os arrepios lhe causavam, mas apesar disso, estava ciente demais das câmeras ali e por mais que não ligasse para um pouquinho de exposição, talvez aquilo fosse demais. E apesar do desejo momentâneo ela estava pronta para pará-lo a qualquer momento se fosse preciso. Mordiscou o lábio inferior, se recusando a deixar um gemido escapar por seus lábios apesar de estar excitada com aquele toque. Droga, ela também odiava ele. Sustentou o olhar dele de forma impassível reunindo todo o auto-controle do mundo e apesar da respiração e batimentos acelerados ela se mostrava inabalável. Observou ele atentamente, ofegando quando ele pressionou o quadril ainda mais contra ela. Tentou acalmar a respiração enquanto ele parecia fazer o mesmo ao se afastar um pouco. A fala dele fez com que ela soprasse um riso debochado e revirasse o mundo. — Só o mundo todo. - Ou pelo menos aqueles que estavam assistindo o programa. Mas é agora? O que fariam? As perguntas e confusão anterior voltaram a atormenta-lá. Beija-lo era como beijar um colega de trabalho, algo que ela dizia para si mesma que jamais faria na vida e ali estava ela.
Com a risada de Alejandra ecoando pelo próprio corpo, Nathan gostou de sentir que era capaz de causar outra emoção nela para além do tédio. No entanto, nada se comparava com o prazer das unhas dela cravadas contra suas costas e o leve arquear para romper ainda mais a distância entre eles. Aquelas pequenas ações corporais eram evidências de que a morena não era tão indiferente a ele quanto fazia parecer. “Hm…”, foi o que conseguiu soltar ao ouvir a provocação na resposta dela. E ela conseguia, de fato. Se não estivesse tão concentrado em se conter diante das câmeras, talvez até tivesse sorrido ao ouvi-la ofegar quando ele pressionou o quadril contra ela antes de, por fim, se afastar. Com uma mão em cada lado do balcão, impedindo o afastamento dela, Nathan se concentrava em respirar fundo e controlar a respiração. Assentiu quando ela fez referência ao público do programa e abaixou a cabeça. Estava desconfortável por vários motivos e, como não conseguia controlar questões externas, tentou ao menos reduzir o incômodo do próprio corpo. Com a mão que estava mais afastada da câmera que os filmava, apertou a própria ereção sobre o tecido antes de tentar reajustá-la brevemente no moletom, para que não ficasse muito evidente nas câmeras. Aquilo era uma tortura. Ele queria a mão de Alejandra ali. Suspirou, voltando a erguer a cabeça e buscando o olhar da outra. Ela parecia confusa, talvez um pouco assustada com tudo aquilo. Havia sido inesperado e, ao menos para ele, definitivamente intenso. Sendo sincero, não esperava que fosse gostar da forma como havia. Por isso, ainda imerso na atmosfera que havia surgido na cozinha silenciosa e azulada da madrugada, Nathan se permitiu inclinar levemente o rosto e se aproximar uma última vez — apesar de todo auto controle que se esforçava para manter. Enquanto pôde, manteve os olhos abertos, estudando a reação dela como um pesquisador faria diante de um animal selvagem, mas quando os nariz se tocaram, ele fechou os olhos e colocou uma mão na nuca dela para que não houvesse rota de fuga, colando os lábios nos dela. Nesse último beijo, aproveitou um pouco mais, sem a urgência de matar o que estava lhe matando. Ainda havia o desejo e a irritação, mas ao mesmo tempo, tinha um pouco — só um pouco — menos de pressa. Enough is enough, disse para si mesmo em pensamento, sabendo que aquilo provavelmente não ia voltar a se repetir, mas que também era uma proposição. It was a statement, do quão bom poderia ser. Eles podiam não se gostar muito, mas definitivamente tinham química. Em sua última frase, Nathan havia feito uma proposta, mas talvez não tivesse ficado claro. Afastando-se, deixou as mãos caírem ao lado das coxas dela. “Eu tinha me referido às pessoas da casa. Talvez eles não precisassem saber agora…”. Fez uma pausa, sabendo que pisava em um terreno perigoso. “Claro que depois vão saber. Óbvio. Está tudo gravado, mas…”. Coçou a nuca e aproveitou para estralar o pescoço. Balançou a cabeça. “Não acho que tenha sido um beijo ruim”, disse, recusando-se a expressar verbalmente o quanto havia gostado. “E talvez não precise ser o último…”
“Hm?” Sério? Era só isso que ele tinha a dizer? Tudo bem que naquele momento talvez bem ela conseguisse dizer qualquer coisa mas esperava um esforço maior vindo dele, ou talvez ela tivesse ele tão e colado ao redor de seu dedo que ele de fato não conseguia dizer nada além de um murmúrio. Acabou deixando um rápido sorriso aparecer em seus lábios com pensamento, mas logo ficou mais séria, observando as reações dele. A situação a qual se encontrava pedia muito auto controle e força de vontade para parar e ir contra ao que o corpo pedia e o dele visivelmente pedia mais do que o dela, ou pelo menos mais do que ela deixava transparecer, e era nesses momentos, olhando para o que ele fazia com a mão que ela agradecia aos céus por ser mulher e não ter um pênis. Pressionou os lábios juntos a fim de conter o sorriso, pois naquele momento tudo o que conseguia pensar era que ela causara tudo aquilo, não de propósito mas por mais que ele negasse ou que as palavras dele fossem negativas, o corpo dele o denunciava, o corpo dele a desejava e aquilo lhe causava um sentimento de poder, e ela gostava. Ah sim, ela gostava. — Precisa de ajuda? - Provocou. Não, ela não o ajudaria pois era muito melhor vê-lo daquela forma, sem falar que as palavras dele sobre ela se ajoelhar para os homens ainda ecoavam em sua mente. Se alguém se ajoelhasse, esse alguém teria de ser ele porque por mais que ela houvesse “perdoado”, não havia esquecido, simplesmente não conseguia e aquela área a melhor forma de fazê-lo pagar pelas palavras dele, engolindo-as. Havia se perdido em pensamentos quando notou os olhos dele em seu rosto, inclinando a cabeça para o lado e se aproximando dela. Sentiu seu coração acelerar, assim como sua respiração. Credo! Parecia uma adolescente novamente, era irritante que ficasse tão chocada e ansiosa por um beijo. Assim como ele, manteve os olhos abertos, cravados nos dele, estudando os movimentos dele, vou Nathan fechar os olhos mas não foi até sentir os lábios dele nos seus que ela conseguiu relaxar, fechar os próprios olhos e se entregar àquele beijo lento porém igualmente intenso. Se estivera incerta com o primeiro beijo, agora estava ainda mais, não sabia lidar com aquilo. Aquele beijo era um dos quis podia-se aproveitar, mas estava receosa demais para tal. Quando ele se afastou, Alejandra o encarou, escutando o que ele dizia. — Talvez? - Perguntou arqueando a sobrancelha. — Fine with me. - Disse sem muita empolgação. Pra ela tanto fazia, por mais que talvez preferisse deixar aquilo entre eles ali se rei, o que não imaginava era que era o que ele queria, já que demonstrava ciúmes. Quando ele falou que não havia sido um beijo ruim e que não precisava ser o último, Alejandra riu internamente. Vitória novamente. — Por que não admite de uma vez que você me quer? - Provocou porque ela a coisa que conseguia pensar em fazer para respondê-lo.
w. @rosecoloredimitri
Formar dupla com Dimitri para o desafio havia sido fácil, responder aquelas perguntas ainda mais fácil. Ao que tudo indicava ela o conhecia muito bem, ou só era realmente boa em ler as pessoas. O que seria difícil para ela seria ir para o passeio com ele e possivelmente para a cabine. Claro que ela queria acabar logo de uma vez com aquilo e descobrir se eram um match ou não, por mais que, na visão dela, a resposta que a cabine traria não mudaria absolutamente nada, ela não entrará ali procurando por um relacionamento e ele ainda continuaria ligado a Serena, e Alejandra queria que ele fosse feliz. O bom daquilo tudo era o fato de que teriam uma resposta que talvez aproximaria eles do grande prêmio. Quando a prova acabou, Ally não editou abraçá-lo em comemoração, mesmo com aquele cheiro horrível do líquido nojento que havia sido jogado neles com as perguntas erradas, estava feliz que pelo menos haviam deixado eles tomarem banho antes de irem para o passeio. Qua do estava finalmente pronta ela encontrou ele, Liv e Ray prontos para aquele encontro que bem, não seria nada estranho… Afinal ela havia beijado os dois caras que iam para o encontro com ela e Liv. — Acho que usei todo o shampoo e sabonete da casa pra tirar aquele cheiro horrível. - Disse fazendo uma careta de nojo. — Mas acho que saiu. - Disse ao cheirar uma mexa de cabelo que caia do coque que havia feito. — Empolgado? Ouvi dizer que o lugar é de tirar o fôlego. - Enquanto tomava seu banho ela havia decidido que deixaria todo o estresse de match, o ataque de pânico que havia lhe atacado no outro dia, Serena e todo o resto em segundo plano, seria apenas uma aventura com um amigo, um dia para aproveitar a natureza e a tranquilidade que o lugar lhe proporcionaria. Sorriu abertamente para ele, sentindo-se mais empolgada e leve do que nunca.
allyalbernathy:
Sorriu ao sentir o abraço, devolvendo o carinho, mas acabou soprando um riso ao escutar a fala alheia. — Não, nunca me disse isso. - E não havia dito mesmo, era a mais pura coincidência que seu sabonete e shampoo fossem a base de lavanda, o seu também preferido. — O que mais você nunca me disse? - Ela perguntou, afastando-se para olha-lo melhor. Talvez o encontro fosse uma ótima ideia para que se conhecessem mais a fundo. Deixou que ele a guiasse, gostando da sensação dos dedos dele nos seus enquanto tentava ignorar completamente todos os problemas estava em volta deles, por um dia fingiria que eles não existiam. Por um dia fingiria que era apenas os dois, dois “amigos”indo a um passeio. Sorriu de canto ao escutar o sussurro dele e acabou gargalhando, não dele, mas da situação. — Acabou caindo com o passeio que exige que faça algo que não sabe, huh? Você costuma ser assim azarado sempre? - Brincou e então se virou para ele. — Não sou expert no assunto, mas tudo o que precisa é de equilibro e saber nadar, caso caia da prancha. - Falou brincando novamente e então por fim se aproximou dele para sussurrar em seu ouvido. — Mas fica tranquilo, eu ensino. - Sorriu de forma leve e divertida. Claro que era uma brincadeira já que nem mesmo ela sabia exatamente o que fazer. — Está confiante de que vão mandar a gente? - Seu sorriso havia desaparecido dessa vez, dando lugar ao nervosismo. Estava curiosa, é claro, mas não sabia se queria saber, não sabia se a resposta lhe traria respostas, achava que nada mudaria. O caminho até o lugar onde fariam o paddleboard fora rápido e tranquilo, por isso assim que chegaram e tiveram as instruções, Ally se juntou a Dimitri novamente. — Parece mais fácil do que eu pensei, vamos ver se ainda lembro. - Havia feito paddleboard algumas vezes, mas isso já fazia alguns anos. Puxou o vestido que usava pela cabeça e então olhou pra ele com um sorriso de canto. — Pronto?
