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Miss, you forgot your … tube?” – with Choa
Após alguns trabalhos e tomado pelo cansaço, Christian deu-se por vencido, e decidiu deixar o serviço pra lá, pelo menos no que dizia respeito àquele fim de tarde. Alguns storybards e papéis espalhados sobre a mesa de estudos, ao lado do notebook que se equilibrava em alguns dos livros que havia pego emprestado na biblioteca de Columbia University. Checou as horas, e ao dar-se conta de que nem era tão tarde assim, decidiu que sairia um pouco para tomar ar, um café, talvez e principalmente, finalizar os desenhos que daqui poucos dias, apresentaria para um dos professores. Juntou o máximo de papéis, e guardou algumas páginas soltas dentro do sketchbook, bem como lápis, borracha e o que mais julgava necessário levar consigo. Esticou-se para pegar a mochila pendurada na cadeira, e tratou de enfiar ali o caderno de desenhos; certificou-se de que a carteira e o celular estavam no bolso, e num movimento rápido ao se levantar, colocou a mochila nas costas, deixou e trancou o apartamento, e tomou um dos elevadores do prédio, rumo ao estacionamento. No térreo, o destino foi o estacionamento das bicicletas; não tardou em pegar a magrela dourada, de médias proporções, e deixar de vez o prédio, seguindo com certa pressa pelas ruas da metrópole.
@emp-pchoa
As mãos pediam um intervalo já, muitas correções e cansava quando se queria ajudar os alunos, tinha de rabiscar por cima dos desenhos deles, corrigir ou até refazer por cima como exemplo do correto. Choa fazia o que podia nas horas de almoço, quanto tinha algo para entregar no dia, ou quando queria acelerar a entrega das correções. Eram fachadas lindas, um trabalho de perspectiva de empreendimentos e outro com cores, os sombreados eram essências, preferia não riscar as coloridas, fazia anotações numa folha a parte. Fazia com carinho, amava esse trabalho, e dar aula era como ver as coisas que gostava, e ver alunos que tinham o mesmo interesse fora o esforço, sorria boba até. O tempo voava e seu lanche já tinha acabado, juntou as folhas e as colocou no tubo plástico, o celular tocou e viu a hora, céus, a outra professora já avisava que o intervalo acabou. Pedia pra ela avisar por questão de ser esquecida, pegou a bolsa e depois de pagar saiu o mais depressa possível. O táxi não demorou a levar até a faculdade mas quando procurou o tubo… O tubo. Pegou o remédio de ansiedade quando sentiu aquela dor no peito, o estômago revirado, não podia perder aqueles trabalhos eram insubstituíveis e as notas estavam neles. Os alunos não iriam gostar de serem avaliados nesse rigor novamente, tentaria voltar lá assim que pedisse para alguém ficar em seu lugar, ou ligava para o café primeiro?
Chegava esbaforido ao café, alguns minutos após a saída do apartamento. Ao descer da bicicleta, conduziu a mesma até um dos paraciclos rente à calçada, e com o auxílio do cadeado, a prendeu ali. A brisa ligeira de leste que cortava o ar desde as primeiras horas da manhã, se fazia presente ainda no fim de tarde. Se não fosse pelo intenso fluxo de veículos ao fundo, por conta do horário de pico, um clima mais tranquilo e agradável similar ao das noites em sua cidade natal, existiria ali. Uma breve olhada em volta e um suspiro profundo após visitar brevemente algumas lembranças de outrora acondicionadas na mente, permitiu-se dar alguns passos rumo à entrada do estabelecimento. Empurrou a porta de vidro e adentrou o local, sentindo de imediato o cheiro forte e gostoso de café, que tanto adorava. Mais uns passos à dentro, e deixou que o olhar percorresse cada mesa e cadeira vazias, em busca de um lugar para si. -Não tão próximo à porta, por não gostar de distrações, mas não longe o suficiente, para que pudesse observar alguns detalhes da rua e frequentadores do Café. Para Christian, parecia o lugar perfeito.