produção artística, jornada profissional e praxis (primeiro momento)
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@orebecalobo
produção artística, jornada profissional e praxis (primeiro momento)
Politica brsileira nos ultimos tempos.
Ganhamos a eleicao de 2022 por muito pouco, Bolsonaro passou muito perto de nós, apenas ganhamos por um acordo com com PSDB (partido de centro direita brasileiro) ao elegermos como vice Geraldo Alkimin.
Isso mostra a fragilidade da esquerda brasileira, que ao envez de se unir (o que vem acontecendo para as eleicoes de 2026 com Lula como candidato) se racha e se fragmenta com teorias intelectuais ideologicas.
A direita, com Bolsonaro se uniu, mostrando o que exatamente o comunismo e o socialismo deveriam representar.
As vezes enxergo as coisas ao contrario, vejo uma esquerda elitizada de dificil acesso, se distanciando do povo e uma direita unida e popular, de facil acesso à todos.
Deveria ser diferente, na verdade totalmente ao contrario
(Texto em construcao...)
Eu sempre aprendi a me moldar, a me lapidar para me encaixar melhor nos ciclos sociais que se mostravam a minha volta, mas hoje enxergo a colonização de um corpo preto em pleno século XXI. Tive que me mudar, impressionar, tive que me forjar e deixar de me conectar comigo mesma e com as minhas vontades, que muitas vezes não eram nem conscientes, foram tantos anos da minha vida vendada, ali por aparência. Era feliz, quem nao é feliz quando se encaixa, mas a custo de que? Do apagamento de mais um corpo negro que deixa de se expressar genuinamente para se encaixar na classe média brasileira.
Eles nao me querem falando, muito menos trazendo em pauta questões raciais para o debate.
É comum encontrar pessoas politizadas no meu meio, a política sempre acaba aparecendo de certa forma, questões minoritárias, feminismo, comunismo, grupo LGBTqia+, tudo isso é abordado, mas se eu nao colocar em pauta o racismo, ele é invizilibilizado até por quem debate sobre política; falam sobre pobreza e consciência de classes mas esquecem que a verdadeira classe dominante é branca, e a marginalizada é marjoritariamente preta. Não vejo debate da juventude branca sobre questões que só ela, como objeto de estudo e reconhecimento como mais uma raça (e nao como o absoluto) pode mudar, como por exemplo a politica de morte do governo, as chacinas nas favelas, a agenda politica de matar preto, nao pobre, preto, pois pobre no Brasil tem cor.
É muito feio você questionar sobre racismo para um corpo preto como se ele fosse obrigado a te explicar qualquer coisa sobre o assunto, o interesse, percepção, educação e elucidação deve vir do próprio povo branco. Porém eu como jovem negra, me coloco a dispor da politica, ou seja, do debate, para educar e elucidar a juventude sobre questões invisibilizadas sobre nosso povo lindo.
Com o meu empoderamento durante os últimos anos. Mais especificamente depois da morte da minha mae (branca) e o meu ganho de peso, eu passei a me enxergar melhor como mulher negra, mais especificamente por causa de Franz Fanon (Peles Negras, Máscaras Brancas) e A Solidão da Mulher Preta, o racismo como tecnologia do poder e a mulher preta como baseda hierarquia, de Sueli Carneiro.
Esses dois livros me ajudaram muito a me encontrar como raça e cor. Me ajudaram a me reconhecer, sobre a otica de um irmao, e nao de um estudioso branco da academia, que acaba por reduzir corpos como o meu a objeto de estudo. Deshumanizando-o e pragmatizando-o.
A minha inteção é trazer à mesa, colocar em pauta, mostrar que o lugar de fala é relativo quando se trata de racismo, e que precisamos de mais coadjuvantes educados sobre o anti racismo, precisamos de mais atores, ativos de mudança.
Sempre que falo de politica faço questão de dizer que 56% da população brasileira é preta, e em sua maioria pobre, faço questão de dizer que a fome e a necessidade tem cor e que esse é um projeto politico, o APARTHAID é real na sociedade brasileira atual.
No dia a dia da classe média paulistana, a juventude é educada a segregar corpos como o meu, sou mais fácil de ignorar do que qualquer outro amigo branco. Você pode negar, mas é a verdade pois vivêncio a exclusão na pele de muitos grupos homogêneos que eu ja participei. Muitas vezes nao fiz nada para ser excluida, mas fui facilmente esquecida e colocada de lado.
