Acabo de perceber o quanto escrevo melhor quando falo sobre a dor, seja ela qual for. Dor causada pelo amor, ou pela falta dele, pela solidão, ou pelo pesar que a vida pode trazer. E isto não significa que eu não vejo os lampejos de beleza que surgem pelo caminho, ou que eu não agradeça aos céus o privilégio de estar viva quando o aleatório acerta a música enquanto olho pelo vidro da janela do carro e vejo as árvores dançando, esplêndidas, no seu ballet à luz do sol. Mas eu a sinto, compreendo, ela simplesmente está, eu não posso ignorar. Apenas transformo ela em poesia, e ela se torna bonita quando sai do meu peito e toma o papel. Então, ao olhar pela janela do carro, eu posso sorrir novamente.
Erika P. N. Santana - transcrever-se



