- Tirou a mochila das costas enquanto seguia norteado com destino ao lugar escolhido, puxou uma das cadeiras e se acomodou. Sobre a mesa, o cardápio e a mochila lado a lado. Uma rápida manuseada no menu, e não foi difícil escolher o que pedir à atendente que prontamente se aproximara: Um café americano, um sanduíche australiano e uma pequena porção de Cookies com gotas de chocolate. Cumprimentou a figura feminina que acabara de comentar algo sobre o pouco tempo em que o pedido chegaria, e logo voltou sua atenção ao que realmente fora fazer ali. Abriu a mochila, tirou o caderno, material de desenho e alguns rabiscos, e dispôs sobre a mesa, para então “trabalhar” em seu storyboard. Estabelecimentos como aquele, realmente favoreciam o rapaz observador, que tentava capturar e tomar como referência desde uma expressão, à cada pequeno gesto executado pelas pessoas ao seu redor. Fixou o olhar num conjunto de cadeiras e mesa ao lado da que escolheu, e antes que pudesse começar a representar todos os elementos no papel, notou algo incomum: Um tubo plástico, usado para carregar desenhos talvez, pendurado sobre uma das cadeiras. A xícara sobre a mesa e alguns restos de comida, indicavam que o dono havia deixado o Café há pouco tempo; Na esperança de que ele voltasse até ali, Christian levantou, e o tomou para si, visto que após observar todos em volta, havia sido praticamente o único a se dar conta da situação. Deixaria o tubo ali, visível sobre a própria mesa enquanto se preocupava com os próprios afazeres. Caso não houvesse procura, se encarregaria ele mesmo, de dar um jeito e devolver. @emp-pchoa
Não foi fácil arrumar uma substituição temporária, então pediu uma tarefa em dupla daquelas que a sala inteira se ajuda, valendo alguns pontos extras que torcia para ser um quebra galho caso os trabalhos estivessem perdidos para sempre, só diria alguma coisa aos alunos se tivesse certeza de que estava tudo perdido. Se o fizesse agora provavelmente iria chorar na frente da sala, por mais profissional que fosse, erros assim eram frustrantes, ainda mais por lecionar.
Pegou um táxi e pagou até a mais para que ele fosse mais depressa, será que estava no café ainda, podia ser só isso talvez estivesse lá, quase rezou para que não tivesse esquecido no táxi, perdido na rua. Quando parou no café, entregou o dinheiro ao motorista as pressas, certificou-se de que pegou a bolsa e tudo, não queria esquecer mais nada, foi até o caixa e atendimento do café, perguntando no desespero se não tinham visto nenhum tubo de desenho.
Good morning
i love chia
and also choa
Central Park NYC
I forgot my medicine - w/ Ezra
Embora agitada, a loira pode entender o que o rapaz falava, prestou atenção e tentou pensar em algo mais coerente, por falar com ele já não entrava tanto em colapso, a mente focava em algo, uma coisa só ao invés de milhares de uma vez. Agora era questão de acalmar o corpo. “Eu moro longe, vai demorar muito pra chegar, meu trabalho é mais perto” Não valia a pena ir direto para o trabalho, nesse estado não, então algo que fosse mais viável para o rapaz que agradecia mentalmente por ter aparecido e ser tão paciente, não era sempre que alguém era tão preocupado sem nem a conhecer.
“Pode me acompanhar até a farmácia mais perto? Eu posso comprar meu remédio lá, mas não quero ir sozinha, do jeito que estou sabe? Se não for incômodo, claro. Assim eu posso até ir pra casa depois, tranquila ou no trabalho… ai, eu penso nisso depois senão é mais nervoso”. Mais uma vez respirou fundo, devagar, manteria o controle até se medicar e ficaria tudo, o encarou esperando uma resposta e até sorriu de forma tranquila para não o deixar muito mais preocupado.
Atento, observou enquanto a loira falava, esquecendo-se totalmente da fome. Bom, não totalmente, já que seu estômago ainda roncava lhe lembrando que precisava se alimentar, mas decidiu que era mais importante ajudar a moça. Ao vê-la sorrir mesmo no estado em que estava, pegou-se sorrindo também em admiração; tinha um fraco por pessoas que conseguiam sorrir mesmo quando, no fundo, não queriam, e a julgar pelo estado dela, oferecer sorrisos de certo não deveria ser a coisa mais fácil. Ao menos era o que pensava, é claro, nunca saberia o que verdadeiramente ela estava pensando e passando, e não tinha o menor direito de perguntar.
“Não é incômodo nenhum, não se preocupe”, tranquilizou-a, já se levantando. Havia passado por uma farmácia antes de entrar no restaurante e ela não ficava muito longe, o que era um ponto positivo para os dois. “Precisa de ajuda?” Perguntou enquanto estendia uma das mãos para que ela se apoiasse se necessário e arrumava a mochila no ombro com a outra, oferecendo mais um sorriso para… “Aliás, como se chama?”