Em contraponto, amigos pretos que ja ate magoei, continuam a me acolher e procurar pela minha presenca.
Eu tenho uma opniao polemica sobre o racismo, costumo dizer que ele é um passo inevitavel no crescimento de um indviduo, inerente a jornada, não insuperavel é claro, mas todos nós, negro, branco, amarelo, vermelho, mouro, somos expostos ao rascismo apenas por existirmos e é um passo indvidual e de carater querer reverter tal inerencia.
Mas Rebeca, por que você diz que o racimso é inerente a nós? Isso seria admitir que todos somos racistas? Definitivamenfe sim! Não existe uma pessoa se quer que ja nao foi racistas, e se ela nao é antiracista, ela permanece sendo.
Mas por que isso? Minha opniao polêmica trata de presumir que o ser humano, por ser um ser social, tem maior facilidade de se reconhecer em seu semelhate, naturalmente, é mais facil se relacionar com pessoas que trazem coisas em comum a você, e isso ja seria admitir que as raças trazem sim singularidades apenas conehcidas por elas mesmas, me parece obvio que somos diferentes, e o discuros ONU de que somos todos iguais nao cola mais em muitas nuances (oportunidades, qualidade de vida, cultura, aceitacao social e inclusão etc.).
Cada raça, cada povo, cada sociedade traz consigo uma riqueza singular, e reconhecer que somos diferentes é o promiero ato antiracista que podemos ter. Pois a partir dai, reconhecendo a diferenca, nao negando a, podemos passar a aceitala e lutar por igualdade.
Ate por que, se fossemos mesmo todos iguais, a pobreza, a fome, a dor nao teria uma cor pre-estabelecida por outra.
Atualmente me moldar nao ter sido mais a minha técnica para me socializar, pelomenos, conscientemente não a mais confortavel (mas ainda sim necessaria muitas vezes), e sim educar, com q palavra. Abrir os olhos aos poucos e trazee para o debate o por que de eu ser a unica negra no recinto.
É melhor fazer inveja nas pessoas do que fazer parte de estatísticas.
“Eu trago o novo à Terra, com firmeza e propósito.
Minha liberdade se enraíza.
Minha coragem cria, meu amor sustenta,
e minha presença transforma o mundo.”
Entre a Psique e a Cidade: a Juventude Negra, a Luta de Classes e o Peso do Racismo Estrutural nas Metrópoles Brasileiras
As metrópoles brasileiras — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador — são espaços de contradição. O mesmo asfalto que conduz ao progresso também revela a desigualdade que sustenta a estrutura social do país. Entre arranha-céus e vielas, a juventude negra vive o conflito entre o desejo de ascensão e o peso histórico da exclusão.
Nessas cidades, onde o barulho das sirenes se mistura à batida do rap, cresce uma geração inquieta — consciente de que seus dilemas são políticos e não apenas individuais. É nesse contexto que emergem as perguntas mais urgentes: quem tem direito à cidade? quem tem direito ao sonho?.
O racismo estrutural e a luta de classes são as duas faces de uma mesma moeda: ambos determinam quem vive à margem e quem desfruta dos privilégios. A juventude que desperta para essa realidade não busca apenas respostas — busca autoconhecimento e transformação coletiva.
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Heranças históricas: o determinismo racial e de classe
Para entender o presente, é preciso revisitar as bases do país. O Brasil nasceu de uma estrutura econômica e mentalidade escravocrata que jamais foi desfeita. Após a abolição, os libertos foram abandonados à própria sorte, sem políticas de reparação, enquanto a elite manteve seus privilégios. Essa herança criou uma pirâmide social onde a cor e a classe se confundem, e a pobreza tem rosto definido.
A chamada classe média, construída como símbolo de “respeitabilidade”, consolidou-se em oposição ao pobre e, principalmente, ao negro. Já a burguesia, herdeira do capital e do poder político, manteve o controle sobre as estruturas econômicas e culturais do país.
Nas metrópoles, essa dinâmica se traduz em geografia: o centro e o subúrbio, o condomínio e a favela, o shopping e o transporte público. O racismo estrutural e o classismo definem quem tem acesso ao lazer, à segurança e à educação — e moldam a psique coletiva.
A juventude negra cresce sob o peso desse determinismo, sentindo o impacto psicológico de um sistema que insiste em limitar sonhos e corpos. Como escreveu Frantz Fanon, o sujeito negro vive uma “dupla consciência”: o olhar sobre si mesmo mediado pela lente do outro — o olhar branco, o olhar de classe, o olhar da exclusão.
