Oi gente! Então, eu tenho um livro de imagines lá no aplicativo laranja e ele tava abandonado. Mas eu voltei a escrever e resolvi postar os imagines dele aqui também. E estou aceitando pedidos novos.
Os pedidos estão abertos!
E eles deverão ser feitos por asks! Para facilitar o meu acesso.
Lá os imagines são exclusivos do Harry, mas eu escrevo sobre qualquer um dos meninos.
Frases: 11. "se você me machucar, eu vou machucar você." 12. "você me fez me odiar."
NotaAutora: @aqueridinhadostyles , perdão por demorar tanto, espero que goste do mesmo modo que eu gostei de fazê-lo.
🌼 MASTERLIST CONCEPT🌼
Harry Concept #18
— Baby? Já cheguei!
Eu havia acabado de chegar do estúdio, quando encontrei S/n me esperando tomando uma xícara de chá na minha cozinha.
— O que há de errado com você? — Questionei assim que tentei deixar um beijo em seus lábios. Ela não respondeu, mas tinha aquele olhar que claramente revelava sua irritação. — Aconteceu alguma coisa ruim? Foi por isso que me mandou mensagem dizendo que passaria aqui depois do trabalho?
— O que você estava fazendo ontem à noite?— Suspirou, jogando o resto do chá na pia.
— Como assim? Você sabe que estava trabalhando, por quê?
— Trabalhando? Então me explica isso? — Indagou em um tom arrogante.
Ela empurrou sobre a ilha da cozinha seu celular, assim que peguei, pude ver o que tinha nele, uma foto minha com Taylor Swift juntos ontem à noite.
— Desculpe, eu esqueci de lhe dizer que acabei encontrando ela.
— Você encontra a Taylor Swift e esquece de dizer? — Acusou-me, torcendo o nariz.
— Eu a vi antes de ir para o estúdio, ok? Foi super rápido.
— Não me pareceu rápido, ambos estão sentados aqui! — Pegou seu celular de volta, analisando a foto mais uma vez. — Sorrindo, parecendo bem à vontade.
— Talvez, eu não lembro, mas o que isso tem a ver?! Ela é apenas uma velha amiga.
— Amiga?! Você fudeu ela, Harry! — A irritação era evidente em sua voz. — Bem mais do que eu gostaria de lembrar.
— Isso foi há muito tempo, não significa nada para mim, hoje ela é só uma amiga. — Defendi-me. — Não entendo por que está tão brava com isso?
— Amiga, é o caralho, você fode com todas as suas amigas?! Ah, é, esqueci de como você era.
— É isso que pensa de mim?
— Disse alguma mentira? Ou você não fodia a metade, ou todas 'suas amigas' quando tinha seus 20 anos?
— Eu não quero mais falar com você hoje.
— Harry Styles não suporta a verdade. — Bateu palmas tão irônica que mal a reconheci.
— Isso tudo que você está dizendo não é a verdade e, se você veio até minha casa só para me acusar, por favor, vá embora.
— O quê? Você era um santo, então?
— Eu não era um santo, mas a metade do que diziam de mim era mentira. — Bufei. — Mas eu não vou ficar aqui discutindo isso só porque você resolveu ser ciumenta hoje.
Naquele momento, eu também já estava irritado e preferi dar meia volta e sair dali, mas senti uma mão agarrar meu pulso.
— Eu não terminei, Styles.
— O que mais você quer de mim? Você está sendo infantil agora, eu não estou a fim de lidar com isso.
— O que você fez ontem foi o suficiente para trazer aquele maldito shipp de volta e todos relembrarem como 'Haylor' nunca devia ter acabado, sabe como isso dói? As pessoas preferirem você com qualquer outra pessoa que não seja eu.
— Você poderia ter agido como adulta e ter me dito isso, nós poderíamos ter conversado ao invés de simplesmente vir aqui e agir como uma louca ciumenta.
— Louca? Você não disse isso! — Ela riu antes de eu ver em seus olhos que ali ela perdeu toda a sua calma. — Você ainda não me viu louca, Styles. — Ela empurrou meu peito com força. — Você que é o filho da puta que deixa qualquer vadia ficar se esfregando e dar em cima de você e eu sou a louca? — Ela continuou me empurrando até que me encontrei encurralado na parede.
— S/n! — Minhas mãos seguraram firme seus pulsos para evitar o pior. — Para!
— Vá se fuder! — Se debatia para sair.
— Se você me machucar, eu vou machucar você. — Gritei.
