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por: anônimo // @meredxth @ritmeyzrs
isabwlles:
“ — Nem me fale. Eu, literalmente, cansei de tentar provar meu valor, agora eles vão ter que aturar ou sair. Oops.” Deu de ombros, sorrindo maleficamente. Era verdade, no entanto. Passara seus primeiros anos tentando mostrar que merecia estar ali que pouco aproveitara dos cargos altos que conquistou, pouco a pouco. Depois de um tempo, acabou desistindo e percebendo que aquela não é a Isabelle de sempre. À proposta alheia, assentiu brevemente. Poderia ter conversado com algum homem numa posição maior ou que estivesse na cidade há mais tempo, mas não sabia se confiava num homem assim. “ — Sounds like a plan. Muito obrigada, você não faz ideia de como está me ajudando e salvando meu tédio.” Brincou, embora estivesse sendo sincera. “ — A maioria tira essas férias no começo, quando ainda estão se acostumando, mas acho que quis mostrar pra mim mesma que era durona. Coisa de quem cresceu com policiais e numa casa com seis homens, é a minha teoria. I get you… I guess. Não sei pelo que está passando, mas tenho certeza que as coisas vão acabar entrando no eixo, seja ele qual for. Ou, não sei, talvez seja a sensação de cidade nova, mas, ao mesmo tempo, velha.”
“ — Secretamente deve ser insegurança. Porque somos claramente melhores que eles, e coisa e tal.” Seu tom era brincalhão, mas Meredith realmente acreditava na insegurança dos colegas com quem trabalhava. Era inadmissível para eles, mostrarem-se inferiores ao trabalho de uma mulher. A tal da masculinidade frágil. “ — Not a problem. Não consigo imaginar como você ainda não surtou, sem ter o que fazer nessa cidade.” Riu, lembrando-se de sua adolescência ali. Era o motivo que a instigara a sair para a cidade grande, sonhando com algo muito maior que Orange Province um dia poderia lhe oferecer. Sonhos antigos. “ — Entendi. Ah, eu estou... bem. Tenho certeza que é só isso, adaptação.” Mentiu, balançando a cabeça. “ — Estou reclamando de barriga cheia, realmente. What about you? How have you been?”
mwxwell:
( flashback )
“No, you don’t.” respondeu um pouco amargo, dando uma risada quase dolorosa. “You’re still a fucking good cop, doing everything you always wanted to.” ponderou sobre a situação da morena. Não tinha ideia se ela realmente estava feliz, mas tendo em vista que aquele sempre fora o que quisera… Parecia bom. Os olhos baixaram para a toque alheio, mas ele não reagiu ou se incomodou; na verdade, pareceu até ser um consolo. “I am broken, I’m not… feeling broken.” disse em uma completa mentira. Estava se sentindo completamente perdido nos últimos dias, e o seu gato era um dos únicos amigos que tinha. Ex-namoradas, colegas de casa indo embora, tudo tinha se bagunçado mais ainda. “Você realmente não tem ideia.” disse baixo. “Você nunca se perguntou o que eu estou fazendo em Orange Province e não em Nova York, na primeira divisão? Porque eu ainda me pergunto o que você veio fazer aqui, desistindo da amada Los Angeles.” olhou-a com um pedido de sinceridade, afastando-se vagarosamente do toque dela. “I had an accident. That’s why.”
Abriu a boca para argumentar. Max não fazia ideia do medo diário que ela sentia, do sentimento da falsa segurança da cidade esvair-se por completo com o marido encontrando-a ali. Os pesadelos diários voltando à sua vida. Era assim que se sentia, como se a fuga dos problemas fosse algo temporário. Mas não discutiu, não queria voltar aquilo pra ela. “ — It’s one way to look at it.” Fingiu, então, resumir-se ao trabalho que sonhara a vida toda. Afundou as sobrancelhas, ouvindo a explicação com o peito pesando cada vez mais. Realmente arrependia-se de ter perdido todo o contato com ele, agora mais do que nunca sentia que havia perdido algo grandioso. E não no bom sentido. Meredith recuou o toque. “ — I’m sorry.” Ela balançou a cabeça negativamente, começando a compreender. Se algo tivesse acontecido que o impedisse, fisicamente, de seguir seus sonhos... conseguia entender a versão mais obscura desse Maxwell. “ — Você se machucou.” Não era uma pergunta, mas complementara com uma: “ — O que aconteceu?”
