OFF CAMPUS 1.02 "The Practice"
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@parrishron
OFF CAMPUS 1.02 "The Practice"
oiiii tag! como vcs estão? após finalizar loucamente a primeira temporada de off campus em um único dia, estou doida atrás de um plot inspirado em Dean Di Laurents e Allie Hayes.
Quem quiser da like ou me chama no chat que combinamos tudooooo 🥹
oiii, tag! tô procurando partners pra desenvolver alguns plots de romance… vou deixar algumas ideias abaixo, mas todas seguem uma vibe com bastante angst, romance proibido, age gap e dinâmicas complicadas que rendem muuuito desenvolvimento!! quem tiver interesse, pode deixar um like ou me chamar no chat ❤️
algumas infos importantes: gosto de replies médias/longas (pra desenvolver bem o personagem), só jogo com maiores de 21 anos e somente f/m.
professor x aluna (universidade): muse A e muse B se envolvem em uma noite impulsiva, sem saberem quem o outro realmente era - intenso, rápido e inesquecível. dias depois, muse B entra na universidade e descobre que muse A é seu professor. agora, presos em uma rotina de convivência constante, os dois precisam lidar com olhares carregados, tensão mal resolvida e o risco de perder tudo caso ultrapassem a linha outra vez.
policial x baba: muse A é um policial marcado pela rotina pesada e pela responsabilidade de criar a filha pequena sozinho. precisando de ajuda, ele aceita quando um colega de trabalho indica muse B, sua própria filha, para trabalhar como babá. o que começa como algo prático, logo se torna perigoso: a convivência diária aproxima os dois de um jeito que não deveria, misturando cuidado, confiança e uma tensão crescente que ameaça ultrapassar todos os limites. colocando em risco, inclusive, a amizade de muse A com o pai de muse B.
dono de boate x dançarina: muse A e muse B foram o primeiro amor um do outro quando adolescentes. anos depois, muse B tenta reconstruir a vida trabalhando como dançarina em uma boate… sem saber que o dono do lugar é muse A. o reencontro é inevitável e carregado de passado, e piora quando ele passa a interferir diretamente no trabalho dela - seja mudando horários, escolhendo onde ela se apresenta ou simplesmente incapaz de esconder o ciúme ao vê-la sendo desejada por outros.
oioi tag! como vocês estão?
depois de uma sériezinha gostosa e as olimpíadas de patinação no gelo rolando, eu estou doida atrás de um plot assim! hahaha
vou deixar minha ideia aqui em baixo e, caso se interessem pelo plot, podem me chamar no chat ou simplesmente dar um like aqui que vou até você 💛
oioiii! olha só eu invadindo a tag novamente com uma ideia de plot que estou doida pra jogar!
vou deixar a baixo e, se gostarem, curtam o post ou me chamem pelo chat <3
ah! e se quiserem me falar mais ideias, estou super aberta também!!
oioi tag! acho que nunca me apresentei por aqui antes, mas sou a lia, tenho 25 anos e estou vindo loucamente atrás de um plot inspirado em um verão que mudou a minha vida !!
vou deixar minha ideia e um pouco mais sobre mim aqui em baixo, caso se interessem!
thestar-russo:
Seria mentira dizer que nunca havia imaginado qual seria a sensação ao falecer. Depois de ser adotado pelo Russo, envolto por luxos e poder, até havia esquecido a sensação de vulnerabilidade — como se fosse imortal. Mas aquela não era mesmo a primeira vez que chegava perto da morte. Antes mesmo de ser adotado, quando tudo o que tinha era o convento e as ruas, a fome e as fortes doenças já o fizeram pensar que havia chegado ao fim um bom par de vezes. A questão lhe retornara à mente também quando sua primeira figura materna, a freira Nora, tirou a própria vida; e uma última vez quando Emília, sua mãe adotiva, repetira o ato. Fazia muito tempo que não se permitia pensar na morte com sensibilidade, não após tantos machucados, não quando o assunto ainda era uma ferida não cicatrizada. Mas então lá estava ele, finalmente tendo em primeira mão a experiência que o trazia uma vez mais àquele lugar. Como era a morte? Havia perguntado a Nora, em uma ocasião, novo demais para entender qualquer resposta. A freira tinha dito que era silenciosa, calma. Que no fim, haveria paz e a certeza de que tudo ficaria bem. A certeza de que Deus os receberia, e que nada mais poderia feri-los. Stefano há muito deixara de acreditar na figura divina, mas percebeu, naqueles instantes que perdia tanto sangue e a consciência cedia, que aquela paz lhe atingia o coração e se espalhava. Que, de repente, teve certeza de que tudo ficaria bem. E então, silêncio. Tudo ficou quieto. Não houve memórias da vida como um filme, não houve uma luz branca, não houve uma dança de cores e formas magníficas. Apenas calmaria, silêncio e paz. Teria seu pai ido embora assim? Russo não achava que ele merecia, se fosse sincero. Ora essa! O próprio Stefano não se via digno daquela sensação. Mas se aquilo era mesmo a vida após a morte, ou o caminho até ela, ele não saberia dizer — e não se recordaria tão logo que as tentativas de Veronica sucediam em acorda-lo. Se o seu sono fora pacífico, o despertar parecia o oposto. Os olhos abriram de uma só vez, como quem recebia uma carga inesperada de energia, e o homem respirou fundo em uma busca agonizante por oxigenio, como se tivesse acabado de ser resgatado do mar. Tossiu um par de vezes, a mão indo na direção do abdômen que latejava a cada tosse. Quando enfim as coisas pareciam encaixar nos eixos de sua mente, se lembrou do que acontecia, de onde estava; com quem estava. “Ronnie” Uma vez mais o apelido soava tão natural que fazia parecer que há muito era utilizado. “Ai. Merda.” Xingou, devido à dor forte do peito, respirando com dificuldade. “Ei, tudo bem.” Garantiu, quando notou que ela parecia nervosa, mesmo que seus dizeres entredentes demonstrassem que ele não estava completamente bem. “Ali… embaixo… nesse pote” Apontou na direção da maleta de primeiros socorros. “O remédio.” Pediu, pois se a dor permanecesse naquele nível, talvez ele desmaiasse outra vez. E um remédio daquele com toda certeza resolveria — afinal, sequer poderia tê-lo em casa, tão forte que era. “Você… você está bem?”
