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@ortografico
saudade de te amar aos domingos, assim, sem a pressa da semana.
Eu era pior que qualquer puta; uma puta só toma seu dinheiro, nada mais. Eu bagunçava vidas e almas como se fossem brinquedos. Como é que eu ainda me considerava um homem? Como é que eu ainda escrevia poemas? Eu era feito de quê, afinal?
Charles Bukowski. (via ortografico)
Eu a perdi. Assim como você quase perdeu sua namorada e assim um cara quase perdeu sua esposa. Eu perdi, eles quase. Perdi por falta de preparo, ou por realmente não ter capacidade de ter um mundo em minhas mãos. Sinto sua falta, sinto nossa falta. Sinto o que não deveria e nem queria sentir. Nunca deveria ter sentido isso. Sim, por mais duro que seja, eu te perdi. E foi amor. Aliás, é amor, e será isso. Somente isso me dá forças, saber que mesmo sem te ter, eu ainda te enxergo de longe, te desejando tudo de bom. Porém machuca, porque amor, é laço, dos mais perfeitos, nunca é nó. Mas quem disse que laço também não aperta? E como aperta… e vira nó, talvez. Daqueles nós cegos, difíceis de arrumar. E já não é amor, nem é dor. É temor, é falta, é saudade… é o laço que deixou de ser belo, que deixou de ser presente. É o nó, aquele nó cego de tênis que te prende ao chão, o teu nó que me prende na perda. Mas mesmo assim, não reclamo. Eu sei do que você é capaz, do que será capaz, ao contrário da minha pessoa, da minha capacidade. Afinal, eu te perdi, por não conter forças suficientes para cuidar de dois mundos, ou o seu era grande demais para juntar-se ao meu. Eu sei, fui burro, idiota. Eu me esqueci, apenas. E contigo, foi o quase, comigo, aconteceu. Você só deve tomar cuidado, os ventos trazem, mas também levam, se preciso.
Felipe, 21 anos.
by Carlos ARL
by Lindsay Rapp
Eu a perdi. Assim como você quase perdeu sua namorada e assim um cara quase perdeu sua esposa. Eu perdi, eles quase. Perdi por falta de preparo, ou por realmente não ter capacidade de ter um mundo em minhas mãos. Sinto sua falta, sinto nossa falta. Sinto o que não deveria e nem queria sentir. Nunca deveria ter sentido isso. Sim, por mais duro que seja, eu te perdi. E foi amor. Aliás, é amor, e será isso. Somente isso me dá forças, saber que mesmo sem te ter, eu ainda te enxergo de longe, te desejando tudo de bom. Porém machuca, porque amor, é laço, dos mais perfeitos, nunca é nó. Mas quem disse que laço também não aperta? E como aperta… e vira nó, talvez. Daqueles nós cegos, difíceis de arrumar. E já não é amor, nem é dor. É temor, é falta, é saudade… é o laço que deixou de ser belo, que deixou de ser presente. É o nó, aquele nó cego de tênis que te prende ao chão, o teu nó que me prende na perda. Mas mesmo assim, não reclamo. Eu sei do que você é capaz, do que será capaz, ao contrário da minha pessoa, da minha capacidade. Afinal, eu te perdi, por não conter forças suficientes para cuidar de dois mundos, ou o seu era grande demais para juntar-se ao meu. Eu sei, fui burro, idiota. Eu me esqueci, apenas. E contigo, foi o quase, comigo, aconteceu. Você só deve tomar cuidado, os ventos trazem, mas também levam, se preciso.
Felipe, 21 anos.
Acho que você tem que enfiar a cara na lama de vez em quando. Acho que você tem que saber o que é uma prisão, o que é um hospital. Acho que você tem que saber o que é ficar sem comer por quatro ou cinco dias. Acho que viver com mulheres loucas faz bem para a espinha. Acho que você pode escrever com satisfação e liberdade depois de passar pelo aperto. Só digo isso porque todos os poetas que conheci têm sido uns frouxos, uns parasitas. Não tinham nada pra escrever, exceto sua egoísta falta de persistência.
Charles Bukowski.