𝔅𝔩𝔞𝔠𝔨 𝔦𝔰 𝔪𝔶 𝔥𝔞𝔭𝔭𝔶 𝔠𝔬𝔩𝔬𝔲𝔯
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Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecida como PANDORA ADDAMS, do conto CRÔNICAS ARTURIANAS antes da maldição atingir o seu mundo FLORESTA ENCANTADA e o sem reino. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como MORRIGAN BLACKBURN, uma MÉDICA LEGISTA de 92 anos (real) 44 anos de idade (aparente). Você me lembra um pouco KATIE MCGRATH, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
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Antes mesmo de se tornar o Reino de Dunbroch, as florestas fechadas da região eram berço de uma forte magia anciã, superstições, mitos e folclore ativo. Foi nessa floresta que Merlin fez seu lar e treinou os seus aprendizes, em especial a pequena Hester O’Dubhghaill, que fugia de seu berço de ouro como filha de nobre para seguir e aprender com o poderoso mago. A mulher tinha um talento excepcional, no entanto, depois de tanto ajudar as pessoas e vê-las desenvolver uma vida além do trabalho, Hester pediu permissão para se afastar e se casar com o homem que tinha certeza ser o amor de sua vida. Dessa união, surgiram as irmãs Pandora e Andromeda, cada qual totalmente diferentes entre si, uma morena, outra loira; como qualquer dupla de irmãs que cresciam juntas mas possuíam personalidades totalmente diferentes, as brigas - e reconciliações - eram costumeiras, ainda mais quando ambas começaram a aprender não apenas as prendas de uma boa moça - afinal, sua mãe era filha de um nobre -, mas também magia. Hester se dedicou a ensinar às filhas todos os encantamentos e aprendizados que Merlin lhe passara, mas, com o tempo, foi perceptível que a mãe tendia a preferência para Andromeda.
Pandora era muito diferente e sombria, embora tenha sempre se portado como uma lady sem terras no meio da cidadezinha em que moravam, mas sua afeição com magia era tamanha que ser desleixada por Hester não foi o suficiente para fazê-la desistir ou ficar para trás nas lições. Ela cultivava sozinha, pesquisava, aprendia, treinava sozinha até que ela fosse especialista em feitiços e encantamentos, cultivo de ervas e maldições; é claro que três bruxas praticando não era tão discreto quanto apenas uma, e não tardou para que a cidadezinha pacata, pobre e supersticiosa se virasse contra elas na primeira oportunidade em que algo desse errado. E dera. E assim acontecera a perseguição às moças O’Dubhghaill. Então, a família fugiu de Dunbroch e tornou o Reino Briar seu refúgio, adotando o sobrenome Doyle e vivendo normalmente até o extraordinário dia em que conhecera Cipriano Addams.
Tinha sido em um funeral - e, precisamos admitir, poucas histórias de amor se iniciam assim - mas Pandora já sabia que seria o início do resto de sua vida; ele a olhava como se visse o sol (ou a lua, no caso) dentro de sua escuridão e foi amor à primeira vista. No final do dia, ele a pedia em casamento, e a resposta não poderia ser diferente de sim. A família Addams, que agora fazia parte, no entanto, escondia um segredo por baixo de toda a riqueza, prestígio e obscuridade: tudo o que tinham provinha de um trato com Nimue, a primeira Dark One. Em troca, a família era tocada pela magia das trevas há gerações, usando seu poder, dinheiro e influência para as causas que interessassem a ela.
Anos se passaram com a vida seguindo normalmente e com a feliz chegada de Lilith e Leviathan para completar a família sombria; todos da região os evitavam ou eram no mínimo precavidos, mas a solidão não parecia ser ruim quando Pandora tinha tudo o que mais amava dentro da enorme mansão gótica na floresta. Quando a Maldição puxou a todos para Storybrooke, os Addams foram um dos poucos remanescentes na Floresta Encantada e, quando Merlin voltou ao local para conseguir a ajuda de seus aprendizes, os Addams ponderaram que talvez, apenas talvez, a Luz fosse melhor do que a escuridão naquele caso, em que queriam o melhor futuro para os filhos. Finalmente, juntaram suas forças à Luz para abrir os portais que levaram Arthur à Storybrooke, e receberam a excepcionalidade de poder usar a magia das trevas com a condição de terem sua nova lealdade.