- Ah, muitas coisas, Ally. Porém, eu sou um livro aberto. É só saber fazer as perguntas certas. - Piscou de forma provocante e brincalhona na direção da morena. Apreciava que o clima entre eles fosse sempre daquela forma: leve e descontraído. Sempre julgavam Dimitri por não conseguir levar as coisas tão a sério, mas ele sentia que com Alejandra isso não era um problema. Talvez a visão de mundo dos dois fosse mais semelhante do que imaginou primeiramente, e isso o fazia sorrir com otimismo. - Azarado? Claro que não, não acredito em azar. Acho que tudo tem um motivo para acontecer, até mesmo as coisas ruins. - Deu de ombros, sorridente, pensando que se ter Ally como professora de paddleboard era considerado um azar, então os dois com certeza tinham conceitos diferentes sobre o que era má sorte. - E sim, estou confiante de que vamos ser escolhidos. Come on, nós formamos um belo casal, não acha? As pessoas da casa devem enxergam isso também. - Dimitri tinha o costume de fazer afirmações com confiança ao mesmo tempo que simplesmente as dizia da boca para fora. Sim, acreditava que tinham boas chances de serem escolhidos para a cabine, mas não sabia realmente se as pessoas da casa o enxergavam como um possível match forte, mesmo eles terem sentados juntos nas últimas duas cerimônias com luzes acesas. Escutou as instruções sobre o paddleboard com atenção e se sentiu confiante o bastante, pois tudo parecia bem fácil e intuitivo, então animou-se mais ainda. Tirou a própria camisa, a deixando enrolada junto com os chinelos na areia, porém perdeu as palavras quando pousou os olhos em Ally outra vez. Já tinha a visto de biquíni diversas vezes dentro da casa, então por que de repente se encontrava tão vidrado naquele maiô justo? De forma inevitável, a noite em que os dois se beijaram voltou à sua mente e Dimitri se imaginou tocando aquele corpo outra vez. Pigarreou para recobrar a atenção. - Ahn sim, claro, estou pronto. - Pegou prancha e remo e os colocou dentro da água, entrando até que metade do corpo estivesse submerso. Então, com um impulso rápido, subiu em cima da prancha e se colocou de pé, se esforçando para manter o equilíbrio. - Ahn, ok, acho que eu não devia estar tremendo assim, né? - A prancha balançava sob os pés de Dimitri diante a sua dificuldade em ficar em pé.
— Hmmm, - Disse franzindo o cenho, com um sorriso provocativo nos lábios. — interessante. Então por que não me conta algo que ninguém do programa sabe sobre você? - Ela brincou. Acabou abrindo um sorriso com a resposta seguinte dele, gostando da forma como ele pensava. — Então você cair num passeio da qual não sabe fazer o que foi dito não é azar, huh? - Ela se aproximou dele usando os dedos para subir pelo peito dele. — É por que eu vou te ensinar? Te segurar caso você cair? - Ela brincou, provocando ele ainda mais. — Ohh sim, um lindo casal. - Ela respondeu, mas acabou rindo em seguida. Nos últimos dias a convicção dela estava fraca, abalável, assim como ela se sentia, insegura com aquilo. — O que pretende fazer caso nossa cabine de perfect match? - Perguntou por impulso, curiosa com a resposta dele. Havia Serena no meio do jogo, ele gostava dela e Ally queria que ele fosse feliz, queria que ele soubesse que ele não precisava se preocupe caso fossem um perfect match, eles ainda podiam passar um tempo com o pessoal que ficariam na casa e se ele quisesse podia continuar dormindo com Serena, ela não se importava. Pelo menos não o suficiente para dizer a ele. Esperava uma resposta dele quando o viu tirar a camisa e deixar próximo ao chinelo na areia e se quer disfarçou o olhar de cima a baixo, estava gostando da visão e não iria esconder e pelo pigarrear dele, ele também gostava do que via, o que a fez sorrir de canto. — Certo. - Pegou a própria prancha e remo e foi para a água. Instruiu ele sobre o que fazer e sentou-se na própria prancha, observando-o. Tentou evitar o riso e impulsionou-se para cima. — Não. - Respondeu sem se conter. — Vem cá, me da sua mão. - Ela estendeu a sua para ele. — Keep your eyes on me, don’t look down. - Ela instruiu novamente, segurando a mão dele, sussurrando em seguida. — Relaxa. Respira, inspira. - Era sobre equilíbrio aquele era o segredo. — Olhe pra mim, Cannes Boy. - Era um comando baixo, calmo, que se eles não tivessem naquela situação teria sido quase sexy.
ally’s weardrobe [9/∞] ─ fifth date, experiência náutica
Spencer sentia-se em uma sinuca - o jogo parecia estar mais intenso do que nunca. Havia sido escolhido por Alejandra - que poderia ser seu match - para um encontro. Apesar é claro dela ter tido algo com Dimitri. Que estava indo a um encontro com Dilara. E além disso Serena que também estivera envolvida com Dimitri também estava indo. Se Dee havia lhe dito que esperava que o loiro fosse romântico, ela provavelmente continuaria esperando, dadas outras companhias que teriam por ali. Mas ele sabia que tinha de se manter aberto, esse era o combinado. Por isso, sorriu na direção de Alejandra e abraçou ela, dando um beijo em seu rosto. “Vamos nos divertir pra caramba. Eu adoro barcos, sabia? Será que a gente pode mergulhar? Porque acho que seria bem daora. Você tem medo de água?” Ele apontou para onde a produção os mandava seguir para chegar no catamarã que já estava acostado.
@allyalbernathy
Depois de todos os acontecimentos Alejandra se sentia bem mais introvertida, mais na dela e como dissera para Dilara… Com vontade de ir pra casa. Estava tentando deixar tudo de lado e só aproveitar as férias, aproveitar cada segundo ali no paraíso, sem se preocupar ou pensar em match e apesar de existir uma chance de Spencer ser o seu, fora buscando a tranquilidade para se divertir e aventurar naquele passeio que ela escolhera ele. Claro que as coisas complicaram quando Dee e Dimitri e Serena e Henry se juntou a eles, mas o que ela podia fazer, não dava para controlar tudo. — Estou contando com isso, bonitão. - Ela disse num pequeno sorriso, devolvendo o abraço e beijo. Num outro momento teria tentando tirar uma casquinha dele, tudo em nome da brincadeira, mas não o fez. — Não sabia, mas acho que consigo ver isso agora. Fico feliz que te escolhi então, espero que consiga aproveitar. - Disse apontando Dee com o queixo sutilmente, até que se aproximou dele o suficiente para só ele ouvir. — E se quiser aproveitar o tempo com ela, tá tudo bem. - Disse com um pequeno sorriso sincera. Sabia que o moreno gostava da outra a ponto de se envolverem e como ela havia dito a Dimitri, não seria ela a ser a segunda opção de ninguém, sem falar que ela achava que era possível jogar o jogo sem interferir na questão do coração. — E não, eu não tenho medo de água e seria bem legal se pudermos dar um mergulho. Mesmo que não deixem, talvez devêssemos apenas pular, sabe. - Disse rindo. — You know… Quebrar as regras uma última vez antes de voltar pro mundo real e para as responsabilidades.
allyalbernathy:
Preferiu não dizer nada em resposta, afinal já havia dito o que pensava e achava sim que havia parado antes de sentir algo romântico por ele. Se tivesse deixado as coisas se delongarem um pouco mais, a vulnerabilidade em que se encontrava permitiria que talvez viesse se apaixonar por Dimitri, apesar de duvidar daquilo, mas havia colocado um fim antes de que qualquer coisa do tipo acontecesse. Encolheu os ombros com um pouco do que parecia descaso e tédio. — Sim, é uma merda. - E ela nem havia começado a pensar em metade das coisas que vinha acontecendo e senti do nos últimos dias e já se sentia tonta, talvez devesse reprimir o sentimento até onde aguentasse, se bem que corria o risco de um dia simplesmente explodir. — Não é? As pessoas tem essa visão de que todo mundo precisa de um par, de alguém para ama… Não faz nem sentido. - Reclamou, fazendo uma careta. — S, para. - Pediu de forma gentil, cansada daquilo. — Ninguém sabe se somos um match. E pra ser sincera, tenho minhas dúvidas. - Não que tinha dúvida de Dimitri, ela teria se fosse qualquer um dos caras. A verdade era que ela duvidava que tinha alguém ali que era perfeito pra ela, era algo difícil de acreditar. — E como eu disse, ser um match não significa nada pra mim. - E foi dizendo isso que ela pensou que bem, havia ido em frente com Ray, se quer se importando que ele não era seu match. — Talvez não, mas não sei se vale a pena arriscar. Digo, pra que tentar e me decepcionar de novo. É exaustivo.
Apesar de ouvir com clareza o que Alejandra dizia, algo lhe fazia entender que as coisas não eram tão simples como ela fazia parecer. Não era tudo tão preto no branco, não era simplesmente virar uma chavinha e toda vontade e toda a emoção desaparecia. Ela sabia, porque era parecidas. E apesar de amar sua liberdade e amar a sensação de ser solteira, estava sendo inevitável deixar de sentir ciúmes acerca de algumas coisas - ainda que soubesse que Dimitri era seu no match. “Nem todo mundo precisa de um par ou de alguém pra amar. Estou viva há anos sem ninguém e tudo certo” ela deu de ombros com um sorriso fraco “Ninguém sabe e eu particularmente acho que não, pelos mesmos motivos que achei que não seria o par dele na primeira cerimônia” ela deu de ombros e levantou os mãos “Mas é exatamente isso, o que aparecer escrito naquela tela não significa nada, então… você não tem porque se preocupar.” ela deixou a fala dúbia, para que ela interpretasse como quisesse - a verdade era que não queria bloquear uma porta para eles, quando ela mesma temia o que poderia acontecer com ela - talvez se afastar fosse a opção mais segura. “É por isso que você tem medo de que eu o decepcione? Porque alguém já te decepcionou?” apesar do tempo ali, ainda não haviam falado sobre o passado de Ally
Sorriu com o que Serena dissera. Era exatamente assim que ela se sentia. — As pessoas acham que precisam achar sua metade quando na verdade elas são inteiras sozinhas. - Encolheu os ombros. Alejandra decidira desde cedo que não deixaria sua felicidade depender de ninguém, ela faria a si mesma feliz. Quanto a ela e Dimitri serem um match, Ally apenas acenou em concordância. Haviam muitas pessoas que não achavam que eles seriam um par perfeito, incluindo ela mesma, apesar de estar batendo na mesma tecla. O problema era que aquilo era um jogo que ela queria ganhar e ela não via muitas possibilidades de quem podia ser seu match, quem poderia atender suas necessidades e pedido. Ela queria romance, queria ser colocada em primeiro lugar na vida de alguém, alguém que a surpreendesse e lhe acompanhassem em aventuras. Dimitri parecia o mais perto disso, mas agora ela já não pensava assim. Escutou o que Serena havia dito, mas não havia entendido o significado daquilo, do que a morena queria dizer, no entanto preferiu não perguntar. Pensava sobre o assunto quando escutou a pergunta, levantando os olhos para S. — Acho que em partes sim, é por isso. Não desejo isso pra ninguém S. Principalmente para as pessoas próximas de mim. Não gostaria de ver nenhum de vocês sofrerem e honestamente… Vejo a mim mesma, quando mais nova, nele. Foi muito fácil de me enganar. Aconteceu bem debaixo do meu nariz. Meu noivo e minha melhor amiga. - Ela contou, sem dar muitos detalhes. — Descobri minutos antes de subir ao altar. - Seu olhar estava perdido no chão por alguns segundos antes de voltar a olhar de volta para a outra. — Como disse, não quero isso pra ninguém.
flashback.
