a urgĂȘncia de vocĂȘ, a vontade de voltar pra casa e te encontrar, a falta do cheiro da sua pele, do seu toque, da textura que vocĂȘ tem, da sua risada, do seu cĂ©rebro, de conversar por horas e te ouvir de montĂŁo.
começou: pensar em vocĂȘ em todo lugar, falar de vocĂȘ pra todos, deixar o mundo saber da sua existĂȘncia e do seu efeito em mim.
começou de novo. tÎ aqui querendo estar contigo. tÎ com a sensação de querer chorar e espernear como uma criança no mercado usando seu recurso mais urgente pelo o que quer.
não quero te comprar na volta do próximo såbado, muito menos não te ver. não aguento uma semana sem te ver. acho que não aguento nem até o fim dessa semana. que drama, hein? oxe.
tenho medo disso ser uma recusa em ficar sĂł - um desconforto com a minha prĂłpria companhia. sei que te quero muito, e querer tudo bem - mas e essa urgĂȘncia que aparece assim?
queria voltar pra casa e te encontrar.
queria chegar em casa e deitar no seu colo.
te fazer uma comidinha bem gostosa.
eu sou assim ou Ă© a paixĂŁo?
eu fui assim por muito tempo. acho que sou assim.
acho engraçado quando começo a ser overthinker e lembro que vocĂȘ tambĂ©m Ă©.
serĂĄ que vocĂȘ nĂŁo sentiu saudade ou sĂł achou, assim como eu, que fosse cedo demais pra dizer?
sei lĂĄ, mas te sinto como um vĂcio que eu evito atĂ© o fim das minhas responsabilidades. um cigarro que eu nĂŁo fumo porque sei que daqui a uma semana vai doer menos nĂŁo ter cedido. irresponsĂĄvel e irreal. sĂł me iludo pra nĂŁo sentir tanto.
e falando em tanto, acho que eu disse o suficiente pra nĂŁo precisar dizer que eu te amo.
vocĂȘ Ă© um amor gostoso de se ter.