CORPO.MARGINAL
O copo livre, que se propõem que se formula. São infinitas possibilidades, e nessas a maneira constante de ser marginal. Videomaker : Mirela Persichini Depoimentos originais : Leo e Michael
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@mirelapersichini
CORPO.MARGINAL
O copo livre, que se propõem que se formula. São infinitas possibilidades, e nessas a maneira constante de ser marginal. Videomaker : Mirela Persichini Depoimentos originais : Leo e Michael
EIS A RUA paisagens.poéticas
A oficina propõem a criação de intervenções urbanas a partir da sensibilização do olhar sobre a cidade. Fotos realizadas nos dias 25 e 26 de Novembro.
Em 2010, fui a Cataguases compondo a equipe da Puc Minas no festival Ver e Fazer Filmes. E realizamos esse curta, meu primeiro filme, no qual foi diretora de figurino.
o coral urbano – núcleo de criação do espanca!
fotografia e registro : Mirela Persichini
Em março de 2015, fui convidada pelo #Beijonoseupreconeito para dirigir o clipe da talentosa Wil.la com o rap #dizTRAVA. letra: will soares
pesquisa base rap: gabriel freitas
arranjos sonoros: alexandre de sena
direção clipe: mirela persichini
edição clipe: mirela pesichini
elenco: charlin viana, igor leal, jean luis, lucas ericksen, maikon sipriano e will soares
Sigo o sol
Estou tão longe. Consigo ver apenas alguns pontos de luz, quadrantes, borrados que exibem a falta de eloquência das pequenas cidades do interior. Sigo o sol, pelo menos é a impressão que tenho de dentro da cabine. Daqui do alto a única coisa que atrapalha meus pensamentos é o som dos motores, são muito estridentes, infelizmente escolhi mal o assento. Dessa forma o que me escolta a quase duas horas são os roncos do motor ao meu lado. Não sei exatamente onde estou, encima de que pais ou estado. Nem sei mais se o que vejo da minha pequena janela é o Brasil ou outra parte dessa farta terra latina.
Por ser brasileira tenho a incrível sensação de estar ilhada, sim, irônico pensar que as terras tupiniquins, se destacam no mapa devido sua extensão continental, esteja inevitavelmente segregado. No hablo español e agora penso que deveria ter me dedicado mais do meu tempo em aprender esse idioma. Além da língua existem inúmeras alegorias culturais que nos individualizam e ironicamente nos aproximam. As ditaduras militares, a falta de distribuição de renda, a colonização, a dependência econômica, dentre muitas outras coisas que só descobrirei quando o avião finalmente aterrissar. Mas o que mais me encanta é a estranha concepção de que essa seja uma terra exposta por caravelas.
O avião dança no ar, como já fazem 4 horas de voo me acostumei com o acalento descontrolados e solavancos. Não sei oque vai acontecer quando eu desembarcar.
Quando nosso trabalho se espalha pelo mundo, Benja, meu querido Benjamim Abras me deu um presente, fez com que essa fotografia a cima estampasse a divulgação de uma galeria em Londres. Foto clicada durante as oficinas realizadas no tambor mineiro no ano de 2014.
Alguns dias, postei imagens de grafites. A arte urbana é algo que não só admiro, como pratico. Já fiz instalações e outros trabalhos que evidenciam a rua e seu espaço. E nessa semana li um artigo sobre gentrificação, ponho essas duas postagens lado a lado, não para negar a arte urbana e nem as manifestações artísticas na rua, mas para questionar alguns artistas e algumas manifestações e assim criar um dialogo aberto sobre as possibilidades de construção na rua.
Aerófono Deslocar-se pelas vielas e subterrâneos, o som das ruas, o ruído urbano. E já descendo indo de encontro com os trilhos, eis que algo se avoluma se destaca. A melodia vibra, se afasta e se aproxima e conduz para longe, compassando passos apressados.
ITINERANTE
adj. viajante, errante, andarilho, ambulante e volante
Diz-se da função que necessita alterações ou deslocamentos constantes de local em local: atividade comercial itinerante.
s.m. e s.f. Pessoa que se desloca ou que viaja com frequência: os itinerantes chegam hoje.
Etm. do latim: itinerans.antis
cinematógrafo
Dois se entrelaçam teoricamente, para além das clivagens, no abismo trêmulo em que sua diferença parece ficar como que em suspenso. Questão de coincidências e deslocamentos
sobre destroços
Fragmentos, estipes de passados, momentos inteiros reduzidos a madeira, pedra e cinzas. Escombro de vida, estremecida, destruída, subsídio de significado. Resta no chão aquilo que um dia foi alicerce, estruturante para linhagem que um dia residiu ali. Pouco sobrou, lascas, cores o remanescente é detrito.
são geraldo 1972 - 2005
fotos e texto : mirela persichini
“A criação de espaço e tempo, formas do sensível (…) Em meio a crises diversas, esses territórios são percebidos como laboratórios de subjetivação, laboratórios de uma outra experiência de cidade que funciona paralelamente, em parceria, ou mesmo contra o Estado, funcionando na tensão entre uma nova produção cultural e social, ‘economias substituas’ auto-organizadas e o estado de exceção a que são submetidos.” Ivana Bentes
A laje é um icônico espaços de lazer no imaginário nacional. Território múltiplo e rico de cultura, carregado de signos, funções e objetos: festas, reuniões, churrascos, piscinas de plástico subdividindo o espaço com restos de construção, plantas, roupas no varal.
A ação performativa Laje, primeiro trabalho realizado pelo Coletivo Solta!, apresenta um olhar experimental e descontraído sobre esse lugar suspenso sobre a cidade. Em um dos desdobramentos dessa ação surge o presente ensaio fotográfico que esboça as tenções poéticas do ser na cidade, do precário e do improviso.
Coletivo Solta
O marginal como escolha poética, nem vídeo, nem dança e nem teatro: vale é a busca, o romper com as narrativas tradicionais. Gabriela Padula é atriz, performer, garçonete, faxineira e manicure. Investiga a rua como lugar das trocas concretas. Fernanda Navegando é formada em cinema e vídeo, especializada em direção de arte e maquiadora. Trabalha com concepção e elaboração de linguagens para ensaios fotográficos para bandas, artistas, videos, clipes e faz trabalhos autorais de videodança e performance. Mirela Persichini realiza seus trabalhos como artista visual, além de ser Videomaker e Fotógrafa experimental. Produz vídeos, instalações, performances audiovisuais e projetos interativos buscando um entendimento visual e estético entre no meio urbano e a memória subjetiva.
Fotos Mirela Persichini
FoTosInTeSe
Fragmentos discursam sobre a memória.
s ã o o s s o n h o s q u e s e g u r a m o m u n d o e m s u a ó r b i t a
memorial do convento josé saramago