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@parkholm
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A morte do diretor tinha pegado todos de surpresa, afinal de contas tinham se passado apenas alguns meses desde a festa em comemoração ao aniversário do mesmo. Coisas como aquela faziam com que Cassandra refletisse sobre a fragilidade da vida, sobre as coisas que podiam mudar num piscar de olhos. E era óbvio que todos tinham sido afetados por aquilo, bastava prestar atenção em cada aluno ou funcionário; o sofrimento estava tomando conta de todos. E entre as pessoas que tinham ficado muito abaladas, era Parker. Talvez fosse melhor deixar o colega sozinho, mas ele não merecia carregar todo aquele peso sozinho. “Eu apenas queria te fazer um pouco de companhia” admitiu, um tanto sem graça. Nunca tinha visto o garoto daquele jeito e aquilo a assustava um pouco. “Você não precisa passar por tudo isso sozinho” e em seguia o abraço, como se aquilo fosse resolver todos os problemas do mundo,
Sabia que tinha sido rude de sua parte, mas estava em um estado de entorpecimento que o seu pior lado aparecia sem nenhuma hesitação, não importando-se com as pessoas ao seu redor. Quando viu o olhar de Cassandra em sua direção, cheio de uma pena interminável, aquilo apenas o deixou pior, sabendo que estava parecendo uma pessoa sem esperança. Será que poderia permitir-se ser a pessoa que não tinha a obrigação de agradar ninguém por um dia, sem nenhuma compaixão dentro de si? Mesmo que gostasse de Rowle, sabia que, afundando em um oceano de mágoa e preocupações, não seria capaz de controlar o que saía de sua boca quando o álcool fundia-se com seu estado miserável. “Eu sei.” Não tentou desculpar-se, mesmo que estivesse pensando nisso. As coisas tinham se transformado sob a perspectiva de Parker de uma hora para outra, não sabendo como lidar. “Mas não quero te envolver nisso, Cass.” O abraço, que ele aceitou como bem-vindo, fez com que seu coração batesse mais forte, sentindo como se fosse uma despedida de certa forma. Quando a visse novamente, não tinha certeza se continuaria se comportando da mesma maneira que anteriormente.
a morte era capaz de deixar a todos em um estado miserável e anne não estava diferente dele momentos atrás, mas agora ela precisava ser uma fonte de força e não de destruição. não estava com ele por pena, e sim porque o amava muito. um novo sorriso surgiu nos lábios da jovem, enquanto os dedos passavam pelos cabelos dele em uma carícia simples. “eu estou porque eu deveria estar.” respondeu simplista, pois não queria entrar naquela discussão sobre o que a tinha levado até ali. esperou até o homem bebesse, suspirando. “você também é meu amigo, parker. já te conheço tempo o suficiente pra saber que as coisas nunca acabam bem quando você fica sozinho assim.” deu de ombros, rindo de si mesma por querer melhorar o ambiente daquela forma. “só não queria que ficasse sozinho agora. eu sei que o diretor era importante pra você, hm? me deixa ser sua companhia hoje.”
Assim que sentiu os dedos em seu cabelo, uma parte de si, rebelde e revoltada com a situação, acalmou-se e pensou que talvez a grosseria não valeria a pena no final das coisas. Apoiou a cabeça na parede atrás, fechando os olhos e soltando um suspiro, metade para apreciar o gesto e a outra metade para tentar aliviar a sua cabeça que parecia estar dando voltas sem sua vontade. “Você tem certeza?” Seus olhos abriram para encarar o rosto de Anne, um sorriso aparecendo em seus lábios. A dor que sentia por Dumbledore não era mais nada depois da garrafa de bebida, o nome dele nem aparecendo mais em sua cabeça. Sabia que no outro dia teria uma terrível ressaca, mas era um problema que o Parker do futuro teria que lidar. “Estou me sentindo como uma criança agora. Se me deixarem sozinho, vou quebrar a casa inteira.” Brincou com a situação, mesmo que tivesse soado um tanto chateado. “Ele era um grande homem.” Concordou com a voz cheia de tristeza, deslizando a mão para a de Anne e apertando suavemente. “Está fazendo a pior decisão de sua vida sendo minha companhia.”
