Eu sinto no peito esse amor que tem tom de desespero. 48h que eu te conheci. Sinto a todo tempo o ímpeto de pensar em teu sorriso, em teu sotaque sulista, de tua benevolência gratuita, que por vezes é mediada. Sinto a tua ausência em pouco tempo convivido com a preciosidade de tua companhia. E eu sei que se eu entregasse em tuas mãos esse texto que extrapola minha mente para se materializar no imaginário do que poderíamos ser, você simplesmente se assustaria. É um susto talvez justificável. Mas, literalmente, esse sou eu. Eu sou sim intenso. Ainda mais quando sinto no toque, no olhar e na forma de ser, abertura. Você me deu espaço para ir se encaixando, mas agora eu estou desesperado. Como saber se é recíproco? Como saber se mais uma vez eu estou me abrindo afetivamente para que alguém não aguente todo meu movimento ansioso? Eu não quero te pedir desculpas por quem eu sou, eu quero é que você me queira como eu sou. Talvez eu esteja muito encantado porque você é realmente muito lindo, dilacerador, e tudo que eu queria na minha vida era alguém como você. Sinto por talvez não conseguir alcançar o que você procura. Eu estou aqui, tentando. Sinto, por mim, por você, pois eu não poderia ser diferente. Sinto que o que tenho a fazer é apenas torcer para que o que tenho de mais íntimo não seja o motivador a sua partida tão breve. - Quando conheci Esteban.








