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Na manhã pós o baile Alarik deu seu melhor para programar encontros com as selecionadas que haviam restado. Quinze delas. Sim, ele havia eliminado vinte na primeira noite. Seus pais haviam ficado bravos com ele, mas era o futuro dele em jogo, ele faria o que bem entendesse já que no fim ele acabaria casado como eles queriam. Para cada selecionada ele havia tentado pensar em um encontro que ou combinava com sua personalidade ou gostou ou com sua história, o pouco que ele sabia dela. E nos dias que se passaram após o baile de abertura ele começou a convidar uma por uma. Alarik fora pessoalmente confiar Noelle para o encontro que havia programado para ela. Bateu a porta dela e esperou com as mão para trás, juntas em suas costas. Assim que ela apareceu na porta, ele sorriu. “Ohh boa tarde, Noelle. Espero não estar atrapalhando, mas com ver se a senhorita gostaria de me acompanhar em um encontro.” - Ele disse com um ar misterioso.
thxheartbreakprincx:
Na manhã pós o baile Alarik deu seu melhor para programar encontros com as selecionadas que haviam restado. Quinze delas. Sim, ele havia eliminado vinte na primeira noite. Seus pais haviam ficado bravos com ele, mas era o futuro dele em jogo, ele faria o que bem entendesse já que no fim ele acabaria casado como eles queriam. Para cada selecionada ele havia tentado pensar em um encontro que ou combinava com sua personalidade ou gostou ou com sua história, o pouco que ele sabia dela. E nos dias que se passaram após o baile de abertura ele começou a convidar uma por uma. Alarik fora pessoalmente confiar Noelle para o encontro que havia programado para ela. Bateu a porta dela e esperou com as mão para trás, juntas em suas costas. Assim que ela apareceu na porta, ele sorriu. “Ohh boa tarde, Noelle. Espero não estar atrapalhando, mas com ver se a senhorita gostaria de me acompanhar em um encontro.” - Ele disse com um ar misterioso.
Se estivesse em sua casa, o príncipe possivelmente encontraria Noelle com os cabelos alvoroçados e os pés descalços ao bater em sua porta. Mas, por sorte, havia recebido recomendação de estar sempre pronta. Não acreditava que aconteceria, muito menos tão rápido, mas lá estava ele. O destino batendo em sua porta, literalmente. Quer dizer, agora seria uma boa oportunidade de testar se o tal destino está certo, como é a crença da mulher. Por sorte não tinha nada em mãos, ou o nervosismo pela surpresa a teria feito derrubar algo - de novo. “ Boa tarde, alteza. ” Fez uma breve reverência, erguendo depois o rosto para fitá-lo, com um sorriso estampado no rosto. “ Eu adoraria. Vai nos dizer onde vamos ou ainda estamos fazendo mistério? ” Brincou, referenciando os primeiros momentos do baile. “ Preciso saber o que vestir. ”
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Assentou quando ela falou dos irmãos, ou melhor dizendo, da falta deles. Alarik, sempre mantendo seu ar descontraído e misterioso, respondeu a Noelle com um sorriso de canto de boca. Ele pausou por um momento, deixando um ar de suspense pairar no ar. "Bem, digamos que tenho uma relação única com meus irmãos. Nem sempre concordamos em tudo, mas estamos sempre dispostos a ajudar um ao outro quando necessário. Afinal, é assim que funciona uma família, certo?” Sua resposta foi vaga, mas carregada de mistério, deixando Noelle curiosa para saber mais. Não tinha como dizer absolutamente tudo sobre Alyssia ou Aaron. Quando ela mencionou seguir seu conselho, Alarik deu um leve aceno de cabeça. “É o melhor que podemos fazer nesta seleção, sermos autênticos e verdadeiros a nós mesmos. Afinal, se você tentar ser outra pessoa, como o príncipe poderá conhecê-la?” - Quando Noelle questionou sobre sua influência, Alarik piscou um olho de forma cômica. "Digamos que tenho meus truques. A influência pode ser uma ferramenta útil, mas nem sempre é o que define uma pessoa, não é mesmo?” Ele respondeu de forma enigmática, mantendo seu ar de mistério. “Mas vou lhe dar uma pista. Tenho tanta influência quanto Alarik.” - Ele deu uma risadinha. Era engraçado dar aquelas pequenas pistas e ver se ela conseguia ligar os pontos.Quando Noelle tocou sua mão com gentileza, Alarik retribuiu o gesto com um aperto suave. Caminhando ao lado dela, ele respondeu à pergunta sobre o castelo. “Conheço bem o castelo, mas minha parte favorita… Ah, é difícil escolher apenas uma. Mas, deixe-me pensar… Eu diria que adoro o salão de jogos ou estábulos. Qual a parte do palácio você está ansiosa para conhecer? Talvez eu possa te levar lá.”
“ Não que imaginei que fosse ser perfeito, mas era exatamente isso que eu queria quando insisti tanto para ter irmãos. ” Ela, no entanto, pretendia ter uma casa cheia - ou um palácio cheio. Não só por ter herdeiros, mas porque era algo que lhe soava aconchegante, e ela nunca teve. Mas apesar dos breves devaneios, não significava que ela não estava atenta ao que ele respondia, por mais vago que fosse. Tentava anotar mentalmente as informações que recebia, mas era difícil conectar todas em uma só pessoa no palácio; especialmente considerando que ela não conhecia profundamente tantas pessoas assim. Pensou em respondê-lo com sua insegurança sobre o ‘ser você mesma’ não ser boa o suficiente, ou interessante o suficiente, mas já havia entendido que ele tinha alguma relação com o príncipe, então não seria de bom tom parecer tão insegura ou desesperada. “ E também, se for para ele me eliminar da seleção, que seja por quem eu sou. E aí o azar o dele se não gostar de mim. ” Deu de ombros, como se não fosse grande coisa, mas o riso que se seguiu demonstrava o tom de brincadeira. O sorriso largo e divertido de quem vinha repetindo a mesma frase para si mesma há bastante tempo, tentando se convencer de que, se não fosse escolhida, era o azar dele perder uma esposa dedicada, parceira e leal. “ Com certeza. Você pode ser influente só pelo seu sobrenome, ou porque é uma pessoa respeitável. ” Concordou, esperando que ele pudesse soltar mais alguma informação sobre ele, mas o homem parecia escorregadio demais, esperto demais. O que tanto escondia? As sobrancelhas da moça se ergueram com a informação seguinte. Quem poderia ter tanta influência quanto Alarik? Aaron não estava mais vivo, ele definitivamente não era a princesa, muito menos o rei... O pensamento que lhe veio à mente quase lhe arrancou uma risada, e uma sacudida de cabeça a fez afastar a ideia. Não poderia ser ele. Bem, Magnus poderia, também, estar mentindo. “ Agora eu fiquei ainda mais curiosa para saber quem o senhor é. ” Mudou subitamente o tratamento, com receio de que pudesse soar desrespeitosa, visto que ele parecia alguém importante. “ Estou ansiosa para conhecer a sua parte favorita e entender porque gosta tanto. Talvez o salão de jogos? ” Sugeriu, baseando-se nas opções que ele havia dito. Caminhou ao lado dele, esperando que ele guiasse o caminho. A cada passo a sua mente parecia fervilhar, e faladeira como era, jamais iria guardar para si. “ Sabe, Magnus, o senhor diz que tem tanta influência quanto o príncipe, não usa o título para se referir a ele. Disse para não me preocupar com minha reputação por estarmos aqui a sós. Fala como se tivesse acesso a quase qualquer parte do castelo. ” Referia-se a proposta de minutos atrás de levá-la a um lugar que ela gostaria, como se ela pudesse escolher qualquer opção. Tentou se lembrar se ele havia dito mais alguma coisa que fosse relevante para ela descobrir sua identidade. “ Fico criando teorias malucas na minha cabeça, mas só estou confusa se o senhor está sendo honesto e quer mesmo que eu tente descobrir quem é. ” Se ele quisesse manter o mistério, ela guardaria suas observações para si durante o restante do passeio.