FLASHBACK
anne se aproximou de parker calmamente, deixando que o vento balançasse a barra do vestido branco que usava em respeito ao diretor e a seu memorial. no entanto, a ausência do rapaz foi logo percebida por ela, e anne em toda a sua discrição, saiu para ir em busca dele. notou a garrafa quase vazia em sua mão, e um suspiro surgiu. ignorou o olhar raivoso, sorrindo ao invés disso, abaixando-se à frente do homem sem dizer nada. os dedos delicados tocaram o rosto de parker, analisando-o bem antes de estender o outro braço para envolver o pescoço dele em um abraço que imaginou que ele precisasse. “eu sei.” foram suas únicas palavras antes de dar alguns tapinhas de conforto nas costas do amigo. naquele dia, anne não viria com suas lições sobre ele estar bebendo daquele jeito. ela entendia aquela dor e queria dar liberdade para o homem sofrer pela morte de dumbledore. afastou-se depois de alguns instantes, tornando a sorrir. “eu vou cuidar de você. aqui, bebe.” com as palavras, incentivou o outro a terminar de vez a garrafa. “vai ajudar a doer menos.”
Não compreendia como Anne desejava aproximar-se mesmo após suas palavras grosseiras, que serviam como um alerta para que se afastasse e permitisse que seu sofrimento fosse feito de maneira silenciosa. Independente da intensidade dos sentimentos que pareciam envolvê-lo a cada momento de sua vida, incapaz de conter de alguma forma, não era aquele que sentia uma grande necessidade de expressá-los quando fosse possível; a insegurança, ainda grande, fazia com que desejasse não incomodar ninguém com suas futilidades. O sorriso, seguido do abraço, surpreendeu o loiro, que instintamente passou os braços ao redor do corpo da asiática, confuso com a atitude, mesmo que tivesse consciência que seria previsível, provavelmente parecendo miserável aos olhos alheios. “Por que você está aqui, An?” A curiosidade era clara, mesmo que sua gentileza tivesse retornado por um momento, sendo claro em como sua voz tinha soado mais suave que anteriormente. Deixou que a garrafa chegasse aos lábios uma última vez, no entanto, virando-a para o último gole que ali restava. Sua cabeça já estava entorpecida e as coisas ao seu redor perdiam o eixo. “Achei que estava com as suas amigas.”
I was up in the air and she taught me a lesson alright | Cassandra & Parker
O que inicialmente tinha sido preparado para ser uma aula (bastante informal) de História da Magia, tinha tomado um rumo que Cassandra Rowle nunca teria imaginado. Lá estava ela beijado seu amigo, Parker Holm. A ficha ainda não tinha caído totalmente e a ravina ainda se questionava como tinha sido tão desatenta. Como não tinha captado os primeiros indícios que o rapaz estava mandando? Ainda mais ela, que gostava de flertar com os rapaz. E diferente de ocasiões anteriores, não existia nenhum tipo de urgência naquele beijo. Ele era calmo e delicado, e aos poucos Cass estava descobrindo novas coisas sobre o amigo com as quais nunca tinha sonhado. Levou uma de suas mãos até as madeixas do ravino, entrelaçando seus dedos há alguns fios e puxando de leve. Aquilo era diferente de tudo que já tinha presenciado e ainda assim era gostoso. Por alguns breves segundos a garota se esqueceu de que estavam no Salão Comunal, de que existia um público presente, mas por sorte não estavam fazendo nada do que pudesse ser considerado inadequado. A Rowle se afastou brevemente, para poder respirar, e não pode deixar de sorrir para o rapaz (um misto de felicidade e encantamento, pois ainda não conseguia acreditar que era a garota da qual Parker estava falando durante todo tempo). E em seguida o puxou novamente para um beijo rápido. “Mas que pensamento bobo, Holm. Eu não sou tão inalcançável da maneira que você imagina, e como eu mesmo disse anteriormente: ninguém costuma a rejeitar um cara inteligente, bonito, simpático e engraçado nas horas vagas” na verdade, a possibilidade daquele envolvimento nunca tinha se passado por sua mente. Não que tivesse algo contra o rapaz, mas durante tempos tinha pensando que eles eram diferentes em vários aspectos, mas só agora estava tendo a oportunidade de perceber como eram parecidos. Muito mais do que podia imaginar. Ambos tinham seus medos e precisavam de alguém para se apoiar, para se fortalecer. “Nós nunca vamos perder a nossa amizade” sabia muito bem que suas palavras eram carregadas de incertezas, já que o futuro era totalmente imprevisível. Porém, Cassandra nunca seria capaz de se afastar de Holm ou algo do tipo, ainda mais após o que estavam compartilhando naquela noite. Eles estavam estabelecendo um vínculo mais forte do que o anterior. Seus olhos se arregalaram ao escutar a palavra namoro, mas assim que o ravino completou o restante da frase tentou relaxar um pouco. “Também não quero apressar as coisas, pelo menos não nesse sentido” Cassandra nunca tinha tido uma relação séria e monogâmica, de modo que não podia deixar de se assustar com a possibilidade de algo acontecer do dia para a noite. Ela precisava de um tempo para descobrir o que realmente queria, e o mesmo valia para Parker. Se pelo menos o único dilema de Cass fosse referente a um relacionamento sério, mas as coisas eram mais complicadas do que de fato aparentavam. “Eu não sei como vai ser o futuro ou o que ele está reservando para nós, mas estou disposta a tentar conhecer isso ao seu lado e ao nosso próprio tempo”.