Rolou os olhos, por que ele tinha que ser tão irritante? Decidiu não responder a ele, apenas fez uma careta enquanto se concentrava apenas em cortar o queijo. Quando ele falou sobre a profissão dele, ela parou de cortar e olhou pra ele com desdém mas pela primeira vez se divertindo. — E você está se adaptando então? - Era quase impossível de ver ele se adaptando ao programa, não conseguia imaginar ele de fato se acostumando com o aborrece, câmeras e tudo mais. — Sei. - Disse com um olhar superior e convencido, voltando a atenção para o queijo. Largou a faca, finalmente terminando e guardou o quilo na geladeira, pegando salame e algumas bolachinha salgadas. Arrumou tudo num prato de forma silenciosa, meticulosa. — E pra decifrar o seu match você precisa se intrometer no meu? - Ela perguntou sem olhar pra ele, mas então não aguento mais e levantou o olhar por alguns segundos, estudando-o antes de voltar sua atenção para a comida. Quando viu ele pegar um cabinho de queijo tentou dar um tapa na mão dele, mas acabou acertando apenas o ar. — Ahh sim, e do nada você decidiu ser o analista. - Ela acabou rindo e revirando os olhos. — Se você não fosse tão irritante seria quase engraçado. - Provocou, abrindo a geladeira mais uma vez para pegar uma cerveja, por fim acabou pegando duas e colocou uma na frente dele, para então se sentar no balcão da cozinha. — E então? Qual sua análise?
“Oh, definitivamente. Não deu para perceber?”, perguntou, um sorriso de lado enquanto seguia observando a movimentação de Alejandra na cozinha. Ela parecia realmente concentrada e empenhada na tarefa de cortar o queijo. Quis roubar outro pedaço, mas se conteve. “Eu não usaria a palavra ‘intrometer’. Estou fazendo mais um…”, pensou em algum termo preciso que podia ser utilizado, “estudo de casos, de uma forma geral. Não sei se você se lembra, mas nós, enquanto advogados, costumamos reunir o máximo de informações possíveis antes de um veredito”. Apesar de ter tentado se conter, não aguentou e roubou mais um queijo, quase recebendo um tapa na mão. Sorriu de novo. “Se conseguir entender a lógica do match de outros participantes, talvez possa chegar mais rápido no meu ‘par perfeito’. Não é esse o objetivo de tudo aqui?”, ergueu a sobrancelha, questionador e talvez um pouco arrogante ao falar daquela forma. Quase desafiava Alejandra a dizer que ele estava errado. No entanto, ela estava concentrada em abrir a geladeira e buscar…cervejas? Precisou se concentrar para não demonstrar surpresa, porque podia jurar que ela estava prestes a expulsá-lo da cozinha. Com uma controlada tranquilidade, estendeu a mão e pegou a bebida, dando já um bom gole. Estava bem gelada, do jeito que preferia. “Hm…”, mexeu no casco da cerveja, fingindo ponderar o questionamento. Sem tanta discrição, observou as pernas dela, contendo a vontade de se aproximar e deixar os dedos percorrerem a extensão da coxa. Outro gole de cerveja. Virou o rosto para a janela da cozinha. “Considerando que isso que vou dizer não vai sair na edição final, acho que alguns ‘no matchs’ vão se concretizar neste programa”. Pensava em certos participantes, como Amelia e Ray, ou Serena e Dimitri, que já haviam sido apontados como pares não perfeitos e, mesmo assim, não conseguiam ficar longe um do outro. “E você, o que acha?”
Apesar da confirmação dele eles não acredito, afinal muito provavelmente ele estava apenas sendo sarcástico, mas nunca saberia, não o conhecia a ponto de ler seu humor ou expressões, por mais que fosse muito boa em ler as pessoas. Voltou a levantar o olhar para ele numa expressão que fingia tédio. — Oras, por favor, não venha querer me ensinar o que “nós, enquanto advogados,” fazemos. - Ela repetiu as palavras dele para então continuar. — Estou entre os 10 melhores advogados de Nova Iorque. - Falou orgulhosa do título mas sem nenhum vestígio de quem estava esnobando ou desdenhando dele, dessa vez a arrogância havia ficado de lado. — Sem falar que isso não tem nada a ver. E quem é que estuda casos num programa como esse quando se está nele? - Ela havia sim estudado, mas antes de entrar, uma vez dentro só estava vivendo e aproveitando. Olhou atravessado para ele quando o viu pegar o queijo. — Por que ao invés de tentar entender a lógica dos match dos outros você não foca em viver um pouco e descobrir o seu próprio match? Ou você é do tipo de pessoa que não consegue separar a vida pessoal do profissional? - A pergunta fora feita mais por curiosidade do que por julgamento. — Porque o objetivo disso aqui é cada um descobrir seu próprio match, assim podemos ganhar. Não vai adiantar de nada você ficar se intrometendo no par dos outros se não procurar pelo o seu próprio. - Sendo uma pessoa observadora, era impossível para ela não notar o olhar dele em suas pernas o que a fez cruza-las e esconder o sorriso convencido por trás da garrafa que levava aos lábios para um gole, esperando que ele decertasse sobre sua teoria, mas o que veio dele acabou por ser decepcionante, afinal aquilo era óbvio para ela e muito possivelmente para todos mundo. — Não tenho uma. - Disse sincera, pegando o queijo e salame. — Mas acho que tem alguns casais que sentaram juntos que estão batendo na mesma tecla de que säo um match que acho que não são.
ally albernathy
Sobressaltou-se quando sentiu os dígitos ao redor de seu pulso, a última coisa que estava esperando era alguém aparecer. Em um primeiro segundo pensou que a chegada de Henry fosse fazer aquele sentimento esmagador desaparecer, óbvio uma distração faria os pensamentos voltarem para o fundo da caixinha em sua mente, mas não. Longe disso. Se ela tivesse que descrever seu cérebro e pensamentos naquele momento ela descreveria como uma sala ou escritório, que havia sido revirado, deixado de pernas pro ar. Ou seja, uma verdadeira bagunça. Era assim que ela se sentia e ela odiava o sentimento. — Não é uma arma. - Sua voz saia entrecortada pela respiração acelerada. — Mas que droga, Henry. - Ela praguejou. Obviamente não estava brava com ele, ele não tinha nada a ver com o assunto a não ser pelo fato de ter sido o primeiro a fazer ela se questionar sobre sua ida ao programa. Olhou ao redor, puxando seu braço de volta e andando pela sala de um lado para o outro como um animal enjaulado. Olhou para as saídas/entradas de ar, a parte da ventilação da casa, olhou até mesmo para as janelas que estavam fechadas. — Eu preciso de ar. - E com isso foi até a janela abrindo para respirar a brisa da noite, o problema era que, ela não sentiu absolutamente nada, era como se um grande aspirador houvesse sugado o ar do mundo. Quando viu Dilara aparecer, ela se virou completamente para a morena. — Eu preciso sair daqui. - Ela afirmou. — Quero ir pra casa. Não posso mais ficar aqui. Não sei lidar com nada disso. - E então virou-se de volta para Henry. — Você estava certo, desde o início. Eu sou mesmo egoísta e não deveria ter me inscrito. - Mas que merda. Passou a mão pelo rosto, sentia-se sufocada, apesar de respirar naturalmente era como se o ar não chegasse a seus pulmões. — Foi um erro, um grande erro. Eu estava muito melhor sozinha no meu canto, antes de vir pra cá e ficar trancafiada com todos vocês e ser forçada e repensar tudo aquilo que eu construí nos últimos oito anos. - Ela se referia a barreira que construiu. Ao castelo de gelo que ela fizera para si mesma, impenetrável, inabalável. Era feliz daquele jeito. Mas agora, ali na casa, suas paredes começaram a derreter e ela estava vulnerável, estava em pânico por se ver assim. Não havia se dado conta mas até mesmo suas mãos tremiam e os olhos voltavam a arder. Sua voz era baixa, mas soava completamente desesperada.
Henry não tinha a mínima ideia do que fazer naquela situação. Tudo que conseguia pensar era que não tinha nenhuma capacidade emocional para lidar com aquilo. Ele não era exatamente a pessoa que falava sobre sentimentos ou consolava os outros ─ isso era coisa de relacionamento para ele. “Se pode perfurar minha pele, é uma arma,” acabou falando ── foi a única coisa que pensou quando viu os dardos. Não era exatamente dessa forma que ele queria ouvir que ele estava certo, mesmo sabendo que ele estava certo. Ela era egoísta sim por ter pensado que podia entrar ali e mexer na vida de todos os participantes para provar um ponto que só fazia sentido na cabeça dela. Então, o que sentia… Ela mesmo tinha trago para si. Mas ele também era egoísta, porque tinha entrado ali esperando que iria entender o porque não dava certo com ninguém. Tinha enrolado as coisas com Liv. Não sabia ainda o que queria… Ele não ia saber o que falar. Com sorte, Dilara tinha aparecido. Assim que Dee foi entrando, Ally tinha conseguido soltar os pulsos e ido abrir as janelas. Henry revirou os olhos, imaginando que aquilo não iria adiantar de nada, e ele foi sentar num dos sofás do cômodo.