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Alarik sorriu e assentiu, contente em saber que o que ele tinha com seus irmãos era o que ela queria ter tido. Sorriu intrigantemente ao ouvir as palavras de Noelle, observando sua reação diante de uma eliminação. Ele apreciava a personalidade enérgica e a atitude confiante da selecionada. “Ah, Noelle, você tem uma maneira única de encarar as coisas”, disse ele com um toque de diversão. “Com certeza, seria um azar não aproveitar a chance de conhecê-la melhor.” - Enquanto caminhavam pelo castelo, Alarik escolheu suas palavras com cuidado para manter o mistério, mas também para oferecer pistas sutis. “Quanto à minha influência, digamos que minha posição me permita acessar certas áreas do castelo que outros não podem.” - Ao mesmo tempo em que ele queria revelar quem era, ele também estava gostando do anonimato. Noelle mencionou suas teorias malucas e a incerteza sobre a sinceridade de Alarik. Ele olhou para ela com um olhar de divertimento e um toque de mistério. "Acredite, Noelle, nem tudo é o que parece neste palácio. E a verdade pode ser surpreendente. Mas se você quiser descobrir quem sou, terá que se aventurar um pouco mais nessa jornada. Já tem algum palpite?” - Alarik conduziu Noelle através dos corredores do castelo, escolhendo um caminho que eventualmente os levaria a um terraço com vista para os jardins. Ele parou, virou-se para ela e disse com um sorriso galanteador. “Este não é o meu lugar favorito do castelo mas esta varanda tem uma das vistas mais bonitas dos jardins.”
“ Bem... Eu tento levar com bom humor. ” Pressionou os lábios ao erguer os ombros, com um sorriso torto. Sabia que poderia disfarçar bem, mas ficaria arrasada em ser a primeira eliminada; ou em qualquer momento, já que dizia que estava destinada a se casar com Alarik. No entanto, as sutis pistas que ele soltava - se é que eram verdadeiras, ela ainda achava que ele apenas estava brincando com ela - indicavam que ele poderia ser justamente aquele com quem ela jurava que seria o seu grande amor. Que ironia, não? Arrependeu-se no mesmo segundo de cada palavra dita até agora. O que ele estaria pensando sobre ela? Achou descaso a forma como falou de sua reação, caso fosse eliminada? Será que havia dado algum indício de ser uma boba apaixonada? O coração quase errou as batidas, enquanto ela engolia em seco e esforçava-se para parecer que estava tudo bem, mesmo que sua mente estivesse a mil. Desde que a suposição começou a rondar sua cabeça, ela evitava olhá-lo, como se aquilo a impedisse de dizer ou fazer alguma besteira. Mas decidiu virar o rosto em sua direção no minuto em que ele sorriu, e ela sentiu aquela familiaridade ao notar. Sorriu de volta, ao perceber um detalhe. “ Tenho um palpite que, certamente, minutos atrás eu diria impossível. ” Sabia que ainda poderia estar errada, mas decidiu arriscar. Já no terraço, ela voltou a admirar os jardins, de um ângulo diferente agora, explicando melhor o que quis dizer. “ Ainda acho que posso estar sendo boba em dizer isso, mas se o senhor não for quem penso, com certeza tem acesso às informações sobre as selecionadas, pois não disse que me chamava Noelle. ” Ele a havia chamado pelo nome, e só agora ela havia notado. Riu baixinho, sacudindo a cabeça. “ Estou falando com o príncipe, não é? ” Ainda não sabia se queria ouvir uma resposta positiva ou negativa. O coração palpitava forte com a ideia, e Noelle continuava a encarar os jardins, sem coragem de voltar a fitar o príncipe.
