ainda era diferente para oliwie estar no hospital como paciente. geralmente era quem atendia as pessoas que, como ela, também estavam em situação de emergência. porém naquele momento sabia que não tinha qualquer condição de atuar na profissão, a sensação era de que estava dopada sem sequer ter se medicado. o corpo parecia mole demais, a mente confusa demais e a dor aguda que emanava do pescoço ainda se fazia presente quando o médico adentrou o cômodo. “ doutor corvinus. boa noite. “ e então sorriu, tentando oferecer a simpatia de sempre. “ você poderia me dizer o que está acontecendo? por favor. não me dão muitas informações e eu nem sei o quão feio isso aqui está... “ se permitiu inclinar o rosto, assim ele veria o ferimento exposto no pescoço. oliwie até tinha ouvido alguns murmúrios sobre ataque de animais, mas não conseguia ver o machucado ou se lembrar de como ele havia sido feito.
Celaena encarava o lugar com atenção. A porta trancada não era comum. E ela podia sentir o cheiro de sangue o humano do lado de dentro. Quase como se pudesse ouvir que ela estava passando ali, ouvindo um chamado de dentro. A garota estava presa. Arregalou um pouco os olhos pela surpresa, realmente não havia um único dia de paz em Storybrooke. Tratou de tentar abrir a porta, mas não havia qualquer chave por ali. Olhou ao redor, não havia ninguém olhando, nem por perto. Apenas levantou o pé e com uma força sobre-humana a vampira conseguiu quebrar a maçaneta da porta com a pancada da sola do tênis. Os olhos alternaram entre a jovem dos cabelos claros e o local onde ela estava presa. Que porra estava acontecendo?“How… did you even get yourself into this situation?” Ela perguntou com certa desconfiança, dando um passo para dentro para analisar o lugar. Logo em seguida, deu um passo para trás, deixando espaço para que a princesa saísse dali. “Você está bem? Há quanto tempo estava ai?”
oliwie não sabia, não se lembrava. a memória mais recente era de que havia saído para que pudesse trabalhar, durante a manhã, então era de se imaginar o espanto quando olhou para a janela e percebeu que já era noite. se encolheu quando a outra mulher se aproximou, com certo pânico presente nos olhos esverdeados, mas antes que pudesse questionar qualquer coisa, foi questionada pela desconhecida. " eu... eu não sei. " e então se permitiu olhar ao redor, tentando entender o que era aquele cômodo e onde estava de fato. sem sucesso. não conseguia reconhecer um objeto sequer, um móvel sequer. " não me lembro... de nada... só sinto uma dor muito aguda. eu... estou machucada? " a confusão era clara, mas não havia muito o que pudesse ser feito. acabou segurando no braço da morena ao perceber o quão zonza estava, assim que se levantou, e começou a procurar por machucados em seu corpo sem perceber as gotículas de sangue que ainda emanavam do pescoço ferido. " acho que preciso de um médico. "
" there's a ghost in the mirror. i'm afraid more than ever.
my feet h a v e led me s t r a i g h t into my
grave. oh, lord, have you walked away from me? "
resumo: no dia após o fim do evento de halloween, oliwie precisa voltar a sua rotina normal e não sabe como, pois tudo o que consegue pensar é no quão descompensada está ficando. memórias faltando, sentimentos que não sabe explicar de onde vieram e um enorme vazio como se algo tivesse sido retirado — consequência da maçã envenenada oferecida por catarina.
tudo indicava que aquele era só mais um dia normal na vida de oliwie. havia acordado umas horas antes do início do experiente para que pudesse ter tempo de se arrumar com calma, mas estava há uns bons minutos apenas encarando sua imagem no espelho. sendo o dia seguinte do encerramento dos eventos na cidade, parecia não conseguir entender o que havia acontecido de fato. parte da mente gritava para que acreditasse que um bom conteúdo de seus últimos dias não passavam de um sonho confuso, memórias dispersas que não tinham espaço junto à realidade. que o desafio, vampiros, lobisomens, assombrações e assassinos eram apenas o delírio de uma mente fantasiosa demais.
