I demand unconditional love and complete freedom. That is why I am terrible.
Tomaz Salamun (via thelovejournals)
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Tomaz Salamun (via thelovejournals)
(OOC: Todos os jogos que estavam pendentes por aqui foram respondidos. Os que combinei de iniciar, farei nesse fim de semana. Sempre lembrando que estou disponível para mais jogos, então quem se interessar é só me chamar no privado para decidirmos algo. ♥)
SOS, matei um cara. eu e o Ezra
@emp-ezra
Descrever a rotina de Harry Sawyer era muito fácil, não tinha segredos. Harry acordava cedo, trocava de roupa, dava volta no quarteirão para fortalecer os joelhos, tomava um banho quente para espantar o cansaço e tomava um café reforçado. Pegava a sua bicicleta e seguia o caminho até o seu trabalho, tomando todos os cuidados necessários para que nenhum carro lhe atingisse e que nada o atrapalhasse.
Estava agasalhado, apesar de não fazer todo o frio que imaginava que faria, Harry era acostumado a um outro clima e sentia falta, mesmo que preferisse o casaco. Ouvindo suas músicas “de viagem”, Harry as vezes se distraía com alguns prédios e outras vezes tentava não ser atropelado, mas na grande maioria se distraía com as pessoas, com o ar que Nova Iorque trazia e talvez esse tenha sido o seu maior defeito.
Era uma faixa de pedestre e como qualquer pessoa sabe, uma pessoa sobre uma bicicleta deixa de ser pedestre e passa a ser veiculo. E foi como um motorista desgovernado e distraído que não viu o rapaz atravessando, as buzinas dos motoristas parados e que estava se aproximando demais, até o momento em que o atingiu, que caiu longe de sua bicicleta e que machucou seu pulso tentando não morrer com a queda.
A princípio tentou entender o que tinha acontecido, até o momento em que observou o rapaz caído no chão e a sua bicicleta embolada nas pernas dele, arregalou os olhos verdes e se levantou, apesar de sentir os joelhos doer, tentou ser o mais rápido possível em ajudar a pessoa no qual tinha atropelado. — Meu Deus, me perdoa. Eu não vi você e eu sou um completo idiota. — O rapaz caído não era o único acidentado, Harry tinha arranhões no braço, o pulso doía muito e os joelhos estavam doendo como se fossem parar a qualquer momento. Mas, tinha que concertar a merda que tinha feito. — Te machuquei demais? A ponto de ter que te levar pro hospital?
Ezra abriu os olhos para um quarto bem clareado pela luz do sol que entrava pela janela. De imediato sua expressão se fechou em uma careta por ter se incomodado com toda aquela claridade logo que acordou. Emburrado e sonolento, espreguiçou-se, sem sentir nenhuma coragem de sair da cama, e às cegas, tateou o colchão em busca de seu celular para ver as horas. Deveria ser cedo, já que o aparelho não havia alarmado ainda para lhe acordar às 7, e com sorte ainda teria uns 30 minutos para cochilar.
Sorte, porém, era uma coisa que não possuía. Ao abrir um dos olhos para observar o visor, os números que marcados no relógio eram 7, 3 e 4. 7h34. Como assim 7h34? Lembrava-se bem de ter ativado o alarme na noite anterior porque precisava acordar em tempo para ir à faculdade. Tinha uma prova logo no primeiro horário e não podia se atrasar nem um minuto, pois o professor era extremamente carrasco. Estava em maus lençóis.
Saindo da cama em um pulo só, correu para seu guarda roupa e tirou de lá um jeans, uma camiseta e a roupa íntima, as primeiras peças que apareceram em sua frente. Ainda correndo, rumou para o banheiro sem dar bom dia para ninguém e tomou um banho tão rápido que precisou se perguntar se havia sido mesmo um banho. Escovou os dentes e saiu de lá de volta para o quarto, ignorando totalmente a fome que fazia seu estômago roncar. Comer ficaria para depois, no momento tudo que precisava era sair daquele apartamento o mais rápido possível.