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Alarik acabou rindo ao ouvir as confissões de Noelle, então ela era uma das que haviam se inscrito na seleção por Aaron. Talvez tivesse um crush em seu irmão, restava saber o motivo daquele crush, pois se fosse pela beleza… Bem, Alarik tinha a mesma feição que o falecido irmão gêmeo. “Bem, talvez eu tenha…” - Ele respondeu de forma vaga, mas se ela fosse esperta o suficiente começaria colocar todos os pontos juntos. Rik escutou atentamente quando ela mencionou ser filha única, demonstrando interesse genuíno. “Ah, a experiência de ser filha única pode ser fascinante. Você tem um mundo só seu para explorar e moldar conforme sua vontade. E acredite em mim, mas também pode ser solitário. O que você acha?” - Ele franziu a testa ligeiramente, demonstrando compreensão com a insegurança de Noelle. "Não se preocupe em ser uma decepção. A verdadeira beleza da seleção está em conhecer pessoas autênticas e genuínas, e cada uma das selecionadas traz consigo suas próprias qualidades e singularidades. Você não precisa se encaixar em um molde predefinido, não acho que seja isso que ele queira. Apenas seja você mesma, e isso será mais do que suficiente.” - Alarik deu uma risada suave ao ouvir o comentário de Noelle sobre Romeu e Julieta. “Eu diria que nem um, nem o outro.” - Respondeu vagamente. Ele podia se esforçar para trazer romantismo em suas conquistas e era um cavalheiro nato, podia ser daquela forma durante a seleção, mas ler Shakespeare fizera parte de sua criação mesmo que ele não fosse um grande fã, anos mais tarde acabou por perceber que as mulheres eram apaixonadas pelo autor e passou a usar suas falas para conquista-las. Ele acenou com a cabeça, demonstrando interesse pelas palavras de Noelle. “Fico feliz em saber que está aproveitando. E, quanto ao ar fresco, seria um prazer acompanhá-la em um passeio pelo jardim. Quanto à reputação…” - Ele abriu um sorriso enigmático. Parte de si queria testa-la ver até onde iria, afinal ele não conhecia absolutamente nada dela alem do que estava na ficha de inscrição, ele não sabia sobre seu comportamento, não sabia se podia ser leal a ele ou se ela se jogaria nos braços do primeiro que aparecesse. Mas havia tido algumas experiências ruins com algumas selecionadas. Por isso acabou completando. “Prometo me comportar e se alguém ousar dizer algo sobre sua reputação… Eu cuidarei pessoalmente do caso.” - Alarik estendeu a mão com um gesto cavalheiresco, convidando-a para o passeio. “Vamos?”
Era difícil dizer se Alarik estava sendo discreto demais, ou ela tão insegura a ponto de nem cogitar a ideia do príncipe procurá-la naquela noite, que sequer cogitou que pudesse ser ele. No entanto, anotava mentalmente as informações que recebia: ele não era filho único e tinha alguma proximidade com a família real. “ Com certeza é solitário, mas nenhum dos meus milhares de pedidos para ganhar um irmãozinho ou irmãzinha foram atendidos. ” Apesar do riso que seguiu após a fala, era bem verdade que ela havia pedido diversas vezes aos pais, e eles sempre tinham algum motivo para adiar o acontecimento. “ Mas então me diga, Magnus, sua relação com seu irmão, ou irmã, ou irmãos, ou irmãs... Vocês se dão bem e são amigos para a vida toda? ” Era a idealização que ela tinha da relação da irmãos, e era o que ela queria quando pedia aos pais: um amigo ou amiga para a vida toda. De quebra, ainda teria mais alguma informação sobre ele, caso decidisse falar sem ser tão vago. Ouviu o conselho dele, ainda sem saber o quão confiável era essa fonte. Ele conhecia o príncipe e estava afirmando com propriedade? Ou estava apenas repetindo um discurso pronto sobre ‘seja você mesma’? “ Não sei até que ponto isso pode me ajudar, mas... vou tentar seguir o seu conselho. ” Garantiu, com um sorriso quase confiante no rosto. Bem, não é como se ela fosse conseguir fingir por muito tempo, de qualquer forma. Talvez, no máximo, ficar tão nervosa que iria tagarelar por um tempo, ou ficar em silêncio sem conseguir dizer nada, mas isso ainda seria ser ela mesma: ficar tão nervosa que usa palavra demais ou de menos, nunca o meio termo. “ Uhh, você tem mesmo tanta influência assim? ” Perguntou, curiosa pela resposta e por descobrir algo mais sobre ele. Tocou a mão dele, com gentileza, então ergueu um pouco o vestido para conseguir caminhar ao lado do homem. “ Você parece conhecer a família real, conhece também o castelo? Qual sua parte favorita aqui? ”
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Assentou quando ela falou dos irmãos, ou melhor dizendo, da falta deles. Alarik, sempre mantendo seu ar descontraído e misterioso, respondeu a Noelle com um sorriso de canto de boca. Ele pausou por um momento, deixando um ar de suspense pairar no ar. "Bem, digamos que tenho uma relação única com meus irmãos. Nem sempre concordamos em tudo, mas estamos sempre dispostos a ajudar um ao outro quando necessário. Afinal, é assim que funciona uma família, certo?” Sua resposta foi vaga, mas carregada de mistério, deixando Noelle curiosa para saber mais. Não tinha como dizer absolutamente tudo sobre Alyssia ou Aaron. Quando ela mencionou seguir seu conselho, Alarik deu um leve aceno de cabeça. “É o melhor que podemos fazer nesta seleção, sermos autênticos e verdadeiros a nós mesmos. Afinal, se você tentar ser outra pessoa, como o príncipe poderá conhecê-la?” - Quando Noelle questionou sobre sua influência, Alarik piscou um olho de forma cômica. "Digamos que tenho meus truques. A influência pode ser uma ferramenta útil, mas nem sempre é o que define uma pessoa, não é mesmo?” Ele respondeu de forma enigmática, mantendo seu ar de mistério. “Mas vou lhe dar uma pista. Tenho tanta influência quanto Alarik.” - Ele deu uma risadinha. Era engraçado dar aquelas pequenas pistas e ver se ela conseguia ligar os pontos.Quando Noelle tocou sua mão com gentileza, Alarik retribuiu o gesto com um aperto suave. Caminhando ao lado dela, ele respondeu à pergunta sobre o castelo. “Conheço bem o castelo, mas minha parte favorita… Ah, é difícil escolher apenas uma. Mas, deixe-me pensar… Eu diria que adoro o salão de jogos ou estábulos. Qual a parte do palácio você está ansiosa para conhecer? Talvez eu possa te levar lá.”
