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@kvmjwon
ynhxyw:
— eu posso garantir com toda a certeza que naengmyeon é o melhor prato da culinária coreana, e ninguém vai conseguir me convencer do contrário.
“Ainda bem que mal gosto não é contagioso, porque pra você pensar isso me diz muito, sendo que, eu acho que consigo te convencer o contrário se algum dia você experimentar o meu samgyeopsal.”
aftrshour:
por ser tão agitada, hana estava sempre correndo ou sempre eufórica. isso junto a seu jeito desastrado e um pouco cabeça nas nuvens com certeza era a soma perfeita para que pequenos acidentes acontecessem, algo que não era incomum em seu dia-a-dia.
estava andando de skate pela entrada do prédio, querendo chegar rápido em seu apartamento pois estava com muita fome após um dia cansativo na rádio. sua cabeça estava a mil pensando no que cozinhar e no que ela estava mais afim de comer. sua velocidade não estava tão alta, mas o suficiente. mal se deu conta de que havia alguém andando por ali, sem querer trombando com a pessoa. ela conseguiu se equilibrar para não cair, virando para quem tinha se batido e juntando as mãos em um pedido de desculpas. “nossa me desculpa, por favor. eu tava com pressa e não prestei atenção.” pegou seu skate e prendeu em sua mochila, a abrindo em seguida. “você se machucou? eu tenho alguns curativos se quiser.”
Eram raros os dias em que Jiwon decidia que ela iria gastar o seu dinheiro com algo fútil como aqueles bolinhos. Sua boca salivava só de lembrar o que carregava em suas mãos. Ela poderia muito bem ter decidido continuar na pequena padaria para comê-los mas pensou em colocar um moletom e comer embaixo das cobertas enquanto assistia qualquer dorama que a fizesse agradecer por não ter uma vida amorosa memorável mas antes que pudesse continuar seu pensamento, sentiu um impacto que ela realmente não estava esperando e seus bolinhos saíram voando, espatifando na calçada. “Meus bolinhos...” falou num tom apático, com o cenho franzido e os seus lábios formando um claro bico, continuou olhando para sua comida enquanto respondia a voz feminina que pedia desculpas “Não acho que um curativo vai conseguir refazer meu bolinho, sendo sincera.”
dnckyvm:
A proximidade da voz fez com que Nakyum abrisse os olhos. Surpreso ao perceber que pegara no sono, suspirou exasperado. Esfregou os olhos em uma tentativa de afastar a sonolência, que não mostrou-se muito eficaz. Então, virou o rosto na direção da menina, os olhos semicerrados e um sorriso pequeno repuxando os cantos dos lábios cheios. ━━ Acho que posso dizer o mesmo para você, não é? ━━ Arriscou a dizer, depois de perceber que ela também parecia cansada e capaz de aproveitar umas boas horas em uma cama quente. ━━ Por que não está debaixo das cobertas?
Deixou um riso leve escapar dos seus lábios, dando de ombros para a resposta do outro. “Eu tenho uma grande tendência em saber o que é melhor pra mim mas nunca seguir, um traço autodestrutivo sempre deixa as coisas mais interessantes”. Aproveitou o momento para abrir os olhos e manteve o pequeno sorriso simpático em seu rosto, por mais que seu cansaço a fizesse parecer como se estivesse no momento mais infeliz da sua vida. “Bem, como eu vendo minha alma para um homem sádico que tenho certeza que me odeia por respirar por um salário mínimo, tenho que voltar a trabalhar daqui poucas horas e se eu tentar deitar em minha cama, provavelmente dormirei e nunca acordarei” disse suspirando ao fim, antes de arquear as sobrancelhas “e você, por que não está enrolado na coberta? gosta de dormir em bancos e ser atrapalhado por garotas aleatórias?”
brxzilianbaby:
Ei, ei, ei, nem ainda me olhar assim, já está acabando e não vou dividir. Tu sabe que eu te adoro, mas não vai rolar.