Após calçar os tênis e pegar a mochila, continuou no mesmo ritmo de correria enquanto saía, optando pelas escadas ao invés do elevador, que às vezes demorava demais para chegar. Já na rua, lotada de pessoas como sempre, tentou pegar um táxi, mas parecia que seu azar estava particularmente forte naquele dia e nenhum parava. Ao mesmo tempo, estava correndo em direção à faculdade. Na pior das hipóteses iria a pé, apesar de que essa opção não lhe agradava muito. Era certo que iria se atrasar se fosse assim.
Foi em sua pressa que atravessou uma rua sem olhar para os dois lados, garantindo-se apenas do fato de que estava em uma faixa de pedestres. Contudo, por pura ação de seu azar – ou ao menos julgava assim –, não viu quando uma bicicleta se aproximou demais, e tudo que teve consciência alguns segundos depois foi que estava no chão e seu corpo inteiro doía. Piscando os olhos algumas vezes, tentou mover uma das pernas, mas aquilo se provou impossível sem dor. O joelho queimava e tinha certeza que por baixo do jeans deveria ter arranhado toda a pele. A mesma sensação estava presente em seus braços e o tornozelo oposto doía de uma forma absurda.
Viu que algumas pessoas se aproximavam enquanto tirava a bicicleta de perto de si. Segundos depois, alguém que parecia ser dono dela se aproximou e Ezra, sempre tão tranquilo, direcionou um olhar irritado para o rapaz. “O que você acha?” Ralhou enquanto tentava se levantar, gemendo a cada movimento que fazia. “Não, foda-se hospital, eu tenho uma prova extremamente importante em 10 minutos e se eu não chegar na universidade a tempo eu vou reprovar uma matéria, você acha que eu tenho tempo para ir em hospital agora?” Continuou no mesmo tom irritado enquanto caminhava, mancando, até a mochila que havia escapado de seu ombro para um pouco mais distante de onde havia caído. Ótimo. Agora sequer conseguiria correr, e se correndo levaria mais de dez minutos para chegar ao seu destino, no estado em que estava seria impossível. Praguejando em pensamento, levou as mãos aos cabelos bagunçados e os puxou, sem saber o que fazer.
MY cheesecake, not yours! — w/ Matheus.
Matheus não era o típico doceiro alucinado por doces – ao menos não aqueles que precisava de um doce uma vez por dia só para ter certeza que aguentava o resto da semana, ele era o comum, não o chocólatra – como chamavam por aí, mas ele nunca sabia negar algum doce em sua vida, ainda mais nos dias em que a cabeça parecia andar cheia demais para que ele soubesse como lidar com aquela bagunça que era estar curtindo uma pessoa e tudo parecer uma via de mão única. Ele parecia bem especialista naquele tipo de assunto.
Ele podia usar de um docinho para animar seu dia, pelo menos aquele.
O brasileiro desligou o celular assim que saiu da creche em que dava aula – talvez ele precisasse daquele tempo para repensar mesmo suas escolhas de vida. Sua mãe lhe daria razão naquele instante, provavelmente até sua ex-noiva lhe diria que era a melhor coisa que ele estava fazendo no momento, aproveitando um momento sozinho no que tentava, à muito custo, colocar o pensamento no lugar e Matheus sequer pensou duas vezes quando entrou na doceria e sequer se arrependeu quando pediu pelo último pedaço de cheesecake que estava na vitrine. Ele parecia abandonado – o doce – e era completamente injusto que o mesmo ficasse naquela situação tão solitária que era ser o último pedaço de um doce tão gostoso quanto aquele.
Bom, ele achava que iria sair ganhando aquela tarde.
Quando a atendente voltou a se aproximar só para dizer que ele não iria ter o pedaço do doce que já estava chegando a sonhar, ele procurou pelo responsável a acabar com a sua tarde. — Você tem a Dove que cozinha pra você, e você vem roubar meu último desejo no mundo! — Matheus não hesitou o sorriso largo quando o reconheceu, assim como também não hesitou com a brincadeira clara, mesmo que o cenho franzido demonstrasse seu claro descontentamento.
Podia definir a si mesmo com uma única palavra naquele instante: infantil. A ansiedade lhe fazia mexer as mãos de forma constante e havia um sorriso satisfeito em seu rosto, que era acompanhado pelos olhos azuis bem abertos. Sua felicidade durou pouco, porém, pois tomou um breve susto quando ouviu uma voz grave de alguém ao seu lado. De imediato, olhou para o rapaz um tanto confuso, mudando seu foco do rosto dele para o doce que era retirado da vitrine, para a atendente que também parecia confusa e de volta para ele. Naquele instante reconheceu a pessoa e automaticamente voltou a sorrir, ainda tentando assimilar as palavras que lhe foram direcionadas, e quando conseguiu, logo tratou de responder. Ele queria o cheesecake também.
