Uma das mãos da arcanja, encontraram a nuca de John, acariciando-a enquanto apertava os lábios do maior sobre os seus. Devo dizer que, Elizabeth estava se sentindo estranha mas não estranha de um jeito estranha, mas sim de um jeito estranha bom. Ah, complicado né? Era assim que ela se sentia quando estava com ele, nada era fácil. Tudo complicado. E mais uma vez, ela esqueceu de que estava na rua e levou a sua outra mão a lateral do corpo dele, arranhando-a. Ali, naquele momento, ela esqueceu de quem era, esqueceu quem ele era. Nada de demônio e uma arcanja, ela só conseguia ver um homem e uma mulher. Uma mulher que estava completamente apaixonada e não era nada fácil para ela ter que admitir. Mas foda-se, ela estava ali com ele só não sabia por quanto tempo, mas estava, ela apenas iria aproveitar. Mordeu o lábio inferior do homem, afastando seus lábios dos dele, para que pudesse sussurrar novamente no ouvido de John: — Acho melhor, sairmos daqui. — Assentiu, sorrindo enquanto mordia o lóbulo da orelha dele. Como ela, poderia não estar sorrindo? Ok, a noite não tinha começado do jeito certo mas parecia que agora, estava indo para onde ela queria. Sua cama, tsc. Eliza se afastou um pouco, segurando na mão do maior, fitando-o, esperando talvez uma resposta do mesmo.
Após ouvir o que ela disse ele se deu conta novamente de que estavam na rua, não era bom ficar ali, John não era uma pessoa muito controlada, não sabia o que poderia acontecer á seguir se continuassem na rua. Olhou para a mão dela segurando á sua e se sentiu estranho por um momento, era algo bobo, mas era… Algo um pouco… Intimo.
Sentiu que estava sendo conduzido para dentro de um daqueles prédios, sentiu quando entraram no elevador, mas sua mente estava um pouco fora. Não fora fácil confessar isso pra Eliza, ele se sentia estranho e nem era preciso falar isso, mas ele não conseguia não pensar nisso. Se encostou em um dos lados da caixa metálica e a observou de onde estava.
-Por que você está sempre correndo?
Elizabeth não estava pensando em nada e quando digo isso, é nada mesmo. Ela não conseguia fazer sua mente funcionar, não conseguia pensar nem em como era errado tudo aquilo ou em como, ela era errada. Nada se passava na cabeça da arcanja. Quando eles entraram no elevador, ela apertou o botão correspondente ao andar do seu apartamento sem ao menos olhar para o mesmo. Seus olhos tinham um ponto fixo, advinha? John, claro. — Digamos que, gosto de dar velocidade as coisas. — Deu de ombros, sorrindo de canto. Sério isso? Velocidade as coisas? Nossa, não tinha nada melhor para dizer? Sem que percebesse, o elevador tinha parado. Oba! Ela pensou, saindo de dentro bicho de metal — apelido carinhoso dado por Eliza, ao elevador —. Se direcionou até a porta do seu apartamento que ficava de frente para o elevador, sem olhar para trás só para ter certeza de que o homem a seguia. Ele não iria fugir agora, iria? Tirou do bolso traseiro do short, um pequeno objeto de metal — a chave —, colocando-o na fechadura e com apenas um click a porta se abriu. Ela sorriu, fitando o maior. — Fica a vontade. — Apontou, para o interior do apartamento.
Arqueou as sobrancelhas pela resposta e não conteve um riso baixo com isso, abaixou a cabeça enquanto coçava o queixo e percebia que ela parecia um pouco nervosa, mas não durou muito porque logo o elevador parou e eles saíram John arqueou uma sobrancelha quando ela olhou pra tras e negou com a cabeça, o olhar atento ao corredor pequeno, quando ela abriu a porta ele não se conteve mais.
Nem sabia porque estava se contendo.
Não esperou a porta ser fechada, a garrou pela cintura e suspendeu o corpo dela, as pernas dela se agarrando ao quadril dele e John usou o corpo de Eliza pra fechar a porta, as bocas se procurando novamente.