“ Não que imaginei que fosse ser perfeito, mas era exatamente isso que eu queria quando insisti tanto para ter irmãos. ” Ela, no entanto, pretendia ter uma casa cheia - ou um palácio cheio. Não só por ter herdeiros, mas porque era algo que lhe soava aconchegante, e ela nunca teve. Mas apesar dos breves devaneios, não significava que ela não estava atenta ao que ele respondia, por mais vago que fosse. Tentava anotar mentalmente as informações que recebia, mas era difícil conectar todas em uma só pessoa no palácio; especialmente considerando que ela não conhecia profundamente tantas pessoas assim. Pensou em respondê-lo com sua insegurança sobre o ‘ser você mesma’ não ser boa o suficiente, ou interessante o suficiente, mas já havia entendido que ele tinha alguma relação com o príncipe, então não seria de bom tom parecer tão insegura ou desesperada. “ E também, se for para ele me eliminar da seleção, que seja por quem eu sou. E aí o azar o dele se não gostar de mim. ” Deu de ombros, como se não fosse grande coisa, mas o riso que se seguiu demonstrava o tom de brincadeira. O sorriso largo e divertido de quem vinha repetindo a mesma frase para si mesma há bastante tempo, tentando se convencer de que, se não fosse escolhida, era o azar dele perder uma esposa dedicada, parceira e leal. “ Com certeza. Você pode ser influente só pelo seu sobrenome, ou porque é uma pessoa respeitável. ” Concordou, esperando que ele pudesse soltar mais alguma informação sobre ele, mas o homem parecia escorregadio demais, esperto demais. O que tanto escondia? As sobrancelhas da moça se ergueram com a informação seguinte. Quem poderia ter tanta influência quanto Alarik? Aaron não estava mais vivo, ele definitivamente não era a princesa, muito menos o rei... O pensamento que lhe veio à mente quase lhe arrancou uma risada, e uma sacudida de cabeça a fez afastar a ideia. Não poderia ser ele. Bem, Magnus poderia, também, estar mentindo. “ Agora eu fiquei ainda mais curiosa para saber quem o senhor é. ” Mudou subitamente o tratamento, com receio de que pudesse soar desrespeitosa, visto que ele parecia alguém importante. “ Estou ansiosa para conhecer a sua parte favorita e entender porque gosta tanto. Talvez o salão de jogos? ” Sugeriu, baseando-se nas opções que ele havia dito. Caminhou ao lado dele, esperando que ele guiasse o caminho. A cada passo a sua mente parecia fervilhar, e faladeira como era, jamais iria guardar para si. “ Sabe, Magnus, o senhor diz que tem tanta influência quanto o príncipe, não usa o título para se referir a ele. Disse para não me preocupar com minha reputação por estarmos aqui a sós. Fala como se tivesse acesso a quase qualquer parte do castelo. ” Referia-se a proposta de minutos atrás de levá-la a um lugar que ela gostaria, como se ela pudesse escolher qualquer opção. Tentou se lembrar se ele havia dito mais alguma coisa que fosse relevante para ela descobrir sua identidade. “ Fico criando teorias malucas na minha cabeça, mas só estou confusa se o senhor está sendo honesto e quer mesmo que eu tente descobrir quem é. ” Se ele quisesse manter o mistério, ela guardaria suas observações para si durante o restante do passeio.
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Não pode deixar de notar que ele acabara de usar o nome de seu irmão e não o título? “E você por acaso conhecia o príncipe Aaron?” - Alarik estava curioso para saber mais, para obter informações dela. “De qualquer forma, devo descordar da senhorita, não é porque duas pessoas tem o mesmo sangue e são criadas pelos mesmos pais que terão a mesma personalidade ou serão parecidas. Embora eles compartilhem a mesma criação, cada pessoa é única em sua essência. Sei que pode ser surpreendente como duas pessoas criadas sob as mesmas condições podem se tornar tão distintas. mas você vai ver que eles são, ou eram, completo opostos.” - Ele dissertou. “Só espero que você não se decepcione.” - Alarik franziu o cenho levemente, pensando que talvez a selecionada fosse ter uma grande decepção ao descobrir que ele não era nada como Aaron. Pensou no que poderia dizer a ela sobre si mesmo, decidindo por responder com algo simples. “Que ele pode ser arrogante as vezes mas não é uma má pessoa. Talvez você precise ser paciente e não jogar um vaso na cabeça dele, se quiser ganhar o coração dele é claro.” - Ele brincou, rindo levemente. “O que é um nome? Aquilo que chamamos de rosa terá o mesmo aroma doce com qualquer outro nome.“ - Alarik citou Romeu e Julieta com um tom de voz mais baixo, rouco e profundo, para então sorrir com o canto dos lábios e completar. “Me chame de Magnus por hora.” - Ele disse usando seu nome do meio. Acenou com q cabeça em um ligeiro sorriso olhando em volta enquanto ela falava da decoração. Alarik não podia ligar menos para elas. “I see…” - Sorriu educadamente ante de continuar. “Precisava de um pouco de ar fresco. E a senhorita? Não está gostando da festa?”
“ Ah, não de verdade. Só na minha cabeça. Às vezes esqueço disso. ” Riu baixinho ao confessar, franzindo o nariz em uma careta. Talvez estivesse muito nervosa - ou confortável demais conversando com o estranho - para não ter notado a forma como tratou o outro como se o conhecesse. Era normal que se referisse ao outro sem o título, tantos anos o enxergando tão claramente como seu futuro marido, idealizando momentos ao encontrá-lo, que esquecia-se de formalidades. Precisava pensar nisso quando, finalmente, conhecesse Alarik, para não soar invasiva. “ Você fala como alguém que tem experiência no assunto. ” Noelle constatou após ouvi-lo falar sobre a essência da pessoa não ter nada a ver com a criação. “ Sou filha única, não saberia dizer. ” Informou, dando de ombros e pressionando os lábios. “ Também espero não me decepcionar. E nem ser uma decepção para o príncipe. ” Suspirou após a pequena confissão, o tom de insegurança muito presente em sua voz. Era péssimo que fosse tão transparente, nem mesmo aquele vestido ou a máscara conseguiam esconder quem ela era. Ouvia a explicação dele sobre como algumas pessoas definiriam Alarik, deixando um risinho escapar com a forma como ele dizia. “ Eu sou bastante paciente. ” E ganhar o coração dele era o seu maior propósito ali, ela acrescentou em sua mente. “ E ele não ser uma má pessoa é um ponto muito relevante. ” Comentou, então mudando a sua expressão risonha por um olhar diferente. Seus olhos pareciam brilhar com a frase proferida, o sorrisinho contido no canto dos lábios. “ Romeu e Julieta, Magnus? És um romântico ou um intelectual? ” Perguntou, curiosa. Era bom que não começasse a abrir a boca e recitar trechos; seu pai ficaria orgulhoso, mas a mãe diria que estava passando dos limites e entediando a outra pessoa. “ Estou adorando! Só precisava de ar fresco também. Talvez não pelo seu motivo. ” Não sabia qual era o dele, mas certamente não era nervosismo em conhecer o príncipe. “ Quer entrar ou passear pelo jardim? Isso é... Acha que vai ser ruim para minha imagem, como selecionada, ficar sozinha com o senhor por aqui? ” Perguntou, genuinamente preocupada com a reputação. Era simpática e amigável sempre, mas ali precisava ser cuidadosa para não ser mal interpretada.