encarava os olhos esverdeados opacos, como se a vida houvesse sido tirada deles. eram seus, mas não os reconhecia. o celular estava ao lado da penteadeira, a tela recém apagada escondendo o registro das mensagens anônimas que haviam se deteriorado no final do dia vinte e oito. como poderia provar que algo existiu sem ter provas disso? já havia pedido desculpas para pete milhares de vezes, mas não sentia como se fosse digna para se desculpar. havia sido egoísta, pensado apenas em si mesma, na própria família e nos próprios desejos sem considerar que uma segunda pessoa existia na equação. por que? por que o medo lhe fazia recorrer a ações tão desesperadas, que não faria ou sequer concordaria se visse em seu dia a dia?
seu segredo ainda estava a salvo, sim, mesmo que não se sentisse vitoriosa. poderia tentar esconder, mas nenhuma jaula nunca seria grande o suficiente para aprisionar a sensação de ser inferior. não era de conhecimento geral que os pais haviam subornado professores durante toda a sua formação para que estivesse sempre entre os primeiros, não era de conhecimento geral que a vaga na residência não havia sido conseguida por mérito próprio, porém oliwie sabia. oliwie não esquecia. oliwie se martirizava. todos os dias. ainda seria boa se não tivesse amparo? ainda seria boa se saísse debaixo das asas dos genitores? com os questionamentos, uma lágrima rolou solitária pelo rosto já avermelhado. talvez a jaula não fosse grande o suficiente para aprisionar a sensação de inferioridade, mas era grande o suficiente para aprisionar a loira.
as lembranças do dia vinte e nove, por outro lado, permaneciam embaçadas. a destra percorria os fios laterais, colocando-os para trás dos ombros enquanto encarava o próprio pescoço em uma tentativa de dar sentido a dor latente que emanava da região. nenhuma ferida, nenhum hematoma, mas ainda assim, incômodo. os dígitos tocavam a pele exposta como se procurasse algo que os olhos não conseguiam ver, ainda que a textura continuasse a mesma. já não se lembrava de nada do que havia acontecido nas tendas, apenas de como havia se sentido. apenas do medo, do terror, do temor pela própria vida. mesmo sendo apenas um evento, as consequências pareciam pesadas demais para que pudesse suportar sozinha. o que estava acontecendo, afinal? estava ficando louca? pra onde todas as suas memórias estavam indo?
a noite da festa poderia ser resumida com dúvidas sobre o paradeiro do prefeito. se estava vivo e em segurança em um dos quartos do hotel, ou quem poderia ser o assassino caso o encontrassem morto em algum lugar. ainda não sabia explicar como sua fantasia havia sido incendiada bem em frente aos olhos, assim como a que apareceu em seu corpo segundos depois. o que ser uma fada azul significava naquele momento? a fantasia realmente existia ou era mais uma das alucinações que oliwie imaginava ter? um suspiro veio, um fechar de olhos mais demorado do que o usual também. precisava recuperar o controle, precisava recuperar o fôlego para pelo menos tentar entender como escolheria lidar com o dia de hoje.
mas era difícil, completamente fora da sua realidade escolher viver um dia que começou com as notícias sobre o atentado ao prefeito que, no fim, descobriram estar vivo; sobre as mortes da noite anterior; na quantidade de pessoas que saíram machucadas daquela situação. fosse emocionalmente ou fisicamente. as pernas ainda estavam doloridas pela quantidade de tempo que passou correndo, fugindo, se escondendo — sua maior vontade era continuar na cama, um lugar onde sabia estar segura. o que faria caso esquecesse mais uma vez onde morava? caso mais assassinos aparecessem pela rua? visões de pessoas que já haviam morrido há meses? o que faria caso descobrisse que realmente estava descompensando e que seria melhor para a segurança de todos se ficasse reclusa? precisava de ajuda. precisava sentir qualquer coisa que não fosse aquele vazio avassalador que assolava o peito. era quase como se algo faltasse. sonhos? motivações? desejos? era quase como se o amor faltasse.
