Isaac & Stuart | Sobrenatural
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Pois, em contrapartida, aquele que aparecera de modo taciturno e meio a noite e a surpresa não acreditava mais na possibilidade de reconciliação, quais fossem aqueles de natureza primordialmente metafísica que o tentasse – ao menos era como pensava. Há muito, quando recente na maldição, acreditou fervorosamente na cura e no trabalho conjunto entre várias forças para adquirirem o fim de seu sofrimento, muito embora hoje saiba que antagonistas de plena origem. E muitas coisas se perderam no caminho da aprendizagem, havendo que se considerar a teimosia como a parte mais difícil de se quebrar na mente de uma pessoa engajada numa causa perdida. Ah, sim! Um dia, cedo ou tarde, o verdadeiro instinto daqueles que se quer por perto para auxílio adviria por sobre a máscara de amizade e pelas costas seria apunhalado para nunca mais voltar para este mundo. Sim, almejava que sua imortalidade fosse terminada de uma vez por todas, mas não de maneira precária, ou seja, de maneira que a confiança fosse suspensa num momento de oportunidade evidente para ataque furtivo e sem chance de ampla defesa se perpetrasse. Não! Mais de um senso havia permanecido pelos séculos na mente do vampiro, e o de justiça é um dos mais fortes deles: se fosse morrer, que fosse por digna querela e adversário capaz. A situação presente se resumia na perfeição no cumprimento de sua exigência para a não-existência, visto os fatos da natureza, muito embora a capacidade pudesse ser posta a dúvida.
Não ignorava nenhum pouco o fato dos lobisomens deterem consigo habilidade singular de neutralizar a pseudo-vida que detém aqueles que se alimentam do rubro líquido vetor de todas as coisas. E por séculos construiu habilidades suficientes para que não temesse com veemência, pois todos os licantropos, filhotes ou machos alfas, decepcionaram-no em proporcionar embate digno para findar-lhe a existência obscura e, por consequência, deu cabo das dele – um de seus objetivos como insurgente e objetivo este que trataria em por em prática naquele momento.
As sobrancelhas se arquearam. Não pelo tropeço ou pela aparente surpresa alheia, mas por ter em mente tudo o que fora exposto até agora. Mas o cheiro singular do jovem lobisomem, aparentemente tão inexperiente das coisas vida, estava muito forte quando mais próximo. Não podia negar para si mesmo que aquele aroma lhe era agradável para si, algo que sentiu em todos os encontros como os semelhantes a ele ulteriormente, mas nunca soube dizer o porquê. Apenas admirava a benção de ter o olfato tão aguçado agora em morte e simulada vida, bem como degustava o perfumo que advinha em segredo no mais profundo de sua mente. Há que se notar que os mais jovens tem o mais forte cheiro… Conclusões e sentimentos muito diversos para alguém que não acredita na amizade ou que quer ver a peste do mundo extinta? Sim. Mas a parte humana que ainda vivia dentro daquele dos Mason jamais poderia negar um pequeno prazer, pois não tinha muitos.
Jamais poderá alguém dizer que Stuart é espelho de sua raça toda, pois jamais agiria como a maioria dos tipos que se vê por aí, a qual apelida carinhosamente de “fanfarrões”. Estes vampiros, os que extirpam a vida inocente sem dó, são sim incompreensíveis. Não por terem algo escondido em seu âmago, mas porque toda a humanidade que restava dentro de suas mentes fora completamente esvaziada. Logo, deixou de existir algo para compreender. Stuart estava longe disso. E por ter humanidade dentro de si, e ainda não ter sido esvaziado da compreensão das coisas daqueles que tem a felicidade de receberem o presente da morte cedo ou tarde no decorrer da vivência, que queria extinguir justamente e da mesma forma ser extinto.
As palavras alheias lhe soaram ao ouvido como vento que simplesmente podia se ignorar a presença e os cinzentos e opacos olhos permaneceram fitando-o, concentrando o foco cada vez mais no olhar azulado, quase como um mar límpido, do rapaz cujo nome não precisava saber para saber que a potencialidade de ameaça existia. Este fitar tornou-se ainda mais veemente quando da constituição corporal alheia tornara-se ainda mais atraente, tão atraente quanto a que ostentava, mas isso era fato que sua cabeça não compreendera para aquele momento, visto que seu objetivo era outro. Por muito tempo a sua boca ficou calada e assim ela permaneceu. Não precisa de posição de combate, nem de ajustar pernas e punhos em altura e afastamento necessário para adquirir empuxo ou força para desferir golpes e acertá-lo em seu adversário, pois seu corpo era flexível e da flexibilidade para seus membros eram como pêndulos que adquiriam força no movimento. Sem contar que as mãos garras poderiam ser notadas. E por isso o silêncio por parte do vampiro foi interrompido. – Olha só! Temos alguém aqui que gosta de falar! Não se preocupe, você logo vai estar calado. – Sorriso debochante desenhou-se entre os carnudos lábios antes de apontar e mandar as garras em forma de um soco em ataque contra o rapaz.