Mortes. Parrish acreditava estar muito bem acostumada com tal consequência da vida; acreditava que era dura o suficiente para conseguir lidar com pessoas morrendo em sua frente ou em seus braços. Afinal, sua profissão exigia isso. Ela teve que aprender a lidar com inúmeras mortes, todas com características e dores particulares: como a primeira vez que tirou a vida de uma pessoa - mesmo sabendo que era um criminoso, não fora fácil deitar a cabeça no travesseiro sem que a cena deixasse de perturbá-la para conseguir ter um sono tranquilo -. A delegada também foi obrigada a ser forte quando, em uma missão, acabou voltando para casa sem seu melhor amigo; ou quando teve que dar a notícia aos familiares dele sobre o ocorrido. Ronnie sofreu igualmente quando descobriu que sua mãe biológica estava morta, ainda que nem tivera a oportunidade de conhecê-la. Foram anos sendo calejada pela dor do luto de diferentes formas e, por esse motivo, acreditava que as próximas vezes não seriam tão árdua - a não ser que as vítimas fossem seus pais adotivos -. Estar diante do corpo quieto de Stefano, no entanto, era tão insuportável quanto qualquer uma das dores que já havia experimentado. A Verônica que estava ali, não era a mesma que havia aprendido a conviver com a perda. Seu coração estava despedaçado e parecia praticamente impossível conseguir aceitar a morte do italiano. Ela pegou-se paralisada por alguns segundos, tomada pelo medo de perdê-lo, que antes não imaginava ser capaz de sentir. Fazia mais de minutos que ele estava apagado, mas a morena ainda tinha esperança de salvá-lo de alguma forma. As mãos sujas de sangue foram levadas até o peito desnudo do homem, onde a delegada iniciou uma massagem cardíaca “Vamos, acorda” gritou com a voz embargada, pressionando o tórax dele para baixo consecutivas vezes, mas não demorou muito até perder as forças do braço - provavelmente consumida pela tristeza “Por favor...” pediu quase em um sussurro, encostando a testa sobre o corpo dele, enquanto as lágrimas saltavam de seus olhos sem qualquer permissão. Algumas lembranças passaram a consumir a cabeça da mulher e, com isso, ela logo passou a questionar-se: Como seriam as coisas sem Stefano Russo? Como seria viver sem suas implicâncias? E seus negócios, como ficariam? Verônica estava perdida na dor daqueles pensamentos, na dor de não tê-lo mais presente, até escutar uma respiração profunda seguida de tosses e acabar levantando a cabeça tão subitamente quanto o despertar do italiano. “Por Deus... Stefano!” suspirou, levando as mãos para rosto dele com urgência; precisava certificar-se de que aquilo era mesmo real “Você estava... Oh, eu pensei que você tinha...” ela tocava-o por todo o rosto e, ao escutá-lo proferir seu apelido, chorou ainda mais “Xiii, calma, calma” ela murmurou em meio as lágrimas, quando ele resmungou de dor. Logo afastou-se, secando os olhos e buscando o remédio dentro da maleta. Correu até a pia para pegar água e voltou quase que no mesmo instante. Não desejava ficar longe dele nem por um minuto “Abre a boca” pediu, jogando o remédio em sua goela e levantando seu pescoço com cuidado, para lhe dar um pouco de água. Assim que observou-o engolindo, posicionou sua cabeça no sofá novamente e colocou o copo no chão. “Eu pensei que você não iria voltar, me deixou completamente louca...” confessou, sem pensar em como aquilo poderia soar estranho, assim como os olhos ainda marejados e completamente inchados “Você não está bem, tenta ficar em silêncio, eu...” a morena deslizou o olhar por todo o abdômen sujo de sangue do homem e pelos ferimentos, voltando a ser novamente tomada pelo medo de perdê-lo “Eu vou te limpar e te levar pro hospital” disse sem encará-lo nos olhos, começando a recolher as coisas e guardar dentro da maleta “Eu não sou médica, não sei nem o que fiz com você e nem o que pode acontecer agora. Vou te levar pro hospital, vão cuidar de você e vai ficar tudo bem” falava rápido, praticamente sem pensar, apenas com a certeza de não querer sentir o que estava sentindo minutos atrás.
thestar-russo:
Embriagado pela dor alucinante, o criminoso até tentou observar conforme a garota se afastava para procurar nos banheiros o kit sobre o qual conversavam, mas a visão parecia instável e um tanto embaçada. Nem tentou com muito afinco, afogando-se na sensação esquisita de tê-la longe. Não era como se eles vivessem juntos (céus, podia bem ser o oposto daquilo!), mas de alguma maneira conforme a jovem se afastava, tinha sentido um incômodo o qual não podia dizer reconhecer. Para a própria sorte - se é que tal palavra ainda pudesse descrever qualquer coisa naquela noite -, Veronica não tardou em retornar. As mãos ansiavam por toca-la, tanto que o fez, sem nem pensar sobre como certamente iria mancha-lá de sangue. Não era como se estivesse muito consciente de seus atos e palavras, de qualquer maneira. O pedido o fez erguer o canto dos lábios no que parecia um riso, tinha escutado aquelas palavras de formas outras formas antes. Mulheres pedindo que passasse a noite com elas, ou até que engajassem em algo mais sério — sempre odiou aquela intimação, aquele pedido tão singelo. E lá estava ele, não apenas apreciando ouvir o pedido, mas querendo mesmo atende-lo. Claro que, àquele ponto, suas forças já não mais pareciam capazes daquilo. Assentiu apenas, em pequenos movimentos, e prensou os lábios um contra o outro assim que Parrish avisou sobre a faca. Respirou o mais fundo que conseguia, fechando a mandíbula no pano com quase nenhuma força, até que ela enfim começou a extrair a arma. A agilidade era bem vinda, mas a dor se fez presente mesmo assim. Movimentou o corpo de modo instintivo, tenso, enquanto grunhia abafado pelo pano quase em um grito. Os olhos encheram de lágrimas, e quando relaxou os músculos no sofá outra vez, as coisas ficavam ainda menos compreensíveis. Não estava com medo de morrer, não nas mãos de Veronica, mas a situação tampouco era calma. “Ronnie…” Repetiu o apelido, tossindo um pouco e contorcendo a expressão a cada pontada de dor que o movimento trazia. “Não vai embora” Ele chegou a pedir, depois de puxar a toalha para longe do rosto, e foi os olhos verdes foram a última coisa que ele viu antes de desmaiar.
A sensação de querer fazer de tudo para livrá-lo daquela dor era absurda e agonizante, mas muito contraditória também, considerando que na maioria das vezes que se encontravam, Stefano só fazia Verônica sentir raiva e vontade de machucá-lo. A verdade era que Ronnie preferia mil vezes enganar-se quanto ao que sentia, do que assumir que estava apaixonada por um dos maiores criminosos que já havia encontrado. Mas, naquela noite, estava tudo estranho; e, aparentemente, não só para ela. Sabia que Stefano não parava de delirar, mas o modo urgente como ele ficava lhe tocando estava deixando-a intrigada - e ela tampouco se importava em estar sujando-se cada vez mais com o sangue dele; sentia-se bem em estar ali ajudando-o e continuaria fazendo o que fosse preciso para salvá-lo. Verônica pôde sentir o corpo arrepiar-se inteiramente assim que removeu a faca e escutou-o grunhindo; era como se também estivesse sentindo a dor - ou como se quisesse pegá-la um pouco para si. Estava sendo ruim vê-lo sofrer (ainda que tivesse desejado um momento como aquele em muitos dos encontros que já haviam tido). A mulher encarou-o nos olhos no momento em que seu apelido fora dito com dificuldade e simplesmente travou com o pedido dele, voltando à realidade apenas quando percebeu as orbes escuras distanciando-se dali “Não, não, não, não” repetiu, assim que as pálpebras do italiano se fecharam, levando ambas as mãos para o rosto dele, uma de cada lado “Ei, ei, ei, ei, por favor, não...” ela murmurou com a voz embargada, tentando trazê-lo de volta. Estava completamente desesperada, mas sabia que tinha que se acalmar; aquele era o momento de terminar de cuidar do ferimento.