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Da alienação ao despertar político
No entanto, essa consciência tem despertado. Nas últimas décadas, principalmente após as jornadas de 2013 e o avanço das discussões sobre raça, gênero e classe nas redes sociais, uma nova esquerda tem crescido entre os jovens.
Essa esquerda é menos institucional e mais de rua — formada por coletivos, artistas, movimentos estudantis e culturais que entendem a política como parte da vida cotidiana. O jovem negro que escuta Racionais MC’s ou lê Abdias Nascimento não está apenas consumindo arte ou teoria; está se reconhecendo como sujeito histórico, herdeiro de uma luta que atravessa séculos.
Como canta Camarada Janderson, “o corre é coletivo, mas o sistema quer nos dividir”. A frase sintetiza o espírito dessa geração: entender que o inimigo não é o outro pobre, mas a estrutura que perpetua a desigualdade.
Esse mesmo pensamento ecoa em “Jejum”, de Yago o Próprio, quando o artista transforma vulnerabilidade em reflexão espiritual e social — o jejum como metáfora da resistência, da fome que não é apenas de alimento, mas de dignidade e sentido.
E os Racionais MC’s, desde os anos 1990, já denunciavam que a periferia era o espelho mais fiel do Brasil real. Quando Mano Brown diz “o sistema é foda, cria monstros e depois teme”, ele antecipa o debate contemporâneo sobre o racismo estrutural e o controle social dos corpos negros e pobres.
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A música como consciência de classe e autoconhecimento
A música tem sido o principal veículo dessa tomada de consciência.
O rap, o funk consciente, a nova MPB afrocentrada e o samba de resistência tornaram-se espaços de elaboração política e emocional.
Em suas letras, artistas como Emicida, Luedji Luna, Djonga, Camarada Janderson e Yago o Próprio articulam um discurso que une classe, raça e espiritualidade. São obras que denunciam o capitalismo excludente, a violência estatal e o adoecimento mental da juventude urbana.
Mas, além da denúncia, há cura e reconstrução. Essas músicas funcionam como rituais contemporâneos de autoconhecimento afro-diaspórico — um retorno simbólico às raízes, à ancestralidade e à força coletiva. Elas ajudam a reelaborar a psique ferida pelo racismo e pelo individualismo neoliberal.
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O despertar da juventude e o papel da esquerda
O crescimento da esquerda entre os jovens não é apenas uma tendência política; é um movimento psíquico e existencial. Trata-se do reconhecimento de que a transformação pessoal é inseparável da transformação social.
Nas universidades, nas batalhas de rima, nas assembleias estudantis e nas redes sociais, cresce uma consciência de que classe e raça são lutas complementares. A juventude percebe que o racismo não é um problema moral, mas econômico e político — e que o combate à desigualdade exige um novo modelo de sociedade.
É nesse ponto que o discurso da esquerda se reconecta à realidade concreta das periferias: ao falar de distribuição de renda, de educação pública, de cultura e dignidade, ela fala também de vida negra.
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Conclusão – Psique, política e o novo horizonte
Nas metrópoles brasileiras, o conflito entre racismo e classe social se manifesta em cada esquina, mas também em cada verso e cada ideia nova. A juventude negra, ao tomar consciência de si, desafia as fronteiras impostas pela história.
O autoconhecimento deixa de ser um exercício individual e passa a ser um gesto político. A espiritualidade se transforma em força de resistência. E a música, mais uma vez, cumpre o papel que a escola e o Estado muitas vezes negaram: educar, acolher, libertar.
Como diria Emicida, “permita que eu fale, não as minhas cicatrizes”.
Como lembra Camarada Janderson, “é o povo que faz o mundo girar”.
E como ecoa Yago o Próprio em Jejum, “a fome é o que move o santo e o guerreiro”.
A juventude negra urbana está jejuando de ilusões — e se alimentando de consciência.
Entre a psique e a cidade, entre a dor e o despertar, nasce uma nova geração que entende: a revolução começa dentro, mas não termina aí.
