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Campanha criada por publicitária contra a objetificação sexual da mulher.
ISSO NÃO É DESCULPA
Assédio e Feminismo
Infelizmente o assédio ainda está extremamente ligado ao machismo e a figura feminina como frágil ou inferior e é por isso que esse post vai falar um pouco sobre esse movimento que vem se tornando cada vez mais popular e explicar o que ele defende.
Estando em diversa e constante construção, o movimento feminista de forma resumida defende os seguintes pontos:
- Mulheres são pessoas. Portanto, merecem direitos iguais;
- Mulheres devem ganhar salários iguais aos dos homens no desempenho da mesma função;
- Mulheres não devem ser discriminadas no mercado de trabalho e suas oportunidades não devem ser limitadas aos papéis de gênero que a sociedade impõe sobre elas;
- Não é obrigação da mulher cuidar da casa, dos filhos e do marido. Os afazeres domésticos e cuidado com as crianças devem ser de igual responsabilidade para homens e mulheres;
- Nenhuma mulher é uma propriedade. Nenhum homem tem o direito de agredir fisicamente ou verbalmente uma mulher, ou ainda determinar o que ela pode ou não fazer;
- O corpo da mulher é de direito somente da mulher. A ela cabe viver a sua sexualidade como bem entender, decidir como vai dispor de seu corpo e da sua imagem, com quem ou como vai se relacionar;
- Qualquer ato sexual sem consentimento é estupro. Nenhum homem tem o direito de dispor sexualmente de uma mulher contra a vontade dela;
- Nunca é culpa da vítima;
- Assédio de rua é uma violência. A mulher tem o direito ao espaço público (e também ao transporte público) sem ser constrangida, humilhada, ameaçada e intimidada por assediadores;
- A representação da mulher na mídia não pode nos reduzir a estereótipos que nos desumanizam e ajudam a nos oprimir;
- Mulheres não são produtos. Não podem ser tratadas como mercadoria, isca para atrair homens, moeda de troca ou prêmio;
- A representação das mulheres deve contemplar toda a sua diversidade: somos negras, brancas, indígenas, transexuais, magras, gordas, heterossexuais, lésbicas, bi, com ou sem deficiências. Nenhuma de nós deve ser invisível na mídia, nas histórias e na cultura;
- A voz das mulheres precisa ser valorizada. A opinião das mulheres, suas vivências, ideias e histórias não podem ser descartadas ou consideradas menores pelo fato de serem mulheres;
- O espaço político também é um direito da mulher. Devemos ter direito ao voto, a sermos votadas, representadas politicamente e a termos nossas questões contempladas pelas leis e políticas públicas;
- Papéis de gênero são construções sociais e não verdades naturais e universais. Nenhum papel de gênero deve limitar as pessoas, homens ou mulheres, ou ainda permitir que um gênero sofra mais violência, seja mais discriminado, tenha menos direitos e considerado menos gente;
- Mulheres trans são mulheres e, portanto, são pessoas. Todas as pessoas merecem ter sua identidade respeitada;
- Se duas mulheres decidem viver juntas (ou dois homens), isso não é da conta de ninguém e o Estado deveria reconhecer legalmente essas uniões;
- Não existe tal coisa como “mulher de verdade”. Todas as mulheres são bem reais, independente de se encaixar em algum padrão;
- Mulheres não existem em função de embelezar o mundo. Muito menos em função da aprovação masculina;
- Amar o próprio corpo e se sentir bem com a própria aparência não deve depender dos padrões de branquitude e magreza que a sociedade racista e gordofóbica determinou como “beleza”;
- Mulher não “tem que” nada, se não quiser. Isso vale para ser “amável” ou falar palavrão, fazer sexo ou não fazer, se depilar ou não depilar, usar cabelo grande ou curto, "encontrar um homem” ou ficar solteira, sair com vários caras ou preferir mulheres, ter filhos ou não ter, gostar de maquiagem ou não (e por aí vai em todas as regras que cagam ou possam vir a cagar sobre nossas vidas).
http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/o-que-as-feministas-defendem-3986.html
Por Rafaela Gonçalves
Como a exposição de casos pode combater o assédio, sendo a mídia considerada o “Quarto Poder”
“Quarto poder” é uma expressão criada para qualificar, de modo livre, o poder das mídias em alusão aos outros três poderes típicos do Estado democrático. Refere-se ao poder dos meios de comunicação quanto à sua capacidade de manejar a opinião pública e justamente por essa capacidade que a mídia tem, cada vez mais os veículos de comunicação são usados para exibir e debater determinadas temáticas, tornando a realidade mais próxima da sociedade em geral.
A mídia constrói e exclui ideais, fazendo com que determinados assuntos ganhem bastante força e o assédio é um dos que tem tido cada vez mais voz, encorajando as pessoas para o ativismo como no caso da tag #MeuPrimeiroAssédio, diversas outras campanhas que incentivam que as vítimas não se calem, sendo que o medo da exibição é o que muitas vezes inibe as denúncias.
Quem não se lembra do caso que ganhou destaque internacional da jovem que sofreu assédio sendo até mesmo expulsa da faculdade por ir a aula usando um vestido cor de rosa e teve uma grande reviravolta em sua vida. Não que possamos tirar de base, já que a moça tirou proveito disso para construir uma personalidade diretamente ligada à fama, mas é um exemplo de como a exposição foi crucial no desfecho da história.
O fato é, se podemos ter acesso a esse meio considerado tão potentado devemos usufruí-lo como uma forma efetiva de combate e denúncia para que o assédio deixe de ser cada vez menos corriqueiro.