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Alarik acabou rindo ao ouvir as confissões de Noelle, então ela era uma das que haviam se inscrito na seleção por Aaron. Talvez tivesse um crush em seu irmão, restava saber o motivo daquele crush, pois se fosse pela beleza… Bem, Alarik tinha a mesma feição que o falecido irmão gêmeo. “Bem, talvez eu tenha…” - Ele respondeu de forma vaga, mas se ela fosse esperta o suficiente começaria colocar todos os pontos juntos. Rik escutou atentamente quando ela mencionou ser filha única, demonstrando interesse genuíno. “Ah, a experiência de ser filha única pode ser fascinante. Você tem um mundo só seu para explorar e moldar conforme sua vontade. E acredite em mim, mas também pode ser solitário. O que você acha?” - Ele franziu a testa ligeiramente, demonstrando compreensão com a insegurança de Noelle. "Não se preocupe em ser uma decepção. A verdadeira beleza da seleção está em conhecer pessoas autênticas e genuínas, e cada uma das selecionadas traz consigo suas próprias qualidades e singularidades. Você não precisa se encaixar em um molde predefinido, não acho que seja isso que ele queira. Apenas seja você mesma, e isso será mais do que suficiente.” - Alarik deu uma risada suave ao ouvir o comentário de Noelle sobre Romeu e Julieta. “Eu diria que nem um, nem o outro.” - Respondeu vagamente. Ele podia se esforçar para trazer romantismo em suas conquistas e era um cavalheiro nato, podia ser daquela forma durante a seleção, mas ler Shakespeare fizera parte de sua criação mesmo que ele não fosse um grande fã, anos mais tarde acabou por perceber que as mulheres eram apaixonadas pelo autor e passou a usar suas falas para conquista-las. Ele acenou com a cabeça, demonstrando interesse pelas palavras de Noelle. “Fico feliz em saber que está aproveitando. E, quanto ao ar fresco, seria um prazer acompanhá-la em um passeio pelo jardim. Quanto à reputação…” - Ele abriu um sorriso enigmático. Parte de si queria testa-la ver até onde iria, afinal ele não conhecia absolutamente nada dela alem do que estava na ficha de inscrição, ele não sabia sobre seu comportamento, não sabia se podia ser leal a ele ou se ela se jogaria nos braços do primeiro que aparecesse. Mas havia tido algumas experiências ruins com algumas selecionadas. Por isso acabou completando. “Prometo me comportar e se alguém ousar dizer algo sobre sua reputação… Eu cuidarei pessoalmente do caso.” - Alarik estendeu a mão com um gesto cavalheiresco, convidando-a para o passeio. “Vamos?”
Era difícil dizer se Alarik estava sendo discreto demais, ou ela tão insegura a ponto de nem cogitar a ideia do príncipe procurá-la naquela noite, que sequer cogitou que pudesse ser ele. No entanto, anotava mentalmente as informações que recebia: ele não era filho único e tinha alguma proximidade com a família real. “ Com certeza é solitário, mas nenhum dos meus milhares de pedidos para ganhar um irmãozinho ou irmãzinha foram atendidos. ” Apesar do riso que seguiu após a fala, era bem verdade que ela havia pedido diversas vezes aos pais, e eles sempre tinham algum motivo para adiar o acontecimento. “ Mas então me diga, Magnus, sua relação com seu irmão, ou irmã, ou irmãos, ou irmãs... Vocês se dão bem e são amigos para a vida toda? ” Era a idealização que ela tinha da relação da irmãos, e era o que ela queria quando pedia aos pais: um amigo ou amiga para a vida toda. De quebra, ainda teria mais alguma informação sobre ele, caso decidisse falar sem ser tão vago. Ouviu o conselho dele, ainda sem saber o quão confiável era essa fonte. Ele conhecia o príncipe e estava afirmando com propriedade? Ou estava apenas repetindo um discurso pronto sobre ‘seja você mesma’? “ Não sei até que ponto isso pode me ajudar, mas... vou tentar seguir o seu conselho. ” Garantiu, com um sorriso quase confiante no rosto. Bem, não é como se ela fosse conseguir fingir por muito tempo, de qualquer forma. Talvez, no máximo, ficar tão nervosa que iria tagarelar por um tempo, ou ficar em silêncio sem conseguir dizer nada, mas isso ainda seria ser ela mesma: ficar tão nervosa que usa palavra demais ou de menos, nunca o meio termo. “ Uhh, você tem mesmo tanta influência assim? ” Perguntou, curiosa pela resposta e por descobrir algo mais sobre ele. Tocou a mão dele, com gentileza, então ergueu um pouco o vestido para conseguir caminhar ao lado do homem. “ Você parece conhecer a família real, conhece também o castelo? Qual sua parte favorita aqui? ”
starter para as selecionadas
Suspirou, deixando que o ar que saísse por suas narinas fosse um pouco mais denso, pesado. Alarik nunca havia se quer cogitado estar algum dia naquela posição, e era por isso que ele não podia dizer que queria estar ali, mas ao mesmo tempo, também não queria dizer que ele não quisesse. Era estranho mas como ele poderia saber se nunca havia considerado tal possibilidade? Havia muito em sua mente naquele momento, mas ele lidaria com os pensamentos em algum outro momento. Era hora de aproveitar a noite. Virou todo o conteúdo do bourbon que tomava, e então se levantou, pegou uma taça de champanhe e fez seu discurso iniciando a seleção e quando acabou, saiu da sala. Fazia parte de seu plano que ele trocasse de roupas máscara para não ser reconhecido e então voltou para a festa com a lista que pediu para a governanta responsável pela selecionadas, onde dava detalhes das roupas e máscaras de cada uma, para que ele pudesse reconhecê-las. Rik queria saber como cada uma reagiria a ele sem saber quem ele era, muito menos que ele era o príncipe ali. “Eu tomaria cuidado se fosse você.” - Disso no ouvido da selecionada ao se aproximar por trás dela. Seu tom era baixo o suficiente para causar um arrepio até mesmo nas pessoas mais fria daquele salão, mas auto suficiente para se fazer ouvir por cima da música que tocavam. “Ouvi dizer que a guarda real está a sua procura por roubar o fôlego dos convidados.” - Ele continuou a sussurrar, entre de dar um sorriso arrocha te com o canto dos lábios e então dar a chance para ela se virar para ele. “O que faz aqui sozinha? Não vai me dizer que está a espera do príncipe encantado?” - Tombou a cabeça para o lado de forma suave, demonstrando um extremo interesse. “Talvez eu possa te fazer companhia. O que acha?”