Entre a Psique e a Cidade: a Juventude Negra e o Peso do Racismo Estrutural nas Metrópoles Brasileiras
As metrópoles brasileiras — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador — pulsando entre arranha-céus e favelas, são cenários onde a juventude vive uma mistura de sonho e sobrevivência. Nelas, o som das sirenes se mistura ao dos fones de ouvido, e a batida do rap ecoa como um diário coletivo da vida urbana. Nesse contexto, as inquietudes políticas e sociais se tornam mais que uma fase: são uma necessidade de entender o lugar que se ocupa em um sistema que insiste em negar a igualdade.
O racismo estrutural não é apenas uma forma de preconceito; é a engrenagem invisível que molda comportamentos, distribui oportunidades e define destinos. Ele não está apenas nas instituições, mas também nas mentes — na psique de uma juventude negra que cresce tentando conciliar pertencimento e resistência. A busca por autoconhecimento, nesse cenário, é um ato político: é o início da ruptura com a lógica de um país que sempre tentou silenciar vozes negras em nome de uma falsa harmonia racial.
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Heranças históricas: o determinismo que ainda define o Brasil
Para compreender o presente, é preciso voltar ao passado. O Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão, e a “libertação” de 1888 não veio acompanhada de políticas de inclusão ou reparação. Ex-escravizados foram empurrados para as periferias, privados de acesso à terra, à educação e à cidadania. Assim nasceu um país em que a pobreza tem cor, e onde o “mérito” é frequentemente usado para mascarar o determinismo social e racial que ainda organiza as relações de poder.
Enquanto a classe média se consolidava como símbolo de ascensão e distinção, a burguesia brasileira — majoritariamente branca — manteve o controle sobre os meios de produção, a política e os espaços de prestígio. As metrópoles tornaram-se laboratórios da desigualdade: de um lado, condomínios de luxo com segurança privada; de outro, bairros populares sob vigilância policial constante.
Essa geografia social reflete uma lógica antiga: a ideia de que o lugar de cada um é determinado por heranças históricas e raciais. O racismo estrutural é, portanto, o pano de fundo de uma cidade que, mesmo moderna e cosmopolita, ainda repete o roteiro colonial.
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A psique negra e o peso do cotidiano
Viver sob essas estruturas tem um preço psicológico. O racismo não fere apenas o corpo — ele molda a mente. O jovem negro que cresce em uma metrópole enfrenta cotidianamente microviolências que minam a autoestima e geram um sentimento de constante vigilância. O simples ato de andar na rua, escolher uma roupa ou entrar em uma loja é atravessado por olhares e suposições.
Essa pressão contínua cria o que o pensador Frantz Fanon chamou de “dupla consciência”: a percepção de si mesmo através do olhar do outro. O sujeito negro passa a se ver não apenas como é, mas como é visto — e esse reflexo distorcido, muitas vezes, gera culpa, cansaço e alienação.
Por isso, o autoconhecimento se torna uma forma de libertação. Entender-se como parte de uma história afro-diaspórica é recuperar um sentido de dignidade que o racismo tenta roubar. É nesse ponto que a arte, especialmente a música, cumpre um papel essencial.
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O som da resistência: música, identidade e cura
Da poesia dos Racionais MC’s à introspecção de Luedji Luna, da urgência política de Djonga à espiritualidade de Emicida, a música negra brasileira se transformou em uma ferramenta de consciência e resistência. Ela traduz o cotidiano urbano em narrativas de sobrevivência, orgulho e denúncia.
Quando Emicida canta “A cada 4 bala perdida, 3 acham o corpo de um preto”, ele está documentando o impacto do racismo estrutural em sua forma mais brutal: a política da morte. Já Luedji, ao afirmar “me deixem ser flor, eu sou da cor do dendê”, propõe um contraponto sensível — o direito de existir com beleza e plenitude.
Essas vozes, mais do que entretenimento, são manifestos sonoros que ajudam a reconstruir o imaginário coletivo. Elas oferecem à juventude negra referências de orgulho e pertencimento, e ao mesmo tempo, convocam a sociedade a olhar para as contradições que preferiria ignorar.
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Caminhos de consciência e transformação
Refletir sobre o racismo estrutural não é um exercício de culpa, mas de consciência histórica. Reconhecer que as estruturas sociais foram construídas sobre bases racistas é o primeiro passo para questioná-las. A juventude, ao ocupar espaços acadêmicos, artísticos e políticos, carrega a potência de ressignificar o futuro.
A luta afro-diaspórica, portanto, não é apenas contra a exclusão, mas pela reconstrução da psique — pela cura coletiva das feridas abertas pelo passado. Cada gesto de autoconhecimento, cada leitura, cada música que reafirma a negritude é uma forma de resistência silenciosa, porém transformadora.
