Sempre soube que em algum momento esta nostalgia seria inevitável, e que as lágrimas recomeçariam a cair insistentemente de meus olhos, sabia que em algum momento meu coração voltaria a bater apertado no peito. Por um longo tempo decidi me fechar do mundo, me trancar em um universo paralelo, viver uma fantasia, nunca fui o tipo de pessoa que enfrenta os problemas de frente, tenho medo [...] Mas, em algum momento, a realidade puxou-me de volta, e jogou-me no chão com força bruta, fazendo-me acordar do meu lindo conto de fadas. Estou fadigada desta dor, que tem sido minha amiga por tanto tempo, desta solidão que insiste em permanecer ao meu lado, mesmo contra minha vontade, deste mundo que me obrigada (de certa forma) a ser aquilo que nunca fui de fato, minha alma cansada de tanto sofrimento [...] abandonou-me, hoje sou uma pessoa oca, como um pote vazio, choro mas não sinto as lágrimas escorrerem em minha face, abraço mas não mais sinto o calor do corpo de outra pessoa, amo [...] mas não mais com a mesma intensidade. Sim, culpo o mundo pela minha falta de sentimentos, e culpo o mundo pelo excesso de solidão que sinto. Hoje sou aquilo que todos almejavam, uma espécie de "morto vivo" que trabalha apenas em prol do sistema [...] sem opinião, sem vida, sem expectativas, sem esperança de cura. ( morf1na)