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Não pode deixar de notar que ele acabara de usar o nome de seu irmão e não o título? “E você por acaso conhecia o príncipe Aaron?” - Alarik estava curioso para saber mais, para obter informações dela. “De qualquer forma, devo descordar da senhorita, não é porque duas pessoas tem o mesmo sangue e são criadas pelos mesmos pais que terão a mesma personalidade ou serão parecidas. Embora eles compartilhem a mesma criação, cada pessoa é única em sua essência. Sei que pode ser surpreendente como duas pessoas criadas sob as mesmas condições podem se tornar tão distintas. mas você vai ver que eles são, ou eram, completo opostos.” - Ele dissertou. “Só espero que você não se decepcione.” - Alarik franziu o cenho levemente, pensando que talvez a selecionada fosse ter uma grande decepção ao descobrir que ele não era nada como Aaron. Pensou no que poderia dizer a ela sobre si mesmo, decidindo por responder com algo simples. “Que ele pode ser arrogante as vezes mas não é uma má pessoa. Talvez você precise ser paciente e não jogar um vaso na cabeça dele, se quiser ganhar o coração dele é claro.” - Ele brincou, rindo levemente. “O que é um nome? Aquilo que chamamos de rosa terá o mesmo aroma doce com qualquer outro nome.“ - Alarik citou Romeu e Julieta com um tom de voz mais baixo, rouco e profundo, para então sorrir com o canto dos lábios e completar. “Me chame de Magnus por hora.” - Ele disse usando seu nome do meio. Acenou com q cabeça em um ligeiro sorriso olhando em volta enquanto ela falava da decoração. Alarik não podia ligar menos para elas. “I see…” - Sorriu educadamente ante de continuar. “Precisava de um pouco de ar fresco. E a senhorita? Não está gostando da festa?”
“ Ah, não de verdade. Só na minha cabeça. Às vezes esqueço disso. ” Riu baixinho ao confessar, franzindo o nariz em uma careta. Talvez estivesse muito nervosa - ou confortável demais conversando com o estranho - para não ter notado a forma como tratou o outro como se o conhecesse. Era normal que se referisse ao outro sem o título, tantos anos o enxergando tão claramente como seu futuro marido, idealizando momentos ao encontrá-lo, que esquecia-se de formalidades. Precisava pensar nisso quando, finalmente, conhecesse Alarik, para não soar invasiva. “ Você fala como alguém que tem experiência no assunto. ” Noelle constatou após ouvi-lo falar sobre a essência da pessoa não ter nada a ver com a criação. “ Sou filha única, não saberia dizer. ” Informou, dando de ombros e pressionando os lábios. “ Também espero não me decepcionar. E nem ser uma decepção para o príncipe. ” Suspirou após a pequena confissão, o tom de insegurança muito presente em sua voz. Era péssimo que fosse tão transparente, nem mesmo aquele vestido ou a máscara conseguiam esconder quem ela era. Ouvia a explicação dele sobre como algumas pessoas definiriam Alarik, deixando um risinho escapar com a forma como ele dizia. “ Eu sou bastante paciente. ” E ganhar o coração dele era o seu maior propósito ali, ela acrescentou em sua mente. “ E ele não ser uma má pessoa é um ponto muito relevante. ” Comentou, então mudando a sua expressão risonha por um olhar diferente. Seus olhos pareciam brilhar com a frase proferida, o sorrisinho contido no canto dos lábios. “ Romeu e Julieta, Magnus? És um romântico ou um intelectual? ” Perguntou, curiosa. Era bom que não começasse a abrir a boca e recitar trechos; seu pai ficaria orgulhoso, mas a mãe diria que estava passando dos limites e entediando a outra pessoa. “ Estou adorando! Só precisava de ar fresco também. Talvez não pelo seu motivo. ” Não sabia qual era o dele, mas certamente não era nervosismo em conhecer o príncipe. “ Quer entrar ou passear pelo jardim? Isso é... Acha que vai ser ruim para minha imagem, como selecionada, ficar sozinha com o senhor por aqui? ” Perguntou, genuinamente preocupada com a reputação. Era simpática e amigável sempre, mas ali precisava ser cuidadosa para não ser mal interpretada.
starter para as selecionadas
Suspirou, deixando que o ar que saísse por suas narinas fosse um pouco mais denso, pesado. Alarik nunca havia se quer cogitado estar algum dia naquela posição, e era por isso que ele não podia dizer que queria estar ali, mas ao mesmo tempo, também não queria dizer que ele não quisesse. Era estranho mas como ele poderia saber se nunca havia considerado tal possibilidade? Havia muito em sua mente naquele momento, mas ele lidaria com os pensamentos em algum outro momento. Era hora de aproveitar a noite. Virou todo o conteúdo do bourbon que tomava, e então se levantou, pegou uma taça de champanhe e fez seu discurso iniciando a seleção e quando acabou, saiu da sala. Fazia parte de seu plano que ele trocasse de roupas máscara para não ser reconhecido e então voltou para a festa com a lista que pediu para a governanta responsável pela selecionadas, onde dava detalhes das roupas e máscaras de cada uma, para que ele pudesse reconhecê-las. Rik queria saber como cada uma reagiria a ele sem saber quem ele era, muito menos que ele era o príncipe ali. “Eu tomaria cuidado se fosse você.” - Disso no ouvido da selecionada ao se aproximar por trás dela. Seu tom era baixo o suficiente para causar um arrepio até mesmo nas pessoas mais fria daquele salão, mas auto suficiente para se fazer ouvir por cima da música que tocavam. “Ouvi dizer que a guarda real está a sua procura por roubar o fôlego dos convidados.” - Ele continuou a sussurrar, entre de dar um sorriso arrocha te com o canto dos lábios e então dar a chance para ela se virar para ele. “O que faz aqui sozinha? Não vai me dizer que está a espera do príncipe encantado?” - Tombou a cabeça para o lado de forma suave, demonstrando um extremo interesse. “Talvez eu possa te fazer companhia. O que acha?”