Dee estendeu as mãos para a outra, oferecendo-as como um porto de segurança. Não eram as pessoas mais próximas da casa, mas não deixaria de confortá-la se necessário. “Ally, inspira,” Dee falou, puxando o ar, esperando que a outra a copiasse, “expira,” repetiu o movimento, mas dessa vez soltando o ar devagar, antes de gesticular com as mãos juntas. Queria que ela copiasse o movimento com calma. Não sabia ainda o que funcionaria com Ally. “Falta só algumas semanas, Ally. Você consegue,” ela deu uma apertada na mão de Alejandra. Dee não sabia o que aconteceria se um participante desistisse. Naquela altura do campeonato, não deveriam substituí-la, mas… Todos perderiam. Ela não queria terminar o jogo ainda ── quando ela teve a o seu ‘no match’, ela também quis sair dali, mas se manteve ali, iria continuar no jogo. “Bem, ir embora seria também bem egoísta,” Henry acabou falando num tom baixo, rouco, o que fez Dilara mandar um olhar atravessado para ele. Aquelas palavras não iriam ajudar ninguém. “Por que foi um erro?” Dee perguntou, esperando fazer com que Ally conseguisse articular os seus sentimentos e na tentativa de articular, ela começasse a se acalmar. “Ally, ninguém é melhor sozinho. Não precisa ter medo…”
Ignorou Henry sobre o dardo ser uma arma, era a menor de suas preocupações naquele momento, ela queria ar, queria poder respirar de novo, estava se sentindo sufocada, como se fosse engasgar. Tentou ficar no que Dilara dizia sobre inspirar e expirar e por mais que fizesse os movimentos ela não sentia o ar chegar aos pulmões, era como se aquilo fossem apenas movimentos falsos, como se fingisse respirar. Dilara estava certa, faltava apenas algumas semanas, ela podia fazer aquilo. Ela era forte o suficiente para conseguir, já tinha passado por coisas mil vezes pior que aquele programa. E foi dizendo isso para si mesma que ela conseguiu se acalmar o suficiente para respirar. Olhou torto para Henry, franzindo o cenho em frustração. Queria jogar algo na cabeça dele. Mas que saco, porque ele tinha que ser assim e apontar tudo que tudo o que ela fazia estava errado. Claro que também era sua frustração e pânico falando naquele momento mas ela quis gritar que não pedirá a opinião dele. Se obrigou a ficar na pergunta de Dilara, voltando o olhar para ela. — Porque desde meu noivado disse pra mim mesma que nunca mais passaria por isso, que não me envolveria mais com alguém a ponto de deixar essa pessoa se tornar importante pra mim, e acho que construí muros tão altos que esqueci tudo ao meu redor. Vindo pra cá eu só… Eu só comecei a repensar em tudo. Me envolvi o suficiente para me importar. E não…- Ela olhou atravessado para Henry antes que ele pudesse falar qualquer coisa. — Não me apaixonei por ninguém. - Disso ela tinha certeza. Entoa voltou o olhar para Dee, se perguntando porque estava se abrindo assim, se expondo daquela forma, principalmente para Henry. — Mas pela primeira vez eu vi que poderia acontecer e… - Ela não queria admitir pra eles, pro mundo, mas o fez. — Isso me assusta. Não quero isso, não quero estar vulnerável. - Ela grunhiu de raiva, sentindo o ritmo de sua respiração acelerar de novo.
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Formar dupla com Dimitri para o desafio havia sido fácil, responder aquelas perguntas ainda mais fácil. Ao que tudo indicava ela o conhecia muito bem, ou só era realmente boa em ler as pessoas. O que seria difícil para ela seria ir para o passeio com ele e possivelmente para a cabine. Claro que ela queria acabar logo de uma vez com aquilo e descobrir se eram um match ou não, por mais que, na visão dela, a resposta que a cabine traria não mudaria absolutamente nada, ela não entrará ali procurando por um relacionamento e ele ainda continuaria ligado a Serena, e Alejandra queria que ele fosse feliz. O bom daquilo tudo era o fato de que teriam uma resposta que talvez aproximaria eles do grande prêmio. Quando a prova acabou, Ally não editou abraçá-lo em comemoração, mesmo com aquele cheiro horrível do líquido nojento que havia sido jogado neles com as perguntas erradas, estava feliz que pelo menos haviam deixado eles tomarem banho antes de irem para o passeio. Qua do estava finalmente pronta ela encontrou ele, Liv e Ray prontos para aquele encontro que bem, não seria nada estranho… Afinal ela havia beijado os dois caras que iam para o encontro com ela e Liv. — Acho que usei todo o shampoo e sabonete da casa pra tirar aquele cheiro horrível. - Disse fazendo uma careta de nojo. — Mas acho que saiu. - Disse ao cheirar uma mexa de cabelo que caia do coque que havia feito. — Empolgado? Ouvi dizer que o lugar é de tirar o fôlego. - Enquanto tomava seu banho ela havia decidido que deixaria todo o estresse de match, o ataque de pânico que havia lhe atacado no outro dia, Serena e todo o resto em segundo plano, seria apenas uma aventura com um amigo, um dia para aproveitar a natureza e a tranquilidade que o lugar lhe proporcionaria. Sorriu abertamente para ele, sentindo-se mais empolgada e leve do que nunca.
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O desafio havia sido surpreendentemente fácil e Dimitri havia comemorado propriamente a vitória com gritos e pulos pela casa inteira. Sentia-se animado não só pela oportunidade de sair do confinamento mas também pela companhia. Desde a conversa franca que tinha tido com Alejandra, começou a sentir-se mal pela situação em que havia colocado ela. Sim, estava prezando pela sinceridade em tudo o que acontecia, mas será mesmo que devia ter se deixado aproximar tanto da morena quando seu coração já batia mais forte por outra? Temia que tivesse conseguido amolecer as defesas de Ally somente para não ser capaz de dar à ela o que ela precisava. Ainda estava confiante sobre as chances deles de serem um match. Na visão do jogo, seria ótimo se fossem. Porém, na visão da vida, será que seria tão bom assim? Ally merecia que seu par ideal fosse alguém que só tivesse ela na cabeça e no coração. Por mais que Dufort nutrisse sentimentos e atração por Petrova, não era só ela que habitava sua mente. Poderia deixar para se preocupar com isso em outro momento, certo? Agora, só queria aproveitar a companhia de Alejandra e contagiar-se pela empolgação que emanava do sorriso dela. - Vem aqui. - A abraçou para cheirar o topo da cabeça dela, e não sentiu nada além do delicioso aroma do condicionador misturado com um cheiro doce, esse único e característico de Ally. - Cheirinho de lavanda. Já disse que amo lavanda? - Entrelaçou os dedos dela aos seus e se pôs rumo ao caminho da Casa Cenote. - Estou mais do que empolgado! Mas quer saber de um segredo? - Aproximou-se da morena para sussurrar em seu ouvido. - Eu nunca fiz paddleboard, então espero que você já para poder me ensinar. Não quero estar quebrado quando formos para a Cabine da Verdade.
Sorriu ao sentir o abraço, devolvendo o carinho, mas acabou soprando um riso ao escutar a fala alheia. — Não, nunca me disse isso. - E não havia dito mesmo, era a mais pura coincidência que seu sabonete e shampoo fossem a base de lavanda, o seu também preferido. — O que mais você nunca me disse? - Ela perguntou, afastando-se para olha-lo melhor. Talvez o encontro fosse uma ótima ideia para que se conhecessem mais a fundo. Deixou que ele a guiasse, gostando da sensação dos dedos dele nos seus enquanto tentava ignorar completamente todos os problemas estava em volta deles, por um dia fingiria que eles não existiam. Por um dia fingiria que era apenas os dois, dois “amigos”indo a um passeio. Sorriu de canto ao escutar o sussurro dele e acabou gargalhando, não dele, mas da situação. — Acabou caindo com o passeio que exige que faça algo que não sabe, huh? Você costuma ser assim azarado sempre? - Brincou e então se virou para ele. — Não sou expert no assunto, mas tudo o que precisa é de equilibro e saber nadar, caso caia da prancha. - Falou brincando novamente e então por fim se aproximou dele para sussurrar em seu ouvido. — Mas fica tranquilo, eu ensino. - Sorriu de forma leve e divertida. Claro que era uma brincadeira já que nem mesmo ela sabia exatamente o que fazer. — Está confiante de que vão mandar a gente? - Seu sorriso havia desaparecido dessa vez, dando lugar ao nervosismo. Estava curiosa, é claro, mas não sabia se queria saber, não sabia se a resposta lhe traria respostas, achava que nada mudaria. O caminho até o lugar onde fariam o paddleboard fora rápido e tranquilo, por isso assim que chegaram e tiveram as instruções, Ally se juntou a Dimitri novamente. — Parece mais fácil do que eu pensei, vamos ver se ainda lembro. - Havia feito paddleboard algumas vezes, mas isso já fazia alguns anos. Puxou o vestido que usava pela cabeça e então olhou pra ele com um sorriso de canto. — Pronto?
flashback.
É algo nesse sentido… Ela repetiu mentalmente, tentando entender as palavras dele e o que elas significava. Então ele estava procurando procurando por uma esposa? Estava novamente confusa. O que diabos estava acontecendo ali afinal? Soltou o ar pesadamente. Nunca teria imaginado ele procurando por uma esposa, mas talvez fizesse sentido dado a quem ele era e como agia. Deveria estar procurando por uma esposa troféu, era a única coisa que conseguia imaginar, já que um Nathan romântico era a última coisa que via nele. Simplesmente não encaixava. Tentava não pensar no que estava acontecendo naquele momento, no porque o havia beijado logo após o afastar. Porque ela sabia com certeza absoluta que quando se separassem ela apenas se estressaria e se chatearia ainda mais com ele. Conseguia até mesmo imaginar as palavras que ele diria e que faria com que ela quisesse estrangula-lo. Os pensamentos se dissiparam quando ele a ergueu, colocando-a sentada no balcão da cozinha, ficando entre suas pernas. Merda! pensou, aquilo não deveria estar acontecendo, e pior ainda, ela não deveria estar respondendo daquela forma, seus dedos não deveriam estar enroscando-se nos cabelos dele, puxando-os levemente enquanto se aproximava ainda mais dele, nem mesmo seu corpo deveria estar arrepiando-se com o toque das mãos dele em sua coxa, avançando para dentro se seu pijama. O palavrão ficou preso em sua garganta conforme ele beijava-lhe o pescoço. Puta merda! O que diabos estava acontecendo ali. Precisava parar com aquilo mas… Merda ela não encontrava forças para parar, nunca iria admitir, mas apesar de toda a confusão ela não queria parar. E notou que nem ele queria. Pela primeira vez na vida ela estava sem reação, não conseguia dizer nada, apenas incentiva-lo a continuar com a pressão de suas mãos no cabelo dele e a respiração alta e entrecortada. Quando ele se afastou, encarando-a, ela não soube o que esperar, mas não gostava do fato dele ter parado, queria mais por mais que nunca fosse admitir ou pedir. Devolvia o olhar dele ele, os olhos um pouco mais abertos do que o normal, respirando com certa dificuldade. — Não. - Disse com firmeza apesar de ter sido tudo o que conseguiu dizer. Não, definitivamente não deveriam. Aquilo era um erro e ela estava pronta para descer daquela bancada e se afastar quando ele negou com a cabeça fazendo com que ela achasse ter visto a sombra de um sorriso ali. O que aquilo queria dizer? Abriu os lábios para responder algo mais coerente, mandá-lo parar, ou sabe-se lá o que, ele a puxou para um novo beijo e ela acabou correspondendo, por mais que dissesse para si mesma que aquilo era um erro.