“Dove saiu da cidade, não pode fazer isso pra mim”, disse referindo-se ao doce, que havia sido colocado em um prato sobre o balcão, exatamente entre os dois. “E é um dos meus doces favoritos! Bom, não que eu faça distinção entre doces…” Fez uma expressão inocente, dando de ombros, e logo riu baixinho, mas não deixou que a risada se estendesse muito. “De qualquer forma eu não como isso há dias, eu preciso, e nem a Dove consegue fazer tão bom quanto o daqui!” Ao terminar de dizer aquilo, sua expressão era o que chamavam de ‘cachorrinho abandonado’. Geralmente funcionava para convencer as pessoas de fazer suas vontades, mas se não conseguisse dessa vez, estava pronto para lutar pelo último pedaço de seu amado doce. Ele havia pedido primeiro de qualquer forma, certo?
Nutella addiction — w/ Taylor.
O apartamento de Taylor não era excepcional, mas bem organizado, o chão era de madeira, as paredes eram brancas e deixavam o sofá de tom exageradamente escuro em destaque – o que ressaltava a gata de pelugem branca com algumas “manchas” acinzentadas em locais específicos –, tornando-o ainda mais convidativo do que ele já era por conta do material de que era feito, era um sofá com três lugares e duas poltronas reclináveis que vez ou outra ela utilizava enquanto tomava um pouco de café. Não havia nada de extraordinário, era um apartamento americano comum, com uma tv lcd exagerada, home theater sem grandes necessidades até porque sua sala não era uma das maiores do mundo, um tapete separando o sofá da estante que se posicionava embaixo da televisão. Na estante haviam livros, não somente os seus que eram sobre educação infantil, livros de contos infantis e alguns de receita, mas também haviam os do irmão que variavam os assuntos de forma que ela não conseguia fazer com que parecessem organizados; nesse mesmo móvel havia um compartimento com portas de vidro que guardava os videogames que dividia com o irmão.
A conversa que se relacionava com o papo que tiveram no twitter fez com que a loira movimenta-se a cabeça em negativa por algum tempo enquanto ria dos comentários do garoto ao que adentravam seu apartamento. Estava fechando a porta logo atrás de si quando ouviu a voz do garoto mais uma vez, girou em seus calcanhares para confirmar sobre o que ele estava falando.
— Pode deixar no sofá mesmo, a menos que você acredite que tem algo muito valioso que pode estragar por conta de duas gatas, aí eu diria pra deixar no meu quarto. — Arqueou as sobrancelhas e riu nasalmente ao que ofereceu-se para pegar a mochila do mesmo e levar para onde ele acreditasse que fosse mais seguro. Após a escolha do rapaz, deixou onde ele preferiu e fez sinal com a cabeça para que ele a acompanhasse até a cozinha. — Por favor, não! Mas sujeira é liberado! — Sorriu em reposta. — Já ouviu falar de “cake bomb”? É como se fosse uma bomba de chocolate, mas ao invés da massa, usa-se bolo. É fácil de fazer!
Ao que chegaram no cômodo mais importante para aquela aventura gastronômica, Meredith, uma gata completamente diferente da outra, sua pelugem na parte de baixo do corpo era branca e sobre o tronco era rajada num tom acinzentado, se encontrava no recinto, ao observar a dona caminhou até a mesma num claro pedido de colo, Taylor curvou-se minimamente e capturou a bichana com cuidado, logo deixando que o animal se ajeitasse em seus braços.
— Meredith, esse é o Ezra. — Disse e fez com que a face da gata ficasse de frente com a do convidado. — Ezra, essa é a Meredith e a que estava na sala era a Olívia. E, ah! Pode deixar a nutella na bancada junto dos outros ingredientes.