Como canta Emicida, “permita que eu fale, não as minhas cicatrizes”. A juventude negra brasileira tem falado — com microfones, com corpos, com ideias — e está ensinando ao país que liberdade não se trata apenas de direitos civis, mas de autodefinição.
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Conclusão – O despertar na metrópole
Nas grandes cidades, o racismo estrutural é tão presente quanto o concreto e o trânsito. Mas é também nelas que germinam novas formas de consciência. A juventude negra, ao se reconhecer na história, na arte e na coletividade, transforma a dor em potência.
A metrópole continua desigual, mas seus sons — vindos das periferias, dos slams, dos palcos e das redes — anunciam outra narrativa. Uma narrativa que parte da psique ferida, mas que se recusa a ser vencida.
Porque resistir, afinal, é também se conhecer. E conhecer-se é o primeiro passo para transformar o mundo.
A saudade de você doi meu peito, foram tantos momentos coloridos. Quando te vi a primeira vez o tempo parou. Nossos olhares se cruzaram mais de uma vez. Foi mágico.
Por mais que tenha sido pouco tempo que passamos juntos, eu sinto que te conheço há milhares de anos.
Espero que um dia possamos nos reencontrar.
Meu nome é Rebeca Lobo, tenho 25 anos, sou de São Paulo capital e sou uma mulher preta; Fui criada entre brancos, marjoritariamente, na família, na escola e em círculos sociais. Durante a juventude não fui apresentada a cultura negra, sempre me senti uma estranha, sabia que era diferente, mas não fui encinada a reconhecer o quão diferente eu era.
Ao perceber meus recortes e atravessamentos, percebi que tinha uma perspectiva muito específica e rica sobre a pretitude e a bronquite.
Hoje sou estudiosa sobre esses assuntos para poder me empoderesar e conhecer melhor o mundo que me rodeia.
Minha visão sobre o racismo velado ou não que a classe média paulistana expressa é muito exclusiva, pois sei que o meu corpo preto é o único, muitas vezes, que tem acesso aos lugares que a classe dominante frequenta.
Vejo o racismo do centro, não da periferia, sinto os olhares do olho do furacão, sozinha, meio excluída.
Minha vivência é única, pois outros corpos como o meu não estão presentes nos lugares que eu frequento. Essas pessoas não estão interessadas em corpos como o meu frequentando seus espaços, o preto é melhor visto de longe como objeto de estudo e debate, não de confraternização, os diferente incomoda, e eu sei disso por que eu sou sempre a lembrança disso para eles.
Para me esquecerem e cancelarem é um pulo, é muito mais fácil me tirar de sena pois eu ja não sou vista como igual, eu sou a cota negra no role dos meus companheiros, não existem outros corpos negros nos lugares que eu frequento muitas vezes, e isso vem desde criança, pois fui criada em uma família de italianos, e frequentava escolas particulares de classe média alta.
Meu povo nao teve acesso aos mesmo lugares que eu tive por ter sido adotada, eu tive muita sorte com meus pais, eles eram ótimos, mas por exemplo, nao estavam preparados para ter uma filha preta, me criaram como baranca, me ensinaram uma visão deturpada da realidade que nao se encaixava com quem eu realmente era e era vista pelo mundo.
Estou em um processo de reconhecimento, de onde estou, o que represento e quem eu sou, num geral estou me reconhecendo como agente social e vetor de mudança em micro escala.
Com a minha visão privilegiada sobre como o racismo velado se expressa, pois tenho muitos exemplos diários de tal, quero poder mudar e abrir a mente de pessoas prossimas abertas ao debate e fazer uma uma revolução efetiva no modo de vida como essas pessoas se colocam, basicamente eu me vejo como um vetor de incomodo aos jovens de classe média que se dizem descontraídos mas ainda sim são base para o problema, racismo.
Quero trazer o debate para a mesa e incomodar, quero abrir os olhos dessa gente, quero trazê-los para o outro lado da moeda com o intuito de que seja reconhecido os privilégios da braquitude.
...Texto em construção...
Minha maior dor em ser artista é quando eu não consigo ser artista.
No meu caso, a criatividade vai e vem, tenho épocas onde produzo muito e outras que mal consigo pensar no que fazer adiante.