Estava mais tranquila por ouvir isso dele, não queria atrapalhar ninguém por causa do descuido mas era como o médico falava, tinha que se concentrar em manter a mente onde o corpo estava e no momento foi juntar suas coisas rapidamente, tentou não esquecer nada ali. “Eu só preciso não esquecer nada, senão posso ficar doida depois, obrigada mesmo. Me chamo Park Choa, e você?”
Levantou-se rapidamente verificando a mesa e a bolsa, o rapaz parecia tranquilo em ajudar, e reparava nisso, quando tomava caminho com ele para onde sabia ter alguma farmácia quis manter o assunto, por educação e agradecimento, tratava bem era algo que fazia bem a si mesma de certa forma. “Não atrapalhei nada da rotina? Perdão qualquer coisa, é que é horário de almoço... Trabalha ou estuda aqui perto?”
Miss, you forgot your … tube?” – with Choa
Após alguns trabalhos e tomado pelo cansaço, Christian deu-se por vencido, e decidiu deixar o serviço pra lá, pelo menos no que dizia respeito àquele fim de tarde. Alguns storybards e papéis espalhados sobre a mesa de estudos, ao lado do notebook que se equilibrava em alguns dos livros que havia pego emprestado na biblioteca de Columbia University. Checou as horas, e ao dar-se conta de que nem era tão tarde assim, decidiu que sairia um pouco para tomar ar, um café, talvez e principalmente, finalizar os desenhos que daqui poucos dias, apresentaria para um dos professores. Juntou o máximo de papéis, e guardou algumas páginas soltas dentro do sketchbook, bem como lápis, borracha e o que mais julgava necessário levar consigo. Esticou-se para pegar a mochila pendurada na cadeira, e tratou de enfiar ali o caderno de desenhos; certificou-se de que a carteira e o celular estavam no bolso, e num movimento rápido ao se levantar, colocou a mochila nas costas, deixou e trancou o apartamento, e tomou um dos elevadores do prédio, rumo ao estacionamento. No térreo, o destino foi o estacionamento das bicicletas; não tardou em pegar a magrela dourada, de médias proporções, e deixar de vez o prédio, seguindo com certa pressa pelas ruas da metrópole.
@emp-pchoa
As mãos pediam um intervalo já, muitas correções e cansava quando se queria ajudar os alunos, tinha de rabiscar por cima dos desenhos deles, corrigir ou até refazer por cima como exemplo do correto. Choa fazia o que podia nas horas de almoço, quanto tinha algo para entregar no dia, ou quando queria acelerar a entrega das correções. Eram fachadas lindas, um trabalho de perspectiva de empreendimentos e outro com cores, os sombreados eram essências, preferia não riscar as coloridas, fazia anotações numa folha a parte. Fazia com carinho, amava esse trabalho, e dar aula era como ver as coisas que gostava, e ver alunos que tinham o mesmo interesse fora o esforço, sorria boba até. O tempo voava e seu lanche já tinha acabado, juntou as folhas e as colocou no tubo plástico, o celular tocou e viu a hora, céus, a outra professora já avisava que o intervalo acabou. Pedia pra ela avisar por questão de ser esquecida, pegou a bolsa e depois de pagar saiu o mais depressa possível. O táxi não demorou a levar até a faculdade mas quando procurou o tubo... O tubo. Pegou o remédio de ansiedade quando sentiu aquela dor no peito, o estômago revirado, não podia perder aqueles trabalhos eram insubstituíveis e as notas estavam neles. Os alunos não iriam gostar de serem avaliados nesse rigor novamente, tentaria voltar lá assim que pedisse para alguém ficar em seu lugar, ou ligava para o café primeiro?
I forgot my medicine - w/ Ezra
A arquiteta estava em seu intervalo entre aulas para almoço, um dos restaurantes em Manhattan que era próximo de seu trabalho, a universidade Columbia. Por descuido acabou atrasando em uma consulta médica, teve de remarcar, o coordenador pediu um adiantamento em um conteúdo de aula e para piorar algumas coisas com sua família andavam desorganizadas, projetos a parte com requerentes ligando, a cabeça estava a mil quando tentava organizar sua agenda na mesa onde nem havia terminado de comer devido ao alvoroço.
Precisava de seu remédio, o calmante manipulado, sentia suas mãos trêmulas e a respiração parecia irregular como se tivesse acabado de correr, a falta de ar e queimação no estômago, sentia a fraqueza e o mal estar que a deixava sem nenhum controle visível.