A delegada soltou o rosto do homem e voltou endireitar-se no chão. “Vamos lá, você consegue” A respiração estava ofegante e sua maior vontade era de chorar; mas ela precisou ser forte. Pegou de dentro da maleta já aberta, os produtos necessários para higienizar o local e, após tirar a toalha encharcada de sangue do abdômen, aplicou o antisséptico sobre o ferimento. Logo em seguida, buscou a agulha juntamente com o fio cirúrgico; sorte era que Stefano tinha um kit completo, certamente muito bem preparado para lidar com situações como aquela - a única questão é que deveria ser um médico ali e não uma delegada -. Ronnie estava tremendo, mas não podia enrolar; o Russo não podia ficar muito tempo desacordado. Dessa forma, ela suspirou, procurando manter-se calma, e logo começou a suturar o local. Havia muito sangue, o que dificultou ainda mais para a mulher que nunca tinha lidado com um ferimento como aquele. O processo fez parecer que estava mais acabando com o restante da vida do homem, do que de fato salvando-o. Mas não demorou muito para finalizar a sutura com um nó - por sorte, o ferimento não era extenso. O resultado final não havia ficado lindo, mas ao menos havia parado de sangrar - e era isso o que importava, uh? Assim que terminou de cuidar do ferimento, a delegada aproximou-se novamente do rosto do homem ainda desacordado. Levou ambas as mãos nas laterais do rosto masculino, não se importando em sujá-lo com o sangue. Os olhos encheram-se de lágrimas, enquanto alisava-o com o polegar “Stefano!” chamou-o pela primeira vez, com um tom firme “Acorda, vamos! Você vai ficar bem, já tá tudo bem! Stefano, ei!” insistiu, levando uma das mãos para a testa dele e deslizando-a até os fios escuros “Stefano, eu tô aqui! Ei, eu tô aqui! Acorda!” pediu, agora com a voz embargada, enquanto dava-lhe alguns tapinhas na bochecha “Por favor... droga, volta pra mim!”
thestar-russo:
Se houvesse, de fato, uma vida após a morte e o pai do rapaz estivesse de alguma forma o observando naquele momento; estaria completamente desapontado. Stefano culparia a dor pela delirante sensação de confiança ao não apenas apresentar à dançarina um local do qual um número ridiculamente limitado de pessoas tinha qualquer conhecimento, mas também por ter completa fé de que estaria em boas mãos ainda que na situação deplorável em que se encontrava. E com base em que, exatamente, ele poderia dizer que sentia tamanha segurança? Nada! O que era perigoso e estúpido, e se houvesse clareza nos pensamentos, teria parado para analisar as decisões que tomava. Naquele momento no entanto, ele realmente não poderia pensar em outras mãos para toca-lo além daquelas que abriam a camisa social. A dor continuava e a cada movimento para se levantar ficava mais intensa, os grunhidos e a respiração pesada se tornando constantes. Podia sentir o corpo usar o restante da energia para aquela caminhada, talvez em uma repentina dose de adrenalina estando ali tão próximo da casa, e assim combo auxílio da morena conseguiu percorrer aquele caminho. Os músculos relaxaram assim que se deitou no sofá cedendo à exaustão, muito embora ainda houvesse certa tensão retida ali em resposta à faca que seguia no corpo. Teve ainda tempo de observar Parrish retirar a jaqueta, e ainda que não estivesse vestida como na boate, nem as vestes comuns escondiam o corpo bonito e as curvas que penetravam seu sono nos últimos tempos. Deu uma risada quando ela falou de sua camisa, que logo evoluiu para algumas tosses que faziam o abdômen ferido se mover incomodamente. “Eu sei que eu sou gostoso, mas eu acho que é melhor tirar a faca de mim antes de focarmos nisso” A provocação não passava de uma piada, já que sabia exatamente o porquê ela precisava se livrar de sua roupa, mas não pôde perder a oportunidade. Fez o que pôde para auxilia-la, erguendo um pouco o tronco e movendo os braços também fracos. E talvez fosse aquele esforço extra, mas a cabeça começou a doer ao mesmo tempo em que tudo tomou um ritmo bem mais lento. “Hm?” Buscou os olhos dela, percebendo a consciência esvaindo aos poucos. “Banheiro” Conseguiu ainda raciocinar, e mesmo que não tivesse especificado qual dos tantos que haviam ali, ela provavelmente encontraria um em cada. Era uma casa que deveria servir para aquele tipo de coisa, afinal. A pálpebra começou a pesar, mesmo que tentasse manter os olhos abertos, e parecia ter até esquecido do que realmente acontecia ali. Como se a mente só conseguisse focar em uma coisa de cada vez, e aquela coisa fosse Veronica Parrish. “Você não me deixa em paz” Resmungou, levando a mão suja com o próprio sangue até o rosto dela. “Eu só quero uma noite sem eles” Complementou, enquanto o polegar se aproximava dos olhos verdes aos quais se referia. As frases desconexas da realidade antecipavam que, em algum tempo, provavelmente desmaiaria.
Se antes Verônica não conseguia assumir o sentimento que sustinha por Stefano, agora parecia ser impossível não fazê-lo; bom, pelo menos não para si mesma. Sentia-se vulnerável; capaz de fazer de tudo pelo homem deitado no sofá - coisa que, veja bem, nunca havia sentido por nenhuma outra pessoa. Ou, melhor dizendo, nunca a haviam feito sentir-se assim. Fala sério, ninguém precisava conhecer Verônica Parrish verdadeiramente bem para saber que ela era dura demais para sentir esses tipos de coisas - ainda mais por um criminoso, uh? Estava certa de que salvaria ele, mas... e depois? O coração da delegada estava disparado e a mente suficientemente ocupada com a situação alheia para que fosse capaz de raciocinar diante das atitudes que estava tomando. A provocação do italiano fez a mulher rolar os olhos, preferindo não dizer absolutamente nada; bom, pelo menos ele estava tendo forças para as piadinhas. Ronnie caminhou rapidamente para o extenso corredor que havia ali, entrando no primeiro banheiro que achou dentre tantas portas. O desespero da mulher fez com que ela abrisse todos os armários até que encontrasse, de fato, a maleta com os utensílios de primeiros socorros e duas toalhas de rosto - voltando para a sala quase que em uma corrida. A cada segundo o homem parecia estar mais fraco e, embora já tivesse lidado com aquele tipo de situação antes, Ronnie estava nervosa - isso porque agora se tratava de Stefano, é claro. A morena ajoelhou-se no chão, posicionando-se ao lado do corpo masculino. Ela ergueu-se sobre ele, para encarar-lhe nos olhos; queria passar-lhe segurança, fazê-lo acreditar que tudo ficaria bem antes que prosseguisse com qualquer coisa. Sabia que o italiano já estava começando a delirar desde o momento em que havia lhe chamado pelo apelido, mas... porra, o que é que ele queria dizer com “você não me deixa em paz”? Ronnie sequer importou-se com a mão suja de sangue, mas sim com aquele toque. O que aquilo significava? O que tinha de errado com seus olhos? A morena perdeu alguns segundos encarando-o, tomada por todos os pensamentos e perdida nas íris escuras - que, puta merda, pareciam cada vez mais distantes dali.