“Ahh não, não há nada de tão importante assim, pode deixar no sofá mesmo, obrigado”, disse entregando a mochila para Taylor, esperando que ela colocasse o objeto sobre o estofado. O apartamento era bastante bonito e não pôde deixar de observa cada detalhe, acabando por parar sobre o gato em cima do mesmo destino de sua bolsa. Os dedos se curvaram de vontade de acariciar o bicho, mas conseguiu se controlar o suficiente e oferecer um sorriso a loira quando ela voltou explicando o que fariam. Praticamente salivou ao imaginar o que era descrito. “Eu nunca ouvi falar disso, mas eu estou tão pronto para provar que podia fazer isso agora mesmo”, seu tom de voz era divertido e deixava claro seu amor por doces. Definitivamente precisava de ajuda médica com aquilo, ainda que soubesse muito bem que não pararia de ingerir açúcar nem se sua vida dependesse daquilo.
Em passos lentos, acompanhou a mais alta para o outro cômodo e logo reparou que outro bichano se aproximava. Ao ser apresentado a ele – ou melhor, ela –, abriu um largo sorriso e ergueu a mão livre para acariciar o pelo macio ao mesmo tempo em que colocava a sacola sobre o balcão mais próximo, praticamente às cegas. Gostava tanto de gatos quanto gostava de doces, e no momento o ser nos braços de Taylor exigia mais atenção do que o resto ao redor. “Olá, Meredith, espero que possamos ser amigos”, brincou entre risadas antes de se afastar um pouco. “Então, como eu posso ajudar?” Perguntou animado, batendo uma mão na outra antes de escondê-las nos bolsos dos jeans. Estava pronto para literalmente pôr as mãos na massa se fosse necessário, afinal, fazer doces podia ser tão bom e proveitoso quanto apenas comer, por mais desastrado que fosse na cozinha. Ao menos o básico havia aprendido com Dove, uma das garotas que dividiam apartamento com ele, por isso sabia que não iria colocar tudo a perder e nem destruiria a cozinha alheia, como costumava brincar.
I forgot my medicine - w/ Ezra
Embora agitada, a loira pode entender o que o rapaz falava, prestou atenção e tentou pensar em algo mais coerente, por falar com ele já não entrava tanto em colapso, a mente focava em algo, uma coisa só ao invés de milhares de uma vez. Agora era questão de acalmar o corpo. “Eu moro longe, vai demorar muito pra chegar, meu trabalho é mais perto” Não valia a pena ir direto para o trabalho, nesse estado não, então algo que fosse mais viável para o rapaz que agradecia mentalmente por ter aparecido e ser tão paciente, não era sempre que alguém era tão preocupado sem nem a conhecer.
“Pode me acompanhar até a farmácia mais perto? Eu posso comprar meu remédio lá, mas não quero ir sozinha, do jeito que estou sabe? Se não for incômodo, claro. Assim eu posso até ir pra casa depois, tranquila ou no trabalho… ai, eu penso nisso depois senão é mais nervoso”. Mais uma vez respirou fundo, devagar, manteria o controle até se medicar e ficaria tudo, o encarou esperando uma resposta e até sorriu de forma tranquila para não o deixar muito mais preocupado.
Atento, observou enquanto a loira falava, esquecendo-se totalmente da fome. Bom, não totalmente, já que seu estômago ainda roncava lhe lembrando que precisava se alimentar, mas decidiu que era mais importante ajudar a moça. Ao vê-la sorrir mesmo no estado em que estava, pegou-se sorrindo também em admiração; tinha um fraco por pessoas que conseguiam sorrir mesmo quando, no fundo, não queriam, e a julgar pelo estado dela, oferecer sorrisos de certo não deveria ser a coisa mais fácil. Ao menos era o que pensava, é claro, nunca saberia o que verdadeiramente ela estava pensando e passando, e não tinha o menor direito de perguntar.
“Não é incômodo nenhum, não se preocupe”, tranquilizou-a, já se levantando. Havia passado por uma farmácia antes de entrar no restaurante e ela não ficava muito longe, o que era um ponto positivo para os dois. “Precisa de ajuda?” Perguntou enquanto estendia uma das mãos para que ela se apoiasse se necessário e arrumava a mochila no ombro com a outra, oferecendo mais um sorriso para… “Aliás, como se chama?”
Do you ever just sit there talking to the person you adore and care for most and just think to yourself how truly lucky you are to have them?
Nutella addiction — w/ Taylor.
