STARBOY EM YOJI, O DOMINADOR
STARBOY CRIADO POR JOSÉ AMORIM NETO
UM CONTO ORIGINAL DE LUIZ GUSTAVO
REVISÃO POR: RAFAEL ASSIS
*Nota da revisão: Esta história se passa depois dos acontecimentos das edições de 1 a 4 da revista Starboy. Mas não se preocupem, não vamos te contar o final da quarta edição antes da hora.
PARTE 1 – LADRÃO DE MEMÓRIAS
“As coisas estavam bem, tudo normal até descobrir algo: Alienígenas existem! E agora eu preciso proteger as pessoas dessas coisas escrotas. Mas, por que eu?”
– Ainda se perguntando o “por que”, Erik? – falou Tetrix.
– Ah, cale a boca, nem pensar eu posso mais em paz? – respondeu atordoado.
– Erik, você não acredita em destino, acredita? – perguntou o alien.
– Não, por favor, tá até parecendo a Julie.
– O que têm eu? – perguntou ela. Havia chegado de surpresa.
“Ah, droga, justo agora?” pensou Erik.
– Não é nada, Julie.
– Mas eu ouvi meu nome, e foi você quem falou.
Sem paciência, Erik olhou torto para o espelho, bem fundo em seus olhos.
“é para você mesmo que estou olhando, Tetrix”.
“hahaha foi mal!”
“Filho da P...”
“Olha os pensamentos, menino”.
Irritado, Erik saiu do quarto e foi pra varanda. De lá, Erik, com um impulso, voou Dalí.
– Para onde está indo, Erik? Ferro velho, de novo?
– Não enche Tetrix!
Erik desceu no ferro velho, se sentou em cima da capota de um dos carros quebrados.
– Ah, como é bom poder ficar um pouco sozinho.
– Mas eu estou aqui também. – disse Tetrix.
– Então se finja de morto por uma hora.
Erik esperou alguma resposta, mas Tetrix ficou calado. Ele sorriu e fechou os olhos para sentir a brisa que passava, mas ela foi ficando mais forte, e mais forte até jogá-lo para longe.
– Sinto informar, mas precisei viver de novo. – disse Tetrix.
– Que merda foi essa?
– Perigo, perigo...
– Tinha que ser justo agora? No meu momento. – disse perplexo.
Erik se aproximou sorrateiramente de onde estava, e escondido atrás de uma pilha de lixo, ele viu uma nave pousando.
– Mais alienígenas?
– Suponho que sim, STARBOY. – respondeu Tetrix.
Uma porta se abriu e uma rampa desceu até o solo. Uma enorme criatura esverdeada descia. Possuía consigo algum tipo de arma, um pouco maior que uma pistola. Os olhos amarelos, e usava uma espécie de macacão cinza escuro.
– Droga. – resmungou Tetrix.
– O que foi, conhece ele? – perguntou Erik.
– Já ouvi falar.
– O que ouviu?
– O seu nome é Yoji, aquela arma que ele carrega na mão, serve para extrair a memória das pessoas. Ele vem querendo dominar alguns planetas, mas talvez tenha mais sucesso aqui na Terra.
– E porque aqui?
– Porque os humanos, para muitos alienígenas, são...
– São o que? Responde Tetrix!
– Burros.
Erik fechou a cara.
– Não importa o que acham, mas ele não vai ter o que quer, não aqui.
Erik ficou quieto, esperando o momento certo para surpreender o Alien.
Mas de repente...
– Mas pra onde ele foi? – perguntou Erik, surpreso.
– Aqui! – disse o gigante de cinza surgindo logo atrás do Starboy, dando-lhe um golpe na nuca e jogando-o contra o lixo empilhado que desabou em cima dele.
Yoji se aproximou para ver se o carinha vermelho havia falecido, mas a surpresa veio ao ver ele se levantar do meio daquele lixo todo e partir para cima.
– Desgraçado! – disse Starboy ao atingir-lhe com um soco que o fez cair no chão.
– Mas o que é isso?
– Se chama soco, nunca apanhou na vida? – debochou Starboy dando um chute na costela do monstrão.
Antes de dar o próximo golpe, algo o parou.
– Tetrix, por que me parou?
– Temos que sair daqui.
– Mas como assim, Tetrix, não te compreendo.