— Então faça! — Ela gritou de volta. — Vá em frente.
Isso estava ficando fora de controle.
Uma de suas mãos conseguiu escapar do meu aperto, no instante seguinte senti a ardência em meu rosto se espalhar, a pele ficando marcada com seus dedos.
Eu soltei a sua outra mão, pronto para revidar, eu pude ver os olhos dela se fecharem e seu corpo todo enrijecer assim que minha mão estava no ar, desejando com toda força tocar sua pele.
Mas eu não consegui.
Minha mão bateu firmemente contra a parede, causando um grande estrondo, assuntando-a o suficiente para se afastar.
E eu a deixei ali.
Eu nunca quis machucá-la.
Tranquei a porta do quarto, deitei-me na cama e chorei até me acabar. Quando as lágrimas finalmente pararam, eu estava exausto, as pálpebras quentes, a garganta doendo, todo o corpo dolorido.
Eu me odiava agora.
— Harry? — Ouvi a sua voz após longos minutos.
— Vá embora.
— Por favor, eu... Eu sinto muito. — Ela forçou a maçaneta, mas estava fechada.
— Me deixe sozinho.
— Podemos conversar, abre a porta, por favor?
— Eu não quero. — Me levantei, toda dor e raiva de mim mesmo voltou a fluir.
— Harry, eu fui uma idiota, me desculpe, eu fiquei tão cega pelo ciúme, eu nunca quis machucar você, por favor, você pode me perdoar? — Ela chorava do outro lado da porta.
— Mas você fez e eu não sei se um dia eu vou poder perdoar você, porque toda vez que eu estiver olhando para você eu vou lembrar do que você me fez.
Eu não estava bravo por ela ter me batido, mas sim por desejar tanto fazer o mesmo.
Pude ouvir as costas dela chocarem contra a porta, seu corpo desmoronando no chão. Eu me juntei a ela do outro lado.
— Harry! — Sua voz era mais serena. — Eu arruinei tudo, não foi?
— Você me fez me odiar! — Confessei, as lágrimas caindo novamente. — Eu nunca fui assim, eu nunca agi assim, eu nunca cogitei encostar a mão em uma mulher, mas você tirou o pior de mim hoje, eu não sei se posso continuar com você.
— H, por favor, não faça isso, abre a porta, me deixe tentar consertar as coisas? Eu admito que errei e me arrependo por isso, eu não queria que isso acontecesse, eu peço perdão do fundo do meu coração e você estava certo, eu agi como uma maluca ciumenta, porque eu vi aquela foto e toda insegurança de namorar você veio a tona e eu não soube lidar, eu sei que eu deveria ter te dito, eu sei.
Por mais que a parte do meu coração que a amava me fizesse querer acreditar em suas palavras, eu não conseguia esquecer o que aconteceu, eu não podia deixar isso se repetir.
Eu destranquei a porta.
— Harry!
— Eu estou terminando com você.
— Por favor! — Suplicou. — Eu te amo, eu vou mudar, não espero que você acredite do dia para noite, só me deixe te mostrar isso, eu preciso de você, meu amor, mais do que tudo nesse mundo.
— Eu não posso, por mais que eu ame você, por mais que doa, por mais que sinta sua falta, eu não posso lidar com seu ciúme se for terminar assim.
— Não faça isso, eu te imploro.
— Eu não posso, sinto muito.
Vê-la sair por aquela porta exigiu toda força que eu tinha para não impedi-la, tudo o que eu mais desejava era puxá-la para mim, lhe abraçar e dizer que tudo ficará bem, nós vamos ficar bem, que tudo não passou de um grande mal entendido e que isso nunca vá se repetir.
Eu só queria poder voltar no tempo....
Muito obrigada por ler até aqui! Se gostou fav, reblogue ou deixe uma ask, isso realmente é muito importante para mim 🥺♥️
Gente desculpa não ter falado mais nada desde ontem e nem vindo agradecer as felicitações. Mas é porque o Sisu tirou as notas do ar e eu fiquei sem saber o que tinha acontecido mas agora saíram as notas novamente e eu sou oficialmente uma aprovada em uma Federal.
Personagens: Professor! Harry x Estudante!Aurora. (Aurora tem 23 anos e Harry tem 35)
Aviso: O capítulo só tem o ponto de visto de Aurora | pode conter algum gatilho.
NotaAutora: Perdão a demora para atualizar a fic, prometo demorar menos da próxima vez.