@emp-ezra
Cansaço era a palavra perfeita para definir Ezra e sequer tinha passado pela hora do almoço. As aulas daquela manhã pareceram intermináveis, e após tudo acabar ainda precisou andar por várias papelarias e lojas especializadas em música para comprar folhas de partitura, pois as suas haviam acabado e não conseguia encontrar em lugar nenhum. Exausto e faminto, entrou no primeiro restaurante que viu e respirou fundo. Precisava recarregar suas energias.
Após uma rápida olhada no lugar, achou uma mesa vazia e caminhou até ela, não demorando mais do que um segundo para analisar o cardápio. Tudo parecia delicioso e não conseguia decidir o que pedir, mas sua concentração na comida foi interrompida quando percebeu a inquietação da pessoa sentada na mesa ao lado. Discretamente, para não incomodar, observou o estado da moça de cabelos claros e sentiu uma pontada de preocupação. Podia ser uma desconhecida, mas não tinha coração para deixar passar uma situação daquela. Ela parecia nervosa e talvez precisasse de algo.
“Com licença”, disse após limpar a garganta para atrair a atenção dela, inclinando-se levemente. “Você está bem? Precisa de alguma ajuda?”
Buscava respirar de uma forma mais tranquila, mas era difícil, tentava focar em algo que não fosse nada preocupante, mas a mente já tinha passado tudo para seu corpo, segurava os próprios dedos numa tentativa de controle, sua atenção foi para a voz que a tirou um pouco de seu desequilíbrio. Olhou o rapaz tentando formular uma resposta, que saísse coerente e mesmo não querendo incomodar ninguém com seus problemas não via outra maneira de se acalmar. “Oi… eu estou nervosa, eu tomo remédio e acabei esquecendo o dia está muito agitado” Ficou um tanto sem jeito, mas de conversar já podia focar em alguma coisa, mas levou a mão à testa, o mal estar era incomodo, talvez não conseguisse terminar o almoço pelo estômago irritado. “É que da um mal estar, e eu estou tentando não ficar mais agitada, obrigada por perguntar”
“Oh”, por um momento foi a única coisa que conseguiu dizer diante da explicação da moça. Ela parecia realmente nervosa e aquilo o preocupava, por isso virou-se de vez em direção à ela, buscando passar certo apoio. “Você quer que eu chame alguém? Algum familiar ou amigo? Você mora aqui perto? Eu posso te acompanhar até em casa, prometo que não sou nenhum pervertido!” Ergueu uma das mãos em própria defesa, abrindo um pouco os olhos azuis como se tentasse passar certa inocência, mas dando uma pequena risada depois disso para deixar o clima mais leve.
Percebendo que havia feito muitas perguntas de uma vez e que, talvez, para uma pessoa naquele estado – qualquer que fosse ele – aquilo fosse um pouco enervante, respirou fundo e permaneceu quieto. Era alguém desconhecido, de qualquer forma, ela não tinha obrigação de responder nada. Ezra estava agindo por preocupação com o próximo, mas sabia bem que naquele lugar nem todos possuíam a simples boa vontade de ajudar, e compreenderia completamente se ela só ficasse mais nervosa e fosse embora. Talvez tivesse sido um pouco imprudente, como sempre. Mas tinha esperança que ela aceitasse sua ajuda, de qualquer forma.
Embora agitada, a loira pode entender o que o rapaz falava, prestou atenção e tentou pensar em algo mais coerente, por falar com ele já não entrava tanto em colapso, a mente focava em algo, uma coisa só ao invés de milhares de uma vez. Agora era questão de acalmar o corpo. “Eu moro longe, vai demorar muito pra chegar, meu trabalho é mais perto” Não valia a pena ir direto para o trabalho, nesse estado não, então algo que fosse mais viável para o rapaz que agradecia mentalmente por ter aparecido e ser tão paciente, não era sempre que alguém era tão preocupado sem nem a conhecer. “Pode me acompanhar até a farmácia mais perto? Eu posso comprar meu remédio lá, mas não quero ir sozinha, do jeito que estou sabe? Se não for incômodo, claro. Assim eu posso até ir pra casa depois, tranquila ou no trabalho... ai, eu penso nisso depois senão é mais nervoso”. Mais uma vez respirou fundo, devagar, manteria o controle até se medicar e ficaria tudo, o encarou esperando uma resposta e até sorriu de forma tranquila para não o deixar muito mais preocupado.
