#Please â Not today.
            ⥠ As aulas cotidianas se findavam assim como a luz do sol que dava lugar a escuridĂŁo infinita banhada pelo luar e o brilho das constelaçÔes no cĂ©u. Kwan adorava os estudos porem como todos ainda precisava de uma diversĂŁo a mais. A coreana apenas retornou a seu dormitĂłrio para deixar os livros espessos e de aparĂȘncia antiga sobre o criado mudo -que tambĂ©m tinha o ar inveterado- antes de deixar o espaço e seguir para o jardim, e por fim rodear a maior ĂĄrvore que ali residia.
            ⥠ Fleur diria que seu objetivo aquele dia era aumentar caracterĂsticas alĂ©m do conhecimento intelectual e teĂłrico. Claro que os brinquedos do fliperama para ela nĂŁo tinham a capacidade de lhe dar uma amostra de algo real, apesar da grande tecnologia que possuĂa o local algo que era deveras aparente. Todavia ansiava sentir um pouco de adrenalina ali, afinal nĂŁo pensava que lhe apeteceria as sensaçÔes reais que aqueles jogos poderia lhe causar caso fossem reais. O SaguĂŁo subterrĂąneo possuĂa muito mais do que apenas o fliperama, mas naquele dia seu foco estava em esquecer um pouco dos livros se afundando em jogos diversos, onde pensou criar uma barreira inevitĂĄvel, expulsando todos ao redor para focar nos objetivos que cada mĂĄquina lhe atribuĂa.
              âĄÂ O que Fleur nĂŁo esperava era sentir o arrepio na nuca ao ouvir uma voz conhecida, voz que normalmente surgia para lhe cuspir palavras provocativas que tentava ao mĂĄximo nĂŁo revidar. Era uma voz feminina vinda de uma garota que possuĂa uma beleza grandiosa, para estragar aquilo tinha que ter aquele ar venenoso e ĂĄspero que se inspirasse sua garganta reclamaria -com razĂŁo. A menina de cabelos encaracolados virou a cabeça para que nĂŁo fosse reconhecida. Puff claro que conseguiria com aquelas se madeixas tĂŁo distinta dos demais. Ironicamente Fleur insistia naquilo e acabava perdendo o foco no vĂdeo game que pagou para jogar e por causa de Yeonseo o iria perder a chance de vencer.âDios mioâŠâ disse em um tom baixo, passando a mover a perna direita em um tique nervoso pois a situação a preenchia de ansiedade, esperando nĂŁo ser alfinetada em um momento -que deveria ser- de diversĂŁo.
            â JĂĄ depois da segunda aula do dia, Yeonseo nĂŁo conseguia, ou, mais sensatamente, nĂŁo queria ouvir mais as palavras dos professores. Considerando se deveria ou nĂŁo comparecer ao restante dos ensinamentos do dia, deu-se por satisfeita em abaixar sua cabeça em cada momento em que algum professor virasse as costas. Quando a Ășltima aula terminou, deixou um bocejo alto sair e se espreguiçou. Era agora que a vida começava.
              â Como, naquela mesma semana, abusara das garrafas proibidas na sala de karaokĂȘ, decidiu se entreter de uma maneira mais inocente e atĂ© mesmo dentro das regras. Aproximou-se da maior ĂĄrvore do jardim e deu a volta completa exigida para que o alçapĂŁo surgisse. Sempre se perguntava se essa regra era algum tipo de capricho ou uma diversĂŁo secreta de alguĂ©m que observava os alunos dando a volta. Se a jovem Cha controlasse o mundo, tudo seria mais simples e cheio de animais. Com o dinheiro que seus progenitores pareciam incapazes de negar, foi Ă s compras como recompensa pelo dia cansativa de nĂŁo matar nenhuma aula.
              â Embora carregasse trĂȘs sacolas em seus braços, nĂŁo queria voltar para sua sala comunal tĂŁo rapidamente. Um pouco irritada pelos poucos meses que a impediam de entrar em alguma balada, acabou escolhendo um fliperama para finalizar sua visita ao SaguĂŁo. NĂŁo visitava o lugar desde seu quarto ano em Mahoutokoro assim a visĂŁo das mĂĄquinas foi quase nostĂĄlgica. Deixou as sacolas sobre o chĂŁo e se aproximou de um dos jogos âComo isso funciona mesmo?â perguntou a si mesma. Ao observar o ambiente em busca de alguma dica, reconheceu os cabelos de alguĂ©m. Mas nĂŁo qualquer um, alguĂ©m que ela amava tirar do sĂ©rio e cuja ansiedade lhe dava prazer. âOh, achei que vocĂȘ fosse melhor nisso. Os trouxas costumam ser melhores com isso, nĂŁo Ă©?â começou jĂĄ gracejando. Sua famĂlia nĂŁo era purista e nĂŁo acreditava naquela ideologia, mas considerava o desconforto suficientemente vĂĄlido. âO que foi? NĂŁo quer brincar, Shakira?â aproximou as mĂŁos dos cabelos alheios mas parou poucos centĂmetros de distĂąncia e sorriu de forma distorcida, maliciosa.