— Olá, você deve ser a substituta de Jane, certo?— Ela abriu um sorriso.
— Sim, eu sou Aurora.— Me apresentei.
— Jura? Essa pequenininha aqui também se chama Aurora.
— Bem, nossas mamães tiveram um ótimo gosto.— Brinquei com a bebê e ela soltou uma risada fofa.
—Acho que ela gostou de você.
— Isso é bom.
— Eu sou a Violeta.— Estendeu a mão livre e eu a apertei. — Vamos, eu vou te mostrar o que precisa saber sobre essa coisinha linda aqui antes de sair.
— Claro.
— Não liga para bagunça, estamos de mudança, então tem caixas espalhadas para todo lado.
Ela não estava brincando, eram realmente muitas caixas e a casa estava praticamente vazia.
— Não se preocupe.—Deu um sorriso acolhedor.
— Aqui é a cozinha.— Ela apontou para meu lado direito. — Eu ainda não embalei nada nessa área, então está praticamente intacta! Se estiver com fome é só pegar algo, ao lado da geladeira tem uma planilha com tudo o que Aurora pode ou não pode comer.
— Certo.
— O banheiro é no fim do corredor e os quartos são lá em cima.
— Ok!
— Eu tenho outra filha, acho que Jane te disse, Isadora, 17 anos, ela não é de interagir muito ainda mais sabendo que vai se mudar, ela anda num humor péssimo, então é só dar uma olhadinha nela de vez em quando e dizer a hora de ir para cama e a hora de comer, o resto do tempo será dedicado somente para pequena Aurora.— Ela parecia ser uma mãe bem dedicada. — Tudo que você precisar já deixei anotado ao lado dos números de emergência, alguma dúvida?
—Acho que não.
— Tudo bem! Eu vou voltar no máximo meia-noite, eu e meu marido vamos a um jantar, ele chega hoje de viagem. — Suspirou fundo, entregando a pequena. — Mas acho que vai se sair bem e não hesite em me ligar se algo ocorrer, certo?
— Não se preocupe, se divirta com seu marido.
— Muito obrigada por vir hoje, eu estava mesmo precisando disto. — Ela deixou um beijinho no topo da cabeça da pequena em meu colo antes de subir para provavelmente se arrumar.
Meia hora depois, ouço barulho vindo da escada enquanto eu brincava no chão da sala com a garotinha. A mulher estava deslumbrante em um vestido preto colado, saltos e acessórios marcantes.
— Bom eu já vou indo. — Ela deixou mais um beijo em sua filha.
— Tchau! Senhora... — Me dei conta que não sabia o sobrenome dela.
— Styles! — concluiu.
Styles? Será que era um sobrenome tão comum assim?
— Boa sorte, senhora Styles.
O tempo pareceu voar enquanto brincamos, eu peguei meu telefone para ver a hora e já se passava um pouco mais de uma hora brincando com a pequena Aurora.
Chequei minhas mensagens e nenhuma era de Harry.
Ele me esqueceu?!
Era só um verão, não deviria afetar tanto nosso relacionamento assim.
Por que ele estava tão distante?
— Está com fome? — Questionei e a pequena concordou com a cabeça. — Mm! Vamos ver o que você pode comer. — A peguei nos braços e fui para a cozinha. Olhando a planilha detalhada de Violeta, estava escrito que ela havia deixado o jantar da Aurora pronto. — Ótimo! Sua mãe é incrível. — Brinquei tirando um sorrisinho fofo dela.
Coloquei-a na cadeirinha, abrindo a geladeira para pegar seu jantar, quando me deparo com Isadora brincando com a irmã.
— Oi! Eu sou Aurora.
Estendi minha mão, mas a garota não respondeu.
— Cadê a Jane?
— Não pode vir.
— Você é a namorada dela?
— Não, sou amiga da namorada dela.
Por que tantas perguntas?
— Tá! Eu vou pedir uma pizza, quer?
— Claro.
Ela deu um sorrisinho falso pegando o telefone para pedir, fiquei aliviada por não ter que fazer isso. Então, peguei a comida em minha mão e levei ao micro-ondas para esquentar. Assim que o aparelho apitou, Isadora já havia sumido da cozinha.
Ela me parecia mesmo um tanto antipática.
Só a vi novamente quando a pizza chegou, ela foi até que gentil em levar um prato para mim, eu havia acabado de colocar a Aurora dormindo em seu berço, ela era mesmo um doce de menina.