As coisas tinham progredido de formas bem diferentes que tinha em mente, mas uma parte de si estava feliz pelo que tinham feito, no final das contas. Talvez fosse esquisito estar superando Jessamine em tão pouco tempo, mas era uma prova que o que teve entre eles jamais foi amor e sim uma espécie de tensão; Parker sabia que era impossível desenvolver algo muito profundo com a ex-namorada, considerando as personalidades tão conflitantes, ao mesmo tempo que os anseios frequentemente seriam conflitantes independente do que desejassem. Os seus olhos tinham um brilho diferente na presença de Cassandra, principalmente pela origem dos sentimentos recém-aflorados ser desconhecida até mesmo para Parker, jamais pensando que estariam fazendo aquilo dentro de poucos minutos. Prometeu a si mesmo silenciosamente que não se esforçaria demais daquela vez, com medo de acabar machucando-se novamente, não pulando de cabeça sendo que seu coração continuava fragilizado pelos eventos da festa de Halloween. Precisava de um tempo para que encontrasse a sua confiança, os seus verdadeiros desejos, não apoiando-se em alguma paixão para que descobrisse quem era. O beijo rápido fez com que seus pensamentos, que tornavam-se cada vez mais entristecidos pelo seu medo, fossem calados. Estava precisando de alguém como a Rowle em sua vida. “Existem várias coisas que preciso resolver sobre mim mesmo antes de me envolver com alguém, inclusive essa inferioridade que não consigo evitar.” Confessou com um sorriso meio triste nos lábios, mesmo que o coração estivesse batendo contra o peito devido à felicidade em estar próximo à morena. Com a confirmação dela, Holm olhou-a com certa serenidade, pensando que poderia ser a verdade entre os dois; independente do que acontecesse, não abandonariam um ao outro no mundo que eram obrigados a viver, sem uma certeza ao certo do que o futuro aguardava. Sabia que tinham muito a aprender, mas estava um pouco mais aliviado ao descobrir que poderiam continuar com a amizade que foi cultivada com o tempo. “Fico muito mais aliviado com isso. Não quero acabar me afastando.” Não poderia prometer que a amizade fosse perpetuar por décadas e décadas, porém sabia a necessidade de fazer a promessa que ao menos tentaria que acontecesse. Observou a tensão alheia, tendo a consciência que as palavras causariam o mesmo efeito se fosse Parker quem as escutasse. Não estavam prontos para assumir um relacionamento com tanto acontecendo em ambas as vidas, não sendo ele quem seguraria Cassandra a fazer o que tinha que ser feito; pelo contrário, incentivaria a Rowle para que conseguisse superar as próprias barreiras. “É melhor, porque isso pode acabar afetando a maneira que pensamos sobre o outro. Quero conhecer você da maneira certa.” Piscou para Rowle, brincando com a situação, segurando a mão de Rowle e apertando-a com gentileza. Beijou suavemente a testa alheia e depois os lábios, mesmo que não tivesse demorado tempo o suficiente neles. “O que você estava falando dos Duedes mesmo? Prestei atenção em uma parte, viu só, professora?”
CLOSED.
“Eu também quero que tudo isso se foda.” Odiava quando pessoas morrendo, além de mais uma pessoa que amava estar sendo tirada de sua vida. Tinha uma garrafa de firewhiskey na mão, a garrafa quase vazia, uma prova da quantidade que tinha bebido até o momento. Tinha chorado em silêncio durante a cerimônia, não permitindo que ninguém visse o quão arrasado estava com a morte do bruxo. O homem tinha sido um grande símbolo para Parker, além de saber o que falar quando o garoto estava meio entristecido com algumas coisas. Quando viu que tinha uma figura ao seu lado, os olhos raivosos foram direcionados à ela, sem hesitar em demonstrar um mal-humor. “O que foi?”
