Se você é filho de Deus, tanto está desistindo do pecado quanto dando lugar à operação da graça resgatadora, mas seu coração nunca é neutro.
Um dos belos resultados da graça redentora de Deus em sua vida e na minha é que nossos corações de pedra foram retirados de nós e substituídos por corações de carne. Pense nessa figura de linguagem. Se eu tivesse uma pedra em minhas mãos e a apertasse com toda a minha força, o que você acha que aconteceria? Bem, se você pudesse ver o tamanho dos meus braços, saberia imediatamente a resposta para a pergunta. Eu poderia pressionar a pedra com toda a força que tenho e absolutamente nada iria acontecer. Pedras não são maleáveis. Existem numa forma fixa. Antes de sua conversão, você teve esse tipo de coração. Foi resistente à mudança. Mas isso não é mais verdade em sua vida. A graça deu-lhe um coração de carne, que é moldável pela graça transformadora.
Isso significa que quando pecamos, desejando, pensando, dizendo ou fazendo o que é errado aos olhos de Deus, nossa consciência nos incomoda. O que estou falando aqui é do ministério de convencimento do Espírito Santo. Quando nossa consciência nos incomoda, temos apenas duas opções: Podemos alegremente confessar que o que fizemos é pecado e colocar-nos mais uma vez sob as misericórdias justificadoras de Cristo, ou podemos construir algum sistema de auto justificação que faz com que aquilo que Deus diz ser errado, torne-se aceitável à nossa consciência. Somos todos experts nesse assunto. Somos bons em apontar para algo ou alguém que justifique o que temos feito de errado. Somos todos muito bons em sistemas de autoexpiação que, essencialmente, argumentamos sempre em favor da nossa justiça.
O que é mortal em relação a isso é que quando nos convencemos de que somos justos, deixamos de buscar a graça que é nossa única esperança, na vida e na morte. "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós."
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 Jo 1.8-9).
O fato é que nenhum de nós é graduado na graça, incluindo o homem que está escrevendo este devocional. Todos temos necessidade diária e desesperada de perdão, resgate, transformação e de tudo que a graça nos dá. Quando resistimos ao humilde reconhecimento de nosso pecado, resistimos ao sempre presente Redentor, que está trazendo à tona nosso pecado. Ele faz isso não para nos humilhar ou nos punir, mas porque ele nos ama tanto que não desviará sua obra de graça de nossos corações, até que essa obra nos tenha dado tudo o que Jesus nos conquistou com sua morte. Há pouco espaço para a neutralidade aqui. Hoje você vai resistir à graça ou humildemente correrá para ela. Que esta última opção seja a sua escolha.
Para mais estudos e encorajamento, leia: Gálatas 6.1-10