“O qu... Fica comigo, ta bom? Por favor...” ela pediu em um murmúrio, enquanto afastava todos os devaneios e passava os dígitos de uma forma nem tão delicada pelo rosto machucado do homem. “Eu vou tirar isso de você” disse de maneira segura, descendo a mão até o abdômen perfeitamente definido. Haviam maneiras certas de se tirar aquela faca ou acabaria piorando todo o estado do italiano e Verônica sabia disso. Estava saindo bastante sangue do local, o que provavelmente indicava não ter uma hemorragia interna e que a ferida não estava tão profunda quanto imaginava. Isso era bom, certo?! Ronnie analisou precisamente o espaço em que a arma estava fincada, precisava tirá-la dali o mais rápido possível. Abriu a maleta, colocando, antes de qualquer coisa, luvas nas mãos - não podia correr o risco de alguma infecção. “Morde isso” ordenou, colocando uma das toalhas pequenas na boca do homem, embora desconfiasse que a qualquer momento ele desmaiaria. A outra toalha, no entanto, a mulher colocou sobre o abdômen dele; ela iria servir para estancar o sangue. Ronnie respirou fundo e antes de avisá-lo ou dar qualquer tipo de espaço que pudesse fazê-lo sentir medo, arrancou a faca em um só movimento - firme e preciso - pressionando a toalha sobre o local, enquanto a mesma encharcava-se com o sangue. Agora precisaria limpar e costurar aquilo... o mais rápido possível.
thestar-russo:
Seus sonhos e devaneios com os olhos esverdeados e o corpo chamativo definitivamente pareciam ultrapassar os limites considerando que, em uma situação tão extrema e infeliz como aquela, Veronica Parrish ainda era a pessoa que lhe vinha à mente. Primeiro teve a impressão de ouvir sua voz, e em seguida o perfume (mesmo que parecesse complicado reconhecer qualquer aroma com o nariz sangrando daquela maneira). Quando os fios macios voaram e logo os olhos brilhantes estavam na sua frente, chegou a pensar no quão ridículo que ela fosse mesmo sua última miragem antes de uma possível morte. Porque, claro, ele não fazia ideia de onde havia sido atingido; mas considerando que tinha uma faca envolvida, não poderia ter muitas chances ali naquela rua escura, sozinho. Mas foi aí que ele percebeu: não estava sozinho, e o par de olhos que pareciam duas belas pedras olivina estavam de fato lhe encarando. “Ronnie?” O apelido saiu com uma naturalidade surpreendente, considerando que fazia questão de tratá-la como Veronica ou Parrish na grande maioria das vezes em que conversam. Talvez fosse a repentina sensibilidade de contemplar a própria morte, ou porque ele realmente estava feliz para caralho em vê-la ali. O corpo doía de uma forma estranha, que não conseguiria descrever ao certo. Era como se ao mesmo tempo em que estivesse profundamente dolorido, também se encontrava quase que anestesiado. Sentiu com clareza, no entanto, as mãos em torno de seu rosto colocarem sua cabeça no colo feminino, os dedos movendo-se em seus fios escuros. “O que…” Queria perguntar o que ela fazia ali, mas sequer pôde terminar a frase antes de tossir, o sangue da boca espalhando pelo próprio peito. A mente tentava se apegar à presença dela e à pequenos detalhes, como a maneira que os dígitos passeavam pelo seu rosto. Ah, morrer assim não seria tão ruim. Espera. O que? Volte a seus sentidos, Stefano!! Piscou algumas vezes enquanto tentava organizar seus pensamentos e dizer a si mesmo que, em primeiro lugar, Stefano Russo não morreria fácil assim. Em segundo, ele definitivamente não se sentiria reconfortado pelo toque de uma de suas dançarinas – e não importava se ela era a mais interessante, intrigante e atraente mulher que ele se lembrava de conhecer. Com o resquício de força e energia que ainda não havia esvaído completamente, Russo ergueu-se, apoiado na mais jovem. Os movimentos o faziam grunhir, em especial por sentir a faca em seu abdomen. Enfim no carro, ao menos um de seus questionamentos foi respondido: ela havia dirigido até ali. Atrás dele? Passando por ali? Aqueles detalhamentos já eram um pouco demais para a mente exausta e sobrecarregada. Franziu o cenho ao encarar os arredores, demorando um bom tempo para perceber que voltavam para Road Side. “Não.” Resmungou então, tentando se mover um pouco e grunhindo outra vez pela maneira que o local ferido latejava. “Para lá não.” Não arriscaria qualquer um vendo sua situação – nem mesmo o seu pessoal, já que nos últimos dias a sua desconfiança crescia gradativamente ao pensar neles. Mostrar-se fraco e atingível daquela forma seria inadmissível. “Vamos para outro lugar.” Decidiu então – o que tampouco seria sua casa. Talvez, se tivesse pensando muito claramente, perceberia que a saída adequada não era levar uma desconhecida a uma de suas residências que ninguém sabia da existência. Quando precisava ficar fora do radar da polícia, era para lá que ia. Indicou que fosse na direção da divisa da cidade, para além da floresta daquele local, todo seu esforço compensando conforme ele se mantinha consciente e alerta o suficiente para dizer quais curvas tomar. Alguns bons minutos depois, estacionavam em frente à uma residência no meio das árvores, simples e camuflada - muito embora visivelmente grande. Não esperou por ela para abrir a porta, mas precisou sim aguardar que ela se aproximasse pois não tinha força suficiente para se manter em pé sozinho. “Tem uma chave aqui” Apontou para o próprio peito, esperando que ela o ajudasse a abrir alguns botões da camisa para revelar a pequena cópia de uma chave em seu pescoço.
O estado de Stefano Russo parecia piorar a cada segundo e, se fosse há alguns meses, a delegada sequer estaria importando-se com isso - muito provavelmente nem teria se dado ao trabalho de descer do carro para salvá-lo. Seria só mais um corpo dentre tantos outros de criminosos que já havia visto 'partir desta para melhor'. Afinal, até onde o conhecia, ele merecia isso, uh? Não era como se tivesse alguém para sofrer com sua morte; pelo contrário, a Parrish arriscaria dizer que muitos ficariam em festa pela situação. Mas, veja bem, 'se fosse há alguns meses'. Agora tudo estava diferente. Ainda que nutrisse certa raiva pelo italiano, a delegada mentiria se dissesse que Stefano morto seria "só mais um corpo". Havia preocupação sim e sentimentos que iam muito além disso. Portanto, a morena sentia-se aliviada de estar ali; queria tirá-lo daquilo tudo o mais rápido possível e faria isso. Escutá-lo chamar-lhe pelo apelido fez o coração da Parrish apertar-se; uma pontada forte vinda de um sentimento que nem ela conseguiria por em palavras. Russo não era assim, provavelmente estava delirando de dor, mas a mulher havia gostado de escutá-lo chamando-lhe daquela forma. Ela continuou percorrendo os dígitos pelo rosto manchado de sangue, tentando transmitir-lhe qualquer tipo de segurança; porque, bem, consigo ele realmente estava seguro. O indicador, no entanto, parou por cima dos lábios dele, quando o mesmo esforçou-se para dizer algo "Shh" pediu. Afinal, era necessário que Stefano não fizesse nenhum tipo de esforço. Certamente ele iria enchê-la de perguntas mais tarde, mas Verônica não se importava com isso - até mesmo porque, não seria difícil mentir e enganá-lo; isso fazia parte de sua profissão, era uma de suas maiores habilidades -.