❝ amor, ficar sozinho dá caô! vê se me entende, por favor ❞
É por isso que não estou sozinho. E não é que no final você acabou me fazendo um favor? Acabei encontrando companhia bem mais divertida.
✘ = hugging them .
Os braços do loiro envolveram Esmé, um sorriso aparecendo em seus lábios. Quando estava próximo a ela, geralmente recebia algumas broncas, mas que abriam seus olhos que tendiam a enxergar apenas o bom das pessoas, sendo compreensível o porquê de parecer tão irritada com Parker. Sabia que pedir conselhos para a outra era praticamente um desespero, mas era o mais correto a se fazer, principalmente devido à sinceridade alheia. “Obrigado, Esmé. Por tudo que tem feito até hoje por mim.” Suas palavras eram carregadas de sentimentalismo, beijando o topo da cabeça alheia durante o abraço. Era tão bom saber que tinha alguém que importava-se daquele jeito com ele.
🌤 - how much do you consider astrology during your relationships?
Acho que astrologia é uma grande baboseria sem comprovação nenhuma, então considero 0%. Não que eu não respeite quem segue, mas sei lá, não faz sentido para mim.
❛ never run back to what broke you. ❜
“Você está certa. É uma péssima ideia.” Parker passou as mãos pelos fios dourados, deixando que um suspiro escapasse pelos seus lábios. Estava tão frustrado com o lugar que estava agora, completamente perdido onde era para supostamente sentir-se confortável. “Só queria que as coisas tivessem acontecido de uma forma diferente.”
#remember when jess said nick and cece are basically the same person
@jessaminex
ꜰʀɪᴇɴᴅꜱʜɪᴘ ɪꜱ ᴛʜᴇ ᴇᴀꜱɪᴇꜱᴛ.
Antes mesmo de ouvir a voz de Holm, Halley já sentira a proximidade e sabia o que estaria por vir. Era praticamente impossível colocar o garoto em uma posição em que ele não acabaria dizendo besteiras a ela, e mais ainda não rebater. Assim que sentiu o ar quente em sua orelha, causando um arrepio involuntário por toda a sua espinha, agarrou o saquinho que antes enchia de balas e virou-se para ele de lado, deixando o rosto próximo o suficiente para que não se encostasse de fato no lado. “Pode ter certeza que se arrependeria de fazer isso.” disse no mesmo tom, rindo pelo nariz em seguida sem perder o ar provocativo. “Sabe que eu acharia pessoas que aproveitariam melhor a minha presença, não é?” arqueou uma sobrancelha enquanto deixava alguns galeões sobre o balcão, enfiando os doces no bolso e voltando-se a ele com um dar de ombros. “Mas eu devo admitir que prefiro a sua companhia… Quer dizer, se você ainda estiver disposto a pagar a primeira rodada daquele Hidromel.” deixou implícito o convite para saírem dali e ir para um dos bares bruxos cujos donos já estavam um tanto acostumado com a presença dos alunos, e sem dedurar ninguém.
Percebeu o arrepio que afetou a outra, não deixando de ficar satisfeito com aquilo. Gostava de como a amiga poderia ser divertida, principalmente por não ter uma personalidade muito comum para uma sonserina, fazendo com que perdesse um pouco o preconceito com a casa, mesmo que continuasse evitando-os toda vez que via a cor verde pelos corredores de Hogwarts. “Eu duvidaria muito que alguém te divertiria melhor do que eu faço. Onde encontraria alguém com a minha capacidade de ser engraçado e lindo?” A brincadeira saiu dos seus lábios naturalmente, não deixando de piscar em direção a Halley para perceber o que estava fazendo. “Você já está aproveitando-se muito da minha bondade, Black, mas eu pago mesmo assim. Estou precisando relaxar um pouco.” Com isso, segurou na mão da morena, guiando-a para fora da loja, acreditando que já tinham gastado o suficiente ali. Depois de tantos acontecimentos recentes na sua vida, Parker estava precisando divertir-se com alguém como ela ao seu lado, lembrando-o que as coisas ficariam bem.
