Possuia experiências com outras garotas no campo amoroso. Até mesmo já havia namorado e feito um pedido anteriormente. Mas nada se comparava com o que estava sentindo naquele momento. Com Emmeline Vance, ele sentia-se ligado à garota, contudo havia se criado mais amizade do que realmente paixão e até mesmo amor, como descobriu um tempo depois que o namoro havia iniciado. Como Autumn dizia, o rapaz era seguro em todas as suas ações e faltava-lhe uma faísca para fazê-lo sair dos seus padrões. Com Vance, ele tinha isso, a segurança, mas havia faltado algo, não só da sua parte, como da própria Emmeline. Agora, Benjy entendia o que lhe faltava porque estava bem à sua frente. Um igual não iria completar. Estar plenamento seguro não o satifisria por completo. Caroline Belmont era diferente de todas as garotas que havia lidado. De alguma forma, ela havia o desarmado e conseguido ascender essa faísca que lhe faltava. No pouco tempo que haviam ficado juntos, superava qualquer sensação que já havia sentido. Ela lhe intrigava, ao mesmo tempo que lhe atiçava mais e mais. Seus olhos azuis brilhantes eram capazes de fazê-lo se perder em pensamentos e esquecer que deveria respondê-la. Seu jeito aventureiro e menos fútel lhe fascinava. Benjy ansiava por conhecer cada pedacinho da garota. E quanto a ficar o seu lado? Era como se o tempo passasse devagar e ao mesmo tempo tão rápido que não era o suficiente. Tê-la em seus braços era maravilhoso. Sento menor, gostava da sensação de abraçá-la aconcegadamente, como se ela se encaixasse ali. Percebeu que não estava nervoso por causa do pedido, pois lhe parecia tão certo, mas porque tinha medo que ela o rejeitasse e deixasse de retribuir seus sentimentos da mesma forma. A verdade era que seus sentimentos eram profundos e lhe assustava porque era um âmbito desconhecido pelo mesmo. Contudo, se Caroline estivesse disposta à se jogar naquele mar junto com ele, iria sem medo. Por ela, parecia-lhe valer a pena.
Os segundos passavam tão devagar e via as cenas desenrolando-se diante dos seus olhos com precisão de detalhes. Seu foco estava todo em Belmont, registrando sua reação e preparando-se para o que desse e viesse. E então, o soar da sua risada lhe pareceu o som mais lindo que tinha ouvido. E ele soava patético daquela forma, mas não conseguia evitar que sentisse dessa forma por ela. A reação positiva havia esquentado seu peito e Benjy seu corpo, rígido pelo nervosismo, relaxando. Ela ainda não havia lhe dado uma resposta, no entanto, se estava com aquele sorriso lindo de lhe tirar o folego e lhe olhando com seus olhos ainda mais brilhantes, se era ainda possível, deveria ser porque a resposta viria positiva, certo? Benjy estava pronto para lhe responder quando sentiu os braços finos da garota em volta de seu pescoço e seus lábios macios contra os seus. Ele não poderia desejar outra coisa no momento. Todo seu medo, sua incerteza e seu nervosismo foi dissolvido em um passe de mágica. Nada mais importava, só o momento que partilhavam. Se antes era díficil dizer o que eles eram e como Caroline se sentia em relação ao rapaz, nada lhe tirava da cabeça que ele pertencia ao lado de Caroline.
Seu coração batia acelarado e ele podia sentir o ritmo do coração de Belmont através da aproximação do corpo da garota contr o seu. Benjy a beijava com adoração e percebeu que nunca havia se entregado de tal forma à um sentimento, nem mesmo à um beijo. Deveria lhe assustar, mas ele não sentia medo ou alguma barreira lhe impedindo. Dessa vez, ele queria ir mais e mais para frente, sem olhar para trás. Caroline quebrou o beijo e lhe fitava com um dos seus sorrisos mais lindos. Benjy teve dificuldade para focar-se em suas palavras. — Eu não sei. — Provocou sem conter o sorriso. —Eu ainda gostaria de ouvir as palavras sendo pronunciadas. — Antes que ela pudesse lhe responder, Benjy a beijou novamente. Deixou se perder no gosto dos seus lábios e no som dos corações de ambos, que batiam acelarados e pouco lhe importava se estavam ou não em sincronia. Caroline Belmont era sua namorada,sua. Benjy a abraçou de tal forma que levantou seus pés dos chão. — Você não deveria ser tão… única assim. Você me deixa louco. — Comentou com a testa encostada na dela, assim que quebrou o beijo quando seus pulmões reclamaram pedindo por ar.