Verônica há tempos não dirigia de maneira tão inconsequente; o pé esquerdo mal saia do acelerador. Intercalava entre prestar atenção por onde o carro passava e olhar para Stefano para certificar-se de que ele ainda mantinha-se consciente - e, por mais angustiante que fosse escutá-lo grunhindo de dor, preferia que continuasse assim; ao menos morto não estava. A delegada assustou-se quando ele disse 'não', mas freou quase que no mesmo instante; levando a destra na direção do peito masculino, para segurá-lo devido ao movimento brusco - oh, provavelmente aquilo faria ele sentir ainda mais dor "Droga" ela resmungou, irritada consigo mesma por toda a situação. A ideia de levá-lo para Road Side parecia a mais correta em sua cabeça; já estavam praticamente chegando no local. Mas certamente Russo não queria arriscar ser visto por alguém - orgulho até numa hora dessas? Fala sério! -. Verônica podia muito bem tê-lo ignorado e prosseguido para o local, mas preferiu não discutir; até mesmo porque, nem tempo tinham para isso. Deu meia volta com o carro, dirigindo conforme o caminho que ele indicava. A princípio, a dançarina imaginou que o italiano a levaria para a própria casa e até estava fingindo não conhecer as duas primeiras ruas instruídas - afinal, para onde mais ele iria querer ir? Hospitais estavam certamente fora de cogitações. No entanto, a morena não demorou para perceber que estavam indo para um local que ela realmente ainda não conhecia. Era bem distante de tudo. Não sabia se pertencia à ele e nem o que faziam ali, mas iria descobrir. Após estacionar, a mulher desceu de forma apressada de dentro do veículo - sequer dando muita atenção para a casa; arranjaria tempo para isso depois. Verônica engoliu em seco assim que os pés alcançaram a porta do passageiro, observando o estado de Stefano por um curto segundo. Assim que ele avisou onde estava a chave, ela não precisou nem pensar para aproximar-se do corpo masculino. Abriu os botões de forma ligeira, deixando boa parte do peito dele desnudo; que, mesmo sujo de sangue, ainda continuava sendo o mais atraente de todos. Tirou a chave de seu pescoço e guardou-a no bolso de trás do jeans. "Tá legal, vem cá. Você consegue, uh?" o tom de voz da delegada era firme; embora estivesse completamente aflita. Ela abaixou-se, deixando com que Stefano envolvesse um dos braços em seu pescoço e tirasse as pernas de dentro do carro; logo depois de ajudá-lo a erguer-se, envolveu-o pela cintura para dar-lhe mais suporte. Com certa dificuldade, passou pelo gigante portão e caminhou pouco a pouco até a entrada da casa. Tirou a chave do bolso e abriu a porta; entrando com o homem quase que imediatamente. O lugar parecia ser ainda maior por dentro e, por sorte, havia um grande sofá logo no primeiro ambiente. Foi ali que Verônica colocou Stefano, ajudando-o subir as pernas para deitá-lo. Naquele momento, a roupa da delegada já estava completamente suja pelo sangue. Ela arrancou a jaqueta que usava, jogando-a em qualquer canto e aproximou-se dele. “Vamos tirar sua camisa” avisou enquanto já levava os dígitos para os restantes dos botões, abrindo todos; conseguindo, no entanto, tirar com todo o cuidado apenas os braços do homem de dentro da peça, considerando, é claro, que uma parte do tecido estava preso junto à faca na região do abdômen. "Você precisa me dizer onde fica o kit de primeiros socorros. Você tem um kit aqui, certo?!"
Não havia qualquer traço passivo na personalidade de Stefano Russo, o que refletia em todos os aspectos de sua vida. Ainda sim, ele tendia a ser relativamente mais paciente quando cuidava dos negócios, porque deveria existir certa prudência naquele aspecto. No final, todo o seu poder estava diretamente conectado ao andar saudável de seus negócios, e ele não tinha mais o pai comandando as coisas para que experimentasse da mais livre irresponsabilidade. Pensou, após a morte do patriarca, que sentiria falta daquele tipo de liberdade juvenil — mas o ego era grande demais, a simples ideia de estar no topo era o suficiente para que não sentisse qualquer vontade de escapar daquele patamar. Além do mais, não haveria qualquer coisa no homem que um dia chamara de pai para sentir falta. Era claro que aprendera no decorrer dos anos, ainda quando via todo aquele mundo sem ter parte tão significativa deste, que havia uma hierarquia e respeito naquele meio. Era muito delicado, uma grande rede de chefes egocêntricos e poderosos. O mais importante não era acreditar ser o mais poderoso, mas reconhecer exatamente quais detinham mais poder a fim de tomá-lo. Oh, sim, aquele era o tipo de ensinamento pelo qual poderia agradecer seu pai. O homem diante de si, no entanto, não parecia ter aquela mesma noção. Se tivesse, não falaria daquela maneira com o Russo, que estava mesmo acima dele. Ser acusado com tamanha grosseria já seria incômodo se Stefano tivesse feito algo, o que não era o caso. Sugerir que o italiano permitia que seus homens o enganasse, como se ele fosse um idiota, aquilo era além. “Senhor Gregori” Ele colocou as mãos entrelaçadas em cima do próprio colo, mantendo o rosto passivo. “Eu sugiro que saia daqui antes de falar qualquer outra besteira.” A voz não combinava com o rosto calmo, pois era forte e claramente irritadiça. “E por sugiro, quero dizer que se não levantar agora mesmo e sair da minha frente, irá se arrepender” Foi um último aviso; não toleraria mais daquela palhaçada. O homem apenas alguns anos mais velho se retirou a contragosto, ainda murmurando idiotices que deixavam o italiano incomodado.
Não haviam se passado mais do que dois dias desde a tal reunião, que também não se passará pouco mais de uma semana após o embate com Veronica Parrish. Deveria estar aliviado de ter algo além dela para pensar, mas a verdade era que sentia-se angustiado de todos os jeitos. Quando pensava na dançarina, o estômago revirava em ansiedade e a virilha doía. Passou a evitar olhar demais para suas apresentações, pois ficava dividido entre agarra-lá ali no palco mesmo, ou socar o rosto dos homens que babavam assistindo. Por outro lado, quando pensava na atrevida acusação de Grigori, imaginava se algum dos seus seria tão audacioso e inconsequente em agir por suas costas. Se assim o fosse, ah… Pensar naquela possibilidade o incomodava, por isso talvez virou o copo de uísque com tanto afinco. Deveria estar no Road Side, ou mesmo em casa, mas beber naquele bar de qualidade duvidosa pareceu uma boa ideia no início da noite. Não lembrava bem o porquê. Não estava tão bêbado simplesmente pela resistência, já que consumira bem mais do que deveria; mas podia sentir o corpo ligeiramente enfraquecido. Quando a mente deixou aquele problema para focar em outro - cujas curvas zombavam dele em seus sonhos -, decidiu que deveria ir embora. A falta de segurança naquela noite era por puro ego, aquele tinha sido seu erro. Como se fosse bom demais para que alguém se atrevesse a atacá-lo; o que se comprovou o contrário assim que se encontrava nas ruas escuras próximas do bar afastado do centro. Nem mesmo pôde ver quando o atingiram pela primeira vez, totalmente pego de surpresa. O soco certeiro no rosto o fez cambalear e sentir o gosto metálico, e a joelhada em seu estômago que seguiu o fizera cuspir o sangue da boca. Quem eram aqueles? Não importava, iriam morrer. Ergueu-se mesmo ter retomado o fôlego por completo, a tempo de segurar um deles e torcer o braço do homem baixo, mas antes que pudesse atacá-lo de fato um chute forte em sua lateral o derrubou. Caiu junto do homem mais baixo, mas ele conseguiu se recuperar mais rápido, enquanto Stefano levou um pontapé nas costelas que o fizera grunhir com força. Quis se erguer, mas estava fraco e zonzo. Ainda no chão, os três chutes que se seguiram o fizeram ver estrelas, mesmo que infelizmente estava longe de desmaiar. Como ele havia levantado em seguida não sabia, mas logo conseguiu desferir ao menos um soco no rosto do mais alto. Pela visão periférica, notou a maneira que o menor se aproximava e tentou desviar — quem sabe aquele fora o motivo da faca ter encontrado um local inofensivo na lateral de seu abdômen. Enquanto a lâmina gelada estava em sua pele, o homem carrancudo sussurrou provocações que tão logo o fizeram compreender o que raios acontecia. Não eram ladroes, eram capangas. E sabia para quem trabalhavam. Foi o último golpe no rosto que o enviou de volta para o chão, e daquela vez não conseguiu levantar.