nightgcle:
“No worries, precisa fazer um pouco pior que isso para que eu me sinta ofendida” comentou baixinho, dando um pequeno sorriso “As pessoas não tem o minimo de noção, sinto muito que você esteja levando a culpa sendo que você tenta fazer o completo contrário do que estão te acusando, deve ser uma merda” cruzou as pernas e levou o seu olhar para o horizonte, não conseguia imaginar o estresse que a outra estava passando e como não sabia muito bem como lidar com as pessoas, não sabia muito o que fazer, como conforta-lá ou algo do tipo “E o prefeito não tem plano nenhum para melhorar isso? Eu não sei se ele deu alguma entrevista, ele deveria, mas… não sei o que esperar” suspirou, sentindo-se um pouco culpada por manter esse assunto com a outra que estava claramente cansada “Quando seu turno acaba? Deveríamos encher a cara e esquecer o dia de hoje”
“ — É, é uma merda.” Concordou, seguindo o olhar alheio para o horizonte também. “ — Não estou muito acostumada com isso. Não que as pessoas estivessem sempre satisfeitas em L.A, mas em uma cidade menor é tudo mais... íntimo. É mais fácil de apontar os defeitos, mesmo que para as pessoas erradas. Desculpe, eu não estou mais falando coisa com coisa, né?” Mer riu pelo nariz, antes de balançar a cabeça. “ — Eu não sei. Ele não se arrisca a falar muito do assunto, é por isso que as pessoas tentam encontrar respostas com a gente. A última dele foi a festa, e olha no que deu, não é?” Ela revirou os olhos. Com a pergunta, a mulher ergueu o relógio, checando o horário. “ — Tenho que finalizar algumas papeladas na delegacia, depois estou livre. Tenho certeza que ainda tenho uma garrafa fechada de tequila embaixo do armário da cozinha, podemos afundar as angústias nela, mais tarde.” Brincou.
celwstcs:
A cigana mantinha um semblante simpático em direção da outra, mesmo que as primeiras palavras alheias trocadas consigo não tivessem sido as mais simpáticas. Celestica, porém, carregava uma vibe naturalmente leve demais para estressar-se com aquelas coisas, o que a fez dar de ombros levemente para as próximas palavras da morena. “ — It’s okay, you don’t need to apologize. ” tranquilizou-a. Atentou-se para o que ela dizia, comprimindo levemente os lábios em uma linha reta, e assentindo com a cabeça algumas vezes em compreensão. “ — Acho que é mais fácil tentar colocar a culpa em alguém específico. Pra alívio de consciência, talvez… Deve ser uma merda passar por isso todo dia. Sinto muito. ” murmurou, soltando um suspiro baixo. Acabou rindo baixinho com o último comentário, só então se lembrando que o rosto ainda estava decorado. “ — Ah, isso? É só minha maquiagem leve para o dia a dia… ” brincou, mantendo um sorriso grande nos lábios. “ — Eu fui fazer uma visita ao orfanato, as crianças sempre acabam se empolgando com as pinturas faciais. ”
A Lacroix franziu o nariz minimamente, antes de encolher um dos ombros. “ — Resumidamente, é isso. E somos mais acessíveis do que os que estão escondidos dentro da prefeitura, não é? Um alvo mais fácil pra culpar. De qualquer forma, não sinta, a culpa não é sua.” Ela cruzou as pernas, cutucando o isopor do copo de café enquanto a outra mulher explicava o desenho em seu rosto. “ — Parece divertido.” Comentou, rindo pelo nariz. “ — Eu costumava me dar bem com crianças também. Você se voluntaria no orfanato com frequência?”
aliyvh:
Esperou por reação agressiva, gritaria, no mínimo uma exortação que seja. Mas nada disso veio. Meredith reagiu de forma infinitamente pior: estava… preocupada? Exasperada. “Sim, ele foi, desculpa. Eu precisava de companhia, Maxie me pareceu a pessoa certa.” Aliyah não conseguiu esconder um beicinho que veio junto com as primeiras lágrimas que escorreram por suas bochechas. Negou com a cabeça. “Ele não disse nada. Ele estava viajando, sei lá, não estava em casa… mas aquela empregada dele…” Aly se remexeu na cama, saindo da posição para se inclinar na direção da irmã, tocando o antebraço dela. “Mer, ela disse que Boyce não é uma pessoa muito legal. Por que vo- Por que nunca me disse nada? Eu poderia ter te ajudado, ter protegido você!”
