Primadonna girl, all I ever wanted was the world, I can't help that I need it all the primadonna life, the rise, the fall. You say that I'm kinda difficult... But it's always someone else's fault! Got you wrapped around my finger, babe. INDIGO BASHEMATH, 17 YEARS, Beauxbatons. Juste, half-merpeople.
Na noite anterior, tinha dado uma festa em sua barraca junto com sua colega Adelaide. Sabia que esse não era o intuito do acampamento, já que jamais mandariam adolescentes para fazerem festas na floresta. Contudo, não era do tipo que perdia oportunidades. Já estava cansado de ficar em volta da fogueira assando marshmallows, não viu porque deixar aquela festa de lado sendo que estava livres de professores, diretores ou qualquer pessoa que pudesse perturba-los. Até aquele momento não tinha entendido muito bem o motivo de terem ido para aquele lugar. Apesar de ter feito algumas rondas desde que chegou em Hogwarts, as histórias sobre o lugar ainda pairavam sobre sua cabeça. Será que havia sido realmente uma boa ideia ir para aquela floresta? Até o momento tudo indicava que sim.
Tinha acordado com um pouco de ressaca pela quantidade de bebida que corria em seu sangue por conta da noite anterior. Tinha exagerado um pouco, mas não era a primeira vez, já estava acostumado a fazer aquele tipo de coisa. Muitas vezes tentou se policiar mas era como regular doces para uma criança. Porém, aquela semana não acabaria tão cedo para o Chapman. Depois de ter recebido o convide de um rapaz de sua escola, Bae partiu para a barraca do mesmo onde estava tendo uma pequena festa; ou melhor, uma reunião alcoólica.
Depois de alguns copos de bebidas e longas tragadas dos seus cigarros de maconha, o moreno não se viu nas melhores condições de ficar ali. Todos pareciam muito calmos e sua hiperatividade começou a deia-lo sufocado. Conforme o tempo passava, a barraca parecia estar ficando cada vez menor. Sem mais delongas, correu para fora do lugar no intuito de tomar um ar. Ficou perdido nos próprios pensamentos até que fora surpreendido por alguém que surgiu por dentre as árvores. —- Merlin… —- Suspirou, tentando retomar o ar que havia perdido com o susto. —- O que está fazendo aqui? —-
Não seria uma surpresa o fato de que Indigo fizera questão de pular todas as festas. Sabia que o ex-namorado muito provavelmente estaria por lá, e não queria ver a cara dele por algum tempo. O tanto de raiva que ficara dele somado ao constrangimento que passava todo dia graças a traição era ridículo. Ainda recusava-se a acreditar no que tinha acontecido, e sentia-se terrivelmente idiota. Tinha parado momentaneamente, fugindo da barraca por conta da babaquice de sua colega de quarto, para tomar alguns goles de firewhiskey, na floresta. Estava acompanhada de algumas mínimas pessoas, em maioria casais que estavam aos beijos, com uma preocupação nula do que poderia vir a a aparecer ali por conta do álcool que já ingerira. Até atrevera-se a fumar um dos baseados que roubara de seu traficante particular, Baelfire, tentando dispersar a irritação tão incrustada em tudo que sentia.
Quando sentira que sua percepção já estava retardada o suficiente, decidira voltar para as barracas. Não planejava dormir na sua, nem de longe. Nem que fosse acabar dormindo na de Baelfire ou na de Caprice, para sumir em meio as pessoas. Fora quase que instantânea a risada quando em sua volta encontrara o rapaz, sendo que estava pensando nele um segundo atrás. “Baeee!” gritou, lançando os braços ao pescoço dele, num abraço estabanado. “Estava indo pra sua barraca, que engraçado. Fiquei com sono, e estava vindo para dormir. Que bom que te encontrei, agora você pode me carregar até lá. Por favor?”
Depende, é você aquele garoto sorridente e cheio de amigos que está na barraca do Peter? Não, pera. Me enganei. É só você mesmo, o virgem estranho. Anyway, já fiz o que eu tinha para fazer, já estou indo embora.
Acontece que você não é mais meu namorado, e se antes já não exercia o mínimo controle sobre minhas ações, imagine agora. Espero que esteja lembrado do que aconteceria caso me traísse. Essa jaqueta não é minha, Dolohov.
Com os outros. Imagina quanta merda acontece quando você está bêbada numa multidão? Já tive a cota suficiente em minha vida. E não quero encontrar meu ex enquanto estiver bêbada.
