Eu achava que não iria conseguir superar aquela partida, porque de certa forma ela me marcou profundamente e eu sabia que ia ser difícil porque desde aquele dia que os nossos olhos se cruzaram eu nunca mais fui a mesma pessoa. Eu me apaixonei perdidamente, tanto que eu perdi a noção do que era certo e do que era errado, do que era aceitável e do que era inaceitável. Eu ceguei os olhos da razão e calei a voz do bom senso, só para não perder a pessoa que eu amava e foi assim que um dia eu tropecei na realidade e me machuquei feio. Mas foi bom, porque a partir desse tropeço eu consegui ir em frente, eu consegui enxergar que nem sempre o amor basta, principalmente quando o outro não sente da mesma forma ou tem planos totalmente opostos. Para o amor dar certo de verdade os dois precisam estar na mesma sintonia, na mesma frequência e indo na mesma direção. Eu passei por maus bocados, mas eu agradeço a vida por ter me permitido passar por tudo que passei, porque as cicatrizes que ficaram marcadas na alma me lembram do que eu posso ou não aceitar para não perder alguém e durante o processo de cura eu aprendi que sempre mereço o melhor, que sou alguém que merece receber um amor verdadeiro e que amores fracos não podem ser aceitos nem por mim e nem por ninguém. E hoje posso dizer que ela não me dói mais e a sua ausência também não.
Amar nem sempre é o bastante, D. Inspirado na história de uma anônima.












