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@n-itrous-blog
deixa meus pés se acomodarem sobre os teus hoje eu não tenho mais chão pra dançar teu jazz cansado é a última bebida do bar deixa meus olhos secarem sobre os teus quem sabe uma valsa qualquer, uma dança a mais (meus pés continuam nus nesse chão frio…) quem sabe um sopro quente, que faça lembrar ...
os teus olhos sucumbiram em um desespero cor de vinho e eu não estava nem aí, nem lá. quem sabe estava eu há alguns mares de distância de um infortúnio tão barato e cruel. nem sombras tristes acopladas nos cantos mórbidos das esquinas eram capazes de fugir do que já não nos restava mais. eu...
Me apaixonei por um passado que insiste em se fazer presente.
Jhennifer Wernek. (via aumentos)
Não devemos dormir brigados com ninguém, nunca sabemos o que nos reserva pro dia seguinte.
a-fterstorm (via diminuido)
“Perto da minha a boca se entreabre lenta, úmida, cigarro, chiclete, conhaque, vermelha, os dentes se chocam, leve ruído, as línguas se misturam. Naufrago em tua boca, esqueço, mastigo tua saliva, afundo. Escuridão e umidade, calor rijo do teu corpo contra a minha coxa, calor rijo do meu corpo contra a tua coxa. Amanhã não sei, não sabemos.”
Caio
Kate Moss
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa. (via oxigenio-dapalavra)