as palavras carregadas de sarcasmo do ex-namorado foram o suficiente para desviar a atenção da loira de seu discurso egoísta recheado de desculpas vazias por todos os erros que cometera naquele breve relacionamento. o silêncio, então, foi a sua única resposta nos segundos que sucederam-se, surpresa demais para conseguir formular uma defesa rápida. mas, muito além do choque, ela sabia que não possuía argumentos o suficiente para discutir o assunto. ❛❛ — meu deus! ❜ exclamou quando percebeu que já estava quieta há bastante tempo, pouco preocupada em esconder como a postura de parker havia alterado todo o plano que tinha quando se aproximara. tirando as próprias inseguranças, poucas eram as emoções que a jovem fazia questão de disfarçar. quase tudo o que fazia era intensamente e sem pensar, no final; sua traição não havia sido muito diferente. acontecera por uma simples questão de momento, e não por nenhum outro fator em específico. ❛❛ — você conhecia o meu caráter, cara! eu nunca fiz questão de fingir ser alguém diferente. ❜ tomou coragem de dizer, por fim, em uma tentativa de se defender, embora fosse apenas reforçasse exatamente o que o outro tinha lhe dito. ❛❛ — se nunca ouviu boatos sobre alguma pessoa que eu chifrei, talvez você devesse saber, só pela curiosidade, que é porque, normalmente, eu não tento namorar ninguém. ❜ contou, e era verdade, ainda que o seu tom fosse debochado e a sua expressão fosse de raiva. paciência também não era exatamente o seu forte e, se precisaria engolir todas aquelas acusações logo de alguém que ela gostou o bastante para tentar — do seu jeito torto, mas ainda assim — ter algum envolvimento mais profundo, então jessamine faria as fofocas sobre o seu caráter, enfim, valerem muito mais a pena. ❛❛ — lamento que tenha um dedo podre, mas não sou culpada por isso, caralho. talvez você não deva se envolver com quem tem tanta má fama se tiver uma próxima vez, que tal? mas aí não poderá jogar isso na cara da próxima coitada, né? ❜ murmurou mesmo sabendo que não deveria, mas já era tarde demais. a sua intenção inicial não era piorar a situação entre os dois, mas chamá-la de mau caráter como se ela agisse como um anjo? logo ele que havia presenciado até mesmo a sua trapaça ao potter mais velho? ah, isso, isso ela não aceitava. qualquer outra coisa, jessamine levaria na esportiva, mas não aquilo.
A raiva que parecia borbulhar era tudo consequência da decepção que parecia abalar o seu coração de uma forma ridícula. Sabia que não poderia ter amado alguém como Jessamine, mas tinha sido tolo o suficiente para fazê-lo, não tendo certeza no momento se era amor o que tinha acontecido entre eles. Durante muito tempo, procurou diversas formas de cobrir sua insegurança com o abandono do pai, o amor que não tinha sido oferecido para ele durante a infância. Era por isso que teve várias namoradas e amara elas como se fosse a última coisa que faria em sua vida; toda vez que acabava, uma parte de si, romântica e até mesmo um pouco ingênua, morria com o final. Parker geralmente continuava mantendo a amizade, mas era uma situação totalmente diferente aquela que encontravam-se. A risada que saiu dos seus lábios foi de puro incredulidade, provando o que tinha falado momentos atrás. Ela tinha tentado se aproximar dele e, quando não viu que era possível, começou a jogar toda a culpa do fim do relacionamento nele. Jogou a cabeça para trás, a gargalhada sendo impossível de controlar, balançando a cabeça quando olhou para a loira com lágrimas no olho devido ao esforço. Enxugou-as com a mão direita, pequenas risadas ainda escapando de si. “O problema era eu, então? Você tem razão, no entanto, eu fui muito burro em ter ido para frente com isso. Em ter acreditado que poderia amar alguém, no final das contas.” Suas palavras eram carregadas de mágoa, mesmo que dissesse tudo com um sorriso nos lábios. Tinha vontade de socar uma parede, mas não o faria, pois aquilo deixaria ele em posição de desvantagem. Por que ela tinha se aproximado, no final das contas? O que mais o irritava, no entanto, é que se Jess pedisse desculpas, aceitaria sem nenhuma hesitação, porém a outra sequer tinha tentado. Tão cheia de si que mal tinha consciência do estrago que suas ações sem pensar causavam nos outros. “‘Lamento que você tenha um dedo podre’? Pelo amor de Deus, Jessamine, cresça antes de ter uma discussão com alguém. Ninguém aguenta uma pessoa que não sabe identificar os próprios erros, que joga a culpa em qualquer um. É tão difícil assim confessar que é uma pessoa comum e que é capaz de cometer alguns deslizes de vez em quando? Você vive nesse seu mundo imaginário, porque morre de medo que tenha que encarar a realidade; quando tem que fazer isso, ignora e foge de qualquer maneira que encontra.” As palavras saíam dos seus lábios com grande frustração, percebendo que ele e a garota tinham algumas coisas em comum, no final das contas. Se tivessem terminado de outra forma, com certeza teria tentado compreender ela melhor, mas tinham coisas que não podia simplesmente ignorar. O que garantia que seria uma amiga leal em quem poderia confiar? “Sinto um pouco de pena de você, além do ódio imenso no momento. Espero, mesmo assim, que no final das contas supere o bloqueio que criou e perceba a solidão na qual está imersa.”