Por Rafaela Gonçalves
Chega de abuso de poder no ambiente de trabalho, busque por seus direitos e garantias. #meuultimoassedio
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#meuultimoassedio
#meuultimoassedio
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Relacionamentos abusivos: isso também é assédio!
A exposição de casos é realmente a solução? (o caso #PrimeiroAssédio) – Post II
Outubro de 2015, data memorável para o início de uma indignação nacional, quando uma integrante do programa Master Chef Jr. de 12 anos foi alvo de assédio nas redes sociais. O caso de Valentina, integrante do programa culinário, foi muito repercutido no país inteiro por todas as redes sociais, por efeito disto, campanhas como a hashtag “#PrimeiroAssédio” foram postas em prática nos posts de inúmeras pessoas, na sua maioria mulheres, que já sofreram algum assedio na vida.
A hashtag “#PrimeiroAssédio” veio à tona depois de varias respostas sobre alguns tweets considerados como pedofilia que surgiram no Twitter envolvendo uma integrante do programa culinário de televisão mais visto pelo país. O uso da hashtag tinha como objetivo incentivar todas as pessoas que já sofreram algum assédio na vida a postar como foi que aconteceu, com quem, onde, quando e etc. campanha muito parecida com outra já existente, a “Chega da Fiu Fiu”. Contudo, a exposição de casos muitas vezes teve respostas humilhantes, como a de alguns assediadores comentando que estavam adorando os relatos que as vítimas de assédio de sexual estavam expondo. Isto levantou a seguinte questão: Será que relatos por si só são capazes de chocar ou mostrar quão repulsivo é o assédio na sociedade? Esta questão é interessante pelo fato de que o alvo das campanhas é a sociedade em geral, mas principalmente a conscientização de assediadores que irão ter ou tiveram acesso à campanha, e no caso, estes mesmos assediadores que a campanha tem como principal alvo, estavam nada menos que se sentindo “animados” por ler cada relato de assédio.
A exposição do assédio na sociedade é de extrema importância, mas a exposição de casos de assedio são relatos particulares e que raramente devem ser expostos. O objetivo de uma campanha para acabar com a ideia de que o assédio é algo comum na sociedade, deve nada menos que ser o de mostrar como o assédio pode destruir a vida de alguém, como o assédio é repulsivo, e como o assédio é algo tão neandertal, ao ponto do ser humano pensar que tem o direito de falar e fazer o que vier na cabeça com outra pessoa, não importando o pudor da pessoa passiva da ação, não importando a decência dos atos cometidos por tal e logicamente a perda da civilidade que a sociedade até hoje luta para se estabelecer. Campanhas de assédio, principalmente em redes sociais, são campanhas delicadas, estas como tudo o que se posta, se lê e se compartilha numa rede social, estão passíveis de todos os tipos de leitores, de ouvintes e etc. isso significa que não é deixando exposto um caso de assédio, mostrando como foi, quem cometeu, onde aconteceu, que irá despertar o sentimento de repulso às pessoas que realmente devem ter contato com a campanha, os assediadores. Não é fácil, é praticamente impossível mudar os ideais de alguém apenas por algumas campanhas, mas mostrar a realidade da coisa, mostrar o impacto de cada ato na vida de alguém, mostrar como uma simples frase pode mudar a vida de alguém não é impossível, é fácil e deve ser mais praticado.
“Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que você acha que entendeu, há um abismo.”
Alejandro Jodorowsky
Por João Vítor Medina
A Exposição de casos de assédio os tornam “glamourosos”? – Post I
Nos tempos de hoje o assédio tanto moral quanto sexual vem ganhando espaço nos grandes noticiários. A sociedade hoje, devido a facilidade de se comunicar, de permanecer em seu anonimato, conseguem muito mais facilmente praticar denúncias contra o assédio e fazer com que ele chegue aos olhos e ouvidos de uma grande parte da população, algo que não acontecia frequentemente alguns anos atrás. Mas será que isso traz a solução ou apenas a exposição de um fato que algumas vezes pode ser entendido como um triunfo para o praticante?
Denúncias de assédio, devido a campanhas, protestos e indignação de muitos da sociedade vem se tornando algo cada vez mais comum de se ver em grandes sites de notícia por exemplo. Contudo, muitas vezes não são retratados da maneira que devem ser, estes casos são muitas vezes, principalmente quando praticado por uma pessoa pública, retratados como um entretenimento para o leitor, como na manchete acima. Casos de assédio, são casos de crime e devem ser tratados como tais, é um erro da mídia colocar um ou outro caso que seja de assédio como algo a ser venerado ou visto como um entretenimento ao leitor, a razão disto é simples: existirão sempre pessoas de todas as maneiras de pensar que irão ler a noticia, existirão pessoas “fãs natas” de certos ícones que possivelmente cometerão assédio de alguma forma pelo simples fato de acharem que seus ícones admiram tal ação. Dada essa situação é um fato que poderá sim, uma notícia considerada como entretenimento e não uma noticia que repulsa tal ato de assedio, levar a uma pessoa a cogitar que não é tão errado cometer algum assédio na vida dele/dela.
Não devemos de forma alguma represar o fato da mídia estar presente nos atos de denúncia contra o assédio moral/sexual, mas devemos olhar com cautela cada noticia e sempre ter como o objetivo a denúncia e nada mais que isso senão somente o fim do assédio. A denúncia apareceu na mídia com o objetivo de mostrar ao publico o quão repulsivo é esta prática, e não para tornar casos de assédio em casos irrelevantes e comuns na sociedade.
por João Vítor Medina
Uma das campanhas favoritas pelo público nas redes sociais.
Não se cale!