A mais velha balançou a cabeça minimamente. Aliyah não fazia ideia de quanto estava errada. “ — Ele não poderia ter sido a pessoa mais errada, Aly.” Meredith soltou o ar pesadamente, sem ter percebido que o havia segurado. Menos pior. Ruim, mas não quanto ela teria imaginado. Estremecia só de imaginar as barbaridades que Boyce poderia dizer à eles. A empregada sempre se preocupara com ela, mas tinha medo o bastante do patrão para não contar muita coisa. Exceto que a irmã parecia dizer justamente o contrário, e a policial xingou mentalmente. “ — Não, não! Aly, listen to me... first, please, stop crying.” Pediu, sentindo o coração quebrar-se com a cena da mais nova chateada por ela. Aproveitou-se da aproximação para limpar as lágrimas no rosto delicado. “ — Acredite quando eu digo que nada de bom viria com vocês sabendo de tudo o que aconteceu. Ele se mostrou outra pessoa nos últimos anos, se recusou a...” Respirou fundo, decidindo revelar um dos segredos, afinal. “ — Ele se recusou a me dar o divórcio. I had to leave. But I’m okay now!” Forçou um sorriso, rezando para que ela comprasse a mentira. “ — Mas você tem que me prometer que não vai fazer isso de novo. Não quero que ele saiba da minha vida, me deixa doente só de imaginar a ideia de usar vocês pra me atingir.” Foi o que ele fizera, ligando para sua antiga casa... Meredith estremeceu só de imaginar se fosse um dos pais quem tivesse atendido ao telefone. Não queria Boyce em contato com nenhum dos familiares.
xvvivr:
“Exactly.” sorriu marotamente. “There is a lot of things, actually.” balançou um dos ombros, bebendo um gole da água que havia sido servida para si. “Ou você acha que foram até aquela festa ridícula só porque gostam de aparecer? Eles queriam atenção antes, e já que não conseguiram, decidiram apelar. Isso deixa todo o grupo cada vez mais perto de perder o propósito e, honestamente? Eu não quero isso. I have my reasons.” suspirou logo após ter falado; os motivos eram inúmeros, e Xavier não sabia nem por onde começar, mas não era tão íntimo da policial para falar sobre aquilo. “Não gostam porque a prefeitura ensinou a não gostar. Você acha mesmo que todos aqueles vereadores estão felizes com alguém fazendo o serviço deles sem ganhar um centavo? People talk a lot, miss Meredith. And you should see with your own eyes before listen to the talk.”
“ — Não consigo te imaginar enfiado no meio de um clube de motoqueiros, Hudson. I’m curious, gotta say. Mas não tenho ilusões que você vai me dizer qual é seu interesse nisso.” Deu de ombros, sem insistir ainda que tivesse sua curiosidade despertada. “ — Okay.” Ela concordou com a cabeça, após alguns segundos de silêncio, considerando. Provavelmente não seria a melhor coisa para sua carreira, se alguém ficasse sabendo daquilo. Mas o que Meredith fizesse fora de seu horário de serviço não dizia respeito à isso, certo? Ou ao menos foi o que disse a si mesma. “ — But it’s gotta be later. Definitivamente enquanto eu não estiver uniformizada. Aí pode me mostrar, seja lá o que isso signifique. Tonight? Ou algum outro dia que seja melhor pra você.”
erodgers:
“Okay, you’ve got a point.” Se contentou em comentar, afinal, já era muito concordarem sobre a mesma coisa. Mas deveria ser sensato, de fato ela não tinha culpa, nem a corporação, pelas decisões que fazia em sua gestão política. Percebeu o interesse dela em sua fala, o que serviu de incentivo para que continuasse aquela explicação toda. “Exatamente, mas não diria convertido porque não estou trocando uma festa por um setor, estou trocando uma festa que eu gasto, sei lá, dez mil dólares por um retorno eventual de quinhentos mil dólares para dois ou três setores e status político para a cidade, compreende?” Não era inexplicável que Eric fosse desde tão novo partícipe das discussões parlamentares - pois, além da família que carrega no sobrenome, sabia bem usar sua lábia de político. “Não sei se dizer à eles que estamos quebrados irá acalmá-los no momento. Estou esperando mais um pouco, com algo mais concreto para apresentar.”