era muita cara de pau ir atrás do ex namorado de apenas duas semanas depois de traí-lo e dar uma desculpa tão merda como a garota havia feito com @parkholm. mas, muito acostumada a destruir as relações que começava com suas traições e trapaças, não tinha mesmo muita vergonha na cara para jessamine. assim, ainda que tivesse se passado somente uma semana depois da festa de halloween e a merda feita por ela, a bruxa viu-se procurando o ex namorado incansavelmente. não ficou exatamente aliviada quando o encontrou, mas sabia que precisava conversar com o rapaz. completamente sóbria, longe da traição, e longe de seja lá quem fosse o dedo duro. aproximou-se do loiro apressadamente, dando largas passadas pra poder alcançá-lo se ele decidisse fugir de repente. ❛❛ — parker, oi! ❜ ela o cumprimentou assim que se viu próxima o suficiente para ser ouvida, adiantando-se em tocá-lo no braço, sem querer perdê-lo de vista. ❛❛ — eu acho que não dei uma boa explicação naquele dia… não foi bem pela ciência, sabe? quer dizer, eu li que você pode saber como alguém beija pela mordida dela, mas enfim… eu estava bêbada quando falei aquilo, cara! quem me dedurou deve ter tomado um fora meu, então ficou putinho, sério! você não está chateado, está? ❜
Tentava superar o término da melhor forma que conseguia, ou seja, ignorando Jessamina completamente, o que era meio difícil considerando que eram do mesmo ano e da mesma casa. Tinha terminado de uma forma estranha que Parker ainda sentia-se meio confuso com tudo aquilo, o que ainda somava-se com a mágoa que acumulou naquela uma semana após o Halloween. A verdade é que os acontecimentos intensificaram sua insegurança, que cada vez mais crescia, reforçando que jamais seria aceito por alguém que o amasse verdadeiramente. Se nem o pai fazia aquilo, quem faria? Quando a garota começou a falar com ele, sentiu a raiva subir pela sua garganta, fuzilando-a com o olhar enquanto achava desculpas pelo que havia feito. O que mais o irritava era que sequer tinha se dado o trabalho de reconhecer o seu erro. “Jessamine, que prazer em vê-la.” Suas palavras eram cheias de sarcasmo, forçando um sorriso para a ex-namorada. Mesmo que tivesse sido um relacionamento curto, Holm era o tipo de pessoa que entregava-se completamente à outra; tinha sido demais pedir que o sentimento fosse recíproco? “Ah, eu lembro de ter escutado algo sobre isso! Não é aquele que fala que enfiar a língua na boca das pessoas ajuda a prevenir o câncer?” Um sorriso animado apareceu em seus lábios, logo depois sendo substituído por um rosto sério, demonstrando a falsidade daquele momento. “Você não vê o quão ridícula é essa conversa? Mesmo quando me trai, tenta colocar a culpa em outra pessoa. O próximo culpado vai ser eu, por ter me entregado quando você nem mesmo tentou? No final, deveria ter adivinhado que faria algo assim. Muita gente me avisou da sua falta de caráter, mas acreditei que era uma pessoa boa quando todo mundo falava para me afastar. Bem, meus parabéns, conseguiu o que queria: provou ser o que Hogwarts inteira diz que é.”