Os dedos seguravam a nuca de Alejandra com firmeza ao aprofundar o beijo, enquanto aproveitava para esgueirar a outra mão por detrás da blusa de seda. Deixou a palma repousar na base das costas alheias, para pressionar a região e empurrá-la ainda mais contra ele. A pele dela era quente em comparação à sua mão fria e, com certa vontade de torturar, subiu o toque pela linha da coluna, antes de descer de novo. Naquela posição, com ela mais próxima da ponta da bancada, era possível romper grande parte da distância entre eles, inclusive conseguia pressionar melhor a própria calça de moletom cinza contra o fino tecido do short dela. Só de pensar nas poucas camadas que separavam os dois, já fazia Nathan quase grunhir de desejo. Voltou a apertar a coxa dela, deixando a mão cair na curvatura atrás do joelho, forçando-a ainda mais contra ele. Talvez — ou melhor, certamente — algum som tivesse escapado do fundo de sua garganta naquele momento, não conseguia ter certeza. O que era inegável, no entanto, era a necessidade física que ele sentia pelo toque de Alejandra. Era como se ele estivesse há dias com uma fome de algo inominável e que, apenas com o colar de lábio dos dois, tivesse criado forma. É isso. Era isso que faltava. E Nathan sentia urgência para que ela o tocasse logo, o apertasse e torturasse da forma que quisesse. Tudo para alimentar o que estava lhe corroendo, ou ao menos para se livrar logo do tesão acumulado. Ainda sem conseguir raciocinar com toda aquela situação, voltou a fazer uma trilha de beijos pelo maxilar de Ally, chegando a mordiscar aqui e ali. Prendeu novamente os dedos entre os fios castanhos e puxou com certa intensidade para o lado. Descobria no pescoço dela o próprio ponto fraco. “You’re so fucking annoying”, resmungou, quase entredentes, mordendo a pele sensível e morna. So fucking annoying. E no mesmo local que fez uma pressão um pouco maior com os dentes, acabou deixando um beijo rápido. “I hate you…”, murmurou contra a pulsação do pescoço dela, em um tom que não carregava o ódio que ele esperava fazer soar. Sentia o coração dela acelerado como o seu, e logo ia abaixando cada vez mais, descendo os beijos para a clavícula e chegando na região do seio que o pijama permitia estar exposto. Os dedos brincavam com a alça e Nathan tinha ciência do quão fácil poderia ser deslizar a veste um pouco mais para baixo a fim de levar os lábios para onde realmente queria. Mas havia câmeras, tinha que manter isso em mente. Com a outra mão, que há segundos segurava a cintura dela, ele deixou os dedos se subirem apenas um pouco, tocando na lateral do seio dela. Tentava ser discreto e usou o polegar para desenhar dois círculos sobre a seda, bem em cima do bico do peito. Voltou a erguer o olhar para encará-la, roubando qualquer reação que evidenciasse não ser o único afetado com aquilo. A culpa era do desejo. De modo involuntário, seu quadril se moveu na direção de Alejandra, e ele repousou a testa no ombro dela, respirando fundo para desacelerar. Com todo o autocontrole que tinha, tirou as mãos de cima dela e colocou ambas sobre o balcão, uma de cada lado. Se por um acaso os nós dos dedos ficaram brancos pela força que fazia para se manter ali, isso já cabia à interpretação de quem assistia. Ergueu o olhar para Ally, a respiração ofegante. O que fariam agora? Fingiriam que nada aconteceu para conseguirem seguir com a vida? Nathan não conseguia pensar em nenhuma alternativa, e sem pensar muito, deixou escapar o que poderia ser uma saída. “Ninguém precisa saber…” Murmurou, ainda estudando ela. Era incoerente, considerando que estavam sendo filmados. Mas ele dizia ali, claro, em meio à loucura do reality.
O choque inicial de quando ele a beijara pela primeira vez naquela noite estava de volta. Não que estivesse surpresa, mas ela simplesmente não sabia como reagir a tudo aquilo. Não sabia como reagir a mão dele em sua nuca aprofundando o beijo, nem na outra mão fria de encontro com sua pele quente, puxando-a mais para si, fazendo com que as costas dela se arqueassem de encontro a ele enquanto sua pele se arrepiava involuntariamente. Era impossível não sentir o corpo largo e musculoso dele contra o seu, sentir as mãos grandes e pesadas dele em sua pele sensível. Sentiu o corpo se arrepiar contra sua vontade pelo toque dele, pelo contato da calça dele contra seu short, e não pode deixar de imaginar quais partes de seus corpos estavam próximas uma da outra. Para evitar que um gemido rouco escapasse, ela mordiscou o lábio inferior dele, puxando-o para si enquanto suas mãos subiam pelas costas do moreno, por dentro de sua camiseta branca, arranhando-lhe a pele lentamente. Com a mão dele em sua coxa, puxando-a ainda mais de encontro a ele, ela acabou sorrindo ao escutar o som rouco escapando dele, claro que havia juntado os pontos e sabia que mexia com ele, só não sabia o quanto até aquele momento. Ele a desejava e isso estava claro para ela agora. Aquele conhecimento de repente fora tudo o que ela precisava para saber como agir, para saber exatamente o que deveria fazer. Cravou as unhas ainda mais contra os ombros dele, enquanto arqueava ainda mais as costas, pressionando seu corpo contra o dele. Um riso rouco escapou de seus lábios quando sentiu os dedos dele puxaram seus cabelos para o lado, era engraçado pensar que por mais que ele achasse que dominava a situação, era ela quem tinha o poder maior sobre ele, ou era assim que ela pensava. O riso rouco apenas intensificou ao escutar ele resmungar e dizer que a odiava. — I can see how much you hate me. - Ela sussurrou apenas aproveitando aquela sensação deliciosa que os arrepios lhe causavam, mas apesar disso, estava ciente demais das câmeras ali e por mais que não ligasse para um pouquinho de exposição, talvez aquilo fosse demais. E apesar do desejo momentâneo ela estava pronta para pará-lo a qualquer momento se fosse preciso. Mordiscou o lábio inferior, se recusando a deixar um gemido escapar por seus lábios apesar de estar excitada com aquele toque. Droga, ela também odiava ele. Sustentou o olhar dele de forma impassível reunindo todo o auto-controle do mundo e apesar da respiração e batimentos acelerados ela se mostrava inabalável. Observou ele atentamente, ofegando quando ele pressionou o quadril ainda mais contra ela. Tentou acalmar a respiração enquanto ele parecia fazer o mesmo ao se afastar um pouco. A fala dele fez com que ela soprasse um riso debochado e revirasse o mundo. — Só o mundo todo. - Ou pelo menos aqueles que estavam assistindo o programa. Mas é agora? O que fariam? As perguntas e confusão anterior voltaram a atormenta-lá. Beija-lo era como beijar um colega de trabalho, algo que ela dizia para si mesma que jamais faria na vida e ali estava ela.
flashback.
Não, ele realmente não havia dito, mas então porque vinha agindo como se a atitude dela de quem não estava tudo bem com o ocorrido fosse ruim? Ele agia como se esperasse que estivesse tudo bem, a segundos atrás havia reclamado. Ela estava esgotada de tentar adivinhar o que se passava na mente dele, o que ele queria. Era tão mais fácil quando ela olhava para alguém e conseguia ler exatamente tudo o que precisava saber. — Not all the time. - Disse porque ele por si só parecia uma pessoa rude e grosseira em algumas vezes que conservavam. Tudo bem que a culpa podia ser dela que estava com q guarda levantada e sempre encarava tudo o que vinha dele daquela forma, quase como se estivesse na mente dela e não de fato na forma como ele agia, a não ser é claro na noite de natal, quando ele quis “obriga-lá” a ir dormir. — E eu te disse, não vai conseguir nada comigo tentando mandar em mim. - Ninguém conseguia, nem mesmo seus pais. Ela era teimosa demais para isso. Somente a ideia de alguém mandando nela a afastava e vindo dele, somando a bebida… Ela esperou que ele terminasse para então falar. — O que você esperava afinal? Que eu tivesse uma bola de cristal e entendesse exatamente que você só estava tentando ajudar? - Ela perguntou quase exasperada. Aquela situação era frustrante para ela. — E não, não espero que mude, muito menos do dia pra noite. Nunca disse isso. Mas você tem razão, não estamos na mesma pagina. - E ela não sabia porque isso a incomodava a ponto dela querer entender o que se passava na mente dele. Talvez aquilo que diziam sobre você se interessar pelo que tá um desafio para você fosse verdade afinal. Franziu o cenho com o que ela interpretou como chateação dele, estava realmente confusa. — Espera, você não está se divertindo com isso? Com os jogos? Ou com nada? - O que…? Ela não tinha nem palavras para descrever a confusão momentânea. Ela realmente achou que a maioria estivesse se divertindo. — É só um jogo Nathan. Um jogo bobo. É como se estivéssemos de férias com os amigos, ou quase isso, não? Não vim aqui porque queria procurar um relacionamento sério, mas já que estou aqui porque não me divertir? - Esfregou a têmpora cansada, mas então se tocou de que nunca considerou o porque dele estar ali. — Por que se inscreveu a final de contas? Pra levar assim tão sério só posso imaginar que esteja procurando uma esposa então… É isso? - Não havia um pingo de julgamento se quer em sua voz, apenas surpresa. Fechou os olhos cansada e negou com a cabeça. Ia embora pra outro canto da casa antes que se estressasse ainda mais com ele e levantasse a voz, algo que ela não fizera desde que ele apareceu. Mas então, ele segurou seu braço, fazendo com que ela olhasse nos olhos dele e então para a mão dele fazendo círculos em sua pele, como um carinho e a voz rouca dele ao chamar por seu nome fez com que os pelos de seus braços se arrepiassem, não de um jeito ruim. O que estava acontecendo ali? Olhou novamente para ele deixando que todas as dúvidas e confusão estampassem sua feição. Estava tão incerta do que estava acontecendo naquele momento, do que estava sentindo que se quer conseguiu dizer qualquer coisa. O que aconteceu a seguir fora tão rápido que ela não tivera tempo de processar ou de se quer evitar. Nathan a puxou, colando os lábios nos seus. O choque da situação a impediu de agir, definitivamente era culpa do choque, de ter sido pega de surpresa. Mas então, aquele sentimento passou dando lugar a novas sensações, como a dos lábios macios dele nos seus. Não que ela já havia se perguntado como eles seriam, mas “boy, oh boy”… Sentiu as mãos dele subir por seus cabelos e aos poucos a sensação de choque ia passando.sabia que tinha que empurra-lo, pará-lo. Aquilo era um erro, eles não se gostavam, não se davam bem. Não era isso que ele havia dito a poucos minutos atrás? Então porque estava lhe beijando? Era isso, ia pará-lo. Subiu as mãos pelo braço dele, de encontro com seu peito para empurra-lo. Se afastou dele abruptamente e o encarou por alguns rápidos segundos como se ele fosse louco, e talvez até mesmo fosse. Abriu a boca para gritar com ele ou algo parecido, mas quando se deu conta, suas mãos foram de encontro com o rosto dele e ela voltou a quebrar a distância que havia entre eles, colando seus lábios nos dele. MAS QUE MERDA, ALEJANDRA!! Ela gritou consigo mesma mentalmente. FODA-SE!!! Outra parte respondeu conforme ela o beijava de uma forma um pouco mais intensa do que a qual ele havia iniciado o beijo anterior.
