Toda resistência deve contar com seus apoiadores. NATHAN REY é um deles, dedicado a fechar negócios na sombra da reputação do seu pai, um senador, e facilitando o acesso aos espiões da Umbra em espaços internos do governo. Ele se ocupa identificando extraordinários e os denunciando para o conhecimento de Lars, convencido do potencial de suas habilidades. O PRESIDENTE — como veio a ser conhecido depois — pode ser considerado TÉCNICO, pois já passou mais de dois anos treinando sua habilidade na mansão, mas não se dedica a mentorias. Ele está ocupado demais financiando a resistência da Umbra e, frequentemente, é visto ao telefone, trocando poucas e boas com um delegado, retirando os mais problemáticos dos vilões de trás das barras.
headcanons.
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01. A habilidade de Nathan faz com que ele seja amado pelas pessoas de uma forma quase incondicional. Ele abre a boca, pronuncia palavras doces e, de repente, sua vítima se torna capaz de qualquer coisa para satisfazê-lo imediatamente — mesmo que isso signifique lamber o dedo do seu pé. Esse amor, o sentimento, não é uma coisa leve. É mais como uma obsessão, uma necessidade quase física de agradar Nathan e de ouvir uma palavra bonita dos seus lábios — embora, infelizmente para ele, o efeito dure pouco mais que cinco minutos.
02. Nathan é o quarto filho do senador Benjamin Clyton Rey — conhecido pelos eleitores e cidadãos, majoritariamente, como Ben Clyton; do partido republicano. Sua infância, no entanto, não foi cercada pelo glamour que os filmes costumam atribuir à vida de famílias de políticos influentes — sem a pompa e sem os carros esportivos que, segundo uma das séries no catálogo da Netflix, seriam pagos com o dinheiro público.
03. Ainda assim, Nathan frequentou uma escola particular de elite, especificamente a Horace Mann. Seus colegas — até mesmo os de infância; aqueles com quem nunca nos importamos de verdade — eram filhos de CEOs, diplomatas de Estado e personalidades conhecidas na mídia. Um senador federal recebe proteção o tempo todo: seguranças discretos e motoristas blindados fazem parte do pacote. Ser alvo constante de tentativas de sequestro, é claro, não é exatamente o que se poderia chamar de uma vida interessante... Mas, por mais "normal" que pudesse parecer, as recompensas estavam sempre lá, desde o nascimento — o dinheiro, as roupas de grife, os privilégios, o acesso a todo tipo de lazer e... Ahhh, sim. As mulheres.
04. Nate odeia dias chuvosos. Ele se lembra, com alguma dose de trauma, do dia em que sua ex-namorada do ensino médio o expulsou de casa às três horas da manhã, durante um temporal, na tranquila vizinhança de Sunset Boulevard. É claro que, vaidoso como era, o episódio abalou seu ego — e até hoje ele acredita que é um mau presságio quando olha para o céu e vê nuvens escuras se aproximando.
𝒾 𝓃 𝓈 𝓅 ℴ. marca de batom na clavícula. isqueiros de ouro 18 quilates. sapatos masculinos do christian louboutin. whiskey acompanhado do charuto. calças de alfaiataria. gravatas azul e branco. trajes sociais. sorriso perfeitamente alinhado. aperto de mãos entre homens. lençóis desfeitos. perfume francês importado. beber uma taça de champagne enquanto desfruta de um banho de banheira.
⚠️ repostando a reply por conta do tiro de shadowban que me ocorreu.
@garrasletais
Nathan Rey podia se considerar acostumado a mulheres bonitas. A elite estava cercada por elas: modelos, atrizes, filhas de gente importante, com dinheiro suficiente nos bolsos para corrigir uma imperfeição ou outra na mesa de cirurgias plásticas. Deus, Nate ainda conseguia se lembrar do cheiro de analgésicos que emanava de sua primeira namorada do ensino médio, quando ela decidiu que queria tentar carreira no mundo da moda e, por isso, precisava se livrar de metade da gordura do corpo.
Mas Felina não era desse jeito, superficial, como uma atriz cheia de joias na televisão. Ela era realmente muito bonita. Bonita demais; do tipo que olhar por muito tempo dói.
Ele costumava pensar que seria fácil chamar a atenção da criminosa quando ela parava na porta da casa de sua família, para tratar de negócios com seu pai. Negócios que não o incluíam, e que o faziam mentir todas as vezes só para conseguir mais sete minutos da presença dela: "Qual é, garota das garras, não vá embora ainda."
Bom. Nate nunca conseguiu convencê-la — mas não por falta de tentativa, é claro.
"Tá brincando comigo. Acho que nenhum rumor pode te deixar mais interessante do que eu mesmo não deixaria sozinho. Eu, Felina, te idealizo muito." Nate fez uma careta, aborrecido com a confissão. "Acho que até além da conta."
Ele não precisou esperar um convite formal para ir se sentar ao lado dela no sofá, afundando no estofado, suas costas estalando porque, Meu Deus, Nate não conseguia relaxar completamente estando tão perto de alguém que poderia facilmente arrancar sua garganta e acabar com tudo. Ainda não tinha decidido se estava fascinado ou aterrorizado com isso.
"Valer à pena? Ah, vamos lá. Eu tô aqui, aos seus pés — não finja que não está bebendo a minha humilhação." Nathan observou de perto os olhos de Felina, as pupilas se estreitando até se tornarem um risco fino meio a um mar amarelo. Era exatamente como os de um gato, e ele não pôde evitar soltar um suspiro discreto, empurrando para algum canto escuro da memória todas as noites que passara tentando aprender a escalar telhados. Algo dentro do rapaz tinha a certeza de que Felina poderia ser encontrada lá em cima, em um dia normal de trabalho. "Nós dois podemos concordar que sou digno, sim?" Nathan sorriu, inclinando a cabeça, algumas mechas da franja deslizando sobre a testa.