Pete estava ali em corpo enquanto a cabeça havia saído de órbita. Tentar focar nas fantasias havia se tornado uma válvula. E ainda assim, mesmo conscientemente se esforçando para prestar atenção nas pessoas que desfilavam, Pete não conseguiu captar a diferença na postura da loirinha. Sequer realmente processou o caminho e direção que ela tomou até que estivesse na sua cara, literalmente. Nem deu para pedir explicação. Em um minuto estava a ponto de matar qualquer um por causa de SMS; no outro: chocado. E pior era que havia sido tão, tão inesperado, que suas mãos não saíram do lugar, ou seja, continuou com elas bem lindas segurando a caneta e a prancheta. Só as levantou para tentar segurar os pulsos da menina quando esta já tinha soltado seu rosto.
Qualquer outra pessoa, talvez, poderia achar graça naquilo; tirar de letra, mas Pete não era dessas. Parecia viver escrito em sua testa que ele, definitivamente, não era do tipo de permitir qualquer liberdade para desconhecidos. Muitas vezes, nem mesmo para conhecidos. Limites – as pessoas sabiam que precisavam ter com Pete Lee, e beijá-lo de repente cruzava muitos limites. Naturalmente, ele nunca esperou que tal coisa acontecesse – quem sabe, talvez, se em uma boate e com ajuda de álcool, mas nunca naquele tipo de cenário. Daí suas reações inesperadas, ou melhor, sua falta de reação. Ao menos até o momento em que a loirinha se pôs a fugir.
Pete, de verdade, não entendeu quando se levantou da cadeira e, com cenho franzido e clara confusão, ficou a mirar a garota até ela sumir. Quase que poderia ser classificado como cena de filme clichê da sessão da tarde. Ele realmente não entendeu quando, por um segundo, achou que suas pernas se prepararam para ir atrás dela. “Vocês se conhecem?” de alguém por ali que o fez se recompor. Pete coçou a garganta e respirou fundo, pedindo desculpas com a mesura tradicional de sua cultura - e dava para acreditar? Chegou a se curvar por algo que nem ele tinha entendido e tão cedo poderia fazer, visto que o concurso não mostrou qualquer sinal de pausa. Na verdade, diria que até aumentou o ibope.
Não a viu de novo quando todos os participantes voltaram ao palco para descobrir o vencedor.
&&.
Até tinha esquecido – e como não fazer quando outro problema lhe dava dor de cabeça? Foi o acaso que o levou a encontrá-la novamente, de longe. Pete lembrou-se, então, da expressão dela e da forma que fugiu. Se a garota tivesse feito para causar, por que correr daquele jeito e sumir do concurso?
— Talvez dissessem que teria sido marmelada, pois, provavelmente por como você correu, acreditam que devemos ter algo; ser algo… — se aproximou assim. Tentou ser sutil, mas não deu para colocar sorrisinho em lugar algum. — Mas eu acredito que você poderia ter ganhado. Então, por que fugiu da competição depois da cena?
após a sua fuga, oliwie se pôs a tentar aproveitar o final do evento. foi novamente no espaço onde ofereciam comidas, deu uma segunda volta nas vassouras voadoras e até acompanhou de perto o concurso das histórias mais assustadoras. o problema real foi quando as formas de distrair a mente foram se esvaindo e tudo o que restava era o acanhamento pelo ato inconsequente — ao sentar-se em um dos bancos dispostos, era óbvio que não conseguia tirar os olhos da tela do celular. esperava por uma resposta, um retorno por ter realmente cumprido aquele desafio sem pé nem cabeça. todo o silêncio parecia angustiante demais.
ao escutar uma voz mais próxima, a loira ergueu o olhar para que pudesse procurar de onde vinha e era quase como se o coração parasse de bater por um momento. não acreditou que o veria novamente, ainda mais estando tão afastada do local do concurso e em um lugar tão vasto como aquele. " ainda que ganhasse, não teria a vitória reconhecida, certo? " um pequeno sorriso, visivelmente decepcionado, surgia no canto dos lábios. " e... bom... não saberia como olhar pra você depois daquilo. foi invasivo e eu sinto muito. " e ainda que a vergonha lhe fizesse querer desviar os olhos, permaneceu sobre os semelhantes asiáticos apenas para que ele entendesse que suas palavras eram reais.