Nathan se considerava uma pessoa com raciocínio rápido, mas naquela conversa — no meio da madrugada, com os nervos impacientes e uma chateação incômoda — não conseguia entender a linha de pensamento de Alejandra. Do que diabos ela estava falando? Inicialmente, acreditava que se referia ao desafio específico do biquíni, mas agora já não sabia mais. Não conteve a expressão confusa, que foi apenas aumentando com as perguntas que a advogada ia fazendo, uma atrás da outra. Então queria dizer que tudo ali era um jogo para ela? Ou que apenas os desafios eram? E se ela não foi atrás de um relacionamento sério, por que tinha se dado ao trabalho de entrar no reality? Será que também tinha perdido uma aposta? A verdade era que ele estava distraído, a insônia não ajudava com isso, muito menos a roupa que ela estava usando. Para quem acreditava ser alguém movido pela razão, Nathan se sentia muito decepcionado consigo mesmo. Irritado com tudo aquilo, se recusou a responder com clareza a enxurrada de perguntas quando Ally terminou de falar. “É algo nesse sentido”, disse, ainda emburrado. No entanto, todo o orgulho que havia alimentado nos últimos dias pouco adiantou, já que acabou por chamar o nome dela, segurar no braço alheio e puxá-la para um beijo. Com aquilo, ele não esperava ser correspondido, e o empurrão — após os breves segundos de contato — não foi surpresa. No curto tempo em que se viu afastado da morena, percebeu o coração batendo forte pela adrenalina, e já tentava pensar no que poderia dizer para se justificar por aquilo. Mas não pediria desculpa, isso tinha certeza. Entreabriu a boca, sem saber como começar. No entanto, não foi preciso iniciar seu discurso, porque ela logo voltou a colar a boca na dele. Porra, era melhor do que tinha imaginado. E se Nathan deixou escapar um pequeno grunhido com a intensidade do toque, a culpa era toda de Albernathy. Retribuiu com desejo — a tensão que havia acumulado desde o início do programa, levando a mão de volta para o cabelo dela e puxando em um gesto quase irracional, enquanto o braço esquerdo prendia a fina cintura contra si para que ela não escapasse. Não queria romper com o toque, e ao mesmo tempo queria mais. Só um pouco mais, enquanto o que quer que estiver acontecendo nessa madrugada, dure. Pensou, direcionando o corpo dela até o balcão e habilmente erguendo-a para se posicionar entre as pernas dela. “Porra, Alejandra”, murmurou, deixando uma mão subir pelas coxas alheias, com certa força, enquanto a outra se ocupava em se enroscar no cabelo longo, puxando só o suficiente para o pescoço ficar mais evidente. Enterrou a cabeça na região, como se ali fosse um refúgio de tudo e qualquer coisa. “Porra…”, voltou a murmurar, quase para si mesmo, sabendo que ao demonstrar a própria afetação com aquilo, estava dando munição para o inimigo usar contra ele. Respirou fundo, o nariz traçando uma linha imaginária na curvatura do pescoço, antes de começar a deixar beijos na região e mordiscar a pele sensível. Ao mesmo tempo, permitia que os dedos da outra mão se esgueirassem por dentro do pijama dela pela lateral da coxa. Tentava ter cuidado, pois não queria deixar nenhuma marca. Nem muito menos parar. Não sabia que precisava tanto daquilo até estar ali, com dificuldade de colocar um fim no toque. Buscando um autocontrole que não tinha, Nathan enterrou o rosto com força no pescoço dela, antes de deixar um último beijo e se afastar. Estava com a respiração ofegante e observava Alejandra à procura de tédio na expressão alheia. Felizmente, ela aparentava estar tão em descontrole quanto ele. “A gente não devia estar fazendo isso”, Nathan comentou, como se aquilo o colocasse como o racional naquela situação. Como se não tivesse sido justamente ele a começar com tudo. Balançou a cabeça, para tentar esconder um sorriso que queria escapar, e antes que ela pudesse responder, voltou a puxá-la para mais um beijo. Um último, disse a si mesmo. Só mais um.
É algo nesse sentido… Ela repetiu mentalmente, tentando entender as palavras dele e o que elas significava. Então ele estava procurando procurando por uma esposa? Estava novamente confusa. O que diabos estava acontecendo ali afinal? Soltou o ar pesadamente. Nunca teria imaginado ele procurando por uma esposa, mas talvez fizesse sentido dado a quem ele era e como agia. Deveria estar procurando por uma esposa troféu, era a única coisa que conseguia imaginar, já que um Nathan romântico era a última coisa que via nele. Simplesmente não encaixava. Tentava não pensar no que estava acontecendo naquele momento, no porque o havia beijado logo após o afastar. Porque ela sabia com certeza absoluta que quando se separassem ela apenas se estressaria e se chatearia ainda mais com ele. Conseguia até mesmo imaginar as palavras que ele diria e que faria com que ela quisesse estrangula-lo. Os pensamentos se dissiparam quando ele a ergueu, colocando-a sentada no balcão da cozinha, ficando entre suas pernas. Merda! pensou, aquilo não deveria estar acontecendo, e pior ainda, ela não deveria estar respondendo daquela forma, seus dedos não deveriam estar enroscando-se nos cabelos dele, puxando-os levemente enquanto se aproximava ainda mais dele, nem mesmo seu corpo deveria estar arrepiando-se com o toque das mãos dele em sua coxa, avançando para dentro se seu pijama. O palavrão ficou preso em sua garganta conforme ele beijava-lhe o pescoço. Puta merda! O que diabos estava acontecendo ali. Precisava parar com aquilo mas… Merda ela não encontrava forças para parar, nunca iria admitir, mas apesar de toda a confusão ela não queria parar. E notou que nem ele queria. Pela primeira vez na vida ela estava sem reação, não conseguia dizer nada, apenas incentiva-lo a continuar com a pressão de suas mãos no cabelo dele e a respiração alta e entrecortada. Quando ele se afastou, encarando-a, ela não soube o que esperar, mas não gostava do fato dele ter parado, queria mais por mais que nunca fosse admitir ou pedir. Devolvia o olhar dele ele, os olhos um pouco mais abertos do que o normal, respirando com certa dificuldade. — Não. - Disse com firmeza apesar de ter sido tudo o que conseguiu dizer. Não, definitivamente não deveriam. Aquilo era um erro e ela estava pronta para descer daquela bancada e se afastar quando ele negou com a cabeça fazendo com que ela achasse ter visto a sombra de um sorriso ali. O que aquilo queria dizer? Abriu os lábios para responder algo mais coerente, mandá-lo parar, ou sabe-se lá o que, ele a puxou para um novo beijo e ela acabou correspondendo, por mais que dissesse para si mesma que aquilo era um erro.
nathanknightley:
flashback.
“Eu nunca disse que precisava estar tudo bem depois de pedir desculpa”, apesar de, nos primeiros dias, ter certamente pensado que aquilo era o suficiente para deixar o acontecimento para trás, como se nada tivesse acontecido. Agora entendia que não era bem assim que funcionava. “E muito menos tenho te tratado de forma rude ou grosseira”. Talvez um pouco arrogante, mas aquilo fazia parte da personalidade dele. “Eu mal tenho falado contigo, Ally”. E Nathan preferiu não pensar no porquê de sua voz carregar um certo tom de chateação com aquela constatação. Quando percebeu ao quê ela se referia — no caso, ao episódio da festa de natal — cruzou os braços, assentindo com a cabeça. “Entendi…”, disse, para que ela soubesse que ele havia captado sobre o que se tratava. “Mas está vendo? Esse é o problema. A gente não consegue se entender. Eu não estava com o ‘pretexto’ de te ajudar. Eu queria mesmo te ajudar. E isso também por conta de tudo o que eu fiz no começo do programa”, antes que ela pudesse falar alguma coisa, ele ergueu a mão. “Eu sei, eu sei que não compensa. Mas você espera o quê? Que de um dia pra noite eu me torne uma pessoa completamente diferente? Isso não vai acontecer. Eu estava tentando, mas claro que você ia interpretar de uma forma completamente absurda…”. Quase revirou os olhos, mas se conteve. Estava tão irritado com tudo aquilo, que queria bufar, como uma criança faria. Se pudesse, voltaria no tempo, talvez para reverter o trem que havia saído dos trilhos desde a primeira conversa deles. Era como se o veículo tivesse descarrilhado e ele não conseguisse concertar a situação por mais que se esforçasse. Alejandra disse que havia dado uma segunda chance para ele, mas não era verdade. Porque o tédio, a irritação e cansaço estava presente em cada interação. E, se fosse ser bem honesto consigo mesmo, lhe chateava. Ao ouvir que o desafio não significou nada, ele cruzou os braços. “Great. Good for you. Pelo menos alguém tem se divertido com isso”. Soltou sem se conter, fechando-se ainda mais em si mesmo com aquilo. Bom saber que não significava nada para ela. Virou o rosto, ignorando o movimento que a outra fazia para guardar o doce. Disse a si mesmo que iria deixá-la ir, e cada um seguiria o próprio caminho. Nathan se concentrava naquilo, queixo erguido em orgulho. Mas não queria realmente o que havia proposto. “Fuck”, soltou em um sussurro, quando ela passou por ele. Em um movimento rápido, virou-se para estender a mão e segurar no braço dela. “Alejandra…”, sentia a própria voz rouca e talvez um pouco perdida. Deixou o polegar passear pela pele dela em arco, num movimento rápido, breve carinho, enquanto sustentava o olhar alheio e considerava o que fazer. O certo a se fazer era soltar o aperto e deixá-la ir. Mas antes que pudesse pensar nas próprias ações ou ponderar o movimento de seu corpo, Nathan a puxou em sua direção, colando a boca de Ally na sua, como havia desejado fazer desde o primeiro dia. A mão subiu até a nuca dela, enterrando os dedos entre os fios e finalmente — finalmente — sentindo o que era ter a morena nos braços.