— E aí, animada com a mudança? — Tentei puxar assunto, mas sinto seu olhar confuso. — Sua mãe me contou.
— É claro que contou. — Revirou os olhos, mordendo mais um pedaço.
— Bem mudanças nem sempre parecem boas, mas logo se acostuma.
— Eu não tenho nenhum amigo lá, eu vou estar sozinha, numa cidade chata que eu não conheço. — Cerrou os olhos. — Como se acostuma com isso?
— Para onde você vai se mudar?
— Boston.
— Eu Moro em Boston! E te digo, ela não tem nada de chata e se você quiser, eu posso te mostrar os melhores lugares de lá.
— Você faria isso?
— Claro, por que não? Me empreste seu celular.— Ela me entregou o aparelho e digitei meu número de telefone. — Pode me ligar quando quiser sair para se divertir em Boston ou esquecer dos problemas.
— Obrigada. — Ela sorriu verdadeiramente pela primeira vez aquela noite.
Já se passava um pouco da meia-noite quando ouvi o barulho da porta da frente, eu estava ao lado do berço de Aurora lendo um livro que eu trouxe para passar o tempo, não demorou muito para que Violeta aparecesse na porta do quarto nos observando.
— Oi! — Sussurrou baixinho indo de encontro a filha. — Ela se comportou?
— Sim, ela é um anjinho de criança, você tem sorte.
— Muito obrigado. — Ela sorriu.
Não consegui deixar de notar que seu batom estava borrado e o cabelo um pouco bagunçado, a noite pareceu boa.
— Bem, eu já vou indo então.
— Claro, é aqui seu pagamento. — Ela tirou o dinheiro de sua bolsa me entregando. — Quer uma carona para casa? Está tarde!
— Não se preocupe, eu vou pedir um Uber.
— Tem certeza? Meu marido pode levar você.
— Não precisa. — Tentei me esquivar.
— Já passou de meia-noite, não acho muito seguro para você pegar um Uber esse horário, por favor aceite a carona, eu me culparia eternamente se algo acontecesse com você.
— Tudo bem. — Aceitei a derrota. — Espero lá embaixo então, muito obrigada.
— Eu que tenho que agradecer por vir de última hora. — Violeta me deu um pequeno abraço antes de eu descer.
Estava esperando o seu marido alguns minutos o que deu tempo de checar minha bolsa e perceber que meu celular não estava lá, o último lugar que me lembro de ter deixado era na cozinha, então vou sorrateiramente atrás do meu telefone e para minha sorte estava bem ao lado do microondas onde esquentei a comida de Aurora.
— Está Pronta? — A voz masculina soou no local me fazendo virar instantemente pelo susto.
E no instante que vi seu rosto pareceu que todos os seus pesadelos ganharam vida.
Os olhos verdes estavam perplexos tanto quanto os meus, ele ficou olhando por um longo tempo, antes de sair algo de seus lábios novamente.
— Aurora?!!
Eu não conseguia nem falar, o nó na minha garganta doía.
Porra era ele, ali bem na minha frente.
A porra do Harry Styles.
— Aurora o que faz aqui?
Por mais que quisesse gritar ou fazer qualquer coisa naquele momento eu paralisei.
— Aurora, me responde. — Assim que ele tocou meu braço eu tive certeza que aquilo era real, ele estava ali. — Como me achou?
— Achou?! Que porra você está fazendo aqui?! Eu não te achei, eu nem sabia que estaria aqui. — Tentei me manter calma. — Você é irmão da Violeta ou coisa assim? — Minha mente estava confusa, implorando para não ser o que parecia ser.
— Querido?! — Violeta surgiu atrás dele. — Aí está você, meu amor não esqueça de dar uma boa gorjeta, ok?
Querido?
Amor?
Não!
NÃO!!!
Não podia ser verdade.
A visão dos dois foram sumindo, suas vozes também, meu estomago doía, tudo foi começando a escurecer, eu não vi nada até eu estivesse no chão.
— Ei você está bem?— Os olhos verdes estavam vidrados em mim. — Ei!
— Eu... Sim. — Sussurrei ainda tentando abrir os olhos.
— Tem certeza? Precisa de um médico? — Violeta também estava ajoelhada me olhando, seus dedos acariciavam meus cabelos.
Nunca sentia tanta vergonha e nojo de mim mesma.
— Eu estou bem, sempre acontece isso, minha pressão cai as vezes.— Menti me levantando rapidamente.
Por que isso estava acontecendo comigo?