— Você que deveria ir embora — durante o dia inteiro ele se sentia descontrolado, descontrolável. Geralmente tinha um controle exímio de suas características lupinas, nunca as expondo, mas seus olhos não voltavam ao normal em horas e ele se sentia tremendo naquela tenda que parecia não querer deixá-lo sair. — E me levar junto — falou dando alguns passos para longe dos lobo, o que pareceu fisicamente machucá-lo. — Aqui… eu não sei explicar, mas… não é bom, não toque em nada, nada mesmo, e saia de perto das jaulas, se for ficar aqui, saia de perto das jaulas.
se oliwie já não estava entendendo o que acontecia, com as falas do outro, tudo parecia ficar ainda mais confuso. ainda não tinha juntado coragem suficiente para sair do local, mas com o pedido, entendeu que não era a única a ter ficado assustada. se não faria por si mesma, faria por ele. " tudo bem, vamos... vamos embora. " e aproveitando-se que ainda o segurava pelo braço, começou a se afastar. primeiro dos lobisomens soltos, depois das jaulas. sendo a primeira vez que parecia prestar atenção em tudo ao seu redor, se arrependia amargamente do fato. algo no ambiente soava mais real do que deveria. " eu também sinto que não é bom, mas não tava sentindo isso antes de entrar na tenda. pode ser o ambiente hostil, violência não costuma ter uma vibe boa mesmo. "
— Não se preocupe — girou o martelo até que ele ficasse sobre seu ombro, onde as marcas de sangue nele ficariam mais visíveis e deu um sorriso grande, com uma das mãos sobre a cintura. — Você não é o meu Mr. J. mas eu gostei de você, então eu te protejo, pode deixar — enquanto a outa estava hesitante em abrir a porta, ela a escancarou logo de uma fez, se abaixando para deixar os morcegos passarem. — Aonde quer explorar agora? O que acha se seguir a trilha de sangue?
a outra parecia ser o completo oposto de oliwie, o que momento era ótimo. realmente precisava de um empurrão para se tornar menos preocupada e aproveitar melhor o que a tenda tinha para oferecer. se antes a expressão era de espanto, agora ria da naturalidade com que a asiática agia. " seguir a trilha de sangue parece uma boa ideia. " concluiu, saindo de frente da porta em imediato quando percebeu a quantidade de morcegos que voavam por ali. " se tivesse que chutar, o que acha que encontraremos? " e antes de entrar no quarto, fez questão de olhar tudo ao redor. poderiam ter armadilhas, certo? cuidado nunca era demais.
querendo realizar o sonho de quando assistir harry potter, max estava na fila esperando pacientemente para ver as tais vassouras voadoras. demorou para perceber que alguém falava consigo, sendo o toque no braço que o trouxe para a realidade, se virando parcialmente na direção da loira. “é, sou eu sim.” afirmou com um sorriso sem mostrar os dentes; não lembrava bem da mais baixa. talvez a fantasia estivesse o confundindo, mas não diria isso para ela. ao menos não errou o ambiente de trabalho, pensou. “você queria se apresentar? sou maxwell, mas pode me chamar de max.”
" sim, eu queria! " e então deu um passo pra frente, acompanhando a fila com veemência. do mesmo modo que não queria perder sua vez, não queria atrapalhar as pessoas que estavam atrás de si. " além de ser meu lugar favorito por causa do karaokê, me sinto muito acolhida quando frequento. queria me apresentar e agradecer pessoalmente por fazer parte disso. " o sorriso que já trazia consigo apenas se tornou maior, ainda mais quando oliwie elevou a destra para que pudesse apertar a mão do outro em um cumprimento de fato. " prazer, max. estarei torcendo pra nenhum de nós cair. " apontou para as vassouras, acompanhando com os olhos a que tomava partida. pela risada que a pessoa dera, parecia estar se divertindo — apesar de parecer perigoso.
