De algum modo, sentia que estava ficando meio maluco. Mas sempre me sentia assim. De qualquer forma, a insanidade é relativa. Quem estabelece a norma?
Charles Bukowski
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@nevados
De algum modo, sentia que estava ficando meio maluco. Mas sempre me sentia assim. De qualquer forma, a insanidade é relativa. Quem estabelece a norma?
Charles Bukowski
pessoas pela cidade/ correndo contra ao tempo almas gritando/ um clamor em silêncio precisam do amor/ mas se afastam dos sentimentos temem se ferir/ e se mutilam ao mesmo tempo sangram por todo lado/ pensam que estão se defendendo coitados!/ traem a si mesmo e não enxergam que são culpados
The Art of Letting Go, Meredith Amadee
Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles. – Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos. Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez esse discreto silêncio sobre os textos roídos fosse ainda um modo de roer o roído.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
e veremos a cidade em trapos,
e veremos o vazio do céu.
Jardim
De que me adianta ter tanto amor se ninguém sabe regar essa planta? Hofschneider
cometa
sou pedra que cai uma linha reta pro céu ou pro inferno tudo pesa na descida reta aguda infinita uma linha da garganta ao céu o chão não existe mais o avesso dele sou eu eu voo, subo feito um foguete vou sumir, me desintegrar não queria ter um coração ele queima e me consome sou pedra que voa bola de luz que se desfaz
Elisa Bartlett
Quiseste expor teu coração a nu. E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. Ah, pobre amigo, nunca saibas tu como é ridículo o amor… alheio!
Mario Quintana (via 60milanos)
Ah, senhores, é possível que me considere um homem inteligente apenas porque, em toda a vida, não pude começar nem acabar coisa alguma. Admitamos que eu seja um tagarela inofensivo, magoado, como todos nós. Mas que fazer, se a destinação única e direta de todo homem inteligente é apenas a tagarelice, uma intencional transferência do oco para o vazio?
Fiodor Dostoievski, Memórias do Subsolo.
leitura
a perseguição dos olhos o livro em céu aberto as palavras granizo o barulho no teto o pensamento descoberto por uma gota de chuva
Elisa Bartlett
E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas, para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Caio Fernando de Abreu.:.
ela adivinhou o que tinha para o jantar: meu ego sujo e minha garganta cortada. eu mesmo afiei a faca na jugular.
me perdoe.
Tenho necessidade da poesia para viver, e quero tê-la ao meu redor. E eu admito que sou um poeta que tem estado doente em um asilo de alienados, querendo fazer a poesia natural.
Antonin Artaud. (via escandalos-poeticos)
Livre para ir à esquina e voltar Preso ao próprio segredo Medo de mim mesmo Livre para pensar Preso à reflexão Medo da sensação Livre para agir Preso à inação Medo da prisão Livre para vegetar Preso ao colchão Medo da perturbação Livre para lamentar Preso à lamentação Medo da lágrima no chão Livre para permitir-se Preso ao próprio não Medo da ação Livre para sentir falta Preso à negação Medo de outro não Livre para banhar-se do ideal Preso ao labirinto mental Medo do Minotauro cerebral Livre para se atirar no quintal Preso à corda do varal Medo da sobrevivência Livre para decretar falência Preso ao medo Medo de ficar preso ao medo Medo de cont inuar p reso ao p ró pr io m e d o
Sádico-aristocrata