Os olhos claros se encontraram com os números destacados na tela de seu aparelho telefônico, eram 19h e com sorte não havia novas mensagens, um suspiro de alívio deixou seus lábios, havia se atrasado minimamente por conta do trânsito e ainda teria tempo de ajeitar alguns detalhes de seu apartamento, no qual já havia adentrado e que, felizmente, não estava tão desarrumado quanto costumava ficar.
Organizou o primeiro cômodo e moveu-se para a cozinha, no qual ficariam por mais tempo, checou se continha todos os ingredientes necessários para o “cake bomb” que iria fazer com o rapaz e que vinha ansiando já há algum tempo. Deixou cada um dos ingredientes necessários sobre a bancada Corian branca e foi quando fechou a porta da dispensa que ouviu o toque do celular avisando que havia uma nova mensagem. Caminhou até a sala, não segurou o celular, desbloqueou-o sobre a mesa e sentiu os lábios sendo curvados num sorriso animado ao ler o aviso do, talvez, mais novo. Bloqueou a tela e caminhou até a cozinha, onde estava o interfone que continha o botão para que ela abrisse o portão, feito isso, segurou o interfone e informou que ele deveria seguir até o prédio a sua frente, entrar no elevador, subir ao quarto andar e avisou que ela o estaria esperando ali.
Quando os portas pratas se abriram para que o rapaz chegasse ao alcance de sua visão, o sorriso que já enfeitava sua expressão facial aumentou, deixando seus dentes à mostra, os pés se movimentaram de modo ágil para que ela pudesse envolvê-lo com seus braços finos e só neste momento foi que reparou que ele era alguns centímetros mais que baixo que si, o que fê-la rir nasalmente.
— Você é, definitivamente, a última pessoa na Terra da qual eu teria medo. — O abraço já havia sido desfeito após a mulher ter começado a se pronunciar e antes de oferecer qualquer tempo para que ele a respondesse, deu alguns passos até a porta de seu apartamento que estava aberta. — Vem, aí a gente conversa e cozinha ao mesmo tempo.
Acabou tão distraído enquanto esperava pela mulher que levou um pequeno susto quando o portão se abriu e a voz dela soou pelo interfone. Ao ouvir todas as instruções, entrou no prédio e seguiu para o elevador, onde apertou o botão que indicava o quarto andar e esperava que as portas se fechassem. O curto trajeto foi feito com um dos pés batendo sobre o chão no ritmo de uma melodia completamente aleatória que havia em sua mente, e quando as portas voltaram a se abrir, mal deu um passo para fora antes de ver a loira sorrir e caminhar em sua direção. Não demorou a sorrir também e retribuir o abraço dado de forma apertada, mas breve, não deixando de reparar o quanto ela era alta – mais alta que ele. Quase se arrependeu de não estar usando os Converses com plataforma que geralmente usava para não se sentir tão baixo.
“Você deveria ter, vai que eu tenho uma arma escondida na minha mochila?” Respondeu alguns segundos depois, entre risos, enquanto a acompanhava até o apartamento, cuja porta estava aberta. “Mas não precisa ter medo mesmo, eu prometo que sou bonzinho. Ou tento…” Os ombros foram encolhidos ao dizer aquilo, e não conseguiu evitar outra risada. Ao entrar, observou o lugar antes de voltar a olhar para Taylor, tirando a mochila das costas e entregando para ela a sacola que continha os dois potes de nutella. “Onde eu posso colocar isso?” Perguntou referindo-se a sua mochila, que agora estava pendurada apenas sobre um dos ombros. Deveria ter passado em seu apartamento para deixá-la lá depois da aula, mas como havia decidido sair da universidade direto para o apartamento dela, teria de lidar com aquilo. “Ah, e o que vamos fazer? Prometo que vou tentar não destruir sua cozinha na ajuda”, brincou abrindo um largo sorriso. Aquela era a pergunta mais importante, afinal… Havia nutella envolvida e nada poderia ser mais importante.
Aldebaran e Gemini! 💖
Aldebaran: What’s something you care desperately about?
Not something, but someone. My mom.
Gemini: Favourite song?
I don’t know, it changes all the time, but right now… This one (x)
Nutella addiction — w/ Taylor.