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Ter que dançar na boate todos os dias já havia deixado de ser o maior problema da Parrish. Era de se concordar que em todas as apresentações ela parecia se superar, estava cada vez mais solta e entregue àquilo; como se realmente gostasse do que estava fazendo. E, verdade fosse dita, a delegada, de fato, estava adquirindo certo apreço pelo falso trabalho; isso tudo por um único motivo, é claro: Stefano Russo. Era inexplicavelmente prazeroso saber que subir no palco o fazia ficar, de alguma forma, incomodado. Ainda que odiasse todos os olhares sujos e toques indesejados, ter Stefano perto de si todas as noites lhe deixava um tanto satisfeita. Verônica sabia que era errado nutrir qualquer tipo de sentimento pelo italiano, mas ás vezes se pegava tentando convencer-se do contrário - talvez para, de alguma forma, tentar aliviar a consciência -. Desde a reunião com Volkov, a delegada não havia conseguido mais nenhuma pista; era como se a investigação tivesse sido pausada - o que servia como uma grande decepção para a própria Parrish, que sempre manteve a carreira em primeiro lugar, conduzindo-a de maneira impecável. Nada poderia ser mais importante que o caso dos próprios pais biológicos, certo? Mas, oh, naquela noite, enquanto o corpo da morena movia-se com as batidas da música sensual, ela sequer conseguia lembrar-se da investigação; não naquele instante, pelo menos. A preocupação da mulher, no entanto, era no porquê Stefano Russo ainda não havia dado as caras no salão. Onde é que ele estava e por qual motivo não sabia que ele sairia? Era quase impossível não sentir a falta dele nas noites de trabalho, especialmente quando um garoto abusado invadia o vestiário para agarrar-lhe ás forças. Sorte, é claro, que Verônica conseguia defender-se sozinha e que os seguranças do Russo pareciam estar muito bem orientados a não deixarem um homem sequer aproximar-se da morena - com isso, a confusão acabou sendo resolvida em instantes. Os pensamentos da delegada, no entanto, ainda estavam presos no italiano, mas, veja bem, ela odiava sentir-se de tal maneira. Era mais confortante acreditar que, na verdade, estava preocupada apenas com a investigação e que Stefano não lhe fazia falta alguma no dia a dia
Sabia que não iria descobrir para onde Stefano havia ido, não naquele momento; e, bem, ficar em Road Side parecia errado, já que não era verdadeiramente uma puta e que não havia nada naquele dia que pudesse investigar. Ronnie, no entanto, decidiu que não conseguiria prosseguir com as apresentações e simplesmente foi embora; sem qualquer despedida ou justificativa. Era ousada demais para isso. Apenas quando entrou em seu carro que trocou-se de roupa e livrou-se da máscara. O apartamento da delegada ficava distante do centro, não podia arriscar morar próxima de Road Side. Estava cansada e completamente louca por um banho quente; talvez isso e uma boa dose de uísque lhe ajudaria a parar de pensar no Russo. Estava dirigindo rápido, mas não o suficiente para deixar de deparar-se com uma briga, em uma das ruas escuras á algumas quadras de sua casa. Verônica sempre carregou consigo o fardo de ser a típica policial que se intromete em qualquer tipo de discussão; mas não estava disposta para isso naquele momento - não pelo menos até reconhecer a vítima. Mas que porra?! Ela precisou piscar algumas vezes e firmar as íris para ter certeza do que estava vendo. Eram três contra o italiano - uma puta covardia. A morena sequer conseguiu raciocinar, tampouco lembrar-se de que Stefano não podia descobrir de seus dons para a luta - era arriscado demais. De qualquer jeito, ela estava pronta para destruí-los; Aproximou-se com cautela, até posicionar-se atrás do que parecia ser mais forte. "Ei" gritou, fazendo-o virar-se para encarar-lhe e então acertou-o com um belo chute no estômago, derrubando-o no chão.
O mais baixo, no entanto, avançou para cima da Parrish, acertando-a com um tapa forte - o suficiente para fazê-la sentir o canto do lábio rasgar. Ah, ela estava furiosa e pronta para pegá-lo de jeito. Mas, infelizmente - ou por sorte -, ele afastou-se chamando os demais para irem embora consigo "Já fizemos o que tinha que ser feito!". Essas foram as últimas palavras dele antes de todos o obedecerem e saírem correndo juntamente á ele. Como a boa investigadora que era, Verônica acabou sacando toda a jogada: não era um assalto, eles estavam ali somente para arrancarem sangue do italiano. Queriam apenas ele. Uma ameaça, talvez? Bom, não tinha muito tempo para pensar. Os joelhos da mulher foram direto para o chão, ao lado da figura masculina. Ela passou a mão pelos fios escuros dele, levantando-o pela cabeça para apoiá-lo em seu colo "Ei, eu estou aqui, me escuta, por favor!" os dígitos delicados deslizavam pelo rosto ensanguentado, enquanto os olhos esverdeados percorriam pelo corpo analisando cada ferimento "Vai ficar tudo bem, tá bom? Precisamos sair daqui" ela estava desesperada, o que, de fato, não aconteceria se fosse qualquer outra pessoa. Engoliu em seco ao observar que havia uma faca fincada na lateral do abdômen do Russo e então voltou a encará-lo nos olhos "Eu vou te levantar, mas preciso da sua ajuda" por sorte, ele não estava desmaiado e Verônica rezava silenciosamente para que isso não acontecesse. O corpo dele era pesado demais para conseguir erguê-lo sem qualquer ajuda. Ela conseguiu colocar um dos braços dele ao redor de seu pescoço e, em seguida, envolvê-lo pela cintura. Dessa forma, levantou-se levando-o junto consigo e, com certo esforço, caminhou até o carro, colocando-o no passageiro. Ela sabia que não poderia ir para o próprio apartamento - que, por acaso, não estava distante dali - haviam provas da investigação por todo lado. Levá-lo para casa dele também não parecia correto, já que certamente ele não sabia que Verônica conhecia o lugar. Contudo, a decisão da morena foi levá-lo para Road Side - lembrou-se que na sala dele havia um kit de primeiros socorros e aquilo seria o suficiente para ajudá-lo.
