em nome da Excalibur, NYNIVE ASLI SOUL em seus 25 ANOS, jura reverter o legado de ÚRSULA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO III. Com a bondade tocada em seu coração, recebe SENSIBILIDADE e não se permite ser corrompido por ORGULHO. Por último, é deixado um corte na mão de PINAR DENIZ como prova de seu comprometimento com a luz.
𝒑𝒊𝒏𝒕𝒆𝒓𝒆𝒔𝒕 . 𝒑𝒍𝒂𝒚𝒍𝒊𝒔𝒕 . 𝒕𝒂𝒔𝒌𝒔
HABILIDADE MÁGICA: Ursula tinha dois fiéis comparsas a quem ela tinha dado a habilidade de serem seus espiões. Pedro e Juca compartilhavam a visão com a bruxa do mar antes de serem reduzidos a pó pelo poderoso Tritão. Quando sua segunda filha biológica nasceu, a ela foi lhe dado dois camundongos. Quando fez dezoito anos e seus poderes afloraram, percebeu que estava ligada a Niko e Hugo, com a habilidade de entrar na mente de dos ratinhos, compartilhar sua percepção do mundo através dos sentidos, o que ela não sabia, no entanto, é que Úrsula também pode usá-los, como seus espiões, para ver tudo o que acontece longe do exílio.
OCUPAÇÃO: É uma fiel e respeitosa bibliotecária na Biblioteca Arturiana dos Dubois. Muitos anos antes, aquele tinha sido o lugar escolhido por Ursula para armar seu ataque, e hoje, sua filha é funcionária do mês por três meses seguidos. É prestativa, inteligente e silenciosa, qualidades essas que a fazer ser muito querida pelos antigos funcionários, até para aqueles que torcem o nariz para a filha da bruxa no mar estar ali.
DORMITÓRIO: Sim
PERSONALIDADE: Calma, reservada, educada e polida como um dos livros que ela ajeita todos os dias na estante. Nine podia muito bem ser confundida com uma estatua, de tão invisivel, desimportante, realmente. Além de sua estranha relação com ratos, o que por si só não faz dela uma figura muito querida entre os mais abastados na sociedade arturiana, ela não é ameaçadora, nem de longe tão animada quanto as irmãs mais velhas, nem tão interessante e gentil quanto os mais novos. No entanto, caso alguém pudesse ouvir o que ela pensa, se surpreenderia com as ideias mais hostis, rebeldes, incendiosas que alguém poderia ter. A questão para entendê-la talvez seja uma aposta, e se tratando de uma Soul, apostas são sempre divertidas e empolgantes de ver: Até quando a pose de boa moça irá mascarar a verdadeira espiã ardilosa? Será que tempo o suficiente para que os planos da Bruxa do Mar se realizem?
SOBRE
A história normalmente diz mais sobre quem a conta do que sobre os fatos narrados nela. Para os Arthurianos, e Ariel com certeza, Ursula era uma manipuladora, uma bruxa, uma negociadora inescrupulosa capaz de tudo para conseguir o que queria. uma shapeshifter. os boatos e os rumores eram infindáveis. Para Nynive, a mãe era uma mulher triste, no fundo, era isso que ela via. tristeza. Os olhos azuis grandes viviam cansados, arrumando cadeiras quebradas, balcões cedendo, espartilhos que viviam soltando lantejoulas. Enquanto pregava um paetê e outro, ela ouvia a mãe contar das cores de sereias, vivas, escamosas, brilhantes como nenhuma outra pedra preciosa. Ela no centro da corte de Tritão, uma igual, cheia de poder, glória, em um reino que não era nada parecido com o Castigo, nem Arthurian era páreo para a beleza dos sete mares. Ali era o lar. Dizia a mãe com confiança, era ali que ela e seus irmãos tinham de crescer. Não naquele buraco.
Os olhinhos curiosos da Soul absorviam cada palavra, ainda que naquela idade, ela estivesse mais preocupada em brincar de faz-de-conta de sereia, em nadar com golfinhos, lutar com tubarões e explorar navios naufragados. era uma criança, cercada de lixo, muito tempo em suas mãos e o pior de tudo. uma promessa: que sua verdadeira vida estava embaixo d’água.
Crianças não tem porque duvidar de suas mães e sua mãe, em especial, convencia qualquer um de qualquer coisa. bastava ver, através das janelas pequenas do camarim, o que ela conseguia fazer com um pouco de luz, plumas e música. O castigo parecia um lugar mágico, pelo menos o clube onde ela tinha crescido. Não era de se admirar que houvesse aprendido algo que uma criança não deveria. Um clube como aquele não era para ser habitado por crianças, mas Ursula jamais tratou qualquer um dos seus filhos como infantilóides. Não, não. Ela conseguia filar um cigarro com a graça de uma estrela do cinema dos anos cinquenta, com unhas decoradas, posicionar entre os lábios pintados de carmim, e dizer “Sabe de uma coisa, criança….” a voz rouca de cigarro, pausava apenas para que a fumaça escapasse,. “Nenhum homem jamais vai respeitar o poder de uma mulher. Nunca. Então nunca se sintam mal de tomar o seu próprio poder.”
Nynive não sabia o que aquilo queria dizer. Por muitos anos ela não soube. Mas assentiu, obedientemente enquanto via aquela tristeza se tornar raiva. e então ódio. e aí observar que tudo o que a mãe era, era apenas uma sombra, ela existia apenas por um sentimento: vingança.
Foi quando a filha, ainda muito nova, começou a se afastar da mãe. Começou a experimentar coisas por si só. Porém, como uma onda gravitacional, ela sempre terminava muito perto da água que cobria a ilha. Como se uma voz lhe chamasse. O reino que lhe havia sido prometido estava tão perto. Às vezes, ela quase sentia o impulso de se jogar na água, mas nunca o fazia. E isso lhe deixava com raiva, lhe deixava com medo, e assustada. Não era fácil reconhecer aqueles sentimentos nela mesma, quando ela achava tão feio vê-los em sua mãe. Se afastou então, de tudo que lhe fazia lembrar do mar, das palavras de sua mãe e, conforme esperava completar dezoito anos, onde poderia finalmente descobrir quem era longe da influência negativa de sua mãe, Nine acreditava fielmente que poderia ser alguma coisa diferente.
Foi quando durante seu primeiro semestre no instituto, acabou por se envolver em um acidente, algo idiota realmente com alguns herdeiros, querendo testar suas teorias e, ela acabou caindo na água. O lugar em que ela estava terminantemente proibida de ir. Por não saber nadar e seu corpo, amaldiçoado não poder se mudar para a verdadeira forma, apenas afundou como uma latinha sem vida. Quando tiraram seu corpo d´água, pálido, gelado Nynive se sentia confusa. Sabia que não era a água a culpada pelo seu acidente, sequer dos idiotas que lhe empurraram. Sua vida, assim como de seus irmãos e de sua mãe havia sido roubada. Eram como deficientes, sem uma muleta. Acreditando que a salvação estaria do outro lado da ilha, mas a verdade…. a verdade é que eles precisavam salvar a si mesmos. Serem donos da própria vida não tinha nada a ver Arturian, e tudo a ver ao mesmo tempo.
Nenhuma mudança foi possivel observar dali para frente. Ela continuou quieta. aprendendo, se tornando útil, dizendo as coisas certas nos momentos certos, mas enquanto Niko, seu camundongo passeava pelos canos, vendo e ouvindo coisas, ela alimentava a mãe de conhecimento, de informações que poderia finalmente devolver a ela e a todos os amaldiçoados no castigo a sua verdadeira vida.