“O assassino da esposa… Hope foi a unica suspeita de ser esse tal assasino…” mas hope era inocente, e o assassinato da esposa do prefeito só podia ser um dos planos dissimulados da própria cabeça de Pierre.. . “Se isso for uma pegadinha é de muito mau gosto! O unico jeito de descobrirmos é encontrando o prefeito! Sabe o que diz a lei, sem corpo, sem morto” A feiticeira começou a andar pelo hotel estava determinada a encontrar Pierre, vivo ou morto. “Você não vem?” virou-se para perguntar a princesa.
ainda não tinha tido muito contato com hope então era inviável acusá-la de um crime tão cruel. na verdade, toda a situação parecia inviável demais para oliwie, que ainda preferia acreditar que tudo aquilo não passava de uma brincadeira. " então vamos encontrá-lo! " e apesar da voz demonstrar determinação, tanto quanto a dela, a loira não achava que uma procura amadora seria mais efetiva do que a procura da polícia. estava mais focada em não atrapalhar a investigação do que achar o prefeito de fato. " claro, eu... " começou, ajeitando o vestido e as asas para que pudesse caminhar por entre as pessoas sem acertar ninguém acidentalmente. " vamos. " logo passou a segui-la, sem sequer adivinhar que seria questão de tempo até se perder de freya no meio de todo o tumulto.
“Muito obrigada, adorei saber disso. Não uso muito vermelho, fiquei até um pouco receosa de usar mas vou considerar seu elogio. Que maravilha, então vamos.” Talvez por saber que sua empatia podia ser incomumente contagiante, Harlow estava sempre de bom humor e se possível, animada, e era inestimável ver o sentimento bom se propagar diante de seus olhos tantas vezes. Aproveitou que a outra respondeu de forma positiva e enlaçou seu braço no dela, começando a andar para o circo. “Eu nunca estive num desses, mas eu sou esperta, tenho certeza de que serei uma boa companhia.”
a loira sabia o quão importantes elogios eram pra algumas pessoas então não os poupava. sempre que tinha algo bom a ser dito, dizia. a ideia de alegrar um pouco o dia de alguém já era mais do que suficiente. " se eu não me engano, eles disponibilizaram mais de uma sala. o que é ótimo! dá pra ter algo diferente pelo menos umas três vezes. " com o braço enlaçado ao dela, foram de encontro a bilheteria, onde oliwie fez questão de apontar para a relação de ambientes que poderiam ser escolhidos e citar um por um. " medieval, ficção científica, mistério, futurista, aventura... fui no medieval mais cedo, agora é a sua vez de escolher! "
" quando você percebeu que as coisas haviam saído do controle? " por mais que parecesse uma pergunta filosófica demais, naquele momento, oliwie não poderia estar sendo mais literal. estavam há minutos correndo de uma horda do que imaginava ser assassinos, como se um já não fosse ruim o suficiente. ainda estava dividida entre acreditar que tudo aquilo era real. podia muito bem ser um pesadelo, certo? poderia estar apenas no conforto da sua cama, certo? " v-você chegou a conhecer o casal do final da rua? os smiths. " a respiração foi ficando mais acelerada conforme a pergunta ia sendo desenvolvida e ao findar, junto ao sobrenome dos mencionados, oliwie apontou pra frente com o indicador. trêmulo. " acho que eles estão vindo atrás da gente... " e então reagiu como se estivesse rindo. uma risada nervosa que se misturava com uma imensa vontade de chorar. o que estava acontecendo naquela noite? o que aquela cidade havia se tornado?! " ... o problema é que eles morreram no começo do ano. acho que é hora de voltar a correr! "