Pois é, ao que tudo parecia as antigas histórias eram verdadeiras. Lobisomens e vampiros não poderiam viver em paz e harmonia, não poderiam se falar sem antes trocarem socos, chutes, insultos. Sentia algo vindo de dentro de si como se o ordenasse a provocar a tal raça, como se assumisse o controle de seu corpo e sentir repulsa pelo outro mas ele não queria aquilo.
Um dia especial, um dia como nenhum outro de sua vida, aquele dia em específico o de sua primeira transformação e aproveitamento de suas habilidades. Um primeiro contato com seus poderes, com sua capacidade no alge, os testes de suas habilidades. Um dia tão incrível e perfeito simplesmente interrompido por um estranho. Por uma pessoa que não queria nada mais, nada a menos, que sua morte e sofimento e que, naquele exato momento, estava desferindo um golpe sobre o oponente completamente despreparado. Os olhos do loiro arregalaram, ao ver a hostilidade do vampiro o que confirmava tudo o que já havia sido dito a ele.
Sem entender, sem saber como conseguu, desviou do golpe com tamanha destreza e agilidade. O coração, antes tranquilo, de Isaac agora estava acelerado novamente mas não por conta da adrenalina, do prazer que sentia pela lierdade mas sim do medo que começou sentir. Por que ele estava o atacando? Por que o queria bater? Por que estava fazendo aquilo? Eram tantos porquês sem respostas que o menino de olhos azuis queria tirar aquela raiva que parecia o encher o peito. - M-Mas… O… O que está fazendo? - Perguntou em meio a respiração ofegante do pelo susto e surpresa pelo que o outro fizera. - Eu não te fiz nada, eu só estava correndo por aqui…! - Sério mesmo que Izzy estava praticamente pedindo clemência ao outro? Talvez sim, ele pensava. Não acreditava que tal rivalidade de décadas, séculos atrás deveria ser estendida até os dias de hoje por pessoas inocentes e sem culpa alguma.
Seu batimento acelerava a cada segundo que se passava. O calor se fazia presente em seu corpo. - Ah meu Deus, isso é hora de me dar febre? - Falou consigo mesmo ficando em posição de luta -- por mais que não soubesse como fazer aquilo. O fato de nunca ter se tranformado, significava que Isaac ainda não havia passado pelos efeitos de tal anormalidade humana. Todas as vezes, em noites de lua cheia ou nos dias de seu aniversário, a transformação acontecia. Um estado febril repentino inexplicável, aceleração cardíaca e até possíveis dores incontroláveis seria sentido todas essas vezes que fosse se tornar um lobo. Em duas comuns, era dotado apenas da super força, agilidade e suas presas contendo o veneno para a raça que tanto os odiavam.
- Você não vai querer fazer isso, meu caro! - Espasmos musculares começavam e a dor, anteriormente dita, vinha como brinde. O loiro apertava os dedos nas palmas das mãos sem conseguir controlar sua força. Com as pernas fracas, Isaac caiu de joelhos arranhando o chão de asfalto. - Aaah que droga… O que é isso? - Urrava pelas dores sentidas. Era visível seus osso se movendo em suas costas por debaixo da camiseta que usava. Seu corpo se alongou,, pêlos começaram aparecer e um focinho nasceu de seu rosto. Em questão de segundos, um belo lobo branco gigante estava na frente do vampiro. O lado bom, as dores haviam passado. O lado ruim… Bom, Isaac não tinha controle algum em sua forma de lobo, era como se outro ser tomasse conta de seu corpo e o subconsciente do loiro fosse manddo pra um além.
Em posição de ataque, Izzy se mantinha rosnando mostrando seus brancos e afiados dentes para o moeno a sua frente que antes tentara o acertar com um golpe. A forma de lobo, era um instinto de defesa que aflorava sempre que se sentisse intimidado por algum forte perigo, em potencial, aquele homem de postura firme, quase perfeita que poderia investir contra si novamente.