Jiwon deixou seu cenho franzir, como se estivesse brava com a reação de ter o salgadinho negado “se você gostasse de mim, não me deixaria morrer de lombriga” bufou, cruzando os braços para continuar seu drama “achei que éramos amigas”.
nckyvm:
Se a quantidade de substâncias ilícitas que circulavam pelo sistema de Nakyum com certa frequência não fosse a responsável por sua morte, a privação de sono certamente seria. Há muito tempo que não experimentava uma boa noite de sono ou, pelo menos, uma quantidade aceitável de um sono de qualidade. Normalmente, conseguia aguentar bem o dia. Fosse com ajuda de cafeína ou drogas. No entanto, alguns dias eram cruéis e ele mal conseguia ficar parado por alguns minutos sem que as pápebras começassem a fechar. Aquele era um daqueles dias, mas não podia simplesmente ir para a cama. Já não tinha dormido mais que duas horas na noite anterior e, agora, não tinha tempo para um cochilo. Se o fizesse, provavelmente se atrasaria para o trabalho. Então, escolhera ficar sentado no jardim do prédio, tentando focar em qualquer coisa ou qualquer um que tivesse fazendo algo estimulante o bastante para prender sua atenção e mantê-lo consciente. Porém, em questão de segundos, sentia o corpo todo desistindo de lutar contra o sono. Os olhos fechando vagarosamente, rendendo-se.
Horas extras eram de longe seu pior inimigo, mas infelizmente, precisava do dinheiro. As vezes o ódio de seu pai ter destruído seu plano inicial a corroía de maneiras que sentia essa emoção nos ossos, que não enxergava mais nada além dos machucados e medos que ele havia deixado como tatuagens nela, mas outros dias, ela só sentia alivio por nunca mais ter que viver perto dele, entretanto, não eram tão frequentes como o outro, e isso, misturado com sua tendência a insônia e horas exaustivas de trabalho, o seu cansaço era inevitável. Então, quando viu um rosto familiar por tê-lo visto pelos prédios algumas vezes, parecendo mais cansado que ela, decidiu sentar ao lado dele e suspirar com toda força que seu pulmão conseguia, deixando sua cabeça alongar-se para trás, de olhos fechados, sentindo o vento carregar seus cabelos para o lado levemente “sabia que existe uma coisa chamada cama? acho que você deveria experimentar, seria bem mais confortável que este banco”.
sxxjin:
Por mais que tivesse sentido alguma coisa batendo contra seu corpo, não pareceu ter feito com força o suficiente para tirar Soojin de seus pensamentos. Entretanto, as palavras da outra vagarosamente abriram espaço por entre a bagunça que estava a sua mente, até que finalmente entendesse que era com ela que a outra mulher falava. ━━ Uhn? ━━ Fez, mas só para mostrar que estava viva, já que ainda precisara de mais alguns segundos para decodificar, por fim, o que escutara. ━━ Estou. Estou sim. ━━ Apressou-se a dizer, piscando algumas vezes, antes de correr os dedos pelos longos cabelos castanhos e jogá-los para longe do rosto. ━━ Eu só… Fiquei tonta de repente. ━━ Optou por dizer, imaginando que fosse uma desculpa aceitável. ━━ Acho que não fiz uma refeição forte o bastante antes de sair de casa hoje…
Franziu o cenho como se estivesse confusa, não era boba em acreditar cegamente que aquela reação era por apenas não comer, ela mesma já havia esquecido de comer e bem, seus sintomas eram completamente diferentes do que a outra demonstrava, mas não havia espaço e nem intimidade para contraria-la, então apenas deu de ombros, concordando com a cabeça “você quer se sentar?” ofereceu, não parecia certo deixa-la naquele estado sozinha, as vezes sua empatia era maior do que deixava demonstrar “ou também...” deu uma pequena pausa, apontando para a rua “eu sei de um café aqui perto bem baratinho mas gostoso, caso queira uma companhia no momento” deixou um sorriso iluminar seu rosto, tombando levemente a cabeça para o lado “sou a Jiwon, caso queira saber”.