— Tem certeza? Você parece um pouco pálida.
— Sim, eu vou indo.
— Espere meu marido vai levá-la.
Àquilo doeu como um soco no estômago.
— Não precisa.
— Você acabou de desmaiar. — Violeta encheu um copo com água e me entregou. — Por favor querida, você foi tão boa para mim hoje o mínimo que posso fazer é isso, já que não quer ir ao médico, tem certeza que não quer sentar um pouco?
Por que ela tinha que ser tão boazinha.
— Eu estou bem, não se preocupe. — Dei um sorriso de canto pegando minha bolsa.
— H, ajude-a a chegar em casa, tá bem?
— Ok
H! Ela chamava ele de H.....
Minhas pernas fraquejaram novamente, tive que me segurar para ficar em pé.
Eu só queria sair dali, eu não podia mais olhar para ela sendo tão gentil comigo enquanto eu sabia que dormi com o marido dela, eu amava o marido dela.
Ela me guiou até a porta juntamente com Harry que abriu a porta do carro para mim antes de entrar no outro lado.
Ele ligou o carro, eu permaneci em silêncio, eram tantas perguntas que queria fazer a ele, mas eu não queria ouvir a verdade, porque não sei se poderia suportar ouvi-lo mentir mais uma vez para mim. E por mais que o silêncio estivesse me matando por dentro, eu estava feliz em morrer assim.
— Aurora. — Seus olhos encontraram os meus.
— Não.— Desviei o olhar.
— Aurora me deixe explicar.
— Eu não quero. — Eu encarava a janela. — E assim que estivermos longe o suficiente para que ela não veja o carro me deixe sair.
— Eu não posso deixar você sozinha essa hora na rua.
— Eu não posso ficar mais um minuto com você nesse carro.
— Aurora por favor.
— Já estamos longe, por favor me deixa sair?
— Não posso.
— Eu vou pular desse carro, me deixa sair. — Eu tentava abrir, mas estava trancada.
— Aurora, pare de ser estúpida, você vai se machucar.
Realmente eu era uma estúpida!
Tão estúpida por não ter percebido nada.
— ME DEIXE SAIR AGORA!— Comecei a gritar batendo em seu braço, até sentir o carro balançar e parar bruscamente.
— Aurora!— Ele gritou quando, sai rapidamente do carro.— Pelo amor de Deus espera por favor.
Eu estava com medo de ouvir o que ele tinha a dizer, porque por qualquer motivo que ele tentasse se justificar, isso não mudaria o fato de que tem uma família.
— Aurora, por favor, eu só quero conversar.
— Não há o que falar; Não quero mais ver você.
— Me deixa explicar, eu sinto muito, eu não queria que descobrisse assim.
— Assim como? Na porra da sua casa?! Com a sua família!! — As lágrimas queimavam a minha pele. — VOCÊ TEM UMA FAMÍLIA! UMA FAMÍLIA HARRY!
— Eu sei, sinto muito, mas é complicado.
— Complicado? — Ironicamente soltei uma risada. — É por isso que não respondia minhas mensagens? Eu disse que te amava, como você pôde fazer isso comigo!
— Me perdoe, por favor.
— Você tem sua família, precisa voltar para elas, eu não quero ver você nunca mais.
— Por favor. — Ele segurou em meu braço.
Eu não tinha forças para tirá-lo dali.
— Aurora, você é importante para mim, me deixe levá-la, me deixe explicar tudo. — Seus dedos tocaram minha testa acariciando meus cabelos. — Eu quero poder contar tudo para você.
— Devia ter feito isso antes. — Juntei toda força que eu pude para me afastar dele. — Adeus Harry.
Eu sai correndo sem rumo, sem saber ao certo onde estava, mas eu não ousei olhar para trás, porque ele se alcançasse eu não tenho certeza se seria forte o suficiente para rejeitá-lo mais uma vez.
Outra ideia tbm, seria legal fazer um em que ela é a mais nova de três irmãos e a família dela é fanática pelo Flamengo, mas ele não sabia que eles eram tão torcedores assim e acha fofo e ao mesmo tempo “assustador”, mas aí vc desenvolve melhor a situação… pode ser com qualquer um dos meninos😊
Idéia da @lanavelstommo
Paixão Rubro-Negra — Louis Tomlinson
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Me diz o que achou.
