"O SUS não foi um presente: a história da briga que nos tirou da fila da caridade." Spoiler: antes de 1988, se você não tivesse carteira assinada, você não tinha direito à saúde. Vamos falar sobre como chegamos no digital de 2026?” Sabe aquela sensação de que o mundo está mudando rápido demais, mas ao mesmo tempo algumas conquistas parecem que sempre estiveram aqui? Pois é, hoje eu parei para pensar no SUS. E não falo só daquele post clichê de "viva o SUS", mas de como a gente chegou até aqui em 2026.
A real é que o sistema de saúde brasileiro não caiu do céu e nem foi um presente de algum político bonzinho. Antes de 1988, se você não tivesse carteira assinada, você era literalmente invisível para o sistema de saúde estatal (o antigo INAMPS). A saúde era um privilégio do trabalhador formal, e quem estava na informalidade dependia da sorte ou da caridade.
Onde a gente acertou (e onde o calo aperta)
O que me fascina é que o SUS é um sobrevivente. Ele nasceu de uma disputa política pesada na década de 80, liderada por nomes que a gente pouco ouve falar no dia a dia, como Sérgio Arouca e Hésio Cordeiro. Eles brigaram para que a 8ª Conferência Nacional de Saúde desenhasse o sistema que temos hoje.
E sejamos honestos: ele não é perfeito em tudo, mas é imbatível em pontos que o mundo todo inveja:
• Transplantes: Somos um dos maiores sistemas públicos do planeta nessa área.
• Vacinação: O PNI é o que segura a onda quando o bicho pega.
Mas o que realmente está mudando o jogo agora é a tecnologia. Se você já usou o app do Ministério da Saúde recentemente, viu que a RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) finalmente engrenou. Ter o histórico integrado e usar IA para triagem não é mais coisa de filme, é o que está ajudando a diminuir aquelas filas que tanto nos angustiam.
No fim das contas, a saúde deixou de ser um "benefício de quem trabalha" para ser um direito de quem respira. É um patrimônio que a gente precisa cobrar que funcione, mas, acima de tudo, entender como ele foi construído para não deixar ninguém desmontar.
E você, já teve alguma experiência com essa nova fase digital do sistema de saúde este ano ou ainda prefere o método antigo do "papelzinho" no posto?