–––– Afrodite também. Uma pena que ela não exista. –––– observou, frisando a última parte. ––––– Eu, por outro lado, sou bem real, e quase tão bom quanto qualquer um deles. Na verdade, sou até melhor, mas já que você insiste em dizer que não posso fazer frente a seres etéreos… –––– deixou que a frase morresse, como se não se importasse com a insinuação. Estava suficientemente seguro de si e da relação para aceitar as provocações de Indigo. Não era como no início, quando tinha certeza que ela o detestava. Era o oposto agora, quase como se não precisasse se preocupar o tempo todo em agradar-lhe –––– acontecia naturalmente. Já não se importava com as demonstrações simples de afeto, também. Inicialmente haviam o incomodado por achar que a loira não desejava nada dele além de amizade, tão logo ultrapassaram a fase do desprezo mútuo, mas a cada gesto de Indigo ele percebia que não se tratava disso. Ela tinha um jeito mais manso, na maioria das vezes, quando se tratava de beijar, e o Dolohov estava aprendendo a acompanhá-la.
Riu sonoramente de seu comentário, em especial pela forma como ela não via nada de ruim em si. Sempre que se referia a ele como uma pessoa horrível era de maneira debochada e irônica, como se não acreditasse no que dizia. Peter preferia que assim fosse com ela; era melhor que não o visse como ele se via, era o que a mantinha próxima. ––––– Obrigado. Significa muito para mim. –––– disse, o tom beirando a ironia, e portando-se, de fato, como alguém que estava longe de ser tão mau. Era ela que o transformava, fazia com que abandonasse seu lado mais frio.
––––– Tapado? ––––– se fosse qualquer pessoa dizendo aquilo, ele certamente revidaria. Não lidava bem com ofensas, críticas, nem coisas do gênero, dando respostas agressivas a qualquer dessas manifestações. Entretanto, não era como se a loira estivesse o ofendendo de verdade. Ela queria chamar sua atenção para a situação, mas o russo não aceitava completamente o raciocínio; não lhe significava muita coisa. ––––– Não deveria me ofender dessa forma, Bashemath, especialmente quando tenho acesso facilitado ao seu corpo. Eu poderia ficar irritado e puni-la. ––––– retrucou, sério, um pouco incomodado com a forma como ela tentava fazer com que ele a deixasse mais livre para outros relacionamentos. A garota não entendia que, a partir do momento em que se beijaram pela primeira vez, ela pertencia a ele. –––––– Isso parece ser relevante para você, mas muitas garotas já sentaram em meu colo, e isso não significava que elas eram completamente fiéis a mim. –––––– estava apenas tentando mostrar seu ponto, mas parecia estranho, agora, falar de outras. Ele nunca havia se preocupado com isso anteriormente, mas conhecendo Indigo, tinha certeza que a garota se sentiria incomodada com a menção. –––––– Esqueça. Você é diferente. ––––– emendou, antes que ela pensasse que ele estava a compará-la com suas antigas parceiras.
––––– Esse sempre foi o plano. ––––– disse, com um sorriso de canto, embora estivesse um tanto surpreso com a oferta. Nas vezes em que dormiram juntos, havia sido sempre por acaso, nunca houvera um pedido, muito menos partindo dela. Peter se deu conta do quanto haviam avançado na relação, visto que a sereiana já parecia confiar nele, e sentir-se suficientemente segura perto de si. ––––– Pete. Gosto do apelido. Você o faz parecer meigo. ––––– pensou por um momento, sentindo-se piegas e desconcertado por falar aquelas coisas. ––––– Devo encontrar um para você, também? –––– isso fez com que o russo se lembrasse que havia dado uma alcunha somente à Irina, e a nenhuma outra desde então. No caso, não se tratava de uma abreviação do nome, mas de algo significativo para ambos. Não sabia se estava pronto para compartilhar esse tipo de intimidade com a sereiana, ainda que estivesse muito tentato. ––––– Chato com essas coisas? Talvez seja apenas medo. ––––– não mencionou nada quanto à segunda parte, afinal, não tinha certeza sobre. Estava apaixonado? Não sabia o que era estar, e sentia-se perdido por não conhecer a sensação. Se tivesse uma noção mínima sobre o assunto, ele poderia ter um norte. De igual forma, não poderia dizer que não estava. Soaria como uma mentira descarada de alguém que não tinha coragem de admitir seus reais sentimentos.
