''Ah, que saudade do que eu nunca mais vi. No fundo dos meus olhos. Será mesmo que eu me perdi. Pelos meus caminhos tortos.''
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@netobomb
''Ah, que saudade do que eu nunca mais vi. No fundo dos meus olhos. Será mesmo que eu me perdi. Pelos meus caminhos tortos.''
Don L
Sua saúde mental foi para o esgoto?
Hoje tive uma crise muito forte. Não que eu tenha enfrentado muitas crises como essa ao longo da minha vida, mas certamente irei me lembrar bem desse momento. Sinto-me perdido em relação a mim mesmo, sem chão e sem perspectivas para o presente e o futuro. Dúvidas perturbam, agitam e consomem a minha mente, como se fosse uma tempestade em alto mar.
Foram 10 anos dedicados ao rap. Ao longo desses anos, investi meu tempo em compor, produzir instrumentais, criar capas de músicas e álbuns. Tive que aprender até a mixar e masterizar áudios, entre tantas outras coisas. Ser um artista independente não é fácil. Uma década inteira dedicada à arte, e ainda assim ser chamado de vagabundo, preguiçoso e tudo mais que os artistas estão acostumados a ouvir. Não estou aqui para me vitimizar, apenas precisava contextualizar o que vou dizer agora.
Imagine dedicar tanto tempo a uma profissão ou sonho e não conseguir alcançar a tão desejada estabilidade financeira e mental. Estou me sentindo como alguns amigos meus que se formaram e hoje não trabalham na área que desejavam. A grande ironia disso tudo é que eu amo o que faço, mas se eu disser que estou feliz, estaria mentindo. Por outro lado, alguns amigos que gostariam de fazer o que amam e não fazem também não estão muito felizes. Vou falar algo que muitos já dizem ou sabem, esse modelo que a sociedade segue está fadado ao fracasso. Quantas pessoas adoeceram depois de ingressar em uma faculdade ou emprego? Vamos aos números para que isso não pareça apenas um monte de suposições.
Segundo a jornalista Elida Oliveira do jornal G1, o Brasil possui o maior índice de universitários que declaram ter sua saúde mental afetada durante a pandemia. A jornalista baseou-se no estudo “Global Student Survey”, que entrevistou 16,8 mil estudantes de 18 a 21 anos entre 20 de outubro e 10 de novembro. Esse estudo foi conduzido pela Chegg.org, uma organização sem fins lucrativos vinculada à Chegg, uma empresa de tecnologia educacional dos Estados Unidos. Os dados revelam que não apenas os universitários brasileiros, mas também estudantes de outros países, como Estados Unidos, Canadá e Argentina, registraram altos índices de impacto na saúde mental: 75%, 73% e 70%, respectivamente. Vale ressaltar que essas informações são referentes ao ano de 2021, dois anos atrás.
No entanto, é importante destacar que esses dados foram coletados durante a pandemia. Pode-se supor que as condições tenham melhorado desde então, certo? Errado! De acordo com a revista Ensino Superior, atualmente 35% dos estudantes ainda enfrentam problemas de saúde mental.
Já existe evidência científica de que universitários têm maiores riscos de sofrer de doenças do que o restante da população?
Há dados muito consolidados mostrando que os estudantes universitários são especialmente vulneráveis aos problemas de saúde mental, que esse coletivo tem maiores riscos que a população geral. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (World Mental Health Survey) apontou que 35% dos universitários de diversos países apresentavam sintomas de ansiedade ou depressão. Disse o psiquiatra espanhol Vicent Balanzá-Martínez, um dos líderes dessa ambiciosa pesquisa.
O problema não acaba ai, segundo o jornal tribuna o desemprego entre jovens recém-formados atingiu níveis alarmantes. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 30,7% no segundo trimestre de 2022, a mais alta para esse grupo etário desde o início da série histórica em 2012. Entre os jovens que se formaram nos últimos três anos, o quadro é ainda mais preocupante. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 40% dos jovens que se formaram nesse período estão desempregados ou subutilizados no mercado de trabalho.
Penso que os números estão aí, os fatos estão aí. Não há dúvidas de que esse modelo de sociedade está ultrapassado. Este não é apenas um artigo sobre estudantes doentes; é um artigo sobre uma sociedade doente que precisa de ajuda. Ignorar esses fatos é alimentar uma sociedade cada vez pior e cada vez mais propensa ao suicídio.
O que tenho a dizer sobre tudo isso? Respire fundo e seja mais gentil consigo mesmo, independentemente do destino que escolheu para si. Se puder, cuide da sua saúde mental, pois tenho certeza de que os grandes responsáveis por toda essa engrenagem que fazemos girar não se importam nem um pouco com isso. Não cursei uma faculdade, e é claro que não me dediquei apenas à música nos últimos 10 anos. Tive que trabalhar em várias outras áreas para sobreviver, e sinceramente não sei dizer qual é pior: fazer arte em um país que repudia artistas ou conseguir um emprego comum em um país que menospreza seus trabalhadores.
comece a viver por si mesmo.
é estúpido atender aos desejos de todos, porque você é tão humano quanto eles. você não pode multitarefar, multipartir, multiconsiderar tudo. você não está aqui para satisfazer a todos, você está aqui para cumprir sua jornada. você está aqui para terminar sua própria missão. você nunca pode deixar todo mundo feliz. de um jeito ou de outro, alguém irá, de certo modo, examiná-lo de maneira errada. e isso não é porque você é uma decepção ou porque o argumento deles é válido, é porque você é tão humano quanto eles é, e cometemos erros. às vezes, outras pessoas nunca vão entender como você é e, às vezes, você só tem que deixar as coisas se você acredita que fez o suficiente. você é seu próprio corpo, sua própria alma. pare de viver apenas para fazer as outras pessoas felizes.
— Todos os meus poemas são alegres, floretado.
Talvez eu deva escolher um novo eu
Acordei tão tarde que não sinto vontade de almoçar. Meus números na música estão cada vez pior. Isso quer dizer que vou receber menos dinheiro, o que nunca foi muito. Penso em voltar a trabalhar nos bares, é o que as pessoas pensam que sei fazer de melhor. Sei que não é o que faço melhor, irrito os outros com maestria, só que isso não dar dinheiro. Sonhos perdidos, acabou a maconha. O que reservei para mim há 5 anos? Me sinto no mesmo lugar, só que mais quebrado. Com certeza eu preciso ser algo novo. Odeio recomeços.
Neto Alves completou 9 anos hoje!
O tempo voa, e eu ainda continuo aqui.
Ouvir Bob Dylan no terraço da sua casa, fumando um em um dia de chuva, enquanto o cachorro deita por cima dos seus pés, você respira para c
"Te deixei. Para sempre dessa vez."
– Stefany Soriano.
"Sinto falta de me sentir em casa..."
– Stefany Soriano.