I was up in the air and she taught me a lesson alright | Cassandra & Parker
Em partes a morena entendia o que era aquilo, pelo menos era o que passava constantemente nas aulas de História da Magia. Ela se esforçava ao máximo e fazia o possível para prestar atenção na fala do Sr. Binns, mas ele conseguia ser tão monótono que nada parecia adiantar. “Eu tenho um pouco disso durante as aulas de História da Magia, mas nunca cheguei a levar uma detenção por esse motivo. A detenção mais recente que eu ganhei foi por ter ido para uma aula após tomar a poção da verdade por engano, e o resultado não foi lá um dos melhores” Cass corou ao se lembrar do ocorrido, sentindo a vergonha tomar conta de si. Ela era uma garota confiante e que sempre conseguia o que queria, ela não tinha nenhum problema em flertar com as pessoas, na verdade, gostava daquele jogo, mas algo que não estava em seus planos era admitir seus sentimentos (antigos e que estavam adormecidos em seu peito, aliás) para todos da classe. Ao mesmo tempo em que sentia vergonha da situação, também sentia uma pontada de raiva. “O exemplo que eu tive em casa nunca foi um dos melhores” disse mais para si mesma do que para o rapaz, enquanto parava para analisar o casamento entre seus pais. Amor nunca fora algo importante para eles, e aquilo era algo que transmitiam para suas filhas. Como sua irmã mais velha tinha afirmado: o amor era irrelevante para pessoas como eles. Tudo bem que não concordava com tal afirmação, mas era algo que lhe era ensinado. “Bem, em uma situação hipotética devo agradecer por você não desistir de mim. É bom saber que existem pessoas que são capazes de lutar pelo o que querem” aquilo dava um pouco de força para Cassandra, era uma pequena ponta de esperança que indicava que existia outra possibilidade para seu futuro, que as coisas não precisavam ser do modo que sua família delimitava. Uma coisa era lutar sozinha, outra era ter o apoio de uma pessoa. Com alguém ao seu lado tudo parecia mais simples e fácil, como se tirassem o peso de seus ombros. “E foi bom o beijo?” perguntou um pouco curiosa com a resposta do rapaz, sem perceber que aquilo poderia ser um pouco indelicado de sua parte. “Não precisa responder se não for ficar a vontade” acrescentou logo em seguida. Por mais que fosse amiga de Parker, os dois não conversavam sobre assuntos tão profundos e que envolviam a intimidade um do outro, mas até que estava sendo uma experiência interessante. O ravino era um bom ouvinte, e sempre parecia saber o que dizer. “Você estava namorando?” disse sem conseguir conter a surpresa em sua voz. Como não tinha percebido aquilo antes (ainda mais que era considerada por ser uma boa observadora)? Ao mesmo tempo em que queria saber de mais detalhes da relação, se conteve a não perguntar nada. O término era recente e ela não queria causar nenhum sofrimento ao garoto, já bastava o fato de ele ter sido traído. “Olha, se quer saber você está melhor sem ela. Claro que teria sido melhor se ela não tivesse feito você passar por essa situação, mas posso garantir que você vai sair mais forte dessa. Depois de uma tempestade sempre tem um arco-íris” comentou com um sorriso, esperando que aquilo ajudasse Holm a se sentir melhor. Não tinha muito o que fazer para ajudar o rapaz naquela situação, mas Cassandra estava disposta a fazer o possível. A Rowle estava tão curiosa em saber quem era a tal garota que não tinha reparado nos sinais que o garoto tinha mandado. Como tinha sido tão cega? “Por que você demorou tanto tempo para me contar?” e antes que pudesse dar a chance do amigo responder, Cass se inclinou e beijou o rapaz. Talvez estivesse se precipitando, mas por ora apenas queria tirar o tempo perdido.
Não deixou de ficar surpreso ao escutar que a outra não prestava atenção nas aulas de História da Magia, considerando o conhecimento que parecia ser aprofundado por ela na área. Não esperava menos da monitora, no entanto, sabendo as consequências para Cassandra caso não fosse perfeita naqueles aspectos. “Queria ter visto isso.” Confessou com uma risada logo depois, questionando-se o que aconteceu logo depois. Nos seus primeiros anos, com os olhos fascinados pelo mundo novo ao seu redor, acreditava que era uma boa ideia testar toda a poção que fazia em si mesmo, o que acabava sendo um grande desastre. Pelos cresciam em diferentes partes do seu corpo, tendo que ir para a enfermaria uma vez porque tinham crescido pelos até em sua garganta, incomodando-o bastante, o que deixou o pessoal bem irritado na época. Quando escutou a garota falar, lembrou-se da situação na própria casa. Pelo menos tinha crescido em um ambiente favorável, diferente dele, que foi mandado para um internato assim que souberam do “defeito” que a criança tinha. Naquele