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Quando se aproximou furtivamente da selecionada não pode deixar de ouvindo que ela dizia, muito menos pode deixar de se perguntar como elas estavam se sentindo com tudo aquilo. Para ele, a seleção era algo que ele se quer havia considerado, mas para elas, além da seleção havia o palácio, realeza e toda aquela pompa. Era pior para elas. Te tou não rir do jeito desastrado dela, derrubando a ornamentação do jardim, mas precisou esconder o riso por traz do cristal de sua raça em um gole em sua bebida, por fim sorriu pelo fato dela ter levado tudo na brincadeira. Admirava o bom humor e leveza em uma pessoa. “Acho que é o mais seguro para a senhorita.” - Ela estava de fato muito bonita, apesar do vestido dela ser o mais distante do tema do baile. Ainda assim, linda. Nisso ele tivera sorte, as selecionadas, todas elas, eram lindas. “Ouvi dizer que ele não tem nada de encantado.” - Disse em um tom brincalhão. “Ahh é mesmo? E quais são suas expectativas?” - Perguntou curioso é logo escondeu o rosto atrás da taça. Queria dizer que já havia notado, revelaria sua identidade daquela forma e esse não era seu objetivo. Olhou para onde ela apontava, a peça que ela havia derrubado e então riu, negando com a cabeça levemente. “Não se preocupe com isso, fica melhor dessa forma.” - Disse em meio ao riso. “Estava meio exagerado, não acha?” - Mas era só uma desculpa para encobrir o fato de que ele não tinha ideia do que fazer. “Ninguém vai se quer notar.”
“Bom, ele foi criado pelos mesmos pais do Aaron, não deve ser tão diferente do irmão.” Ela cogitou. Não tinha irmãos, não sabia como era a realidade de duas crianças no mesmo ambiente sendo criadas pelos mesmos genitores. Ficaria surpresa com o quanto duas pessoas poderiam se tornar tão distintas mesmo vivendo por anos sob as mesmas condições e cuidados. “O que mais ouviu dizer sobre ele?” Perguntou, genuinamente curiosa. Afinal, ela estava certa de que o destino a reservava para ser sua esposa, precisava saber que opiniões ele andava recebendo por aí. Por mais que, no fim, sempre escolhesse conhecer a pessoa para tomar sua própria opinião. “Bom, pode parecer bobo, mas...” Ela mesma se interrompeu, colocando as mãos na cintura, de maneira teatral. “Ah, não vou dizer minhas expectativas. Nem sei o seu nome. E elas são muito sérias e pessoais.” Apesar do sorriso doce e o tom gentil, ela realmente levava a sério suas expectativas, acreditando - talvez até demais - no que o Universo parecia lhe reservar e em cada sinal que ela enxergava, por mais sutil que fosse. Talvez estivesse tão empenhada em esperar por sinais do Universo que acabasse não notando algo bem à sua cara. Como agora, poderiam ser diferentes na personalidade, mas o rosto era o mesmo. Passou tantos anos sonhando com Aaron e o admirando, como poderia não reconhecer aquele sorriso? “Acho que sou suspeita para falar. Adoro essas decorações.” Confessou, mordendo o próprio lábio como quem tenta conter um sorriso. É claro que, mesmo sendo uma casta três, nunca tinha ido em uma festa tão grande e tão bem ornamentada como aquela. “Tudo bem, acho que as pessoas vão preferir ficar no salão mesmo. Aliás, por que está aqui no jardim e não lá dentro como os outros?”
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Suspirou, deixando que o ar que saísse por suas narinas fosse um pouco mais denso, pesado. Alarik nunca havia se quer cogitado estar algum dia naquela posição, e era por isso que ele não podia dizer que queria estar ali, mas ao mesmo tempo, também não queria dizer que ele não quisesse. Era estranho mas como ele poderia saber se nunca havia considerado tal possibilidade? Havia muito em sua mente naquele momento, mas ele lidaria com os pensamentos em algum outro momento. Era hora de aproveitar a noite. Virou todo o conteúdo do bourbon que tomava, e então se levantou, pegou uma taça de champanhe e fez seu discurso iniciando a seleção e quando acabou, saiu da sala. Fazia parte de seu plano que ele trocasse de roupas máscara para não ser reconhecido e então voltou para a festa com a lista que pediu para a governanta responsável pela selecionadas, onde dava detalhes das roupas e máscaras de cada uma, para que ele pudesse reconhecê-las. Rik queria saber como cada uma reagiria a ele sem saber quem ele era, muito menos que ele era o príncipe ali. “Eu tomaria cuidado se fosse você.” - Disso no ouvido da selecionada ao se aproximar por trás dela. Seu tom era baixo o suficiente para causar um arrepio até mesmo nas pessoas mais fria daquele salão, mas auto suficiente para se fazer ouvir por cima da música que tocavam. “Ouvi dizer que a guarda real está a sua procura por roubar o fôlego dos convidados.” - Ele continuou a sussurrar, entre de dar um sorriso arrocha te com o canto dos lábios e então dar a chance para ela se virar para ele. “O que faz aqui sozinha? Não vai me dizer que está a espera do príncipe encantado?” - Tombou a cabeça para o lado de forma suave, demonstrando um extremo interesse. “Talvez eu possa te fazer companhia. O que acha?”
Noelle estava em êxtase com tudo o que estava acontecendo. O discurso de Alarik apenas deixou a seleção ainda mais real aos seus olhos, mas já estava dando pulinhos de alegria desde o momento em que acordou e soube o tema do primeiro evento. O vestido escolhido para si era incrivelmente lindo, e o dia que passou se preparando havia fluído tão bem que ela estava estupidamente confiante. No entanto, bastou olhar um pouco para outras garotas e o nervosismo começar a lhe acometer. Como poderia competir com tantas meninas lindas? E se além da aparência elas fossem também inteligentes e interessantes? Ora, é claro que eram, ou o rei jamais as escolheria como possível nora. Se bem que, pensando assim, ela estava ali, então talvez devesse ter um pouco mais de confiança em si. Mas o burburinho de vozes na sua cabeça continuou, e ela precisou tomar um ar e gritar consigo mesma para se acalmar, já que não poderia contar com álcool naquele momento. Encarava algumas flores e sussurrava consigo mesma. “Deixe de ser boba, Ellie. Está vivendo o seu sonho, aproveite o momento e...” Seu pequeno falatório foi interrompido por uma voz em seu ouvido. O susto fez com que a mão que gesticulava esticasse para a frente, derrubando uma das máscaras da ornamentação do jardim. De olhos arregalados e cobrindo os lábios, ela percebeu o que havia feito; por sorte não estava no meio do salão. Estava pronta para se virar e perguntar o que estava fazendo de errado, mas ouvindo a fala do outro, deixou escapar um risinho de diversão e alívio. Virou-se assim que o sentiu longe, entrando na brincadeira. “Obrigada pelo aviso. E o elogio, talvez? De qualquer forma, vou tentar tomar cuidado e fugir da vista da guarda real por enquanto.” Sequer imaginava que poderia ser uma tentativa de cantada, porque acreditava que todos ali respeitavam o fato de que era uma selecionada e, consequentemente, estava disponível apenas para o príncipe. “Bem, ainda não sei se o Príncipe Alarik é exatamente o príncipe encantado mas, teoricamente, todas nós estamos aqui para isso, não é?” O tom era leve e jocoso, mas estava mesmo ali por isso, embora já soubesse que algumas ali pareciam ter motivações diferentes. “Vou confessar que eu tinha outras expectativas para essa noite, mas seria demais esperar que o príncipe me notasse no meio de tantas outras, e logo na primeira noite!” Era um choque que ela não estava muito preparada para levar. Afinal, acreditava piamente que os dois eram almas gêmeas, certo? Ele deveria notá-la na multidão! Mas, lá estava ela, sozinha no jardim, levando susto de um estranho e derrubando a ornamentação. O que a fez lembrar de... “Eu adoraria companhia, mas... Pode me ajudar aqui?” Apontou para a peça caída, completamente sem jeito para se abaixar com aquele vestido enorme e consertar o que havia derrubado.