––––– É perceptível… Mas não os considero tão interessantes assim. São bem ordinários, ao meu ver. Não deveria exaltá-los tanto. É infinitamente mais poderosa que qualquer um deles –––– exclamou, sem entender a visão da outra, enquanto negava com a cabeça. Era quase como se ela fosse o completo oposto dele, em todos os aspectos. Tinha certeza que aquilo se devia à escola que frequentava, e não podia culpá-la por ser daquela forma, mas essas pequenas coisas poderiam se tornar um problema. Por que ficava tão fascinada pelos trouxas? Eram notadamente inferiores. Se considerasse a sério a possibilidade de transformar a moça em uma companheira permanente, deveria corrigir muitas de suas condutas. Johann a consideraria totalmente inadequada se ela começasse a falar dessa forma com o velho, ressaltando qualidades inexistentes nos não-bruxos. Ademais, havia o fator sereiano, que Peter não tinha a mínima ideia de como faria para que o mestre aceitasse. ––––– Ah. Seria mais interessante se falasse de pipas. ––––– brincou, percebendo que a garota gostava de esbanjar seus conhecimentos, que deviam ser vastos. O Dolohov, por sua vez, era mais esperto do que inteligente. Sabia como se sair bem em diversas situações, inclusive as escolares, mas não era uma enciclopédia ambulante. Era versado, contudo, nos assuntos que o interessavam, os quais envolviam, por incrível que pareça, política e história. Para além disso, dedicava muito tempo pesquisando sobre dragões, armas mágicas e, obviamente, artes das trevas.
Só é melhor porque existe. Não ganharia meu coração tão fácil numa disputa com Apollo. Bem, como você sabe, ele é quente. ——–riu-se, satisfeita por notar que Peter não tinha conhecimento de um aluno de Hogwarts que realmente recebia aquele nome. Provavelmente, se soubesse, poderia esperar encontrar notícias do desaparecimento do garoto dentro de poucos dias. O ciúmes do rapaz falaria mais alto, principalmente quando comentava tão diretamente de um apelo sexual. Ele parecia ficar tão tenso sempre que chegava a menção de um outro rapaz, como se realmente existisse a possibilidade de que com um piscar de olhos ela fosse sumir de seus braços. Peter apenas não se dava ao trabalho de notar que por toda uma vida ela tivera a chance de ir a quem quisesse, e não fizera. E no entanto, fazia com o rapaz. Parecia ainda ser impossível para o rapaz crer que ela só se interessava por ele. Estanhou o tom irônico que sua voz trazia, mas atribuiu a uma descrença em sua capacidade de julgar-se como alguém bom. Aquilo ainda lhe era algo um tanto sem sentido. Ele passara tanto tempo tentando convencê-la de que era bom, ou pelo menos digno o suficiente de ficar com ela, e agora recuava sempre que ela concordava, como se o próprio não fosse crente de características como aquela dentro de si. Todo aquele mistério, aquela retração… Indigo tinha a sensação de que em seu passado tinham muito mais coisas escondidas que meras confusões familiares, mas não queria tomar preocupação com aquilo enquanto estavam ali.
Puní-la. Outra vez a menção da palavra. Os músculos do corpo de Indigo até se contraíram no momento, e ela não sabia dizer se era de excitação ou de puro medo da seriedade que aquele assunto poderia tomar. Não duvidava do atrevimento de Peter, conseguia até enxergá-lo com nitidez no papel de Christian Grey. Fazia com que se arrepiasse, e com que cada músculo fosse contrário. Sempre fora muito contra a aquelas agressões, e estava certa de que apenas um louco sentiria prazer em algo como aquilo. No entanto, não poderia deixar de admitir: nunca experimentara. Não poderia tecer uma opinião se nunca sequer se aventurara no sexo comum. ——– Você não seria louco, Grey. No dia que levantasse uma mão para mim, no momento seguinte se encontraria sem elas. Mesmo com uma conotação sexual… Não me parece tão prazeroso quanto deve ser ao seu ver. Já sofro o suficiente com o ballet, não preciso de mais amarras, mordaças, chicotes…. Em minha vida. ——– a brincadeira que começara animada, no entanto, perdera-se em um engolir a seco quando a retrucara, numa tentativa de exibir seu ponto de vista. Odiava saber que ele ainda a comparava com outras garotas. Naquele momento, Indigo recolheu as mãos, pondo-as sobre o próprio colo. ——– Sou, Peter? ——–murmurou, descrente.
