It all ends here
Eu estava esperando o tempo passar, ou as coisas se tornarem mais fáceis de serem transferidas para simples palavras, ou até mesmo eu passar a encarar as coisas com mais facilidade. Até agora, onze dias depois, eu escrevo no presente, o último post desse lugar. O conto de fadas, a história de amor está tendo seu último capítulo sendo escrito agora. Tudo que foi feito aqui, ficará como lembrança de um grande amor que morreu por culpa própria. Os motivos, os porquês se tornam pequenos demais quando se avalia tudo que foi vivido durante quase 5 meses juntos. Ler desde os primeiros posts, ver as fotos, reviver as lembranças. Para quem está do lado de fora, é algo curto, intenso e bonito. Para quem sofre ainda com as lágrimas que caem por saudade do que não se pode mais viver são relatos de um sonho de duração curta, limitada e, no final, muito dolorida. A pergunta que mais me persegue é como chegamos até aqui, o que aconteceu para que o fim fosse tão insensato? Não cabe a mim responder essas perguntas. Eu fiquei até o final por nós e por nosso amor... Esse é o último capitulo da nossa história de amor e bem, eu agradeço aos nossos amigos, principalmente os mais próximos que não preciso citar, que apoiaram o relacionamento que eu e o João tivemos. Infelizmente o amor se findou por um dos lados. Eu pensei muitas vezes nesses onze longos dias que as coisas poderiam mudar, que a minha falta fosse mais forte do que a ausência de sentimento que você diz sentir, mas eu sei que não é assim que a vida anda. Ela segue em frente. É basicamente o que ando fazendo. Não ando pensando muito nas coisas, ando agindo por instinto, deixando a maré me levar. E por incrível que pareça, ainda sou um recipiente de decepções. Passo por lugares que a gente conviveu, por paisagens que a gente admirava, pelo lugar que a gente se conheceu e onde a gente terminou. Isso tudo, todo santo dia. E as feridas se reabrem, e dói. E eu novamente me pergunto: onde foi que as coisas mudaram a chegarmos a esse ponto de nem você se reconhecer no espelho? Aceitaria se tivesse mudado só comigo, isso indicaria que o erro era exclusivamente meu. Só o que você não enxerga é que todos a sua volta também notam o quanto aquele menino do sorriso fofo mudou e se tornou um carinha amargurado. A culpa não foi minha, muito menos do nosso amor. Não nos culpe por tentar sempre o melhor por nós e para nós. Então bem, esse é o fim. Saiba que o amor de verdade nunca morre, ele fica guardado dentro de nós, se retraindo por estar fora do foco da nossa dor, mas ele nunca deixa de existir de verdade. Então bem, é isso aí. Tudo estava bem, certo?