" acho que o cansaço está começando a me fazer ver coisas. " começou como um tipo de desabafo, sentando ao lado da mulher que parecia tão exausta quanto oliwie. já havia perdido o chapéu de bruxa que acompanhava a fantasia, assim como tinha desistido de caminhar pelas ruas em cima do salto — uma vez que a qualquer momento teria que simplesmente sair correndo. " é sério, tenho a impressão de que a estátua do outro lado da rua está se mexendo... " e então se virou completamente para a outra, apenas para que não tivesse que encarar o que lhe amedrontava de novo. no fim, esperava qualquer palavra de conforto ou algo que lhe fizesse entender que estava exagerando, mas o que recebeu foi completamente diferente da expectativa. a estátua realmente se movia! “ eu não acredito que isso está acontecend-- corre! “
a sensação era de que estava correndo perigo e, por isso, precisava se esconder sempre que tivesse oportunidade. em um momento, a rua parecia cheia até demais — pessoas correndo de um assassino que até então oliwie sequer tinha visto, mas sabia que existia. em outro momento, tudo o que tinha era o silêncio da noite e a luz da lua. como storybrooke conseguia ser uma dualidade em forma de cidade? não saberia responder. " você está bem? " e ainda que precisasse de um novo esconderijo, não deixou de se direcionar até a mulher que estava com as roupas rasgadas. parecia que tinha sido atacada por algo real, diferente de oliwie, despertando preocupação na loira. se pudesse ajudar, o faria. " está machucada? precisa de ajuda? podemos procurar um lugar seguro juntas. "
𝐏𝐑𝐎𝐌𝐏𝐓 : [ forbidden exploration ] for our muses to explore the nearby haunted woods.
não precisou de muito para entender que andar pelas ruas não era uma boa ideia. já havia sido atacada com uma faca de brinquedo e corrido tentando fugir de uma motosserra; no fim, sua única vontade real era se esconder. descansar. respirar. e sendo motivada por isso, começou a se afastar do asfalto em busca da floresta. imaginava que seria mais fácil escapar se não fosse vista com tanta clareza, ainda mais quando a única iluminação possível era a luz da lua. àquela altura, seu celular já tinha descarregado. " ei! " chamou atenção da pessoa não muito longe, tentando ser o mais discreta possível e desejando com todas as suas forças que não fosse só mais um dos assassinos. parecia querer se esconder tanto quanto ela. " você conhece a floresta? sabe dizer se tem algum esconderijo dentro dela? "
no início até havia sido divertido. apesar de nunca ter participado de um escape room antes, oliwie parecia entender como todo o processo funcionava e estava animada para achar as pistas. não duvidaria se alguém dissesse que já tinha revirado toda aquela sala assim que a equipe foi presa na mesma, mas conforme as horas iam passando, a animação da loira também o fazia. a primeira, segunda, terceira hora haviam escorrido por entre seus dedos e nada. pareciam ter empacado na resolução com a falta de pistas. " por que você está fazendo isso? " questionou à outra mulher assim que percebeu a nova e muito bem-vinda movimentação. a pergunta veio não apenas por curiosidade, mas por interesse de ajudá-la caso uma ideia estivesse surgindo. ideias nunca eram demais. " precisa de ajuda? "
talvez depois de ter passado pela tenda das bestas e a do beijo do vampiro, oliwie tivesse começado a se questionar o quão seguro era permanecer no evento. poderia ser só uma reação do cérebro ao próprio medo, fazendo com que ela visse e escutasse coisas que não existiam realmente só por estar assustada. mas no fim, preferiu apenas se dar um tempo antes de tentar ter algum outro entretenimento novamente. precisava respirar com calma dessa vez. “ você ouviu isso? “ questionou a pessoa ao lado, procurando visualmente ao redor o que poderia ter causado aquele som. ao não encontrar, deu uma leve risada, sem saber se era por estar aliviada ou por estar nervosa. “ acho que nunca tive a audição tão sensível assim antes... se cair uma agulha, vou saber. “