——– Não sorria assim, estou falando de dormir de verdade… ——–rolou os olhos, sem conseguir segurar mais algumas risadas em resposta ao sorriso de canto que Peter esboçava. Odiava dar-lhe tantas esperanças quando sabia que demoraria até que realmente se permitisse perder a virgindade.——– Na verdade, não gosto muito de apelidos. Nunca tive costume com eles, e normalmente demoro a perceber que é comigo que falam quando me chamam por um apelido. O mais usual é Indie.——– ela era tão alheia a aquela questão que apenas deu de ombros, apesar de que sempre encontrava apelidos para as pessoas que gostava. Cisse, Jake, Bael. Também recebia alguns, mas era desleixada nesse quesito para notá-los ao ponto de realmente atender quando gritavam por eles. ——– Medo? ——–perguntou, mais para si mesma que para o Dolohov. Nunca chegara aquele ponto em questão: imaginar que ele também temia em se envolver com alguém. Por motivos mais complexos que os dela, talvez, que iam além de se machucar. O assunto acabara se tornando mais sério que o planejado, ela não realmente falava sério, e agora duvidava-se do que poderia se interpretar.
——– Trouxas são, de fato, um tanto atrasados, mas de uma realidade tão próxima do mundo bruxo que é surpreendente. Afinal, o racismo deles não se traduz no preconceito de raças do mundo bruxo? E sua homofobia também não é muito ausente. Durmstrang não tolera relações entre pessoas do mesmo sexo. É horrível que mesmo com anos de avanço os bruxos ainda se prendam a causas tão irrelevantes. É apenas o ser humano sendo. Por que lutar contra um instinto natural de seres humanos? Amar. Seria tão mais fácil apenas respeitar incondicionalmente quem os alheios amam. Só não se importar, centrar no que é seu e apenas isso. Seria errado julgar os trouxas por serem como são, eles apenas são iguais aos bruxos, mas com uma realidade limitada ao que podem lidar. A falta de magia. Sei que não concorda comigo, então pode só me beijar e não responder. É bem provável que eu fique com mais raiva se falar algo errado. ——–ameaçou, os lábios roçando-se nos do rapaz, provocativos como nunca. Era um tanto quanto cabeça dura no que se diziam a opiniões alheias, por mais libertina que soasse com suas palavras. Não gostava de ouvir um ponto de vista contrário ao seu, em maioria das vezes.
Embora estivesse sendo muito séria quanto a impossibilidade de mostrar-se a sociedade com aquelas marcas, pelo simples fato de que sabia exatamente o que pensariam dela, não pode deixar de rir junto com Peter. ——– Eu não posso, você é louco? Todos saberiam o que fizemos, então. ——–exclamou, os lábios presos a um sorriso perverso. Esperava que a intenção dele não fosse justamente deixar claro o que tinham feito, ou marcá-la como se fosse uma espécie de propriedade. Não toleraria aquilo, de maneira alguma. Divertiu-se com a surpresa que o rosto dele manifestara no momento em que o guiou até próximo da cama. Nervosa, flagrou-se levando os dedos as mãos do russo, como quem tinha a intenção de barrar a ação de retirar a peça, mas lembrou-se que já não existiam razões para que o fizesse. Estava envergonhada, corada como nunca por estar exposta ao rapaz, os mamilos enrijecidos em pura exitação, a denúncia visível de que o queria tanto quanto. E por fim, quando ele se desfez da calça, fora impossível não dirigir um olhar inadequado ao volume ressaltado pelo tecido da boxer do rapaz. O olhar maroto que ele trazia apenas fazia com que ela se sentisse minimamente culpada por estar o olhando daquela forma, com o desejo tão exposto na expressão.
Novamente, a agradável sensação de tê-lo surpreendido e não o contrário a preencheu, dando-lhe um pouco mais de coragem para continuar com o que tivera intenção de fazer. Não fizera menção de parar com a provocação, mesmo que estivesse a sensação de que excitava mais a si própria que ao rapaz. Percebia que cada vez mais a situação de sua lingerie piorava, umidecida pelo simples contato. Assentiu em resposta para a pergunta dele, sabendo que muito provavelmete as imagens arruinariam qualquer chance dele se manter afastado nas próximas vezes que se aproximassem. Ele não teria mais tantas barreiras como no início da relação. O sorriso, mesmo assim, não sumia de seu rosto. Estava permitindo ao rapaz uma coisa que nunca se imaginara fazer: a liberdade de tocar seu corpo. Ficava feliz de não estar com tanto medo quanto imaginara que ficaria. ——– Não se desfaça dele todo, certo? ——–pediu, temerosa. A vez de surpreender-se, então, fora passada para a garota, no momento em que ele invertera as posições sem qualquer cerimônia.