A sensação de estar nos braços de Fenwick era a melhor do mundo, como se aquele fosse o lugar certo para Caroline estar, para sempre. Queria poder permanecer ali, porque o garoto a fazia esquecer qualquer preocupação, o sorriso dele era lindo e ele era tão encantador que a fazia perder o fôlego. Nunca se sentira daquela maneira, nem perto disso, e ela nunca se sentira tão bem ao perceber que estava errada sobre seu futuro, sobre achar que nenhum garoto seria capaz de se apaixonar por seu jeito espontâneo e meio maluco. Mas Fenwick não era qualquer garoto, ele era a pessoa mais incrível que ela já conhecera e a fazia tão bem que era difícil sequer explicar. “Hm, se você prefere, então...” Murmurou contra os lábios dele, um sorriso divertido tomando conta de seu rosto, enquanto mantinha seus olhos fixos aos dele. “Para não haver nenhuma dúvida futura, vou pronunciar minha resposta o mais claramente possível e se você quiser eu posso repeti-la mais umas cinco vezes. Fenwick, eu aceito namorar com você.” Percebeu que sua voz saíra um pouco travada, porque a sua emoção era tão grande que Carol achou que seu coração parecia querer saltar para fora de seu peito, nunca se sentira tão agitada assim em toda a sua vida, apesar de seu problema com hiperatividade. Será que Benjy percebia o poder que tinha sobre seus sentimentos, a facilidade em fazê-la sorrir como uma boba apaixonada? Era tão surpreendente que algo assim estivesse acontecendo com Caroline, justamente com ela, que jamais acreditara naquele tipo de situação, em estar tão louca por alguém que era como se o mundo todo sumisse a sua volta e só existisse os dois.
Seus dedos entrelaçaram-se vagarosamente aos fios de cabelo dele, a sensação era acolhedora, fazendo cócegas em sua pele enquanto seus olhos não conseguiam se manter afastados do rosto dele, decorando cada pequeno traço, maravilhando-se com o quão perfeito Benjy lhe parecia. Ela sabia que deveria estar parecendo uma criança boba, o seu sorriso tão grande em seu rosto que suas bochechas doíam, mas não poderia se importar menos com aquilo no momento, afinal, estando com Benjy, ela não conseguia pensar em nada mais que pudesse querer, nada mais que fosse lhe dar tanta satisfação como sentir os lábios dele contra o seus, os braços dele envoltos em seu corpo a trazendo para mais perto. Parecia um sonho, como se a qualquer instante ela pudesse abrir seus olhos e ver-se em seu dormitório, tendo imaginado tudo aquilo. Esperava seriamente que não, pois estava amando aquele momento mais do que a qualquer outro.
“Eu não deveria ser tão única? Bem, talvez nós possamos mudar isso, eu não sei, como você quer que eu seja? Sabe, a última coisa que quero é te deixar louco, Merlin me livre disso.” Brincou, sorrindo e encostando a ponta de seu nariz no dele de leve, ainda sem quebrar o contato visual que tinham. Nunca imaginara um momento como esse com nenhum garoto, e não poderia pensar em ninguém melhor do que Benjy Fenwick para estar lhe abraçando daquela forma, com quem compartilhar seus dias, para ser o seu namorado. Aquela palavra ainda soava um pouco estranha em sua mente, como uma coisa realmente nova, mas ela adorava coisas novas e geralmente embarcava nelas sem a menor prudência. E se tivesse ele ao seu lado, ela não tinha medo algum, bastava segurar a sua mão e tudo parecia certo para a garota. Mas havia algo que ainda a incomodava um pouquinho, como algo martelando em sua mente, e achou que era melhor livrar-se daquela sensação de uma vez por todas. “Por que?” Perguntou, afastando-se um pouco, mas ainda fitando o garoto, descendo suas mãos para os ombros dele para mantê-lo perto. Agora que estavam juntos, ela não queria se afastar tão cedo. “Por que eu? Por que você me escolheu? Quer dizer, há tantas possibilidades para você por aqui, e... Parece surreal, entende? Como se fosse um sonho, ou algo assim, e eu não estou acostumada com coisas assim, você... Você vai precisar de um pouco de paciência comigo.”