Meu ser artístico sofre muito por não conseguir produzir por falta de criatividade, dói tando por que produzir está no meu canal de cura interna, e quando não produzo muitas coisas se embaralham e mal consigo processar em entendimento, é como se faltasse uma peça, como se eu fosse insuficiente pra mim mesma.
Crítica ao mercado da arte
Nenhuma arte é completamente inédita, assim como filósofos e intelectuais, os artistas bebem de muitas fontes, inspirações e referências para produzirem suas artes.
Para um artista é muito importante ter referência teórica, plastica e visual para produzirem algo inovador que cause um impacto, seja ele visual ou teórico (como exemplo as vanguardas artísticas, que aparecem como fonte inspiradora ou até acabam muitas vezes por terem o papel de questionamento), dando espaço para que novas vanguardas surjam como questionamento de vanguardas anteriores.
Nada se cria, nada se perde, mas tudo se transforma.
Assim como na música produtores sempre tem suas referências e inspirações.
É quando se tem repertório cultural que um artista (seja ele de qualquer meio) consegue polir seu próprio estilo e marcar relevantemente sua arte. Arte essa fruto de seu tempo.
Nunca paramos de produzir conteúdo, a questão é se ele é inovador ou se ele é uma mera copia feita a partir de um modus operandi já moldado.
Inovar no mercado da arte é sempre um tiro no escuro pro artista, é sobre ter auto estima de que seu trabalho é relevante ou não para o mercado; E quem disse que ter auto estima sobre o próprio trabalho é fácil para um artista independente, é necessária muita confiança e pesquisa para tomar um papel relevante no mercado.
Tal mercado elitista, é fechado para um grupo de pessoas que tem que se vender por pouco para galerias de renomes e que exigem um projeto teórico a partir do que será exposto como obra. Enfim, para uma galeria bancar um artista, ele deve se encaixar em diversos requisitos, um deles: ter uma produção constante e com estilo próprio nítido.
Em minha opinião essa questão de ter um estilo próprio e constante é resultado da morte da criatividade, e nos distancia da artes pela arte e acaba gerando produções capitalistas para suprir o mercado, a pesquisa vira um molde para se ganhar dinheiro encima, este é o mercado da arte.
Artistas independentes tem pouca chance de enriquecer com sua obra, pois o mercado é dominado pela elite que acaba por delinear seu interesse em quem investir na carreira.
Artistas independentes hoje fazem feiras de arte e acabam vendendo suas obras por muito menos do que sua valia. Para se sustentar como artista independente hoje é necessário ter um portfólio e um repertório vasto em técnicas e estilos, assim gerando mais oportunidades sobre seus produtos a venda.
texto em andamento
Mental games
There are secrets that no one tells u
They wanna hide I from u
The real truth
Fuck them
Fuck the system (funk the system)
Power to the fucking people
People deserve to be happy
In a world full of aliens that feel superiors
That vampires, that mind fucks won’t win anything in the end
They belong to the eternity suffering of the flash
We belong to the sky’s, we fly and release our inner power
Our inner light will shine down the planet
Save the forests
Save the seas
Save the mountains
Save our existence
Fuck capitalism
Fuck your money
Put it on your ass and turn it around
I just want that shit to buy the weapons I need to put u down u fascist pig
Your mind fucking won’t fuck my power, I’m bigger than u think, i shine over the light of existence and run for the good
The good I want to discover, the good I want to program to fuck ur programmed system of suffering
Cry now, because in the future u won’t even have the time to think about it, the money u will loose, is the pain u will feel in the end of your existence
If money is power, than power to the poor
If time is money, than less time for you.
You die, and we are the ones to kill you
Sexual assaultment
Your eye tell me more about your soul than u can imagine
Your getting me wrong
Ben looking for love
What is love? Baby don’t you dare hurting me anymore
I create my on freedom on the system
They think I’m weak
But weak is the mind that is not happy been alone
Loneliness is freedom
Solituded is freedom
Learning how to be happy by it self is the best release someone can have
Fluxo de pensamento
Durante o curso da minha vida, olho e vejo que já ultrapassei diversos Buracos Negros, revoluções completas, transmutações de matéria.
O buraco negro para mim é uma revolução!
Quero tantas ainda, almejo a escuridão para me deparar com a Luz.
O que tem depois de um buraco negro?
Um buraco de Luz.
Ou seja, a Luz consumida não some, e sim se expande. Nosso destino é a própria Luz.