@emp-tay
Sexta-feira. Nova Iorque, como sempre, estava extremamente ativa, e mesmo com a temperatura caindo de acordo com as horas que passavam, ela não dava o menor sinal de que iria parar. Ezra já havia se acostumado com aquilo. Depois de tantos anos morando naquele lugar, o estranho seria ver o contrário.
Apesar do frio, que geralmente lhe fazia querer ficar escondido embaixo dos lençóis, sentia-se animado. Se dirigia para o apartamento de Taylor, uma mulher simpática que havia conhecido durante suas voltas em redes sociais, e os planos para a noite eram o de se juntarem para prepararem alguma receita envolvendo seu doce favorito: nutella. Ele provavelmente mais assistiria enquanto ela preparava do que faria algo, mas a intenção era aquela, de qualquer forma.
No meio do caminho, parou em uma conveniência para comprar dois potes do creme. Era provável que usassem apenas um para qualquer receita que escolhessem, mas por que não garantir? Nutella nunca era demais, afinal. Cantarolava baixinho enquanto pagava pelos produtos no caixa, e ao sair, rumou em direção ao endereço passado pela moça. Mesmo com as ruas cheias de pessoas indo e vindo de seus trabalhos, aulas e compromissos, havia preferido ir andando a pegar um táxi. Ao menos poderia curtir um pouco as luzes de Nova Iorque e esticar as pernas, já que era um sedentário de primeira.
Ao chegar em frente ao prédio, optou por usar o telefone para avisar a loira que havia chegado, até porque de certo precisaria da permissão dela para passar pela portaria. Digitando rápido, enviou um “já estou aqui embaixo e tenho dois potes de nutella” por mensagem e encostou-se próximo ao portão, aguardando.
The talk — w/ Gregg.
@emp-gregg
Ezra entrou no apartamento na ponta dos pés. Apesar de já estar claro do lado de fora, ainda era muito cedo e tinha certeza – ou ao menos esperava isso – que todos estavam dormindo. A única pessoa que presenciou sua saída foi Quinn, e para ela daria explicações depois. Não queria preocupar os outros e nem que eles percebessem que havia saído no meio da noite e estava chegando depois do nascer do sol. Não que estivesse fazendo algo errado que precisasse esconder das pessoas ou qualquer coisa assim. Bom, na verdade estava sim, mas ninguém precisava saber.
Antes de ir para seu quarto, passou pela cozinha para tomar um copo de água. Enquanto enchia o copo, lembrava-se de tudo que tinha acontecido naquela noite e por isso não conseguiu evitar um sorriso, que foi escondido quando o copo foi levado aos lábios. Depois de terminar com o líquido, espreguiçou-se levemente e pegou seu caminho para o quarto. A noite havia sido agradável, mas tudo que precisava naquele momento era um banho e sua cama, ainda que, tecnicamente, precisasse levantar em menos de uma hora para ir à faculdade.
Ainda em silêncio, abriu a porta do outro cômodo lentamente. Não queria acordar Gregg, por mais que achasse que já estava na hora do mais velho levantar. Ele era um early bird, afinal, estava sempre acordado antes de todo mundo. Havia tido sorte, na verdade, de ele já não estar andando pelo apartamento, por isso queria evitar o máximo possível que ele levantasse antes de estar bem escondido entre seus lençóis. Para sua surpresa, contudo, o rapaz estava acordado, e pior: sentado em sua cama. Precisou de muito esforço para não soltar um grito de susto ao vê-lo ali, e quando se recuperou o suficiente, forçou um sorriso inocente e deu alguns passos para sair da porta, fechando-a atrás de si. “Bom dia…?” Disse de forma desconfiada, ainda forçando o sorriso.
Send a space thing for questions
Planets: Life
Mercury: What’s your full name?
Venus: What’s your first language?
Earth: Where’s your home?
Mars: What’s your sexuality?
Jupiter: Do you have any siblings?
Saturn: Any pets?
Uranus: What’s your hobby?
Neptune: When’s your birthday?
Pluto: What time is it right now where you are?
Moon: What are you currently studying/hope to study?
Stars: Experiences
Sun: Have you ever had alcohol?
Sirius: Have you ever failed a class?
Rigel: Have you ever gone on a rollercoaster?
Deneb: Have you ever been out of your home country?