Uma vez levados para Storybrooke, foram até o Dark One e contaram sobre a ligação com a magia das trevas e sobre um acordo que haviam feito com Merlin, garantindo a Pierre que ele não encontraria uma oportunidade melhor de se infiltrar nos aprendizes de Merlin do que com os Addams. Assim, eles se assentavam no que todos achavam ser uma mansão amaldiçoada, abriam a funerária Blackburn e seguiam com sua anterior fama de família excêntrica, gótica, macabra e bizarra, quando na verdade estavam como agentes duplos na batalha entre as trevas e a luz - e em saberia dizer com tanta certeza de que lado estariam?
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Na cidade, Pandora se tornou Morrigan Blackburn, uma das médicas legistas da cidade, onde tem contato constante com os acontecimentos da polícia e do hospital. Está sempre excepcionalmente vestida com as melhores roupas, sejam vestidos ou ternos glamurosos, com apenas um detalhe: todos pretos. Sua maior exceção são cores como roxo escuro, vinho ou vermelho sangue, o batom que mais utiliza. Há quem se pergunte se é algum pacto satânico ou uma seita que ela faça parte; aqueles mais tendenciosos a acreditar em magia (ou os mais medrosos) reconhecem e espalham piamente a sua fama de bruxa, enquanto os mais céticos só a categorizam como uma milf gótica trevosa.
Quando não está no trabalho, Morrigan ajuda na funerária e cuida de seu jardim de plantas carnívoras, venenosas e medicinais, com um destaque especial para Cleopatra, sua planta carnívora de estimação - ela aparece constantemente em outras partes da casa que não o jardim, já que adora atenção. Quem já teve a oportunidade de visitar seu jardim deve ter percebido que a matriarca Blackburn cultiva os espinhos das rosas, cortando seus botões e os deixando na terra para apodrecerem e virarem adubo - ela permite que os visitantes peguem os botões caso queiram, se isso lhe interessa.
Entre os seus hobbies e talentos também está uma aptidão musical, de modo que a casa as vezes reverbera o dom dramático de um órgão ou piano, ou é possível vê-la dedilhando um shamisen ou harpa. Ainda costuma cantarolar canções de ninar que cantava para os filhos quando eles eram crianças, em especial come little children.
É uma ótima dançarina quando se trata de danças de salão clássicas e dramáticas, e dançar com seu marido é um dos maiores prazeres de sua vida. Morrigan não consegue resistir e se derrete facilmente quando Abaddon Blackburn a puxa para dançar ou a chama de apelidos carinhosos em outras línguas, as mais comuns sendo espanhol, italiano ou francês - embora qualquer uma sirva e eles constantemente atentem para isso. “Mon cher” seguido de “Cara mia” são ouvidos constantemente caso alguém esteja perto do casal.
Embora sejam meio reclusos, os Blackburn recebem visitas extremamente bem, dando festas, soirées e disponibilizando a mansão para os eventos da cidade, como se viessem diretamente de outro tempo. A casa em si sempre causa uma grande impressão naqueles que a visitam, desde Cleopatra aparecendo nos lugares mais inusitados, passando pelo aquário de piranhas, os quadros góticos, a atmosfera sombria, os jardins excêntricos e talvez tenha algo a ver com o cemitério do lado de fora da propriedade.
Morrigan contata os pais mortos - e principalmente a mãe - por feitiços que a permitem falar através do véu da morte, e para os Blackburn aquilo nada mais é do que uma simples conversa pelo telefone. Dificilmente escondem que têm magia, e os desacordados de Storybrooke os acham lunáticos, excêntricos ou, para aqueles mais crentes, pedem por algum favorzinho mágico. Morrigan é especialista em feitiços, maldições e poções, e na sua estante podem ser achados vários grimórios antigos que colecionou ao longo de sua existência - embora alguns estejam enfeitiçados para que apenas ela possa ler como medida de proteção.
















