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@oldtimemovie
São quase oito da manhã e os primeiros raios de sol penetram pela janela; irradiando por toda a extensão das suas costas, nuca e pelo lado esquerdo do seu rosto.
Eu te encaro de longe, recostada no parapeito da porta, na esperança de que minha mente retenha esse momento com o mínimo de fidedignidade.
Através do espelho, eu ou você?
Os dois?
Um só.
São apenas reflexos... alguns princípios de sombra... e você é... tão... l i n d o!
O tempo parou.
Os ponteiros do relógio não mais se movem.
Tic, tac - só se for de trás pra frente; pois, nesse momento, fecho os olhos e imagino: filme. De nós dois. De um só. Só. Nosso.
Abro os olhos e constato - estou chorando.
Assustado, você ergue minha cabeça, me toca com a ponta de seus dedos e me atinge no mais profundo de minha pele... pressiona minha mão na sua...
“O que houve?”
E descubro que desaprendi como dizer...
“A dor de cabeça piorou? Dipirona ou buscopan?”
“Eu amo você.”
- Ana Carla Martucci
Meu amor,
Meu único desejo é que o tempo entenda, de uma vez por todas, que tudo que esperamos dele, é que ele espere por nós.
Que a vida, os astros, contos e búzios, nos permitam viver, eternamente, no nosso presente de amor-amar.
Meu caminhar ao seu lado, mãos dadas e sorriso de dentro pra fora, é tudo quanto preciso para ser feliz.
Dane-se tudo, todos! Cada um que duvidar do momento da gente.
Eu te amo... cada segundo mais. Com cada batida do meu coração.
- Ana Carla Martucci
Amor...
Que engraçado!
Nesse momento, olho ao meu redor e não te vejo.
“Vem, tem espaço!”, eu diria, se estivéssemos pertinho, cogitando assistir a um filme na minha cama de solteiro, no final de uma tarde preguiçosa de domingo.
“Me agarra mais!”, me bagunça mais...
Quem diria que a vida nos traria para tão perto...? Mesmo estando tão longe!
Irônico como, nem sempre, as coisas saem como a gente planeja. Como a hora certa de um, pode não ser a do outro. Como a gente aprende a se adaptar, pra fazer feliz quem a gente ama. Como a gente aprende a cuidar, cultivar um jardim, ajeitar uma casa, afofar as almofadas... deixar tudo pronto, preparado... para que, quando o amor retorne, encontre um lar. Pra que ele fique mais tempo. Pra que aprenda a permanecer. Pra que, juntos, aprendam a constância do ficar. Apesar dos pesares todos.
É mesmo uma loucura... pensar que, pra estar junto, a gente primeiro precisa estar separado. Que a gente tem de, a princípio, se encontrar, se entender, se saber. Pra depois deixar que o outro nos descubra mais profundamente também.
Obrigada.
Obrigada pelas descobertas. Por me permitir me conhecer, ao mesmo tempo em que me apresento a você forte, frágil, corajosa, vulnerável.
Vai ver a nossa existência é mesmo feita desses paradoxos todos... afinal de contas, até rosa e vermelho estão nos olhos de quem os vê (se é que me entende!). E números nunca escreveram equações tão bonitas quanto as que você decodifica pra mim de maneira tão amorável.
Esclarecer o anuviado dos dias com você é o que me faz querer retornar a uma morada que é, por ora, impalpável.
Ainda outra vez e também, agradeço-te por todos os cuidados com o meu coração. Por atapetar a sala. Por retirar os objetos cortantes da cozinha. Por fazer, do nosso amar-futuro-lar, um lugar seguro para o meu eu - por tantas vezes, indefeso -, habitar.
Te vejo em breve.
Te quero, meu amor.
Sempre mais do que antes. Nunca tanto quanto depois.
Ana Carla Martucci
Escrevo parar tentar expurgar de mim o que as lágrimas já não conseguem conter e contar.
Dói…
Machuca o que não era pra fazer mal e faz…
Quando mais nova, gostava de reticências; posto que tinham, na minha boca, sabor de eternidade.
Hoje, as provo e continuo sentindo gosto de prolongamento… mas ele não é mais doce.
Já quase não escrevo sobre amor.
O que me aconteceu?
Da última vez que conversamos, soltei: “algo morreu em mim.”
Achava que amor era caminhar num mundo atapetado por flores… é? Ainda é? Não é mais…?
Não sei…
Reticência de novo…
Três pontos que me enausaeiam de incertezas…
Te amo, mas não sei viver assim.
Ana Carla Martucci
“Uma casinha bonitinha, flores no canteiro. Cheirinho de mato ao acordar, cheiro do seu perfume pra dormir. Vislumbrar luas, estrelas e sóis. Cantarolar gracinhas e fofurinhas… Passear por entre as cores do nosso jardim: uma confusão (a mais linda de todas!). E, depois, dividir o teu amor com os nossos filhinhos: porque amor que é amor pra somar tem que primeiro dividir. E te amar devagarinho… Só pro amanhã demorar mais a chegar… Pra eu te ter aos pouquinhos, sem nunca enjoar…”
— Ana Carla Martucci
Forfun.
“Ah, meu amor, como me preocupo com você! Tão longe… E eu aqui sem poder mover um dedo pra te fazer um carinho, um afago. Pra poder te proteger de algo que nem eu mesma conseguiria fazer por mim. Mas é que não, não me importo em errar, em falhar. Só queria que você soubesse que, aqui do outro lado, aqui (que pra você é “lá”); aqui tem alguém que se preocupa com você. Que não se importaria de ouvir teus choros sinceros e nem de tentar te acalmar de qualquer forma. Eu estou aqui, viu? Mesmo que esse “aqui” seja extremamente longe e, no momento, inalcançável. Pensa em mim, se isso for te fazer bem. Pensa.”
— Ana Carla Martucci
By: Wonderingwildgarden
“Foi bonito. Eu sei, a gente sabe. E é isso que eu guardo em mim: as carícias que as tuas palavras faziam em mim, e o som dos teus afagos no ouvido do meu coração.”
— Ana Carla Martucci (via may-21th)
In the Garden by __teaislife__
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@floralls
Never go to karaoke with a Wren.