“A dor emocional que eu sentia naquele dia era maior que qualquer dor física, depois de muitas brigas com ele, horas sem conversar, eu tomei uma decisão. Era hora de terminar o que não dava mais certo. Escrevi um daqueles famosos textos clichês e na hora, tomei a decisão, deixei de lado, todos os meus sonhos ao lado dele, todas as lembranças que fizeram parte, deixei o orgulho de lado, e enviei. Meu mundo caiu, eu não sabia se era o certo, no momento, parecia ser. Ok, era definitivamente o fim. Em meio às coisas boas, à também as coisas ruins. Finalmente, consegui me colocar a cima de toda essa confusão que ele me causava, consegui olhar para tudo isso e não sentir a necessidade e ver como eu e minha felicidade somos mais importante que toda a dor que eu sentia. Claro, eu sei que não sou de ferro, eu iria ter recaídas em pensar nele, só o fato de ouvir sua voz e ver o seu sorriso se dirigindo a mim já me faziam querer ama-lo mais do que nunca, mas, naquele momento, eu podia dizer que aprendi não necessitar da sua presença, aprendi a não desejar ser a dona do seu sorriso a cada segundo do meu dia, aprendi que a vida continua. Como eu estou? Não posso dizer que fiquei completamente triste, por que não fiquei, e a felicidade também não me descreveria no momento, então apenas digo que eu estava normal, juntei minhas forças pra suportar tudo, pronta pra seguir em frente, mas eu sabia que, eu frágil do jeito que eu sou e frágil do jeito que eu. estava, minhas recaídas não iriam parar, mas eu realmente não me importava, a gente só aprende a levantar de cabeça erguida após várias vezes termos nos encontrado no chão, sem rumo e sem alguém para nos levantar, mas acredite, cada vez que estive no chão me tornaram mais disposta para levantar e seguir minha vida, recomeçar meus caminhos e reescrever minha história e dessa vez, sem ele. Se passaram semanas, fui lutando contra as recaídas que surgiam hás 2 ou 3 horas da madrugada. O cérebro insistia em lembrar coisas que o coração insistia em esquecer, eu me lembrava de todos os momentos agradáveis que me faziam querer voltar no tempo, e lembrava de todo os momentos ruins que me faziam querer esquecer tudo isso de uma vez. Eu sorria quando a vontade era chorar, e dizia para todos que perguntavam “Eu superei.” Mas de verdade? Aquilo partia meu coração, era como se eu estivesse levando uma surra no peito, só me trazia mais vontade de te querer de volta, mas eu pensava: “Porque insistir em algo que não dava mais certo? Porque insistir em algo que só me machucava e me fazia querer sumir?” Eu olhava casais felizes, sorrindo um para o outro e me fazia lembrar ele, o famoso “ele”. Me fazia lembrar que em meio à turbilhões de coisas ruins, em meio as vezes que nós acabavamos se machucando só pra ver se toda aquela dor cessava, nós também éramos felizes. Eu escutei por muito tempo: “Vocês eram tão lindos juntos”; E eu dizia baixinho: “ Eu concordo.” E é quem é que eu estava tentando enganar com toda aquela história de que eu havia superado? Meu coração se partia ainda ao lembrar dele. 2 meses e meio depois. Lembrar dele já não era algo mais constante, já não me dava saudades e eu não tinha recaídas, não mais. Eu conheci outras pessoas, senti outros sentimentos e entendi que quando duas pessoas nascem para ficar juntas, elas ficarão juntas. É o destino. Não adianta contrariar ou insistir em algo que não vai dar certo. Não é homem nenhum que irá te fazer feliz, é você mesma. Cansada de borrar o rímel, porque afinal, não é barato para ficar gastando com qualquer idiota que machuque seu coração. Os dias de sofrimento viraram apenas lembranças que já não venham a tona igual antes e aprendi que, o tempo resolve tudo, nada é eterno, o sofrimento é inevitável, mas não é para sempre.“”
— Naiara, colaboração de Drinkerofstars.