nicoleza:
Nico tinha uma certa mania: de vez em quando, ele descia até a entrada dos prédios e ficava revezando entra o Aurora e o Twilight tentando desenhar um esquema de corpo de quem estava passando por ali. Não era de certo o hábito mais comum que as pessoas tinham mas ele queria treinar seu traço e estava longe de estar satisfeito. No entanto, sempre que alguém passava muito rápido, quase que ele pedia para a pessoa passar mais devagar para que ele pudesse concluir o seu esquema. Mas, claro, ele só não falava nada e pulava para o próximo. Naquela tarde, lá estava ele tentando desenhar as pessoas quando tinha a princípio desistido e começou a desenhar o local. Parecia distraído e era o momento perfeito para levar um susto daqueles.
Não era seu hábito mais comum, mas as vezes, o ar livre tinha o poder de espairecer aquele sufoco constante que a morena sentia com as vibrações periódicas do seu celular, que no momento, estava guardado numa gaveta ao lado de sua cama, enquanto estava ela ali, perdida entre os dois prédios. Sua atenção prendeu em um garoto, que imaginava ser da sua idade, extremamente concentrado em seu desenho, que as vezes ganhava uns olhares estranhos por estar encarando as pessoas de maneira tão minuciosa mas ele parecia nem perceber. Mas como Jiwon é a própria Jiwon, aproximou-se do menino calmamente, antes de chegar pelas costas para observar o desenho que ele fazia “se eu soubesse que desenhava tão bem, teria me oferecido como sua modelo, ainda da tempo?”.
sxxjin:
Mudando de planos em caráter emergencial, depois de seu encontro com o ex-noivo, Soojin apressou-se a voltar para o Haneul, buscando por proteção. O coração batia tão acelerado que parecia capaz de abrir um buraco em seu peito e pular para fora a qualquer segundo. Ainda que o trajeto não fosse longo, olhara por cima do ombro diversas vezes, para certificar-se que não estava sendo seguida. Uma vez segura dentro das grades que cercava o terreno, desacelerou diante da lembrança que tinha vizinhos, muitos deles. E não gostaria de dar satisfação a nenhum. Uma vez mais, limpou o rosto de qualquer expressão e respirou fundo mais algumas vezes para se recompor, tentando livrar-se do nó em sua garganta.
No entanto, não adiantou muita coisa. Não quando seus pensamentos estavam distantes. Não quando estava perdendo a noção do mundo ao seu redor, da realidade, conforme a surpresa e o medo a devoravam de dentro para fora. A expressão de Seohyuk parecia marcada no interior de suas pálpebras, algo do qual seria impossível se livrar. Por isso, não conseguira processar uma única palavra daquelas direcionadas a si enquanto permanecia estática no hall de entrada, tentando decidir o que deveria fazer em seguida.
‘Mais um dia ou menos um dia?’ Era o questionamento que permanecia constante na cabeça de Jiwon. Havia acabado de chegar da sua longa caminhada de seu trabalho a seu apartamento e podia dizer que mesmo fazendo aquele caminho todos os dias, nunca ficaria mais fácil, talvez fosse pelo seu sedentarismo e a falta de dinheiro para pagar uma academia, não sabia qual era e as longas horas em pé, atendendo nem sempre tão simpáticos clientes, realmente não faziam seu cansaço diminuir.
Estava completamente presas em seus próprios pensamentos e na leve música que seus fones produziam apenas o impacto da sua mochila batendo na pessoa do corredor a fez parar e se atualizar na realidade após soltar um leve “desculpa”. Percebeu a presença de uma mulher completamente apática, como se tivesse visto um fantasma, o que a fez olhar algumas vezes para o mesmo ponto físico que a outra “ei, você está bem? você está meio pálida e não pisca faz um minuto”.
o apartamento C4 da torre TWILIGHT não está mais vago. quem se mudou para lá foi KIM JIWON, que tem 23 anos e, aparentemente, trabalha como GARÇONETE. estão dizendo que se parece muito com JUNG JINSOL, mas é bobagem. não esqueça de dar as boas vindas!
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