Não, ele realmente não havia dito, mas então porque vinha agindo como se a atitude dela de quem não estava tudo bem com o ocorrido fosse ruim? Ele agia como se esperasse que estivesse tudo bem, a segundos atrás havia reclamado. Ela estava esgotada de tentar adivinhar o que se passava na mente dele, o que ele queria. Era tão mais fácil quando ela olhava para alguém e conseguia ler exatamente tudo o que precisava saber. — Not all the time. - Disse porque ele por si só parecia uma pessoa rude e grosseira em algumas vezes que conservavam. Tudo bem que a culpa podia ser dela que estava com q guarda levantada e sempre encarava tudo o que vinha dele daquela forma, quase como se estivesse na mente dela e não de fato na forma como ele agia, a não ser é claro na noite de natal, quando ele quis “obriga-lá” a ir dormir. — E eu te disse, não vai conseguir nada comigo tentando mandar em mim. - Ninguém conseguia, nem mesmo seus pais. Ela era teimosa demais para isso. Somente a ideia de alguém mandando nela a afastava e vindo dele, somando a bebida… Ela esperou que ele terminasse para então falar. — O que você esperava afinal? Que eu tivesse uma bola de cristal e entendesse exatamente que você só estava tentando ajudar? - Ela perguntou quase exasperada. Aquela situação era frustrante para ela. — E não, não espero que mude, muito menos do dia pra noite. Nunca disse isso. Mas você tem razão, não estamos na mesma pagina. - E ela não sabia porque isso a incomodava a ponto dela querer entender o que se passava na mente dele. Talvez aquilo que diziam sobre você se interessar pelo que tá um desafio para você fosse verdade afinal. Franziu o cenho com o que ela interpretou como chateação dele, estava realmente confusa. — Espera, você não está se divertindo com isso? Com os jogos? Ou com nada? - O que…? Ela não tinha nem palavras para descrever a confusão momentânea. Ela realmente achou que a maioria estivesse se divertindo. — É só um jogo Nathan. Um jogo bobo. É como se estivéssemos de férias com os amigos, ou quase isso, não? Não vim aqui porque queria procurar um relacionamento sério, mas já que estou aqui porque não me divertir? - Esfregou a têmpora cansada, mas então se tocou de que nunca considerou o porque dele estar ali. — Por que se inscreveu a final de contas? Pra levar assim tão sério só posso imaginar que esteja procurando uma esposa então… É isso? - Não havia um pingo de julgamento se quer em sua voz, apenas surpresa. Fechou os olhos cansada e negou com a cabeça. Ia embora pra outro canto da casa antes que se estressasse ainda mais com ele e levantasse a voz, algo que ela não fizera desde que ele apareceu. Mas então, ele segurou seu braço, fazendo com que ela olhasse nos olhos dele e então para a mão dele fazendo círculos em sua pele, como um carinho e a voz rouca dele ao chamar por seu nome fez com que os pelos de seus braços se arrepiassem, não de um jeito ruim. O que estava acontecendo ali? Olhou novamente para ele deixando que todas as dúvidas e confusão estampassem sua feição. Estava tão incerta do que estava acontecendo naquele momento, do que estava sentindo que se quer conseguiu dizer qualquer coisa. O que aconteceu a seguir fora tão rápido que ela não tivera tempo de processar ou de se quer evitar. Nathan a puxou, colando os lábios nos seus. O choque da situação a impediu de agir, definitivamente era culpa do choque, de ter sido pega de surpresa. Mas então, aquele sentimento passou dando lugar a novas sensações, como a dos lábios macios dele nos seus. Não que ela já havia se perguntado como eles seriam, mas “boy, oh boy”… Sentiu as mãos dele subir por seus cabelos e aos poucos a sensação de choque ia passando.sabia que tinha que empurra-lo, pará-lo. Aquilo era um erro, eles não se gostavam, não se davam bem. Não era isso que ele havia dito a poucos minutos atrás? Então porque estava lhe beijando? Era isso, ia pará-lo. Subiu as mãos pelo braço dele, de encontro com seu peito para empurra-lo. Se afastou dele abruptamente e o encarou por alguns rápidos segundos como se ele fosse louco, e talvez até mesmo fosse. Abriu a boca para gritar com ele ou algo parecido, mas quando se deu conta, suas mãos foram de encontro com o rosto dele e ela voltou a quebrar a distância que havia entre eles, colando seus lábios nos dele. MAS QUE MERDA, ALEJANDRA!! Ela gritou consigo mesma mentalmente. FODA-SE!!! Outra parte respondeu conforme ela o beijava de uma forma um pouco mais intensa do que a qual ele havia iniciado o beijo anterior.
flashback.
Encontrar Alejandra na cozinha no meio da madrugada, após se levantar para beber água, era realmente a última coisa que Nathan desejava naquele momento. Com o orgulho ainda ferido desde a discussão que tiveram na festa de natal, o advogado fazia o possível para ignorar a outra. Afinal, era justamente ela que o tratava com desprezo e indiferença em todas as oportunidades que encontrava. Por isso, apesar de se deparar com a silhueta dela no ambiente, não se incomodou em dar boa noite, nem puxar uma conversa enquanto pegava o copo d’água, enchia e bebia. Chegou a caminhar de volta em direção à saída quando parou. Estava irritado consigo mesmo, porque sabia que não ia se conter. Precisava falar. Era quase cômico, como uma situação de briga em que uma das pessoas se vira para trás e solta ‘só acho engraçado que…’, antes de falar tudo o que estava engasgado. E Nathan tinha muito guardado dentro dele. Suspirou, virando-se para sustentar o olhar alheio, e gradualmente caminhou na direção dela. “Alejandra, acho que a gente podia combinar uma coisa…”. Usava seu tom conciliador, calmo, tranquilo, reservado quase que exclusivamente para os tribunais. Tinha até um pequeno toque de simpatia. Embora as pessoas que o conhecessem bem saberiam que aquilo era um sinal de alerta. “Você não tem nenhuma obrigação de ser agradável comigo. Isso está claro”, não precisava falar muito alto, porque a casa estava silenciosa e calma. “Mas vamos combinar que…se é para ficar me tratando como fez na festa em um dia, e no outro jogar suas roupas para cima de mim na frente de todo mundo, é melhor a gente nem se falar. Vou jogar o meu jogo, você joga o seu. Porque isso…”, apontou de um para o outro, em um gestou com o braço, ao chegar a uma curta distância dela. “Não está funcionando. Essa sua forma de brincar…”, pensava no quente e frio, “pode ter entretido outras pessoas. Mas comigo não funciona. Me irrita, na verdade. E não leva a lugar nenhum”. Além de deixá-lo confuso. O que jamais admitiria. “Dito isso”, colocou as mãos no quadril. “Acho que podemos combinar de não perturbar o outro. Eu dou a minha palavra que consigo te deixar em paz. Mas você precisa fazer o mesmo”. @allyalbernathy
Estava acostumada a dormir pouco. Desde a faculdade, quando começará a construir seu nome, Alejandra trabalhava como louca, noite e dia para alcançar seus objetivos e se não estava trabalhando estava estudando, porque pra ela estudar era algo primordial, havia sempre algo novo pra aprender, principalmente por ser mulher trabalhando em um mundo que a predominância era dos homens. Contudo, ali na casa, naquele programa louco, ela não conseguia dormir por outros motivos, naquela noite em especial ela se sentia sufocada. Descerá para a cozinha para beber água, mas acabara se sentando e comia gotas de chocolate quando Nathan apareceu. Ela sabia que ele estava lhe ignorando mas não tinha uma boa ideia do porquê, havia se desculpado com ele pela festa de natal, mas ele continuava frio. Estava dando espaço a ele e tentava manter distância também, só respondendo o que ele falava com ela. No entendo ficou surpresa quando ele voltou e começou a falar com ela, ficando quieta até que ele mencionou a festa e ela precisou revirar os olhos. — Espera, deixa eu ver se eu entendi. - Falou calma e em um tom quase inocente. — Então quer dizer que você pode insinuar que sou uma puta que é só pedir desculpas depois e está tudo bem. Eu não tenho o direito de tomar meu tempo para aceitar que te desculpei e deixar isso pra lá. Mas aí você tem todo o direito de ser rude, grosso e arrogante o suficiente pra achar que sabe o que é melhor pra mim e tentar literalmente me arrastar de um lugar para o outro com o pretexto de me ajudar, e quando eu me desculpo pela minha grosseria você guarda rancor e fica todo irritadinho… - Seu tô ainda era super calmo e inocente, quase como se ela realmente quisesse entender a dinâmica dos dois, obviamente ela estava sendo sarcástica. — Huh…De onde venho nos chamamos isso de hipocrisia. - Ela então fechou a cara, pegando mais algumas gotas de chocolate na mão, sem colocá-las na boca. Estava realmente começando a ficha chateada com aquilo. O que ele queria dela afinal de contas? Era frustrante tentar entende-lo. — O desafio foi apenas um desafio. Nunca significou nada. - Pelo menos não pra ela, nenhum dos desafios significava, era apenas um jogo, uma distração. Olhava para o pacote de chocolate aberto em sua frente, quase como se contasse quantas gotas haviam ali. Aghr… Ela odiava estar ali, odiava aquela casa, odiava o jogo. Respirou fundo tentando acalmar as batidas acelerada de seu coração e a própria respiração, não queria ter um novo ataque de pânico. Jogou as gotas de chocolate de má vontade dentro do saco e o fechou. — Como quiser, Nathan. - Falou de má vontade. Se levantou, ela ajeitou a alça do pijama e foi guardar o doce no armário, passando por ele sem se dar ao trabalho de encara-lo. Não diria a ele mas não havia gostado do que ele falou sobre as brincadeiras ou jogos dela entreter outras pessoas mas não ele. Talvez fosse até verdade, afinal Alejandra era do tipo que preferia a conquista do que o que vinha depois, o depois sempre a entediava, mas aquela era a Alejandra antes da casa. Agora que já havia admitido para si mesma que algo dentro dela havia mudado ela estava cansada disso, cansada dos joguinhos e lhe irritava que ele pensasse assim, que ele a julgasse.