– Temos que ir para uma zona segura.
– Droga. – replicou, partindo Dalí num voo deixando a batalha para trás.
Num lugar mais distante, num campo aberto, Erik aterrissou.
– Tetrix, o que deu em você?
– Não pode vencê-lo assim.
– Ele estava apanhando, claro que podia.
– Ele estava estudando seus movimentos.
– Mas estava apanhando!
– Ele deve te procurar agora. Derrotar o que lhe causa dano para enfim dominar os mais fracos e assim o mundo.
– Que porre, Tetrix. Vamos voltar e acabar com ele.
– Ok, mas depois não diga que eu avisei.
Erik voltou para o ferro velho, para lutar com o brutamonte. Mas não deu certo.
– Eu avisei! – disse Tetrix para Erik, todo quebrado, caído no chão.
– Você vai morrer, mas antes vou retirar de você esse alien para usá-lo.
– Ai, Starboy, faça alguma coisa. – disse Tetrix.
– HAHAHA eu acho que isso eu vou permitir.
O alienígena pegou o jovem avermelhado e o prendeu dentro da nave.
– Mais tarde eu volto. – disse o grandão, fechando a porta da nave.
– Erik, é hora, vamos enquanto ele saiu.
– Tá, tá, tá, eu sei, fica quieto e me deixa pensar.
Erik pegou um tipo de arame que estava no chão e tentou destrancar a algema que o prendia á um mastro de ferro.
– Pronto! – disse ao se soltar.
– Mas agora, como se abre a porta? – perguntou enquanto fuçada os botões de controle.
– Deve ser aquele botão que diz “garha” ou “porta” na sua língua.
Erik apertou o botão e então a porta realmente se abriu, mas o alienígena de cinza já estava chegando.
– É agora ou nunca! – disse Tetrix.
Erik sem perder tempo, correu para a porta, empurrou o alienígena, e deu um impulso para voar, mas o monstrão segurou em sua perna e o jogou no chão.
– Filho da... – Erik retrucou.
Yoji se aproximava, mas antes que pudesse pegá-lo, Erik voou.
– Eu vou te encontrar de novo! – gritou o alien.
Na casa de Julie...
Julie estava tensa, parecia ter um pressentimento ruim quanto ao amigo.
Alguém bateu na porta.
Julie atendeu, era Erik, todo machucado e sujo.
– Meu deus, Erik, o que houve com você?
– Adivinha.
– Mais alienígenas?
– Sim.
– Como pode isso? A Terra virou o ponto de encontro?
– Não é bem isso que ela disse. – falou Tetrix. – Mas o recurso de vida na Terra está melhor do que os outros planetas, então quem vier primeiro, acha que pode ficar com ele todo.
– Mas isso é terrível. – disse Erik á Tetrix.
– O que disse? – perguntou a moça.
– Não. Nada, só que é terrível eles virem para cá e tentarem tomar nosso planeta.
– Tem razão. Mas e aí, ainda não me disse o que aconteceu.
– Antes, por favor, me dê água! – pediu.
– Pode pegar na geladeira.
Erik pegou uma garrafinha de água e bebeu em um minuto.
– Tá, agora me fala. – insistiu a amiga.
Com a TV ligada, puderam ver o plantão...
– Um alienígena vem causando terror na cidade, ele possui uma arma que os policiais desconhecem, e as pessoas que foram atingidas ficaram em coma na hora, foram cinco vitimas até agora. – disse o repórter.
– Me desculpe, Julie, mas preciso tirar esse brutamonte da cidade antes que haja mais vitimas.
– Tome cuidado. – disse ela abraçando o amigo com força.
– Aí... – reclamou de dor. – Eu estou dolorido.
– Me desculpe.
– Não foi nada... Até logo. – disse saindo pela porta.
Julie ficou olhando enquanto sumia por entre as nuvens.
– Eu acho que alguém está ficando apaixonado. – disse Tetrix.
– Quem? Julie? – ariscou.
– Sim...
– Ah, Tetrix, cale a boca.
Tetrix riu.
Na cidade...
– Olhem... Quem é? – disse uma das pessoas na multidão.
– Meu nome é STARBOY, e vou salvá-los.
A multidão o aplaudiu enquanto ia para onde estava o alienígena.