A vitória conquistada no banheiro fora suficiente para satisfazê-lo por alguns dias, a ideia de reafirmar que estava certo parecia encher o peito. Não porque precisava de alguma forma confirmar a si mesmo, porque o ego sequer permitia que ele duvidasse de sua influência na jovem por um momento que fosse, mas porque ele a tinha feito perceber que por mais que gostasse da ideia de ser impenetrável, de não sucumbir aos charmes do italiano, ela ainda sim não podia resistir. E ver a maneira que o rosto feminino contorceu em uma expressão confusa, incrédula e irritada…oh, ainda ocasionalmente pegava-se pensando na cena. O problema era que o rosto da jovem não era a única coisa a ocupar seus pensamentos com alguma frequência. Os cachos macios enroscando nos dedos, a fragrância doce que invadia as narinas, a maneira que ela curvava as costas e que as nádegas firmes pareciam lutar contra o tecido justo e rubro; as lembranças de toda a proximidade pareciam sempre prestes a nocauteá-lo. Por isso era aliviador o fato de que, pelo menos naquele dia, estava ocupado demais para pensar em Parrish ou realmente qualquer coisa além do encontro de negócios que teria ao cair da noite. Stefano havia encontrado-se com Kirill Volkov apenas uma vez após a morte do pai, com quem até então o homem fazia negócios. Volkov ainda parecia relutante a aceitar a competência do herdeiro italiano para com os negócios, considerando especialmente que ele somente controlava a distribuição de seus produtos em uma cidade razoavelmente pequena. Propor um novo formato de negócio, naquele cenário, era no mínimo delicado. Ambicioso como era, estava pronto para correr aquele risco. Negócios com italianos costumavam ser muito mais diretos, assertivos, a intenção era garantir os acordos da melhor e mais rápida maneira. Os russos pareciam verdadeiramente apreciar a situação como um todo, buscando aproveitar o máximo da experiência. E era por aquele motivo que já estava preparado para o cenário na enorme casa alugada pelo homem, que ficava no meio do caminho entre Sylvermaple e a cidade mais próxima. Kirill emitia um ar de frágil hospitalidade, como se sim, Stefano fosse muito bem vindo, mas a qualquer momento aquilo poderia mudar. Os enormes guarda-costas que pareciam o encarar de seus postos estratégicos reforçavam aquilo. Parecia uma versão íntima e bem menor de seu clube, na realidade, com a luz fraca e os dois espaços onde ele podia ver mulheres dançando. Não era uma surpresa, não quando experimentara aquele tipo de coisa da última vez. Volkov parecia, surpreendentemente, ainda mais sujo do que Stefano - não que ele se importasse, na realidade. ‘Dobro pozhalovat’.’ Cumprimentou, conforme o italiano se sentava no bonito e confortável sofá, que ficava relativamente distante de onde duas jovens dançavam. Após cumprimentá-lo de volta e iniciar uma conversa breve sobre a situação atual dos negócios, o homem pediu que seus funcionários lhes servissem uísque, e finalmente teve um tempo para admirar as garotas que ofereciam um show.
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Verônica sabia que mais tarde se arrependeria de tudo o que havia feito desde o inicio daquela noite; sabia que aquilo já havia deixado de ser uma simples investigação há muito tempo, mas... naquele momento ela era totalmente incapaz de pensar em qualquer uma dessas circunstâncias, tampouco impedir que algo maior acontecesse dentro daquela sala. Ter Stefano ali, aceitando silenciosamente tudo o que estava fazendo, era tentador demais e ridiculamente satisfatório. Mas, ainda que estivesse completamente entregue e alucinada, a delegada sabia que aquela postura do italiano não era normal; aliás, ele já não vinha sendo o mesmo desde o início da noite, quando se encontraram na reunião de Volkov. Estava furioso, agindo como se estivesse importando-se verdadeiramente consigo, mas... oh, isso não seria possível. Não vindo de Stefano Russo: um ser humano demasiadamente cruel para conseguir nutrir qualquer tipo de sentimento bom dentro de si. Talvez fosse exatamente isso o que mais revoltava a Parrish; saber que o homem era incapaz de ter qualquer resquício de bondade e mesmo assim continuar sentindo-se afetada pela maldita presença dele. Não queria ir embora de Road Side, mas isso não era somente pelo caso - ainda que Verônica não conseguisse assumir, parte de si sabia que não aguentaria muito tempo longe do Russo. Havia algo inexplicável entre eles. Se naquele momento ele tentasse qualquer tipo de coisa, Ronnie iria ceder - e, grande parte da mulher queria que ele tentasse. Ter as íris escuras fixadas em seu corpo a todo segundo deixava-a cada vez mais excitada e essa sensação só aumentou quando a figura masculina, que antes estava totalmente submissa, ergueu-se com devida firmeza da cadeira á sua frente. Verônica amava mandar - estava acostumada com isso na delegacia -, mas mentiria caso dissesse que ser dominada não era tão bom quanto - principalmente em situações como aquela. O semblante dele não estava muito amigável e, embora isso fosse preocupante, não deixava de excitá-la. Observou fixamente cada passo do homem, até sentir o pescoço ser agarrado pela palma grosseira; as orbes esverdeadas prenderam-se nas escuras dele e a Parrish engoliu em seco. A voz rouca do italiano era gostosa de se ouvir. Ela não esperava, no entanto, que também seria agarrada pela coxa, apoiando uma das mãos no peito desnudo dele ao chegar na ponta da mesa e não conseguindo evitar que um grunhido manhoso escapasse por seus lábios avermelhados, tendo que morder a boca para conter qualquer outro tipo de ruído indesejado. Os corpos estavam mais uma vez próximos demais, só que agora perfeitamente encaixados - e, quase como um reflexo, ela apertou as pernas nele. Teria se distraído facilmente com tal proximidade se as seguintes palavras de Stefano não tivessem sido 'você. é. minha'. Puta que pariu. A frase ecoou como um sino na cabeça da delegada. Era confuso, assustador e prazeroso demais escutá-lo dizer aquilo. Queria entender, é claro, mas obviamente não perguntaria - não seria do seu feitio. Suspirou profundamente quando o pescoço fora livrado da mão dele, arrepiando-se com a proximidade de seus lábios. Assim que o homem terminou a proposta, Ronnie permaneceu encarando-o, recuperando-se de cada coisa dita. Ele tinha o poder de desmontá-la em pouquíssimos segundos; mas, de toda forma, a vitória do dia era dela. Tinha conseguido o que queria, ainda que tivesse que ceder algumas coisas - sabia que não seria tão fácil. Depois de alguns minutos encarando-o ela saltou da mesa e abaixou-se para pegar o robe vermelho do chão, vestindo-o calmamente. Em seguida, aproximou-se mais uma vez de Stefano, com um sorriso descarado. Encarando-o nos olhos ela balançou levemente a cabeça em negação e soltou um riso nasalado, como se tudo fosse uma grande piada. Queria questioná-lo e provocá-lo, mas sabia que não devia. "Até amanhã, senhor" disse apenas, antes de dar-lhe as costas e sair rebolando da sala.