Brooklyn | NYC | USA
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Mercury: What’s your full name?
Venus: What’s your first language?
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Neptune: When’s your birthday?
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Pinwheel Galaxy: Would you date the last person you talked to?
Sombrero Galaxy: Do you have a crush right now?
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Tadpole Galaxy: Would you deny a relationship/friendship?
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Comet: What’s your big dream?
Asteroid: What does your dream life look like?
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Shooting Star: If you could bring back one thing, what would it be?
Pulsar: What do you hope to do in the next 10 years?
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Quasar: If you could spend the rest of your life with only one person, who would it be?
Wormhole: What’s something you wish would happen, but know won’t?
Black Hole: What’s the last thing you want to see?
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A arquiteta estava em seu intervalo entre aulas para almoço, um dos restaurantes em Manhattan que era próximo de seu trabalho, a universidade Columbia. Por descuido acabou atrasando em uma consulta médica, teve de remarcar, o coordenador pediu um adiantamento em um conteúdo de aula e para piorar algumas coisas com sua família andavam desorganizadas, projetos a parte com requerentes ligando, a cabeça estava a mil quando tentava organizar sua agenda na mesa onde nem havia terminado de comer devido ao alvoroço.
Precisava de seu remédio, o calmante manipulado, sentia suas mãos trêmulas e a respiração parecia irregular como se tivesse acabado de correr, a falta de ar e queimação no estômago, sentia a fraqueza e o mal estar que a deixava sem nenhum controle visível.
@emp-ezra
Cansaço era a palavra perfeita para definir Ezra e sequer tinha passado pela hora do almoço. As aulas daquela manhã pareceram intermináveis, e após tudo acabar ainda precisou andar por várias papelarias e lojas especializadas em música para comprar folhas de partitura, pois as suas haviam acabado e não conseguia encontrar em lugar nenhum. Exausto e faminto, entrou no primeiro restaurante que viu e respirou fundo. Precisava recarregar suas energias.
Após uma rápida olhada no lugar, achou uma mesa vazia e caminhou até ela, não demorando mais do que um segundo para analisar o cardápio. Tudo parecia delicioso e não conseguia decidir o que pedir, mas sua concentração na comida foi interrompida quando percebeu a inquietação da pessoa sentada na mesa ao lado. Discretamente, para não incomodar, observou o estado da moça de cabelos claros e sentiu uma pontada de preocupação. Podia ser uma desconhecida, mas não tinha coração para deixar passar uma situação daquela. Ela parecia nervosa e talvez precisasse de algo.
“Com licença”, disse após limpar a garganta para atrair a atenção dela, inclinando-se levemente. “Você está bem? Precisa de alguma ajuda?”
Buscava respirar de uma forma mais tranquila, mas era difícil, tentava focar em algo que não fosse nada preocupante, mas a mente já tinha passado tudo para seu corpo, segurava os próprios dedos numa tentativa de controle, sua atenção foi para a voz que a tirou um pouco de seu desequilíbrio. Olhou o rapaz tentando formular uma resposta, que saísse coerente e mesmo não querendo incomodar ninguém com seus problemas não via outra maneira de se acalmar. “Oi... eu estou nervosa, eu tomo remédio e acabei esquecendo o dia está muito agitado” Ficou um tanto sem jeito, mas de conversar já podia focar em alguma coisa, mas levou a mão à testa, o mal estar era incomodo, talvez não conseguisse terminar o almoço pelo estômago irritado. “É que da um mal estar, e eu estou tentando não ficar mais agitada, obrigada por perguntar”
I forgot my medicine - w/ Ezra
A arquiteta estava em seu intervalo entre aulas para almoço, um dos restaurantes em Manhattan que era próximo de seu trabalho, a universidade Columbia. Por descuido acabou atrasando em uma consulta médica, teve de remarcar, o coordenador pediu um adiantamento em um conteúdo de aula e para piorar algumas coisas com sua família andavam desorganizadas, projetos a parte com requerentes ligando, a cabeça estava a mil quando tentava organizar sua agenda na mesa onde nem havia terminado de comer devido ao alvoroço.
Precisava de seu remédio, o calmante manipulado, sentia suas mãos trêmulas e a respiração parecia irregular como se tivesse acabado de correr, a falta de ar e queimação no estômago, sentia a fraqueza e o mal estar que a deixava sem nenhum controle visível.
@emp-ezra
06/03/2016
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