lugar, afastavam-se dele, falando que foi tocado pelo Diabo e, por isso, causava aquele tipo de desastre ao seu redor. Ao mesmo tempo que compreendia Rowle, não poderia verdadeiramente fazê-lo; e quem um dia entenderia o que se passava no interior de alguém? Poderia escutar sobre eles, aprender com eles e dar conselhos, mas saber a real intensidade das emoções e como cada ação serviu para moldar um caráter.... Impossível. “Sei do que está falando. Mas, ei, olha pelo lado positivo, pelo menos seu pai não ficou falando que você era o demônio e ficou jogando água benta em você. Além de ter tentado te exorcizar algumas várias vezes.” Deu de ombros, brincando com a situação com um sorriso divertido nos lábios, mesmo que seu interior conflitasse com a lembrança. Ainda bem que sua mãe ficou ao seu lado, se não seria mais uma criança sem lar por aí; um pouco de esperança e luz em meio às trevas que envolveram grande parte da sua infância. “Vou estar aqui para você, independente do que aconteça. E não só em uma situação hipotética.” Confirmou o que tinha dito anteriormente, não deixando de sorrir timidamente e pensar que estava adquirindo um pouco mais de confiança, mesmo que soubesse que tomar decisões precipitadas acabariam afetando o seu modo de pensar. Não sabia ao certo se estava pronto para algo de tamanha magnitude. “Não, eu posso falar. Foi... O que eu esperava, para ser sincero. E eu já tinha tomado um pouco de álcool, então não estava na minha melhor condição para pensar racionalmente sobre o que sentia.” Riu consigo mesmo, mesmo que estivesse envergonhado pela atitude. Parker gostava de beber em festas, mas confessar em voz alta era bem diferente do que manter para si, principalmente para a pessoa que você está gostando um pouco. “Oh, é.” Foi o que disse simplesmente, não querendo que Jessamine estragasse o momento que estava tendo com a morena. Quero dizer, não poderia estragar até mesmo aquilo, podia? As palavras encorajadoras de Cassadra foram o suficiente para que seu humor melhorasse um pouco mais. Quando os lábios encontraram-se, no entanto, sentiu as borboletas no seu estômago que tanto sentiu falta, mas tinham uma singularidade.
Repousou a mão direita sobre a curva da cintura alheia, puxando-a para um pouco mais próxima de si, aprofundando o beijo. Não conseguia acreditar que estava fazendo aquilo com Rowle. E fazia sentido em sua cabeça, mas estava tão confuso com os sentimentos recentes que o invadiam que sequer estava pensando racionalmente. Pela primeira vez por muito tempo (e sóbrio, é importante ressaltar), estava deixando-se guiar pelas emoções do momento. A mão esquerda subiu para a lateral do rosto dela, segurando com grande afeto, experimentando de um beijo com essência carinhosa, independente do coração acelerado que parecia impulsioná-lo para tornar o momento bem diferente do que estava sendo. Não permitiria, no entanto, que fosse estragado pelas necessidades dele, afinal sabiam as limitações dos dois. Se fossem levados unicamente pelos anseios, acabariam em posições que estavam cansados de estar, com os mesmos medos estúpidos que impediam de ir para frente. Estava verdadeiramente cansado dos pensamentos que faziam com que parasse em seu lugar, não correndo atrás do que desejava. Rowle tinha compartilhado com o garoto o que a impedia de não envolver-se com alguém por muito tempo. Eram duas faces da mesma moeda. Então fez o que acreditou ser o correto, afastou-se independente do seu desejo. Sua respiração estava irregular, um sorriso aparecendo em seus lábios quando encarou as orbes castanhas que o fascinavam mais que nunca. A mão dele deslizou para a curva do maxilar de Cassandra, fazendo movimentos circulares com o polegar em um carinho silencioso. “Não tinha falado antes, porque estava com medo do que pensaria de mim caso soubesse. Que sou um tolo por acreditar que um dia teria chance com alguém como você, fantástica em tantos sentidos que nem consigo enumerar. Tantas coisas poderiam acontecer, inclusive perder o que tínhamos.” Suas palavras eram sinceras, o que fez com que sorrisse gentilmente para ela, tirando o peso que estava em seu peito desde que viu ela. Será que suprimira tanto assim? “Estou cansado de ter medo.” As mãos seguraram as da outra, levando-as para os lábios, depositando leves beijos no dorso e na palma. “Não estou dizendo para namorarmos, porque passamos por muita coisa e, por Merlin, somos jovens! Temos muito tempo. O que estou propondo é tentarmos descobrir como passar por essas nossas pequenas inseguranças, que afetam como pensamentos, como agimos, juntos. Não só um pelo outro, mas por nós mesmos. Precisamos disso. Nesse meio tempo, podemos sair juntos e nos conhecermos como pessoas, porque já sabemos o suficiente como amigos.”