“Don’t provoke me.”
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A vitória conquistada no banheiro fora suficiente para satisfazê-lo por alguns dias, a ideia de reafirmar que estava certo parecia encher o peito. Não porque precisava de alguma forma confirmar a si mesmo, porque o ego sequer permitia que ele duvidasse de sua influência na jovem por um momento que fosse, mas porque ele a tinha feito perceber que por mais que gostasse da ideia de ser impenetrável, de não sucumbir aos charmes do italiano, ela ainda sim não podia resistir. E ver a maneira que o rosto feminino contorceu em uma expressão confusa, incrédula e irritada...oh, ainda ocasionalmente pegava-se pensando na cena. O problema era que o rosto da jovem não era a única coisa a ocupar seus pensamentos com alguma frequência. Os cachos macios enroscando nos dedos, a fragrância doce que invadia as narinas, a maneira que ela curvava as costas e que as nádegas firmes pareciam lutar contra o tecido justo e rubro; as lembranças de toda a proximidade pareciam sempre prestes a nocauteá-lo. Por isso era aliviador o fato de que, pelo menos naquele dia, estava ocupado demais para pensar em Parrish ou realmente qualquer coisa além do encontro de negócios que teria ao cair da noite. Stefano havia encontrado-se com Kirill Volkov apenas uma vez após a morte do pai, com quem até então o homem fazia negócios. Volkov ainda parecia relutante a aceitar a competência do herdeiro italiano para com os negócios, considerando especialmente que ele somente controlava a distribuição de seus produtos em uma cidade razoavelmente pequena. Propor um novo formato de negócio, naquele cenário, era no mínimo delicado. Ambicioso como era, estava pronto para correr aquele risco. Negócios com italianos costumavam ser muito mais diretos, assertivos, a intenção era garantir os acordos da melhor e mais rápida maneira. Os russos pareciam verdadeiramente apreciar a situação como um todo, buscando aproveitar o máximo da experiência. E era por aquele motivo que já estava preparado para o cenário na enorme casa alugada pelo homem, que ficava no meio do caminho entre Sylvermaple e a cidade mais próxima. Kirill emitia um ar de frágil hospitalidade, como se sim, Stefano fosse muito bem vindo, mas a qualquer momento aquilo poderia mudar. Os enormes guarda-costas que pareciam o encarar de seus postos estratégicos reforçavam aquilo. Parecia uma versão íntima e bem menor de seu clube, na realidade, com a luz fraca e os dois espaços onde ele podia ver mulheres dançando. Não era uma surpresa, não quando experimentara aquele tipo de coisa da última vez. Volkov parecia, surpreendentemente, ainda mais sujo do que Stefano - não que ele se importasse, na realidade. ‘Dobro pozhalovat'.’ Cumprimentou, conforme o italiano se sentava no bonito e confortável sofá, que ficava relativamente distante de onde duas jovens dançavam. Após cumprimentá-lo de volta e iniciar uma conversa breve sobre a situação atual dos negócios, o homem pediu que seus funcionários lhes servissem uísque, e finalmente teve um tempo para admirar as garotas que ofereciam um show.
@parrishron
O silêncio de Stefano Russo não incomodava a delegada; muito pelo contrário, só lhe dava a certeza de que estava no caminho certo. Fato era que ele sempre tinha respostas na ponta da língua - ainda mais quando confrontado de tal maneira - e, verdade fosse dita, a Parrish estava começando a se divertir ao saber que conseguia fazê-lo ficar quieto em uma situação como aquela. A mulher estava sentindo-se poderosamente no controle de tudo e, bem, realmente estava. Gostava de acompanhar a respiração exacerbada do homem; os pulmões inflando e deixando a camisa de tecido social ainda mais justa sob o peitoral perfeitamente esculpido - provavelmente pelas mãos do diabo -. Aquilo era como um incentivo para que ela continuasse com o show particular, assim como o perfume único que parecia exalar cada vez mais forte do corpo masculino. Ainda permanecendo com o joelho no meio das pernas dele, ela passou a mover o quadril de forma lenta sob um único salto. As mãos apoiadas firmemente sobre os braços da cadeira e os olhos esverdeados presos nas orbes escuras do italiano. Estranho mesmo era sentir como se estivessem sozinhos, quando na verdade, o salão ainda permanecia cheio do outro lado da porta; e, mais estranho do que isso, era o calor que Verônica começava a usufruir a cada segundo que mantinha-se próxima do corpo quente do moreno. Uma das mãos da delegada foi erguida até os fios escuros e malditamente macios da cabeça dele, entrelaçando os dedos e puxando para trás, a fim de deixar o pescoço mais exposto para si. Dessa forma, a Parrish aproximou mais uma vez os lábios do corpo dele, arrastando-os lentamente pela pele quente; traçou um caminhou até o lóbulo de sua orelha e então sussurrou de forma manhosa "Não está com calor, senhor?" no mesmo instante em que terminava a frase, ela soltava a mão que segurava de modo firme o cabelo negro, e deslizava os dígitos de maneira suave pela nuca do homem, até que estes alcançassem o colarinho e, depois, o primeiro botão da camisa. Encarando-o nos olhos, Ronnie sorriu maliciosa e começou a desabotoar a roupa de Stefano sem qualquer permissão. Foi incapaz de impedir que um suspiro escapasse por suas narinas assim que deixou exposto todo o abdômen do homem, no qual admirou-o por alguns segundos enquanto segurava as pontas da camisa aberta. Sabia que aquilo tudo estava apenas sendo um jogo, mas mentiria caso dissesse não estar tirando nenhum proveito. Stefano Russo era a maldição em pessoa e, infelizmente, Verônica estava completamente tentada pelo homem. As seguintes batidas da música fizeram a mulher libertar-se do pequeno devaneio e, então, ela deslizou as pontas das unhas de uma das mãos pelo abdômen dele, até que parassem perigosamente no cós de sua calça. Não poderia continuar tão próxima, senão acabaria prosseguindo com todos os pensamentos sujos que estavam lhe perturbando a mente e, bem, cairia numa grande cilada. "Tenta aproveitar o show" murmurou após umedecer os lábios, afastando-se de modo ligeiro, enquanto começava a mover o corpo de maneira sensual - de acordo com a música. As mãos passaram a acariciar a própria pele desnuda; subiram pela cintura perfeitamente desenhada, passando por cima dos seios e finalmente alcançando as madeixas, para que bagunçasse os fios de modo sedutor. Ronnie estava entregue. O jogo acabou se tornando divertido e excitante. E, o melhor de tudo, não estava sendo algo forçado: Verônica queria estar fazendo aquilo mais do que qualquer outra coisa. Dançar para Stefano Russo lhe dava certo... prazer. Por isso não foi difícil realizar os passos - era como se tudo tivesse sido ensaiado. A performance particular havia sido impecável, como nunca tivera feito antes. Finalizou com uma jogada de cabelo e sentada sobre a mesa; as pernas abertas e as mãos pousadas entre elas, enquanto encarava o homem nos olhos. "O que achou, senhor? Me deixe escutar falar um pouco, por favor"
Phoebe Tonkin by Darren McDonald for ELLE Australia