Arcturus: Have you cried out of something other than sadness?
Betelgeuse: What’s something you can never forget about?
Aldebaran: What’s something you care desperately about?
Canopus: Have you ever broken a bone?
Bellatrix: Have you ever been forced to lie/keep a secret?
Alphard: Have you ever lost a friend?
Vega: What’s something you’ve done that you wish you hadn’t?
Constellations: Favourites
Centaurus: Favourite holiday?
Orion: Favourite month?
Cassiopeia: Favourite book?
Delphinus: Favourite study?
Hercules: Favourite instrument?
Gemini: Favourite song?
Pegasus: Favourite place to be?
Libra: Favourite colour?
Phoenix: Favourite thing to wear?
Aries: Favourite movie?
Cygnus: Favourite weather?
Hydra: Favourite sound?
Galaxies: Love/Friends
Milky Way: Who’s your oldest friend?
Andromeda: Do you consider yourself social?
Black Eye Galaxy: Do you believe in love at first sight?
Cartwheel Galaxy: When was your first kiss?
Cigar Galaxy: How’s your flirting skills?
Comet Galaxy: Have you ever had to leave a relationship because someone changed too much?
Pinwheel Galaxy: Would you date the last person you talked to?
Sombrero Galaxy: Do you have a crush right now?
Bode’s Galaxy: Have you ever had a secret admirer?
Sunflower Galaxy: Would you date/make friends with someone out of pity?
Tadpole Galaxy: Would you deny a relationship/friendship?
Whirlpool Galaxy: Have you ever cried over a breakup?
Other stuff: Wishes
Comet: What’s your big dream?
Asteroid: What does your dream life look like?
Meteor: What’s something you wish you could tell, but can’t?
Nebula: If you could undo one thing in your life, what would it be?
Shooting Star: If you could bring back one thing, what would it be?
Pulsar: What do you hope to do in the next 10 years?
Supernova: What’s one thing you want to do before you die?
Quasar: If you could spend the rest of your life with only one person, who would it be?
Wormhole: What’s something you wish would happen, but know won’t?
Black Hole: What’s the last thing you want to see?
I forgot my medicine - w/ Ezra
Buscava respirar de uma forma mais tranquila, mas era difícil, tentava focar em algo que não fosse nada preocupante, mas a mente já tinha passado tudo para seu corpo, segurava os próprios dedos numa tentativa de controle, sua atenção foi para a voz que a tirou um pouco de seu desequilíbrio. Olhou o rapaz tentando formular uma resposta, que saísse coerente e mesmo não querendo incomodar ninguém com seus problemas não via outra maneira de se acalmar.
“Oi… eu estou nervosa, eu tomo remédio e acabei esquecendo o dia está muito agitado” Ficou um tanto sem jeito, mas de conversar já podia focar em alguma coisa, mas levou a mão à testa, o mal estar era incomodo, talvez não conseguisse terminar o almoço pelo estômago irritado. “É que da um mal estar, e eu estou tentando não ficar mais agitada, obrigada por perguntar”
“Oh”, por um momento foi a única coisa que conseguiu dizer diante da explicação da moça. Ela parecia realmente nervosa e aquilo o preocupava, por isso virou-se de vez em direção à ela, buscando passar certo apoio. “Você quer que eu chame alguém? Algum familiar ou amigo? Você mora aqui perto? Eu posso te acompanhar até em casa, prometo que não sou nenhum pervertido!” Ergueu uma das mãos em própria defesa, abrindo um pouco os olhos azuis como se tentasse passar certa inocência, mas dando uma pequena risada depois disso para deixar o clima mais leve.
Percebendo que havia feito muitas perguntas de uma vez e que, talvez, para uma pessoa naquele estado – qualquer que fosse ele – aquilo fosse um pouco enervante, respirou fundo e permaneceu quieto. Era alguém desconhecido, de qualquer forma, ela não tinha obrigação de responder nada. Ezra estava agindo por preocupação com o próximo, mas sabia bem que naquele lugar nem todos possuíam a simples boa vontade de ajudar, e compreenderia completamente se ela só ficasse mais nervosa e fosse embora. Talvez tivesse sido um pouco imprudente, como sempre. Mas tinha esperança que ela aceitasse sua ajuda, de qualquer forma.