Uma reflexão sobre o "novo" e o "velho"
Os e-readers estão cada dia mais atraindo as pessoas e conquistando consumidores. A possibilidade de carregar diversos e-books em um único objeto (que pode ser mais leve do que muitos livros disponíveis em livrarias) é um dos fatores que tem agradado as pessoas. Mas será que ler através de uma tela é tão proveitoso quando em um livro tradicional? Será que a leitura não perde um pouco da magia?
Vivemos diariamente na frente de telas, muitos de nós, o dia inteiro seja estudando, trabalhando ou simplesmente matando tempo. Os dispositivos eletrônicos estão a cada dia ganhando mais espaço nas nossas vidas. Até mesmo algumas geladeiras têm display digital, que é quase como um tablet. Aparentemente não tem como fugir das tecnologias digitais, até por que não é necessário, pois tais existem para facilitar nosso dia a dia.
Mesmo que a rotina de leitura torne-se mais fácil com o uso de e-readers, nós do Nó Literário acreditamos que é necessário manter, mesmo que esporadicamente, uma leitura através dos livros tradicionais. É tão agradável aquele ritual, de ir até a livraria, escolher um livro, observar a capa, ler a contracapa, abrir o livro, fazer um questionamento acerca do conteúdo. “Será que é bom?”. “Será que eu vou gostar?”. Comprar o livro levá-lo para casa, escolher um lugar confortável e começar a ler. E com o passar dos dias, aquele livro vai ganhando seu espaço no nosso dia a dia. Quando finalizada aquela história, o ciclo recomeça.
Livros são pontos de escape. É naquelas páginas que podemos fugir, por algum tempo, da vida corrida, dessa necessidade pós-moderna de estarmos sempre conectados, sempre sabendo de tudo o que acontece ao nosso redor e no mundo. É poder descansarmos dos problemas, viver outras histórias, adquirirmos novas experiências. Ler através do livro tradicional é a experiência de escape completa, pois nos tira da frente das telas.
Existem momentos em que o e-book será a melhor opção ou a mais viável (seja pelo valor de compra, que é mais baixo do que o livro impresso, ou pela praticidade), é inevitável. Contudo, é necessário que sejamos mais regrados e atentos aos nossos hábitos de leitura, para que o prazer de ler continue vivo sem que nos tornemos escravos de mais uma tela.