The drunk and lost w. Mona
soojin
Soojin era adepta de uns bons goles de soju desde que atingiu a maior idade. Sempre foi muito certinha para beber antes do permitido. E isso só aumentou depois de ter mais colegas de trabalho homens, já que eles adoravam sair para beber e principalmente adoravam levar Soojin. E esse hábito não foi deixado de lado. Quando não bebia enquanto trabalhava no restaruante, bebia sozinha em casa ouvindo música alta no apartamento ou em algum outro restaurante da cidade.
E aquele era dia de beber fora de casa. Geralmente Soojin sabia exatamente quando parar de beber e sempre tinha coordenação motora suficiente para voltar pra casa sozinha. O problema era que o flerte com @ atendente do restaurante fez com que a mulher se distraísse da quantidade de álcool e só foi perceber o quanto tinha bebido quando levantou da cadeira. Chegou a rir quando precisou se apoiar na mesa para não cair.
Saiu andando meio cambaleando e trocando os passos mas dispensou a ajuda d@ atendente, apesar de querer ir para casa com el@. E até que estava indo bem para voltar para casa. Acreditava estar seguindo o caminho certo, era só seguir em linha reta que em pouco tempo estava em casa, pelo menos foi o que pensou.
Andou por mais de uma hora até que percebeu estar perdida. O problema nem era não conhecer a ilha, se em outros estados perguntassem para ela onde estava ela diria com toda certeza, mas naquele momento não fazia ideia. Depois de se cansar de andar acabou sentando em uma calçada, era melhor esperar o efeito do álcool passar.
Mona era bem conhecida por ser a vampira notívaga daquela ilha, com um clubinho do terror em uma gruta na praia e a mania de passear pela vila a noite com sua moto silenciosa (quem mexia com o escapamento de moto pra fazer muito barulho é otário), e ela fácilmente se misturava com o cenário noturno de Nami com suas roupas e cabelos e moto preta, passeando por biroscas, casas dos poucos amigos, ou até mesmo pela orla da praia.
Um espirito da pós-meia noite visitando com histórias pra contar na sua voz rouca e risada escandalosa.
Nas ruas mais calmas da vila os outros amantes de moto se reuniam para fazer uma fogueirinha no descampado perto das ruas de paralelepípedo e beber cervejas do cooler, ou uísque, se a ocasião chamasse.
Mona estava no meio de contar da vez em que ela foi mordida por um carangueijo parando o uísque no copo de plástico antes de chegar na boca quando ela viu a mulher trupicando rua acima e depois desmontando na calçada. Ah sim, aquele jeito de andar era inconfundível: Mona via várias vezes no espelho. Bêbada igual um gambá.
“Ei.” Ela perguntou pro pessoal do grupo de motociclistas, apontando com o queixo para a mulher na calçada com o queixo. “Algum de vocês conhece ela?” - quando a resposta foi negativa, Mona desgrudou da lateral da sua moto, meteu a mão livre no bolso e foi atravessar a rua deserta pra ter certeza que ninguém ali iria desmaiar e quebrar a testa no chão.
A calça de couro repuxou e fez barulho de borracha quando ela se agachou na frente da desconhecida. “Ya. Ei, cê tá bem, unnie?”