O universo e seus mistérios sempre me fascinaram, desde pequena chama minha atenção sua grandiosidade e mistérios a serem desvendados, pouco a pouco, migalha por migalha de vestígios que a criação nos revela infinito(s).
Nunca teremos uma resposta, isto é certo!
A verdade só existe nas profundezas do universo.
Existe apenas o caos, um caos orgânico, organizado, repetitivo, matemático, simbólico, perfeito e único.
A matéria escura se expande a uma velocidade inimaginável, o espaço continua em expansão, nossa matéria se expande imperceptivelmente, incrivelmente.
E os átomos continuam parados ao olhar humano nada muda, mas tudo. ABSOLUTAMNTE TUDO. Muda.
O tempo todo
O tempo todo somos consumidos por Buracos Negros de diversos tamanhos e intensidades.
O universo é uno e se em maior escala eles são avassaladores, quem dirá no ágamo do nosso ser. Matéria se transformando em Luz... A caminho do futuro, da “evolução”. A caminho da Luz, a transcender.
A Luz consome tudo, toda a escuridão vira Luz no fim.
! NÃO É CONTO DE FADAS”!
Alguma verdade há de haver na beleza da vida.
Algum proposito do mecanismo infinito da existência deve existir, assim como pecas de um relógio em perfeito balanço.
A incerteza me instiga, me da TESAO.
A incerteza me da sua própria certeza.
Tempo e espaço existem afinal.
Somos matéria flutuando em um espaço infinito de pura ilusão de ótica.
Somos pontos .............. da menor espécie, invisíveis.
Somos resultado de sua energia, emanamos energia o tempo todo, prestes a sermos consumidos, e somos, consumidos, de fato!
Os Buracos Negros estavam por toda parte, me ensinando que a vida pode ser devorada de um segundo para o outro. Paramos de existir.
Será?
Será mesmo que a energia que reside em nossa alma para mesmo de existir algum dia? Ou será que ela apenas se transforma...
Em outro “algo”.
Afinal Nada se cria, Nada se se perde, Tudo se Transforma.
A cada assédio que eu sofro eu não consigo pensar nada além de raiva e fodasse.
Raiva por mim, e fodasse porque eu sei que é o que a sociedade sente por mim.
Eu sinto raiva, ódio, asco pelo patriarcado, pelo racismo, pela misoginia, mas Eai? Eai que fodasse, fodasse a minha vontade e experiência, a causa é muito maior que o meu corpo e o que ele sente.
Sei que é ele quem a representa! A causa se diz sobre meu corpo, mas não especificamente se preocupa com ele.
A causa trata sobre igualdade, mas e o dia a dia? Quem se preocupa com a mina negra que sofre assédio nos bares aonde a maioria é branco escolarizado e muitas vezes formados e “bem sociados”?
São esses os lugares que meu corpo negro frequenta. Quem se preocupa com ele?
Por acaso são as pessoas que aprenderam sobre racismo e como isso é completamente desumano? Não! Definitivamente não!
São os ativistas brancos de classe média?
Definitivamente não!
As únicas pessoas que sentem o mínimo de ódio a situações de abuso são as do meu ciclo, são pessoas que se preocupam especificamente comigo, ativistas ou não.
Agora pergunta se elas se preocupam com outros corpos negros… simplesmente não, pois são brancas. Para mim é fácil dizer, certeza que não…
Ou seja FODASSE, fodasse mesmo.
Um grande fodasse ao meu corpo, um grande fodasse a sociedade preta.
As “mina preta” e “negligência” andam de mãos dadas.
Enquanto eu vejo brancas inventando assédio para ganhar atenção. Sim. Inventar. Ganhar atenção. Me deixa enojada. O ego fala mais alto.
Mas pra mim não. Eu não me posso me permitir ao luxo. Pra mim o ego se cala, com medo de ser julgada, com medo e vergonha de ser vista como apenas mais uma estatística.
As pessoas são canalhas, tanto as que mentem e literalmente estragam a causa, quanto as que simplesmente ignoram o pedido de socorro seja lá de quem vier.
Então o que vc faz? Como parte da sociedade! Como expectador? Como vivente? Como sobrevivente? Oq vc faz?
Sinceramente eu não sei, só sei q eu escolho por continuar na luta por um por do sol q eu nunca vou vivenciar , e decido por “ignorar” meu ego e minhas feridas a ponto de torná-los munição à minha missão nessa terra. Libertar meu povo.
Algumas relações não se vão nem com a distância e nem com o tempo…
Saudades tuas jj