Narrador
S/N acordou naquela manhã de sábado sabendo que aquele dia tinha tudo para ser o melhor ou o pior de sua vida, além de ser o dia em que seu time de coração disputaria uma final de libertadores depois de 38 anos disputando o bicampeonato, também seria o dia onde seu namorado Louis conheceria sua família.
Louis chegaria em sua casa por volta de 13:00 e o jogo realmente só começaria 16:00. Quando deu 12:00 S/N já estava pronta, arrumada com sua blusa e correu para ajudar seu pai com a arrumação da casa.
Colocaram o hino e músicas de torcida para tocar em loop infinito na tv, pendurou a bandeira no portão de casa e foram conversar com alguns vizinhos também nervosos.
Quando viu que o relógio já batia 13:00 e viu a mensagem no seu celular com o recado de que já estava em sua rua, S/N correu para o portão para ver o carro de seu namorado estacionar em frente sua casa. Louis ao descer do carro se assustou com o clima de festa da vizinhança, notou que a maioria dos vizinhos de sua namorada torcia para o mesmo time que a família da mesma. Depois de reparar nas outras casas seu foco passou para a mulher na sua frente, e também, para a casa da mesma, o clima de festa estava em todos os detalhes.
A bandeira pendurada no portão, a blusa dela, a música alta vinda de dentro da casa e a voz de seus pais cantando.
As horas passaram de maneira arrastada, porém o jogo já estava com 11 minutos, quando o gol do time adversário saiu e o clima que se instalou na sala estava tenso.
— Olá, docinho! — Disse o homem segurando a cintura da mulher e a beijando.
— Oi, meu amor! — a mulher correspondeu o beijinho corando — Vem vamos entrar, meus pais estão te esperando, só preciso te falar que talvez somos um pouco fanáticos por futebol então... não se assuste.
Louis sorriu — Estou muito ansioso pra ver isso, estou torcendo muito por vocês também. Vim até com a blusa que você me deu — disse ele dando uma voltinha fazendo a mulher rir — E eu também preciso agradar meu sogro.
— NÃO É POSSÍVEL! OLHA ESSE BURACO!
Gritou o pai de S/N, irritado com o erro da defesa do time.
— Eu não acredito, isso não pode acontecer.
— Calma meu amor, ainda falta muito tempo ok?! Respira
O jogo se seguiu e chegou o momento do intervalo, onde Louis, S/N e seus pais aproveitam para conversar mais.
— Então Louis, o que você faz da vida? — Perguntou sua sogra.
— Sou arquiteto, trabalho em alguns projetos de prédios em Londres.
— Ele nunca fala, mas ele cria coisas belíssimas — disse S/N
— Uau, isso é bem interessante. A única coisa bela que fiz na vida foi minha filha — o pai da mulher disse fazendo todos rirem.
Depois de mais alguns minutinhos de conversa, o jogo se seguiu e estava cada vez mais perto do final da partida, indicando que a derrota estaria perto. Mas foi no exato momento em que Arrascaeta lançou a bola para Bruno Henrique que cruzou para Gabigol que Louis viu o mundo em sua volta explodir. Nicolly e seu pai gritavam pela sala, enquanto sua mãe saia do quarto rapidamente para acompanhar o que estava acontecendo. Fogos, gritos, choros e abraços foi o que Louis viu. Em um segundo a mulher estava o abraçando e chorando como se acabasse de ter visto um milagre na sua frente.
Apenas 3 minutos depois, Louis estava vendo sua namorada ainda chorando ajoelhada no chão da varanda de sua casa. E no instante seguinte, ouviu um grito inacreditado vindo da televisão...
— GOLLLLLLLLLLLLLLLLLL, DO FLAMENGO! — Disse o narrador.
Diferente dos gritos que foram ouvidos no primeiro gol, o que se ouviu agora foram suspiros inacreditados e choro que poderiam ser comparados com bebês ou crianças. S/N encarava a televisão com lágrimas escorrendo do seu rosto, seu pai estava jogado na cadeira com as mãos sobre a cabeça e ele, não esboçara nenhuma reação.
Lágrimas, abraços e gritos se seguiram até o final do jogo. E para S/N aquele poderia ser dito como o melhor dia de toda sua vida. A aceitação de seus pais com seu relacionamento e uma das melhores conquistas da história do seu time sendo vista com seus próprios olhos.
Espero que tenha ficado bom, todas as reações durante o jogo aconteceram comigo. E sim, se passaram 4 anos e eu me lembro exatamente de tudo que eu senti naquele momento (choro até hoje lembrando) espero que tenham gostado.