thedilaraosman:
Devastador era um eufemismo. Se a negativa tivesse vindo de Spencer, Dilara teria aceitado de uma forma mais passiva. Não achava que o pior era o ‘não’, mas o fato de que nenhum dos dois havia o feito e uma terceira parte que falava por eles. Porque ainda gostavam um do outro, porque o que ela estava sentindo ali indicava o quanto ela se importava, porque ela não sabia lidar com uma máquina dizendo não para ela. Mas às vezes apenas os sentimentos não era suficiente. Como ela iria descobrir se eles tinham o suficiente para sobreviver ou fazer funcionar após o programa? “Eu não sabia que você estava apegada a alguém,” disse vagarosamente e de maneira meio duvidosa, porque era assim que soava o que Alejandra tinha falado, mas o pouco que conhecia de Alejandra… Não achava que ela iria se apegar em alguém naquele pouco tempo. Como ela mesmo havia dito, ela tinha entrado ali cética. De qualquer forma, Dee também se sentia uma piada para o programa. Aquele ‘no match’ em letras garrafais na tela era a linha principal da grande piada que era sua participação naquele programa. Ela sempre soube que tinha uma chance deles não serem um match, mas ela não acreditava realmente naquilo, não até realmente ver as palavras. Tudo entre eles convergiam tão bem. Alejandra realmente não a conhecia com aquele conselho ── Dilara sempre foi dura consigo mesma. Precisava ser para que pudesse florescer na vida, e havia dado certo para ela. Não teria conseguido chegar aonde estava se não tivesse sido rígida consigo mesma por vários momentos. E, naquele momento, achava que tinha que ser dura e forte, para poder suportar aquilo. Ela deu uma risada triste. Podia entender o motivo pelo qual Alejandra não entendia aquela parte ─ ela não parecia o tipo de pessoa que se movia pelas regras de qualquer outra coisa que não fosse as dela mesma. Também parecia alguém que fazia o que queria.. Dilara era mais do tipo que fazia o que era necessário, mesmo quando não queria. “Porque, Ally, a gente respondeu um questionário imenso, com diversas situações, para achar a pessoa mais compatível conosco por um período longo. Se a gente não vai tentar abrir o seu coração para isso… Então para quê estar aqui?” Perguntou e em sequência já adicionou: “Não seria nada diferente de lá fora, sabe? Em que a gente acha uma pessoa que mexe com todos os nossos sentidos e ficamos com essa pessoa…” Fora dali, era um mundo diferente, mas as pessoas se moviam só pelo que conheciam, não por saberem que existia alguém compatível. “Não é uma questão de beijar, ou pensar sexualmente, mas não seria justo que eu ficasse no meio do caminho para ele.” Quem ouvisse a conversa de ambas acreditaria que Ally era a romântica e ela era a cética, mas Dilara estava tentando pensar de maneira prática. Se ela quisesse sobreviver as próximas semanas, ela precisava pensar de maneira mais prática. Ela não tinha o luxo de passar esse tempo todo sofrendo a perda da possibilidade. “Usando a sua própria suposição, imagina se casarmos e lá na frente começarmos a brigar, e tudo virar um pressuposto de ‘será que com o match seria diferente’?” Isso era tudo que ela não queria que acontecesse. Se ficassem juntos, ela não queria que se arrependessem, e sabia que tinha que falar tudo aquilo para Spencer na manhã. “Ambos viemos com a esperança de ficar como nossos matches, então porque eu verdadeiramente gosto dele, eu não posso ser a pessoa que o segura dessa possibilidade.”
Aí escutar a fala dela, Alejandra saiu do pequeno turpor que havia entrado, na caixinha, no fundo de sua mente onde guardava seus pensamentos e sentimentos quando não podia ou queria lidar com eles. Claro que vez ou outra ela espiava lá dentro , como estivera fazendo desde que se sentou ali para conversar com Dee. — Eu não diria apegada. - Será que havia dito isso? — Mas acabei me deixando envolver com o Dimitri, começou como diversão, nos damos bem e bem podemos ser um match. Mas não adianta o quão eles neguem, ele e a Serena estão envolvidos até o pescoço. - Soprou um riso, não estava chateada com ninguém, era apenas como a vida era. — O Dimitri gosta dela, sente ciúmes dela, só não são um match e isso está segurando ele. - Chegava a ser triste se se ver. — Não quero ficar no meio desses dois. - Por isso estava “caindo fora” e se retirando daquela situação. — O que é completamente aterrorizante porque é como se algo estivesse mudando. Não sei explicar. Eu não sou assim, não me envolvo com alguém. Desde o fim do meu noivado eu decidi que não queria um relacionamento com ninguém. - Deixou os ombros caírem e bebeu mais um gole de vinho. — E eu sei que não faz sentido eu estar aqui se decidi que não quero um relacionamento. Foi estupido. - Não queria explicar o porque tinha se inscrito, achava que não vinha ao caso naquele momento, por isso apenas continuou. — Mas depois de conhecer todo mundo e estar nesse confinamento onde as pessoas te dão opiniões sobre sua vida… Opiniões que você não pediu por elas… - Soprou um riso. — Você acaba repensando se o que está fazendo está certo. - Mais um gole de vinho. Ouviu a fala seguinte de Dilara. — Eu entendo o que quer dizer. - Porque sim, agora começava a entender. — Mas você consegue mandar em seu coração e se obrigar a parar de gostar de alguém e passar a gostar de outra pessoa por mais aberta que esteja para isso? - Perguntou honestamente. — Porque nem mesmo eu consigo. - Não que ela gostasse de alguém mas… — E vocês conversaram? É isso que ele quer? Achar o match dele e ficar com ela? - Perguntou gentilmente. Queria entender a situação, por mais que não fosse de sua conta. Talvez Spencer fosse seu match, mas ela queria ajudar os dois. — Acho que entendo seu medo Dee e sinceramente não sei o que dizer. Não acho que seja possível mandar no coração, parar de gostar de alguém como se fosse um botão de desligar, mas se você acha que futuramente falando será mais feliz com seu match, então vá em frente, é uma decisão sua.
allyalbernathy:
Estava sentada no sofá da sala bebendo uma cerveja, quieta. Sabia que não deveria deixar seus pensamentos viajarem demais ou poderia ter um outro mini ataque de pânico como na noite anterior, por isso tentou ficar em observar as pessoas conversando na cozinha , mas vez ou outra seus pensamentos acabavam voltando na mesma direção. Tinha o olhar perdido em algum ponto da cozinha, fazendo parecer com que ela estivesse encarando as pessoas ali conversando, quando Spencer se aproximou lhe assustando. — Hmm? Ele quem? - Mas então acompanhou o olhar de Spencer, vendo que na cozinha só Sócrates Nathan de homem, logo o assunto era ele. — Provavelmente não. E honestamente eu não entendi o porquê. - Ela sabia do que Spencer falava, não se fingiria de sonsa. Sabia que por algum motivo muito que ela nunca entenderia, Nathan demonstrava ciúmes dela. O que não fazia sentido algum, já que ele não gostava dela e sempre a tratava com grosseria, até mesmo quando tentava ajudar ele era um brutamontes grosso. Quando Spencer voltou a perguntar, Alejandra olhou surpresa para ele. — E desde quando Nathan algum dia achou que era meu match? - Porque pra ela estava claro que ele nunca havia pensado assim. Acabou sopra do uma risada. — Ahh por favor, Spencer… Uma chance? Você já viu a gente junto? Não existem chances, já te disse isso uma vez. - Ela apontou cética.
Acabou levantando as mãos meio se rendendo quando ouviu tudo que ela falava “Ok, ok, não tá mais aqui quem perguntou” ele acabou soltando um riso frouxo e apoiou o corpo contra o balcão da cozinha “Eu não sei como proceder. Acho que a Maddison pode ser meu par, mas… e se não for? E mesmo se for, eu… não sei exatamente como ignorar todo o resto.” e com todo o resto, ele queria dizer Dilara. Acabou comprimindo os ombros brevemente e balançando a cabeça negativamente. Ele só havia começado a conversa daquele jeito pra puxar assunto. “Mas você parece certa? De quem é seu match? Quer dizer, vocês sentaram juntos nas duas cerimônias, né?” e era a mesma pessoa que Dee achava ser seu par. Dimitri tinha mel, será? Ele respirou fundo. “Esse jogo é muito difícil”
Sorriu com o sinal de rendição dele e inclinou a cabeça levemente para o lado. — Desculpe, não quis soar rude nem nada do tipo, só não entendo essa obsessão vinda dele em demonstrar ciúmes se não temos nada e se quer nos damos bem… - Revirou os olhos. — Sério, match ou não, nunca iria me interessar realmente por alguém com quem eu só brigo, é entediante. - Afinal de contas ela havia pedido por rosas e corações para um possível match, não um ogro que praticamente lhe chamava de puta e queria mandar nela. Ouviu o que Spencer falou sobre seu match ser Maddison e sobre Dee, dando um pequeno sorriso fraco para ele. — Sinto muito por não ser a Dee. - E ela sentia, vira o quão ambos haviam ficado chateados. — Não ignore. - Ela deu de ombros. — Se é a Dee que você quer, espere o programa acabar e vá atrás dela. - Disse simplesmente, como se fosse fácil. Já havia conversado com Dee sobre aquilo e por mais que a outra tivesse um bom ponto, Alejandra não conseguia entender a lógica daquilo. Se o que ela sentia por Spencer era amor, então era só ir em frente, não importava se o match era matematicamente certo para ela, mesmo para Ally que fazia tempo que não acreditava naquilo, o amor não era uma matemática. Amor era para sentir e não para entender. — Já parou para pensar que eu posso ser seu match? - Era uma pergunta quase retórica. Sabia que provavelmente ele não queria que ela fosse, fosse pela primeira conversa que eles tiveram, que Ally dissera estar fechada para o amor ou fosse pelo que fosse. Não que ela estivesse super aberta para a ideia, mas talvez não fosse tão aversa. Não sabia o que queria, e estava com medo, era por isso que havia surtado na noite anterior. — Sendo honesta, não tenho certeza de nada. Achei sim que poderia ser pelo que eu tinha pedido para a produção, um cara romântico, que me fizesse me sentir amada, que me colocasse como prioridade. Mas talvez não seja nada disso, talvez não seja o caso. - Ela acabou dando um risinho sem humor. — Muito provavelmente não é o Dimitri. - Respondeu por fim. — Sim, é bem difícil, mexe com a cabeça da gente. Faz a gente repensar e rever nossas decisões. Ou pelo menos está sendo assim pra mim. - Deu de ombros, se abrindo com ele. — Entrei aqui de uma forma e agora me sinto de outra e sendo muito honesta, estou apavorada. - Estava em um momento vulnerável, se abrindo com as pessoas, mesmo que não demonstrasse era assim que ela se sentia.
ally’s weardrobe [9/∞] ─ fourth ceremony