Nesse primeiro capítulo conhecemos a protagonista Clary e seu melhor amigo Simon, que estão em uma boate adolescente em Nova York. Clary fica de olho em um garoto desde que estava na fila.
— Eu, por exemplo — continuou Simon —, estou curtindo bastante. Isso parecia improvável. Simon, como sempre, destacava-se na boate como um dedão machucado, vestindo calça jeans e uma camiseta velha que dizia MADE IN BROOKLYN na frente. Os cabelos recém-escovados eram de um tom marrom escuro, e não verde ou rosa, e os óculos apoiavam-se na ponta do nariz. Ele não parecia tanto alguém que estivesse refletindo sobre poderes obscuros, mas sim uma pessoa a caminho de um clube de xadrez.
Clary avista o garoto, que já tem a atenção em outra menina:
A menina era linda, o tipo de menina que Clary gostaria de ter desenhado — alta e esbelta, com longos cabelos negros.
(Clary sobre Isabelle Lightwood)
Ela percebe então duas sombras seguindo o garoto, enquanto Simon percebe que ela não presta atenção.
— Enquanto isso — acrescentou Simon —, eu queria te dizer que ultimamente tenho me vestido de mulher. Além disso, estou transando com a sua mãe. Achei que você deveria saber.
Após seguir a garota bonita pra dentro do depósito da boate, o garoto é surpreendido por ela ao ser pego e descobrir que ela — Isabelle, como se apresenta — é uma Caçadora de Sombras, assim como os dois garotos que entraram depois.
Jace levantou a cabeça e sorriu. Havia algo de feroz naquele gesto, alguma coisa que fazia com que Clary se lembrasse de documentários sobre leões que vira no Discovery Channel, de como os grandes felinos erguiam a cabeça e farejavam o ar à procura de presas.
Enquanto Simon vai atrás dos seguranças, Clary se move até o depósito e começa a ouvir a conversa dos quatro, ouvindo os nomes das três pessoas misteriosas e o rapaz punk. Jace, Isabelle e Alec.
Antes que Jace pudesse matar o garoto, Clary intervém.
Alec foi o primeiro a falar.
— O que é isso? […]
— É uma garota — disse Jace, recuperando a compostura. — Você certamente já viu uma antes, Alec. Sua irmã Isabelle é uma. […] Uma garota mundana. E ela consegue nos ver.
— Você tem razão — disse Jace. — Não se pode sair por aí matando pessoas. […] Isso não é uma pessoa, garotinha. Pode até parecer uma pessoa, e falar como uma pessoa, e pode até sangrar como uma pessoa. Mas é um monstro.
Depois, se desenrola uma briga entre o demônio e Jace, que consegue matá-lo. Clary fica sem entender quando Simon chega com o segurança e não vê nenhum dos três caçadores de sombras que estão presentes, mas vai para casa com desconfiança.
2. Segredos e Mentiras
No segundo capítulo, Clary está em casa no dia seguinte ao ocorrido na boate, tentando desenhar e falhando. O telefone toca, e Simon brinca com ela.
— Olá, eu sou um dos encrenqueiros que carregava facas que você conheceu ontem à noite no Pandemônio. Acho que não causei uma boa primeira impressão e gostaria que você me desse uma chance de compensar por...
Eles conversam um pouco, marcando de se encontrar novamente, dessa vez com a banda do Simon.
Agora, conhecemos mais sobre Clary: seu pai militar morreu antes que ela nascesse, sua mãe é artista, e existe uma caixa com as iniciais do pai “J. C.” que está sempre ao lado da cama de Jocelyn, mãe de Clary.
Aparece Luke, amigo de Jocelyn e que Clary considera um tio. Carrega caixas para empacotar coisas, então Jocelyn aparece. Clary diz que ela é uma Barbie, só que ruiva, e que embora sejam parecidas, ela não é tão linda quanto a mãe. Jocelyn começa a dizer que irão tirar férias, indo pro interior durante o verão, e uma discussão se inicia entre mãe e filha. Luke diz que Clary não é Jonathan, mas a garota não entende o que ele quer dizer. Simon aparece, assustando Luke. Clary sai com ele, ignorando que deveria conversar com a mãe.
Clary fala sobre a casa onde mora, tem três andares e em um deles mora Madame Dorothea, que se diz vidente e profetiza. Ela vê um homem com olhos de gatos sair da casa, mas quando tenta se concentrar nele, ele some, como se não existisse.
Simon acompanha Clary, enquanto comem ele diz que se conhecem há dez anos e que a mãe dela mudará de ideia sobre o verão.
— Será mesmo? — disse ela. — Que você conhece a minha mãe, quero dizer? Às vezes eu fico pensando se alguém no mundo a conhece.
Ela ignora a mensagem de voz da mãe, e caminha com o amigo pela rua, nervosa por estar vendo coisas que não eram reais.
Ela desviou o olhar, temerosa de que, se olhasse para alguém por tempo demais, a pessoa criaria asas, braços extras ou grandes línguas aforquilhadas como cobras.
Ignorou novamente o chamado da mãe e se dirigiu para a poesia falada do amigo de Simon.