O cenário era trágico, com automóveis jogados um por cima do outro, postes tombados, policiais que se protegiam atrás do que podiam e algumas pessoas, curiosos e perdidos, sem saberem o que estava acontecendo.
Erik chegou por trás do monstro jogando sua rajada de plasma nas costas de Yoji, fazendo com que tombasse no chão.
O monstro não se movia.
“Será que ele está morto” pensou Erik
– Não, cuidado! – disse Tetrix.
Era tarde. De surpresa, Yoji abriu os olhos amarelos e num ataque rápido, pegou Starboy pelo pescoço e o levantou e o arremessou contra um prédio. O impacto foi tão forte que os vidros estouraram.
O monstro apontou a arma para Starboy, que parecia estar preso na parede do prédio. Um raio amarelo saiu da arma, mas antes que pudesse acertar o mocinho ele arrancou um pedaço de vidro da janela e redirecionou o tiro para o céu.
– Mas como? – o alienígena ficou zangado.
– Você vai pagar caro pelo que fez as pessoas. – disse Starboy se soltando da parede e voando até o chão, perto de Yoji.
– HAHAHA, não me faça rir. Quem vai fazer alguma coisa aqui?
– EU.
Starboy direcionou suas mãos contra o monstro e reuniu suas energias e o acertou com uma rajada forte de plasma que saia de suas mãos. Yoji começou a ficar coberto pelo plasma e começou a perder movimento.
Yoji caiu no chão.
– Me tire daqui! – gritava indignado.
– Você vai sofrer as consequências. – disse Starboy.
– Quem é você e o que fez com Erik? – Tetrix brincou.
– Tetrix, fique quieto!
– Mas e agora, como vai tirar esse grandalhão daqui?
– Calma, eu vou saber.
Os policiais começaram a sair de trás de onde estavam e se aproximar de Starboy.
– Obrigado! – agradeceu um dos policiais.
– Não se preocupem, estou aqui para ajudar.
Os policiais ficaram em volta do alienígena paralisado.
– Esperem, não cheguem muito perto! – disse Starboy. – Ele pode...
O monstrão juntou suas forças e quebrou o plasma que havia endurecido, jogou dois policiais longes enquanto os outros corriam dali atirando com suas armas, mas era inútil.
“Droga” pensou Starboy.
– HAHAHAHA, pensou que isso me seguraria por muito tempo?
Yoji olhou furioso para Starboy que ficou assustado. O alienígena começou a correr em sua direção, e Starboy partiu em direção a outro lugar.
– Aonde vai? – perguntou Tetrix.
– Tirá-lo daqui.
No meio do caminho, Erik parecia estar perdendo força, mas não podia parar ali.
– Não adianta uma hora você vai cansar, e eu vou te pegar.
– É verdade! – disse Tetrix.
– Tetrix, cala... a... boca! – disse ofegante.
De repente, Erik percebeu um perfume no ar. Mas de quem seria?
Era Julie que estava na rua.
– Julie... Entre! – gritou para a amiga.
Julie virou, e como câmera lenta, ela caia no chão. O raio a havia atingido.
Erik parou na hora, e furioso encheu seu punho de plasma e com um impacto do grandalhão o jogou para o alto e para longe.
– Mas que energia foi essa, Erik? – perguntou Tetrix.
– Eu não sei... – disse surpreso.
Erik seguiu em direção da amiga.
– Não se preocupe, vou te levar para o hospital.
Com Julie nos braços, Erik voou e a levou para o hospital mais próximo.
Depois de o médico a atender, Erik ainda ficou aguardando.
– Dr. Walas, ela vai ficar bem?
– Ela está em coma! Todas as pessoas que foram atingidas por esse raio estão em coma.
Erik se desesperou.
– Não se preocupe, vamos fazer o possível para encontrar uma solução viável.
– Posso vê-la?
– Sim!
Erik estava indignado “como aquilo pode acontecer?” “por que não a tirei dali antes?” eram perguntas que o torturavam. Ele ficou olhando ela e segurando em sua mão.
– Eu vou encontrá-lo e ele vai me dar à cura disso! Ele vai pagar caro! – disse com raiva.
Uma lágrima brotou dos olhos de Erik.
CONTINUA EM BREVE...













