- Livro meu no Wattpad. Será que dá certo?
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Então né, é isso ai. Parece que eu vou escrever algo que se parece com um livro nas próximas semanas. Quem se interessar em quiser dar uma olhada, eu ficarei muito agradecido!
- Stefan Hertz

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Então né, é isso ai. Parece que eu vou escrever algo que se parece com um livro nas próximas semanas. Quem se interessar em quiser dar uma olhada, eu ficarei muito agradecido!
- Stefan Hertz
Ontem a noite uma mãe ligou pro seu garoto. Era o seu mais novo, apenas quinze anos. E assim tão novo já estava longe de casa. Depois de pedir a benção como de costume, animado ele conta como tinha sido conhecer seu ídolo no futebol, como tinha feito novos amigos e que ele logo estaria em casa. Preocupada ela pergunta se ele está se alimentando direito, se está dormindo bem, se os mosquitos atrapalham, se ele está se comportando. Um adolescente que ainda é seu bebê no coração. Queria o futuro que planejou e estava correndo atrás. Sua mãe seguia orgulhosa porque tinha criado não só um bom jogador mas um grande garoto que logo se tornaria um grande homem. O menino tranquiliza a mãe, “me alimento bem”, “claro que eu durmo mãe”, “sem mosquitos, a gente tem até ar condicionado!”, “claro que eu me comporto, não sou criança”. Eles riem, ele está feliz e ela está feliz com ele e por ele. Eles se despedem e ele pede pra ela se cuidar. Ela diz que o ama, e ele diz que a ama muito também. Diz que logo vai voltar com seu sonho realizado. Quando se desligam, logo a mãe tem um aperto no peito. Seu passarinho tão distante das suas asas. Mas tudo bem. Logo estará ali. Talvez. A vida é um sopro, não é mesmo? Pela manhã a notícia chega. Um incêndio no alojamento. Dizem ser perto do que seu menino estava. Apreensão e ansiedade toma conta. As ligações que antes eram atendidas com animação pelo seu garoto, agora só caiam na caixa de mensagem. Com o passar dos minutos, a dor só cresce. Descobre que tinha sido mesmo no alojamento dele. Uma máscara dolorosa que cai aos poucos. E ela cai junto com ela. A última adaga entra no seu peito quando o rosto é reconhecido pelos amigos. O chão e a dor. A confusão da perda. O vazio da morte. Aquilo que antes era seu bem mais precioso tinha sido tomado por algo que ela não podia reclamar e gritar. Então derramava. Em tudo. Em lágrimas.
— Livro dos Trechos Proibidos - Homenagem aos Mortos, CT do Flamengo
“Odeio o fato de saber que te daria mais 10 chances se você me pedisse.”
— Second Heartbeat
há pessoas inesquecíveis e não há cura
Bukowiski
Esse painel nostálgico ❤️
saudades 🥺
A gente não pode ser muito para alguém que nos quer tão pouco.
A.B
lembre de respirar.
Algumas pessoas seguem em frente, outras só ficam mais silenciosas.
Escriturias
mood
10/30
Homem ao mar.
Eu estaria.
Sim, eu estaria disposto a isso. Me despedir dos outros caminhos, dos planos que eu um dia tive e me distanciei, porém poderia seguir trilhando. Eu iria de encontro ao que foi plantado em mim e arrancado com o passar dos anos. Eu iria com você ao fim do mundo para não ser destruído sozinho, porque o caminho com você já me valeria. Entraria num mundo que não é meu só pra te dar um amor que você não terá ai. Estaria disposto a, no meu barco em frangalhos, me lançar no seu mar revolto. "Homem ao mar!" gritariam, mas eu estaria disposto a nadar em você.
Sim, eu estaria.
Me fiz piscina ao sol do meio dia. Disposto a te ensinar que aquilo que você teve anteriormente nunca foi uma aula de natação. Se lançou num mar raso e sujo, caiu num buraco de bomba e afundou. Afogou. Traumatizou.
E hoje me olha da borda. Indisposta a tentar. A aprender, a amar de novo o toque da agua na pele, a querer novamente o refrescar do mergulho. Porque nadar isso pra você é só um perigo, nunca um privilégio.
Eu estaria. Mas sem sua disposição ao amor não dá. Nadar num mar revolto se tornaria andar na areia do deserto. E eu nunca me dei bem com pouca umidade de amar.
Navio de Teseu
Naquele final de tarde, sentados no gramado, dividíamos um fone de ouvido tocando “Vermilion pt.2” e desferíamos mentiras sobre nós dois como se fosse a coisa mais normal da vida – e era. Falávamos sobre as pessoas que não eramos. Então um pensamento incorreu dentro de mim, como uma vibração, tão forte que sem minha vontade após um riso se tornou palavras.
— Quanto mais velhos nos tornamos, menos sabemos do que são feitos os outros…
Ela me olhou como que questionando as palavras naquele momento. Tão surpreso quanto ela, escolho deixar a ideia seguir o curso.
— Mentimos, fingimos, passamos tanto tempo sendo outras coisas, que toda pessoa que surge na nossa vida conhece uma versão nossa que não é a verdadeira. E logo logo ninguém mais vai saber quem somos.
— Nem mesmo nós. — disse ela, olhando no fundo dos meus olhos como se estivéssemos no mesmo pensamento.
Então pensei no quão real é nosso navio de Teseu. Trocamos nossos pedaços pelo caminho, maquiamos o que somos pra nos “defender”, até que passamos tanto tempo com pedaços novos, queperdemos todos os originais. Não sabemos mais quem somos. Ou melhor, não sabemos o que fomos – porque agora somos aquela coisa nova. O que antes era fingido, agora é você.
Até que troque novamente seus pedaços.