Meredith ergueu as sobrancelhas, mas se conteve a comentar sobre ele estar concordando com sua fala. Não iria reforçá-lo negativamente quanto à isso, considerando a raridade do ato. Ela assentiu duas vezes, a testa franzida e de repente exausta daquela conversa. Suspirou antes de responder. “ — Olha, sinceramente, eu entendo, mas não concordo. Só que isso não depende de mim então essa discussão é inútil. You just got me in a bad day, that’s all.” A policial resumiu, erguendo o copo de café para um gole. Não que Meredith algum dia já fora pega em um bom dia quando se tratava do prefeito, mas não era como se fosse puxar uma briga insustentável com ele simplesmente por seus problemas pessoais com o homem. Além do mais, não tinha provas de suas desconfianças quanto às corrupções do prefeito, mesmo que para a Lacroix estivesse óbvio. “ — Dizer alguma coisa seria bom, Rodgers. Nem que seja um dos seus falsos discursos políticos. Se acha que a coisa no aniversário da cidade foi ruim, algo me diz que eles não vão parar por ali.”
nlliecllway:
Não era a primeira vez para Nellie que estaria ali no bar depois do trabalho. Aquele lugar era um dos seus favoritos quando queria relaxar, beber um pouco e quem sabe curtir a noite na companhia de alguém. O corpo da psicóloga estava apoiado no balcão enquanto ela mantinha um copo de bebida por entre as mãos cobertas pelas luvas, estava pensando nas consultas daquele dia e como uma deles parecia ser um pouco mais complicada quando ouviu uma voz ao seu lado que tirou-lhe de seu devaneio, obrigando a mulher a virar o rosto para a pessoa. - Desculpe, eu não entendi o que falou. Pode repetir por favor? Eu estava um pouco distante daqui.
“ — Perguntei se havia alguém sentado aqui.” Meredith repetiu, um pouco mais alto, caso a música do bar tenha sido um dos empecilhos. A mulher não parecia estar na companhia de ninguém, então acabou sentando-se no banco ao lado de qualquer forma. “ — Algum motivo especial para as luvas?” Acabou perguntando, sem esconder a curiosidade. Talvez fosse uma pergunta invasiva, mas ela não raciocinou muito antes de fazê-la.
lvgertwd:
Ele imaginava o que viria quando fez a pergunta, colocando o sexo na roda; imaginava que receberia uma resposta parecida. Não respondeu a pergunta devolvida, uma provocação, primeiro pela certeza que tem de conseguir separar uma foda de amor e, segundo, porque seu ponto é outro. “Não. Sexo não é outra coisa. Faz parte. Você transa com a pessoa algumas vezes e um dia descobre que gosta de transar com ela, assim como gosta das conversas que tem com ela. E dos momentos que passam juntos. O que quero dizer é: você não vai conseguir escapar pra sempre. Até eu que sou teimoso já aceitei essa verdade.” Jackson ficaria surpreso, depois, quando caísse em si na noção de que estava tentando convencer a Lacroix a alguma coisa que não necessariamente era ficar ou sair com ele.
“ — Você parece falar por experiência.” Foi sua resposta após ouvir o pequeno discurso convicto do homem, um sorriso torto nas feições que dizia ter pego essa informação. Mas Mer suspirou, pensando que a sinceridade alheia pagava por uma de sua parte. “ — Olha, eu sei... que eu não devo generalizar. Eu sei que nem todos os homens são... como meu ex. Mas por um bom tempo pensei ter encontrado o cara dos sonhos que se provou exatamente o contrário disso, foi mais do que uma simples dor de cabeça na minha vida. Nem todos são como ele, mas enquanto eu puder evitar essa possibilidade... é, eu vou evitar. Nem que pra isso eu tenha que desaparecer das camas alheias no meio da noite.” Aqui a Lacroix lhe ofereceu um sorrisinho, como quem compartilhava com ele uma piada interna.
aliyvh:
O pressentimento de que tinha feito uma merda muito grande triplicou e trouxe uma sensação de enjoo à boca do estômago de Aliyah. Ela deixou de lado o celular e se sentou na cama com as pernas cruzadas de índio. Quase de imediato percebeu a visão ficando turva com as lágrimas que vinham aos olhos claros, não conseguiria se alienar da realidade por mais muito tempo e logo estaria totalmente ciente da angústia que vinha tentando disfarçar com a mágoa fajuta em relação à irmã mais velha. “Eu fui. Sorry, Mer.”