Imaginara até quando ele se prenderia ao fato de que gestos como aquele poderiam a assustar e afastar, e parecia que fora até aquele momento. Agora, ele já tomava liberdade para possuir seu corpo, mantendo-a estática na cama. Arfar, diante da visão, do olhar faminto que ele imprimia em seu corpo seminu, fora quase algo impossível de não se fazer. Os arrepios, antes contidos por conta dos beijos serem dirigidos apenas na delicada área de seu pescoço provocaram aquela sensação gostosa no momento em que os lábios do rapaz foram vagarosamente descendo, explorando cada milímetro da pele perfeita da sereiana. E não fora necessário muito para lhe arrancar alguns gemidos; no momento em que os lábios do Dolohov entraram em contato com a pele sensível, um gemido rouco se manifestara. Se tivera qualquer vontade de rir diante da pergunta do rapaz, esta morrera entre as sensações que ele provocava com o contato que exercia em seus seios, as mãos assim que liberadas apertando os lençóis para irem contra o impulso de afastaro rosto do rapaz, por mais contraditório que soasse. Protestou quando ele afastou os lábios da área, erguendo a cabeça para então observar o que o rapaz fazia. ——– Peter… ——– estava pronta para ir contra o desejo dele de retirar a última peça em seu corpo, entretanto, a voz se esmoreceu antes que tivesse a chance de impedir o ato.
Ela tentou relaxar, os minutos em que ele apenas mantinha-se próximo, a respiração contra o seu sexo tornando cada segundo que se passava tão torturante quando excitante. Não iria lhe implorar, de forma alguma, esperando até o momento em que por fim seus lábios entraram em contato contra a úmida região dela. Indigo mordeu o próprio lábio inferior, uma das mãos indo a própria boca para impedir que gemidos altos escapassem dali, a outra indo por um impulso até a cabeça do rapaz. As pernas tinham se dobrado, ela tentava ao máximo ir contra a vontade de fechá-las, a sensação sendo algo diferente de qualquer coisa que tinha provado antes. Analisado isoladamente, a loira apenas veria o ato como algo nojento, escroto, porém, qualquer moral tinha sido derrubada pela pura sensação que ele provocava. Ela queria mais. Não deveria, não poderia e nem iria a mais, minimamente irritada por ele ter invertido as posições mais que de um jeito físico.
Velho, essas pessoas não tem nada a ver com a sua vida. Assim como eu não tenho culpa, você não pode ser grossa com as pessoas só porque está irritada com outras. Isso é completamente injusto. Eu não sei o que aconteceu com você e o Peter, mas se foi algo ruim, eu sinto muito. Toda vez que eu tento ser legal com você, Indigo, você me dá uma patada. Que pena, boa tarde.
Eu não estou mais sendo grossa com você, só fui inicialmente. Desculpa, Liam. Em maioria das vezes, não tenho intenção em ser diretamente idiota com você. Vocês tem alguma coisa sem lactose? Aposto que não. Não posso sair comendo essas coisas, acho que eu acabaria como uma bolinha.
“Peter? Huh, não é sobre isso que quero falar, mas tudo bem se quiser desabafar com alguém que não sabe do assunto, vamos lá! Você parece, huh, estressada com isso.” Um meio sorriso surgiu dos lábios de Adelaide, não tinha sido com aquele intuito que fora falar com a garota, mas adorava escutar o próximo e ajudar, se estivesse ao seu alcance. “Caso não queira falar, só precisava saber se estamos na direção certa. Sempre que me afasto das barracas, não sei como voltar.” O meio sorriso continuava por ali. Precisava voltar para a barraca ou dormiria sozinha por conta do seu senso de localização péssimo.
“Eu sou estressada com tudo sempre, não precisa se preocupar.” deu de ombros, um tanto quanto aliviada que ao contrário das pessoas com quem ela tinha falado nos últimos dias, ela não ia falar a respeito de Peter. “Qual seu nome? Só para eu checar o número das barracas na lista. Ou só o número da sua barraca, também serve.”
Então devia parar de se preocupar com as pessoas. Isso se você já se preocupou com alguém. São crianças, se assustam facilmente. Só você dar um jeito que eles saem correndo.
Eu acho que você é extremamente paranóica com o que as pessoas pensam de você. O mundo, e o que as pessoas vão falar para você, não giram em torno do seu relacionamento com o Peter. Eu ia te avisar que estão assando marshmellow e chocolate, mas se você não quiser, é por sua conta.
Nossa eu nem sabia que você tava namorando com o Peter. Por que eu ia falar disso? As pessoas têm coisas melhores para fazer. E você também devia tentar, pensar no ex só vai piorar sua situação. Quer dar um passeio ou beber alguma coisa?
Não estou só pensando no meu ex, é que todos que vem falar comigo mencionam que eu sou uma completa idiota. Se as pessoas têm coisas melhores para fazer, não estão fazendo. Prefiro passear. Ouvi dizer que existem diversas criaturas pela Floresta, o que acha de treinar alguns feitiços?