Tom Griffin • 68 anos • Thomas Ian Griffith
cineasta, pai de Robert e avô de Noelle. nasceu na casta três, em uma família que vem se mantendo no mesmo nível de hierarquia nos últimos anos.
Martha Kerr • 68 anos • Cheryl Ladd
ex-modelo da casta dois, desceu um nível quando se casou com Tom. mãe de Robert e avó de Noelle, a mulher se tornou escritora e dona de casa.
Robert Griffin • 49 anos • William Zabka
professor de literatura e filosofia, nasceu na casta três e é um dos líderes do grupo rebelde que quer acabar ou melhorar o problema na divisão de castas.
Jenna Griffin • 48 anos • Elisabeth Shue
nascida na casta cinco, sempre foi artista de bar, estação de trem, festas. cantava e dançava muito bem, e foi quando conheceu Robert e se apaixonaram. o casamento a levou para a casta três, e agora trabalha como produtora musical, sua forma de se manter conectada com a música.
É com grande prazer que damos as boas vindas à NOELLE GRIFFIN, de 28 ANOS. As fofocas dizem que ela se parece muito com LILY JAMES, mas ela é apenas uma selecionada vinda de COLUMBIA que pertence à CASTA TRÊS. Seja muito bem vinda, ELLIE.
Filho de um cineasta da casta três e uma ex-supermodelo antiga da casta dois, o pai de Noelle nasceu na três. Sempre viu a problemática no sistema de castas, e odiava que os pais fossem tão deslumbrados com o luxo e o poder que o seu sobrenome carregava. Estudou para se tornar professor, indo completamente contra aos próprios pais que trabalhavam com entretenimento, mas não se importando nem um pouco com isso. Apaixonou-se por uma artista de rua, casta cinco, se casaram e tiveram Ellie em poucos anos. O homem viveu a vida em Angeles, mas agora só visitava para ver os pais, e morava em Columbia, onde a filha nasceu e foi criada até então. Diferente de seu pai, Noelle foi criada recebendo toda a atenção e carinho que uma criança precisa, e logo que tinha idade o suficiente, o pai já lhe falava sobre as realidades de Illea, que nem todos tinham a mesma condição de vida que ela. Cresceu tendo consciência disso, muito embora ainda tenha um olhar muito romantizado de que tudo pode ser resolvido com uma conversa e boa vontade. A dualidade de alguém que sabe do sofrimento das castas inferiores, e tenta ajudar como pode, mas também tem uma visão muito ingênua de que as coisas podem melhorar sem uma guerra.
Aspirante à artista como a mãe, é comum ver Noelle cantando por onde passa; pela casa, pela escola quando estudava, enquanto faz compras. Cantou no casamento de dois amigos, como um presente de madrinha, e foi quando teve a sua primeira epifania - ou ela achava que teve. Acreditou que seu destino era ser artista como a mãe, e que um dia se casaria com alguém da casta cinco e poderia viver esse sonho. Passou anos acreditando nisso, olhando para homens da casta cinco e tentando adivinhar qual deles seria o seu grande amor. As coisas mudaram quando, quase dez anos atrás, ela estava na première de um filme dirigido por seu avô. Noelle era apenas mais uma na multidão, os paparazzis não lhe notavam, as pessoas estavam ocupados gritando os nomes dos atores que passavam pelo red carpet. Mas um par de olhos escuros a encontrou, e bastou um sorriso do príncipe Aaron para que ela enxergasse muito mais do que realmente poderia ser. Outra pessoa poderia dizer que ele apenas era simpático, mas a romântica incurável Noelle acreditou que aquele olhar significava algo: uma mensagem do universo. Aaron e Noelle estavam destinados a ficar juntos, ela podia jurar, e foi nesse dia que o sonho de participar da seleção começou a surgir. Passou anos idealizando, escrevendo “Mrs. Schreave” em seu caderno como uma adolescente apaixonada, até desenhou alguns vestidos que usaria em eventos reais, quando finalmente estivesse com a coroa e ao lado daquele que seria o seu grande amor. Então, anos depois, veio a inscrição, e aquele mês nunca foi tão longo, até a chegada da resposta: ela estava entre as selecionadas. Noelle só nunca conseguiu imaginar que, ao contar para a família e ver a animação do pai, o motivo para tamanha alegria não era apenas pela felicidade da filha.
Líder dos rebeldes, o homem viu uma oportunidade no acontecimento. Não poderia falar abertamente porque já havia tentado no passado e viu como a filha tinha certo receio sobre o grupo. Acreditava, ingenuamente, que tudo poderia ser resolvido diplomaticamente, e enquanto não tivesse um choque de realidade maior, ele não poderia confiar nela para tal segredo. No entanto, o homem acreditava que viver no palácio abriria mais os olhos dela, para entender que a Coroa tinha os seus defeitos, e que nem todos ali estavam interessados em melhorar o sistema de castas para os menos favorecidos. Enquanto isso não acontecia, restava a ele esperar, ficar feliz e preocupado com a filha, e aproveitar para lhe dar mais dicas, indiretamente. Sobre o sonho de ser rainha de Illea, Noelle não apenas quer usar a coroa pelo status, ela quer usar o poder que nela vem para fazer o bem para aqueles que precisam. Mas, acima de tudo, quer dividir a responsabilidade com um grande amor
Lily James Mamma Mia! Here We Go Again (2018) dir. Ol Parker