Aliyah quis perguntar como Meredith havia descoberto, mas só depois de alguns segundos tentando dispersar as lágrimas e a vontade de chorar é que conseguiu. “Max te contou?”
Em outra ocasião, caso soubesse daquilo, a Lacroix mais velha pensaria que sentiria raiva da irmã por tal atitude. Assim, surpreendeu-se quando o único sentimento que lhe acometera à confirmação fora preocupação. Especialmente ao notar os olhos úmidos da mais nova. “ — Max? Max foi também?” A morena correu os dedos pelos cabelos, sentindo-se sem ar. Explicava o ele que Boyce se referira no telefone; sempre odiara Max e nunca fizera questão de esconder. Poderia muito bem ser o fim do seu segredo, só esperava que Boyce não tivesse dito muita coisa. Tentando manter a calma, Meredith sentou-se de frente à Aly, segurando o tornozelo alheio enquanto formava a coragem para perguntar: “ — Okay... so... what did he say to you?” Era a forma mais segura de avaliar aquilo. Assim não acabaria contando mais do que Aly já sabia.
dxhalter:
Assentiu levemente com a cabeça, um tanto desconfiado por conhecer muito bem aquele rostinho. Estava relacionado com alguém da polícia, só não sabia bem qual o posicionamento dela lá, nem se fazia parte dos corruptos ou não… Seria nem um pouco surpreendente se fosse do segundo grupo. Deu de ombros. “É, acho que quiseram agradar o velho antes que morresse.” Comentou desviando seu olhar para o copo em sua frente. “Ninguém importante, na verdade… Só um policial muito audacioso… Ou muito burro. Depende da perspectiva.”
Ela não conseguiu conter o erguer de sobrancelhas, demonstrando uma expressão honestamente surpresa ao saber que o pai dele havia feito parte da polícia. “ — Really? So do I.” Contou, caso ele não soubesse — Mer não estava de uniforme, afinal. “ — Como ele chamava? Sou nova na delegacia da cidade, mas pode ser que tenha ouvido falar dele.”
erodgers:
“Por mais infeliz que seja essa notícia, você é uma representante do Estado para a população. Você terá de lidar com isso nesse período conflituoso, em que todos se lembrarão disto.” Tentou justificar o motivo das pessoas a importunarem com o assunto. O revirar de olhos alheio fez Eric rir, escutando atentamente as perguntas que ela fazia. Não era algo incomum que perguntassem àquilo, na verdade, gostaria de responder didaticamente àquilo para as pessoas, mas sabia que não poderia. Assim que ela lhe deu o espaço de fala, o prefeito sinalizou para o atendente o lápis que ele carregava no bolso do avental e agradeceu assim que lhe foi entregue. “Um lápis.” Mostrou a ela e girou-o em seus dedos. “Aqui temos esse aro que segura a borracha, aro esse que foi feito de um metal que pode ser encontrado na China. Temos a madeira, que pode ter sido importada do Brasil. A tinta, que nós mesmos produzimos aqui nos EUA. Ou seja, para produzir, cada um precisa contribuir porque se eu produzisse esse lápis sozinho ele seria caro e teria uma produção excessivamente demorada.” Ergueu um dedo sinalizando para que ela aguardasse, e então, pegou o copo disposto ali pelo atendente e bebericou o uísque. “Você acha que se eu não agradar toda a população, independentemente da classe, eles irão continuar negociando comigo? Orange Province não tem porte para competições, apenas para negociações. Isso é Adam Smith, é um bom autor para iniciar os estudos sobre a economia moderna.” Lhe indicou, ajeitando-se no banco. “Festas podem até deixar a cidade mais segura porque todos estarão dançando, mas esse não é o objetivo. O objetivo é gerar renda para aumentar investimentos em diversos setores. Spoiler: não há geração de renda se a população não estiver envolvida, população essa que só participa quando tem canapé e vinho à vontade.” O que não deixava exposto em todo aquele discurso é que se não fizesse parte de uma família tão corrupta, certamente a cidade teria um pouco mais de renda para suprir todas essas necessidades emergentes.
“ — É claro que sim.” Ela assentiu, um tanto exasperada. Aquilo Meredith compreendia. “ — Mas não quer dizer que eu tenha as respostas, não é? Acho que estou no direito de me sentir um tanto ofendida quando as pessoas me cobram por coisas que não estão ao meu alcance.” A policial suspirou ao pedido do lápis, já sentindo-se um tanto descrente porém investida na explicação alheia. Por mais que não acreditasse na honestidade do prefeito, gostaria de ao menos tentar entender o que se passava na cabeça dele. Ela franziu a testa, compreendendo o raciocínio mas, ainda assim, encontrando furos que em seu ponto de vista não faziam sentido. “ — Então você está me dizendo que todo o dinheiro gasto na festa será convertido, eventualmente, na segurança da cidade? E, que fora isso, vocês não tem o dinheiro pra tal coisa?” Havia um quê descrente no tom da Lacroix, mas não investiu muito na desconfiança. Até mesmo porque o homem provavelmente já sabia sua opinião. “ — Mas é um bom discurso político. Faça ele aos seus cidadãos e talvez acalme alguns ânimos. Aposto que o Los Santos vai amar ouvi-lo.”
erodgers:
“Então…” Puxou o cardápio para que ficasse próximo do seu campo de visão. “Você não deveria sair falando por aí se não tem uma ideia melhor do que fazer.” Argumentou, decidido realmente a se concentrar no que estava exposto naquele cardápio. A sua fala carregava uma entonação de que realmente estavam tendo uma conversa sobre o assunto, ignorando sarcasmo alheio porque, sabia ele, que sempre que conversasse com a morena seria assim, dado suas indiferenças. “Agora estamos falando de algo. Investir em segurança e menos festas, doeu para dizer isso?” Agora, levantou o olhar para ela, realmente tentando identificar sua expressão acompanhada daquele tom de voz. “Mas desculpa, isso não é nenhuma novidade de argumento. As pessoas acham que sabem algo sobre investimento e sempre me vêm com essa. Se fosse assim tão fácil, acha mesmo que eu me dedicaria tanto tempo ao estudo da Economia?” Devolveu o cardápio para o lugar e apontou com o dedo indicador para a bebida que queria, mostrando ao atendente logo próximo de si.
“ — Eu nunca disse que tinha uma ideia melhor. Só que, definitivamente, não sou a pessoa que deveria estar sendo procurada para discutir sobre isso... senhor prefeito.” Ela adicionou, ainda em sarcasmo. Agora Meredith não conseguiu conter o revirar de olhos. Doeu pra dizer isso? Ela balançou a cabeça, exasperada. “ — Ah, desculpe. Então as festas são um investimento? Pra que, exatamente? Acha que se as pessoas estiverem se divertindo o bastante não irão inclinar-se para a violência? Festas deixam a cidade segura?” Aqui não usou tanto da ironia, verdadeiramente tentando entender a linha de raciocínio do homem. Se é que existia alguma, se ele não estivesse, simplesmente, subestimando a policial. “ — Por favor, explique-se para uma pobre leiga da Economia.” Debochou, gesticulando para que ele tivesse a voz.
lvgertwd:
“Something like that.” Conteve um sorriso presunçoso, de fato pensando algo mais ou menos por esse caminho. Jackson abriu o outro olho e estudou a face de Meredith enquanto ela negava seu convite para sair. Expeliu devagar o ar pelas narinas; a explicação soava satisfatoriamente racional aos seus ouvidos, mas ainda assim parecia equivocada. As palavras enviesadas de uma mulher magoada. “Sexo também?” Questionou, sereno, sem segundas intenções no momento, apenas… intrigado. “Sexo também deveria estar nesse pacote. Ainda assim a gente dormiu junto na outra noite.”
Esperando, talvez, por um argumento que a tentasse mudar de ideia, Lacroix surpreendeu-se com o questionamento. Acabou soltando uma risada sem real humor, achando melhor responder por aquele caminho. “ — A girl has her needs.” Brincou, mas umedeceu os lábios, pensando em uma forma mais compreensível de explicar; de modo que não parecessem apenas desculpas esfarrapadas ao homem. “ — Sexo é outra coisa, não é? É mais fácil separar uma foda de amor. I think I’m capable of doing it without mixing things up. Are you?” Meredith adicionou em curiosidade, talvez em provocação, já que a noite que passaram juntos não poderia ter sido mais casual mas, de certa forma, ele terminara chamando-a para um encontro.
mwxwell:
( flashback )
“Você tem razão, eu não deveria.” rebateu com uma risada. “Mas não sou afetado mais, então…” quase disse como se tivesse orgulho, mas o tom de voz saiu mais pesado do que ele esperava. Discutir a relação não estava nos planos de um Max sóbrio, e menos ainda nos de um Max bêbado. Ele não estava tão ruim assim, mas ainda sentia um pouco da bebida em suas ações. “You actually were not a friend. Shitty friends at least answer to messages after some time.” negou com a cabeça, a expressão mantendo-se séria. No fundo, ele sabia que ela não tinha noção, mas não queria acreditar que sequer tinha procurado saber de tudo — por outro lado, ele também não fazia ideia de quais tinham sido os problemas de Meredith. “Não é óbvio? I’m addicted to drinking since I got back.” rolou os olhos com a confissão. “And I got back because I’m fucking broken.” disse, desviando o rosto da morena quase que imediatamente, sentindo o negativo outra vez. Não tinha pensado em como ela entenderia, emocional ou fisicamente, mas os dois valiam para o sentido. “E sabe o que mais me irrita? Não foi minha culpa. Eu não causei isso, e consegui perder tudo. Você já ficou assim, Mer? Totalmente incapaz de sequer fugir do próprio problema? Do you know how it feels like?”
A resposta dura machucara, mas Meredith não tentou argumentar. Comprimiu os lábios pensando que, afinal, ele estava certo. Ela não havia sido uma amiga ruim, não havia sido amiga, de forma alguma. Deixara com que Boyce arruinasse todo e qualquer laço restante que ela poderia ter em Orange Province. O marido tinha um problema em específico com Max, ela sabia disso, e não queria contrariá-lo. Hoje arrependia-se, é claro. “ — You’re right.” Foi tudo o que disse. Continuou fitando-o com seriedade, porém, tentando juntar as peças que explicassem todas as mudanças que ela notava do Max que conhecera no passado. A confissão extremamente sincera a surpreendeu, sem reação por alguns segundos. “ — Mais do que você pode imaginar.” Ela respondeu, baixinho, à pergunta de saber como é não conseguir fugir dos problemas. Arriscando uma reação aversiva, a policial tocou o braço alheio com delicadeza. “ — What happened to you? Why are you feeling broken? Tell me, please.”
isabwlles:
Munida de um sorriso simpático, sentou-se no lugar indicado por Meredith enquanto esperava uma confirmação de sua fala anterior. Ainda estava incerta quanto ao pedido, mas a oportunidade de se envolver num trabalho seria útil tanto para o ócio quanto para as investigações que precisava fazer; só não sabia se, ou quando, poderia confiar em Meredith. Em uma cidade marcada pela corrupção em níveis distintos, sabia que não deveria confiar em ninguém inicialmente. Assentiu brevemente conforme ela falava, mas um rolar de olhos escapou ao ouvi-la falar sobre homens. Isso ela entendia, e entendia bem. “ — Men overpowering women? Oh, that’s shocking!” Ironizou, soltando uma risadinha descontraída. Depois de tantos anos sofrendo, acabou parando de se irritar tanto com o sexismo. “ — Acha que eu deveria ir na delegacia? Talvez ter uma conversa com alguém? Talvez o capitão ou o tenente?” Sugeriu, coçando a nuca ao pensar numa alternativa. “ — Ah, bem, sim. São férias sem prazo de validade, por ora. Achei que eu sabia como lidar com uma missão e acabou que eu não conseguia tanto assim, então estou, finalmente, tirando um tempo para mim.” Não era mentira, mas não era a verdade absoluta. “ — Você também voltou para ficar, eu imagino.”
Uma risada cansada escapou da policial conforme assentia à ironia alheia. Em sua posição, Isabelle entenderia sobre aquilo tanto quanto Meredith. “ — Especialmente em uma profissão que há não muito tempo atrás era dominada por apenas homens. Ganhar nosso espaço é dez vezes mais difícil.” Ela encolheu os ombros, como quem dizia ‘what you gonna do, right?’. “ — Como eu disse, posso tentar sondar por lá antes disso. Fazer uma boa propaganda de você. De novo, não sei o quanto minha palavra vai valer, mas podemos tentar. Depois, sim, acho que valeria a pena conversar com o tenente.” Meredith concordou com a cabeça em compreensão sobre as “férias” da outra, embora não soubesse realmente de detalhes. “ — É compreensível. Seu trabalho pode ser pesado, ninguém vai te julgar por não saber lidar com algo assim. And... yeah, for now. Não tenho planos de ir embora, ou planos no geral, aparentemente. I’m feeling a bit stuck in life, to be honest.”